Bom futebol, mau resultado

Na estréia de PC Gusmão no comando do Figueirense, o time jogou um bom futebol, mas não conseguiu sair do empate contra o limitado time do Atlético Mineiro.

Depois de um primeiro tempo feio e equilibrado, a equipe se soltou depois de sofrer o gol de empate, aos cinco minutos do segundo tempo, e dominou a partida. Criou várias chances de gol, mas falhou na conclusão.

O segundo tempo, principalmente, foi o momento em que o Furacão Alvinegro mostrou seu melhor futebol desde o início da série A. Sufocou o Atlético, criou chances de gol e foi seguro na defesa, não deixando espaços para o contra-ataque do time mineiro.

O Figueira merecia a vitória, mas futebol é feito disso. A exibição, no entanto, foi um alento, deixando a expectativa de que o time pode crescer e fazer uma campanha melhor.

Boa estréia

PC Gusmão fez uma boa estréia. A defesa esteve mais bem protegida com Diogo fixo na cabeça de área. Bruno Aguiar esteve firme, ganhando quase todas por baixo e por cima. Asprilla estava bem até sair por contusão e Bruno Perone também não comprometeu – vendo-o jogar no domingo fica difícil entender porque deixou de ser aproveitado por tanto tempo. Marquinho fez um ótimo jogo atuando em sua real posição. Só Ramon destoou do conjunto. Apagado e apático, errou muito e foi corretamente substituído no intervalo.

A entrada de Magal melhorou muito o meio-campo. Depois de um predomínio do Atlético até fazer o gol de empate, o Figueira tomou conta do jogo e Magal teve uma atuação muito melhor que a de jogos anteriores, quando teve que ficar preso à cabeça de área.

Só discordei de Gusmão na troca de Tadeu por Edu Sales. Poderia ter tirado Wellington Amorim e colocado Ricardinho, mas é difícil avaliar sem saber a exata condição física dele e de Tadeu.

Para o jogo contra o Vasco, no próximo domingo, Gusmão poderá contar provavelmente com Rodrigo Fabri e pode escalá-lo no lugar de Ramon, mantendo a formação inicial do meio-campo. Também pode tentar recuperar Léo Matos durante a semana. Anderson Luís não comprometeu, mas suas limitações técnicas impedem que a equipe conte com um apoio de melhor qualidade pelo lado direito do campo.

Roman sabe a quem deve agradar

Evandro Roman se notabilizou pela quantidade industrial de pênaltis que marcava no início de carreira. Num jogo entre Figueira e Grêmio pela Copa Sul-Minas, no Scarpelli, assinalou seis pênaltis.

Depois parou com isso, mas agora se faz notar pela criteriosa escolha que faz para definir qual time deve agradar. Ontem, a balança pendeu, obviamente, para o Atlético-MG.

Seu auxiliar pelas sociais do Scarpelli deixou de dar dois escanteios claríssimos para o Figueira no primeiro tempo. Curiosamente, não teve nenhuma dificuldade, no segundo tempo, de marcar escanteio para o Galo num lance em que Bruno Perone tirou a bola pelo alto, no mesmo local onde, pelo chão, um jogador do Atlético deixou a pelota sair pela linha de fundo.

Roman usou dois pesos e duas medidas. Evitou ao máximo marcar faltas contra a defesa do Atlético-MG que fossem cometidas a menos de 10 metros da entrada da grande área. Em contrapartida, marcou tudo que pôde nas imediações da área do Furacão Alvinegro. Prova disso, foi a falta inexistente – Bruno Aguiar nem chega a encostar em Marinho – que originou o gol de Petcovic. Por outro lado, por algum motivo obscuro, parou de assinalar faltas cometidas em Cleiton Xavier. No segundo tempo, o jogador alvinegro levou um bico no tornozelo, obra de César Prates, a cinco passos da grande área do Galo e nada de apitar.

Para fechar, não deu vantagem depois de uma falta desclassificante cometida pelo zagueiro do Galo em Edu Sales. A bola sobrou limpa para Wellington Amorim, que estava entrando cara-a-cara com o goleiro. Roman, claro, marcou a falta e não expulsou o jogador atleticano, ficando só no cartão amarelo.

