Vamos separar as coisas. O primeiro fato é que o Figueirense precisa melhorar. Tem que jogar mais, ter mais posse de bola, ter mais eficiência no contra-ataque. Contra o São Paulo o time foi bravo, guerreiro, mas poderia ter resolvido o jogo se conseguisse botar a bola no chão e explorar os imensos espaços deixados pelo time tricolor.
O segundo fato, irrefutável, é que o árbitro Evandro Rogério Roman interferiu diretamente no resultado. Ele, que adora dar pênaltis que só com telescópio e câmera lenta para ver, nesta quarta-feira, ignorou não um, não dois, mas três pênaltis claríssimos a favor do Furacão Alvinegro. Dois lances foram no primeiro tempo e um no segundo, todos antes do São Paulo empatar o jogo.
Além dos lances que você pode ver aqui, houve outro em Rafael Coelho que foi puxado pelo pescoço enquanto tentava ajeitar o corpo para concluir a gol. Conseguiu chutar, mas para fora. Sem falar nos impedimentos não marcados para o São Paulo e mal marcados contra o Figueirense e naquelas faltas que matavam dois coelhos com um apito só: impediam o Furacão Alvinegro de sair no contra-ataque e permitiam ao São Paulo lançar a bola na área do Figueira. Foi uma noite desastrosa do trio de arbitragem, mas como dissemos aqui Evandro Roman sabe a quem deve agradar e mais uma vez deixou isso claro no Scarpelli.
O São Paulo teve sim mais domínio do jogo, até porque o Figueira saiu na frente já aos 7 minutos do primeiro tempo. Criou mais chances, pressionou mais, mas não foi eficiente na conclusão. Se os pênaltis fossem assinalados e o Figueira abre 2 a 0, o time tricolor se perderia de vez e aí a vitória seria ainda mais possível.
Justiça precisa ser feita: não perder, jogando contra o São Paulo e o juiz, é uma proeza.