Houve ainda uma dividida duvidosa do goleiro Edson com Anderson Luís, no que poderia ter sido pênalti, mas como não vi o lance pela TV e minha posição no estádio não era das melhores para visualizar bem a jogada, não posso afirmar que tenha havido a falta.

Não sou muito de comentar a arbitragem, mas a péssima atuação de Evandro Roman não poderia passar incólume.

Para fritar o Gallo e o Galo

Figueirense e Atlético Mineiro não é um jogo de grande rivalidade. A partida deste domingo ganha importância além do normal num confronto entre dois times por uma série de razões.

A primeira é o fato de o Atlético ter em suas fileiras o técnico Alexandre Gallo e o lateral César Prates, que saíram daqui para lá em circunstâncias polêmicas e conturbadas. A torcida alvinegra não engoliu a postura desses dois.

O primeiro pelo trabalho ao longo do ano, apesar de ter conquistado o título estadual. Gallo não deu padrão de jogo ao time, indicou jogadores que não renderam o esperado, deixou o time em péssima condição física. Para piorar, tentou tirar vários jogadores do Furacão Alvinegro para levar para seu novo time. Conseguiu arrebanhar César Prates e Elton.

Já o problema com César Prates foi sua saída. Dentro de campo é um profissional exemplar. Corre muito, se empenha, vibra, não se entrega. Fora das quatro linhas são outros quinhentos, literalmente. Por duas vezes jurou amor eterno ao Figueira, disse que adorou a cidade, o clube, a torcida e se mandou assim que agitaram mais algumas moedinhas na frente dele. A bronca, portanto, não é por ter saído. É pelo excesso de demagogia.

A segunda razão é a estréia do técnico Paulo César Gusmão à frente do Furacão Alvinegro. Há sempre uma expectativa maior quando há troca de comando e o torcedor alvinegro espera que o time mostre uma postura melhor em campo. Não se faz grande coisa em uma semana, mas nem que seja na raça e na dedicação, a torcida quer ver um novo espírito dentro de campo.

Por fim, o jogo é importante pela situação do Figueira na tabela. O Galo é um adversário direto do Furacão na metade posterior da classificação. Assim, uma vitória significa deixá-lo para trás e ganhar uma posição.

Não se espera dos jogadores do Figueirense nenhum tipo de hostilidade a Gallo e César Prates. Isso fica para a torcida. Espera-se, contudo, que compreendam a importância do jogo para a torcida alvinegra. Uma vitória melhora muito o ambiente e encaminha um apoio ainda maior da torcida no jogo seguinte, contra o Vasco, no Scarpelli.

O time para domingo

A escalação deve ter só uma alteração quanto ao jogo anterior, a derrota contra o Cruzeiro. Sai Magal, entra Marquinho. Anderson Luís, infelizmente, continua.

É uma boa tentativa dar uma chance para Marquinho em sua real posição, no meio-campo. Com Magal, o time não ganhou em pegada e muito menos em qualidade e posse de bola. Talvez isso melhore com um meio-campo com Diogo mais fixo, Cleiton Xavier fazendo o segundo volante e Ramon e Marquinho nas meias. É uma possibilidade da equipe ganhar em poder ofensivo e em controle do jogo. Um time não se defende só combatendo o adversário, mas mantendo a bola em seus pés.

Só a manutenção de Anderson Luís é questionável. Mesmo que jogue mais preso, não é o homem para função. Não tem grande qualidade técnica nem é bom marcador. Corre muito. E só.

Pior defesa fora

O noticiário dá destaque ao fato do Figueira ter a pior defesa do campeonato. Sofrer 19 gols em sete jogos é realmente preocupante. Só que esse péssimo saldo não decorre dos jogos no estádio Orlando Scarpelli, palco do jogo deste domingo.

Em três jogos em seu estádio, o Furacão Alvinegro tomou dois gols somente. Venceu Coritiba por 2 a 1 e Sport por 3 a 1 e ficou no zero a zero com o Goiás. O grande problema do Figueirense tem sido os jogos fora de casa. Aí sim a coisa fica feia. Foram 17 gols sofridos e três goleadas contra em quatro jogos.

Em casa, até porque não enfrentou nenhum time da ponta de cima da tabela, o que também não é o caso do Atlético Mineiro, os resultados podem ser avaliados como positivos. Não fez nenhum grande jogo, mas, tirando a partida contra o Goiás, empate a se lamentar, fez o tal dever de casa.

Fora, o Figueira já enfrentou dois dos líderes do campeonato, Flamengo e Cruzeiro, e o Vitória, que tem obtido bons resultados no Barradão. Além deles, empatou com a Lusa, que faz boa campanha, depois de estar perdendo por 5 a 2.

Como o Galo não é nenhum bicho papão, uma vitória neste domingo é perfeitamente possível. Para manter a boa campanha no Scarpelli.

Que time botar em campo?

Depois de dois dias de trabalho de PC Gusmão ainda não se sabe o time que vai a campo no domingo contra o Atlético-MG. O atacante Ricardinho já está regularmente inscrito. Boa notícia. Makelele recuperou a condição física e está a disposição. Notícia não tão boa. Carlinhos, Tiago Prado e Rodrigo Fabri foram liberados do Departamento Médico, mas precisam aprimorar a parte física. Devem estar prontos para encarar o Vasco. Notícia 66% boa.

Não parei para pensar na melhor formação. Só tenho uma certeza, Anderson Luís não serve para ser titular do Figueira, nem no meio e muito menos na lateral direita. É melhor dar mais uma chance para Léo Matos e avisá-lo que é a última carroça. Se não jogar bem, é dar linha para a pipa dele, como costuma dizer o grande filósofo Zaia, lá da Finet, e buscar outro.

Lá como cá

Recentemente, o técnico Alexandre Gallo levou o elenco do Atlético-MG para uma breve inter-temporada em Águas de Lindóia, interior de São Paulo.

Nesta quinta-feira, confirmou-se que o zagueiro Nen sofreu um estiramento na coxa esquerda e vai ficar afastado por 15 dias.

Quem acompanhou o trabalho de Gallo e sua comissão técnica neste ano, como a torcida do Figueira, já viu esse filme.

Concorrência muito desleal

Acompanhando o noticiário sobre o Atlético em sites de Minas Gerais (clique aqui) uma notícia me chamou a intenção. O presidente do clube, Ziza Valadares, descartou contratações “de impacto” por conta do déficit de mais de R$ 2 milhões que o Galo registra mensalmente. É público também que o clube mineiro tem um enorme passivo e deve para quase todo mundo.

Outro dia, o candidato à presidência do Vasco, Roberto Dinamite, informou que, pelas contas da oposição, o clube deve R$ 250 milhões, além de um passivo trabalhista de R$ 40 milhões.

Isso me fez lembrar que, no ano passado, o Flamengo registrava um patrimônio líquido negativo, ou seja, se vendesse tudo que possuía, de atletas a patrimônio físico, ainda ficaria devendo.

No processo de ativar a memória por associação, me lembrei do baixinho meia Igor, dono de um chute forte, que disputou a série A de 2002 pelo Figueira.

Pois bem, Igor veio por empréstimo do Rio Branco de Americana (SP) e fez um bom campeonato brasileiro pelo Furacão Alvinegro. No fim do ano, o Figueirense tentou mantê-lo, mas o clube paulista pediu mais de R$ 1 milhão para liberá-lo. Obviamente, não deu negócio.

Semanas depois, o Rio Branco o emprestou para o Flamengo. Provavelmente calculando que, jogando no time carioca, Igor se valorizaria muito mais e o Rio Branco ganharia uma bolada o negociando com o exterior. Só que o rubro-negro “esqueceu” de pagar os salários do jogador, que entrou na Justiça, obteve sua liberação e deixou a equipe de Americana a ver navios.

Tudo isso deixa claro como a concorrência é absolutamente desleal no futebol brasileiro. O Figueira não concorre apenas com clubes que arrecadam muito mais e por isso podem pagar muito mais a seus jogadores. O Figueira concorre com times que podem pagar muito mais simplesmente porque não pagam.

Em outros países, a falência de times como o Flamengo já teria sido decretada. Eles poderiam continuar existindo se alguém se interessasse em assumir as dívidas e quitá-las. No Brasil, no entanto, esses clubes não têm donos legalmente, embora tenham donos na prática (vide o Vasco do Eurico) e seguem aplicando calotes indiscriminadamente, com uma Timemania aqui e ali para salvar-lhes a pele.

A legislação deveria obrigá-los a virar empresas. Mais do que isso, deveria obrigá-los a apresentar sua previsão orçamentária e comprovar que terão fundos para honrar os compromissos que assumiram. Ao final do ano, em caso de déficit, deveriam apresentar um plano detalhado e garantias de que o passivo seria coberto, se não, estariam sujeitos a punições legais como perda de pontos, rebaixamento e até falência.

Na prática, medidas moralizadoras como essas interessam a bem poucos. E assim, as notícias de atrasos de salários, calotes em fornecedores, sonegação de impostos e penhora de rendas pipocam do Oiapoque ao Chuí diariamente.

O que os cruzeirenses dizem de PC Gusmão

Pedi ao amigo cruzeirense Jorge Santana, autor do blog Páginas Heróicas Digitais, para fazer um comentário sobre as passagens de Paulo César Gusmão pelo time de Belo Horizonte. Por e-mail, Jorge disse que:

PC Gusmão conquistou os mineiros de2004 e 2006 sem craques. Joga com a torcida a quem atende ao primeiro grito pedindo de entrada de um jogador. De certa forma, tenta replicar o estilo Luxemburgo com palavras afirmativas e jogo efensivo. Mas não tem o talento do mestre, de quem foi auxiliar téncico na Tríplice Coroa, em 2003. Está sempre interagindo com a torcida, quer em entrevistas, quer na beira do gramado. E costuma ser atendido por ela quando pede apoio à equipe. Não é retranqueiro. Em 93 partidas, venceu 52, empatou 16 e perdeu 29. Tem defensores e críticos ferozes na mídia e na torcida. Em sua última saída, andou brigando na secretaria na hora do acerto de contas. Apesar de tudo, foi campeão e isto é o que mais interessa.”.

Santana fez mais ainda. Pediu para os visitantes do seu blog mandarem seus comentários sobre PC Gusmão. De fato, as opiniões se dividem. Muitos elogiam e muitos criticam o novo técnico do Figueira. De consenso, o fato que ele é motivador, bota o time para frente, não bate de frente com a torcida nem com a imprensa.

Para você conferir a íntegra de todos os comentários, clique aqui

Selecionei e resumi alguns dos comentários. Confira o que disseram os torcedores do Cruzeiro:

Acredito que o PC Gusmão esta entre os melhores. Conhece do riscado. Tem bela historia como auxiliar técnico. E como treinador, apesar de novato, já conquistou títulos. Acho que será bom para o Figueira (Ronaldo).

Posso garantir que correr o seu time vai, pois o PC é um motivador nato e tem boa vontade em fazer o time atacar. Dificilmente é vaiado, já que a torcida pede um jogador do banco e ele logo logo faz a substituição (Paulo Geovane Lunardi).

Gosto do PC Gusmão, apesar de que às vezes ele sonha que é o Luxa, e comete muitos erros. Ele é um bom treinador, joga pra frente e não dá muita importância aonde está jogando, isso é bom (José Neto).

Trata-se do famoso treinador “leite de caixinha”, ou seja, tem prazo de validade. No início, com seus discursos inflamados consegue motivar os jogadores. Na 10ª rodada começa a perder e a arrumar 1001 desculpas para justificá-las. Em minha opinião reúne grande parte dos defeitos do Luxemburgo poucas de suas qualidades (Ricardo Antunes).

Tem alguns dos defeitos do Luxemburgo e nenhuma das qualidades (Reinaldo Cabrito).

Aprendeu com o Luxa a motivação brega, mas, como não tem a moral do Mentor, não consegue formar bons plantéis e nem consegue angariar o comprometimento pessoal de grandes jogadores.Também aprendeu com o mestre a agradar a imprensa e a torcida para permanecer no cargo. Isso serve para tiros curtos e ambientes instáveis = futebol brasileiro!Nem de perto se assemelha ao estilo carrancudo, porém estudioso, trabalhador e de poucos privilégios do Adilson Batista. Pra finalizar: prefiro mil vezes o Adilson Batista! (Walfrido)

Acompanhei o PC aqui em Goiás neste início de ano. Com um plantel mesclado pelos “coroas” Sérgio (ex-Palmeiras), Caíco, Basílio e por um bando de meninos jogou prá frente e ganhou o campeonato até com certa facilidade. O PC, como o seu guru Luxa, já tem uma infra-estrutura de captar meninos e na próxima semana o Figueirense já deve ter pelo menos umas seis novidades na faixa de 18 a 20 anos (Velho Damas – torcedor do Atlético-MG).

Vocês vão precisar de muita sorte. Tomara que a torcida do Figueira entenda mais de futebol que a torcida do Cruzeiro, pois o Marqueteiro do PC Gusmão escala quem a torcida pede, ele nem despista pediu ele coloca na mesma hora, ao contrario do nosso atual treinador Adilson Batista que escala quem ele acha que tem que escalar, independente da torcida e da imprensa, afinal de contas ele ganha ( e muito bem ) é para isso mesmo (Rogério)

PONTO POSITIVOS:
- Veste a camisa do clube e briga por ele até o fim;
- Não é de ficar inventando desculpas e tapando o sol com a peneira;
- Trabalhou anos com o Luxa;
- Tem bom relacionamento com torcida, imprensa e funcionários do clube.
PONTOS NEGATIVOS:
- Larga mão de seus ideais e de tudo que foi treinado durante a semana e substitui de acordo com os gritos da torcida;
- Parece não estudar muito futebol e os adversários.
- Aqui no Cruzeiro perdia controle do grupo, pois vivia na gandaia e não tinha moral para cobrar depois.
- Sua comissão técnica não é das melhores (Charles).

O PC pode ser enquadrado no grupo dos motivadores. Amigo dos jogadores, imprensa e diretores. Pena que toda essa empatia não suporta 15 rodadas. Seu trabalho perde fôlego muito rápido.Outra coisa. A diretoria do Figueira pode preparar o estoque de pastilhas de gengibre. O que o sujeito grita na beira do campo é de matar de inveja o Jose Carreras! (Arísio)

O PC assumiu de vez sua independência em relação ao Luxemburgo em 2004 quando a diretoria cruzeirense demonstrava os primeiros sintomas da triplicecoroafobia demitindo o campeoníssimo treinador. Com a saída do treinador, Rivaldo resolveu cair fora já que era vítima da insatisfação de muitos jogadores do grupo. Assumiu o clube em plena disputa de uma Taça Libertadores, e em péssima colocação no Campeonato Mineiro, e estreou no clássico em que o Cruzeiro foi derrotado por 5×3 pelo Atlético. A partir dali o grupo se fechou com o treinador e chegaram ao título do Campeonato Mineiro vencendo o rival com certa facilidade na final. Mas logo em seguida o Cruzeiro foi eliminado da Taça Libertadores em pleno Mineirão pelo Deportivo Cali e esse resultado foi debitado na conta do treinador. Foi uma decisão injusta e provocada pelos sintomas da tríplicecoroafobia já que o Cruzeiro tinha muita exposição na mídia com o Vanderley Luxemburgo. E pensando nisso o Cruzeiro trocou o PC pelo Emerson Leão (Daniel Reiner).

PC Gusmão é um treinador que conhece do riscado, é um motivador nato, um cara humilde, simples e de bom trato. Também sabe casar as peças e montar um elenco de acordo com as disponibilidades financeiras. Conhece bem os outros grandes times do Brasil e em sua curta carreira iniciada em 2004, foi 2 vezes campeão mineiro, 1 vez campeão goiano com o Itumbiara (todos sabem o quanto é difícil quebrar o monopólio Goiás – Vila Nova) e fez boas campanhas na Cabofriense, no Botafogo, no Vasco e também no Náutico (foi ele quem levou o Júlio César, Acosta, Geraldo prá lá, se não me engano). Também costuma inovar e mudar a posição de alguns jogadores o que além de melhorar-lhes a produção ainda lhes aumenta a chance de serem titulares (João Chiabi Duarte).

Boa pessoa. Afável, conciliador, um “bom camarada”… Agora, como treineiro, penso que foi um dos três piores que já freqüentaram o Barro Preto, a Toca I e a Toca II. Páreo duro para Osvaldo de Oliveira e Ivo Wortmann (Franklin Bronzo).

O PC é um ótimo animador de jogos e utiliza o esquema tático vai-e-vem, que dispensa treinamentos. Tudo se resolve durante o jogo: vai….vai….vaiiiiiiiii…voltaaaaaaaa….volta…..vai…vai de novooooo. Pra quem tá em casa assistindo TV é só
teclar muting (Hércules)