Roman operou o Figueira

Vamos separar as coisas. O primeiro fato é que o Figueirense precisa melhorar. Tem que jogar mais, ter mais posse de bola, ter mais eficiência no contra-ataque. Contra o São Paulo o time foi bravo, guerreiro, mas poderia ter resolvido o jogo se conseguisse botar a bola no chão e explorar os imensos espaços deixados pelo time tricolor. O segundo fato, irrefutável, é que o árbitro Evandro Rogério Roman interferiu diretamente no resultado. Ele, que adora dar pênaltis que só com telescópio e câmera lenta para ver, nesta quarta-feira, ignorou não um, não dois, mas três pênaltis claríssimos...
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O queridinho da mídia

Os erros de arbitragem que favoreceram o São Paulo passaram quase batidos. O blog do Lédio Carmona cita um, o de Juca Kfouri outro. As matérias do UOL Esporte e do Lance não falam nada a respeito. O Globo Esporte registra um dos pênaltis. Paulo Vinícius Coelho não faz menção aos erros. O jornal Estado de S. Paulo fala que o Figueira teve um pênalti “sonegado”. A favor do São Paulo não é roubo, é sonegação. Os programas esportivos das TVs a cabo também passaram batido ou comentaram os lances rapidinho. Ah, se fosse o contrário. Além de entrevistas de 10 minutos com Rogério...
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A maior e mais fiel

Muita gente malha a torcida do Figueira, mas é preciso fazer justiça. Quase 13 mil pessoas no estádio no jogo seguinte ao desastre contra o Grêmio. Não é para qualquer torcida e não é para nenhuma outra em Santa Catarina.
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Figueira tem que jogar mais

O São Paulo é um adversário difícil e o Figueira sempre sofre para derrotá-lo. Dito isto, é evidente que PC Gusmão precisa fazer alterações que acrescentem qualidade ao time alvinegro. Não basta só se defender com empenho e aplicação. O time precisa jogar também. Contra Náutico e Botafogo, o time tem boas chances de vencer se, além de toda a dedicação para defender, saiba agredir também. Chegando aos 27 pontos ao final do turno, a permanência na série A estará bem encaminhada e vôos maiores poderão ser alçados se o time mantiver a boa produção.
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Mais uma pedreira

Das quatro mudanças sugeridas pelo blog (leia aqui), PC Gusmão só concordou com duas (quanta pretensão…). Uma por necessidade, a entrada de Bruno Perone na vaga do suspenso Asprilla. A outra por opção técnica, a substituição de Diogo por Jackson na cabeça de área. Além deles, Magal retorna ao time depois de cumprir suspensão no último domingo. No mais, o mesmo time que enfrentou o Atlético-PR na Arena da Baixada. Tecnicamente, o time ganha com a volta de Magal, que pode auxiliar Cleiton Xavier na tarefa de construir jogadas para o ataque. Pelo que Jackson mostrou contra Fluminense...
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Roman de novo

Parece brincadeira, mas, no fundo, a escalação de Evandro Rogério Roman para o jogo desta quarta-feira revela a absoluta falta de critério da Comissão de Arbitragem. Depois da má atuação no jogo contra o Atlético-MG no Scarpelli, Roman volta ao Scarpelli, não sem antes fazer uma arbitragem repleta de erros no confronto entre Portuguesa e Flamengo. Resta torcer para que os jogadores alvinegros tenham muito cuidado nos embates com os atacantes tricolores dentro da área e que PC Gusmão tenha treinado cortadas, bloqueios e largadas para melhorar o poderio ofensivo do Furacão Alvinegro....
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Costume arraigado

“Tenho na minha cabeça a quantidade de jogadores que eu lancei e que o clube vendeu nas duas vezes em que estou aqui. E isso é importante também, se não você não sobrevive. O futebol é bonito, romântico, é emoção, é legal, mas se você não trabalhar no custo-benefício, você não melhora o clube e eu ajudei a melhorar o clube”. Quem fez a declaração acima não foi José Carlos Lages, Rodrigo Prisco ou PC Gusmão. Foi Muricy Ramalho técnico do todo poderoso São Paulo, no último domingo, ao comentar a marca de 300 jogos sob o comando do tricolor paulista. O modelo...
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Mau trato explícito

Foi um jogo de um time que não sabia atacar, o Atlético, contra outro que só sabia se defender, o Figueira. Assim, depois de 90 e poucos minutos de maus tratos explícitos à bola, o resultado só podia ser zero a zero. Foi um jogo duro de ver. Para o Figueirense representou, ao menos, a manutenção do tabu de nunca ter perdido para o Atlético em Curitiba, um ponto conquistado fora de casa e a recuperação, digamos, moral, porque técnica não houve, depois do desastre de quinta-feira passada. O Furacão Alvinegro está esbarrando em suas próprias limitações. A formação definida por...
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Quase quebraram a bola

Vendo o jogo deste domingo, lembrei de um Figueirense e Caçadorense pelo campeonato estadual de 1991 ou 1992. Não lembro bem da data. Sei que foi o primeiro jogo depois da mudança de regra que proibiu o goleiro de pegar com as mãos a bola atrasada pelos jogadores de seu próprio time. Como neste domingo, aquele jogo também foi um zero a zero duro de assistir. Depois de longos e torturantes minutos de esbarrões, trombadas e bicos para cima, um torcedor sentado ao meu lado deu o diagnóstico: “Assim vão quebrar a bola, ô”. Pois é, naquele gramado ruim da Arena da Baixada, quase quebraram...
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Hora de mudar

PC Gusmão teve o grande mérito de recuperar emocionalmente um time destroçado e dar-lhe uma cara, um padrão de jogo. Conseguiu manter a mesma formação por vários jogos e isso ajudou na formatação da equipe. Esse padrão também ajudou a minimizar as limitações e erros individuais. Parece, no entanto, estar perdendo o fôlego. Contra o Flu, o Figueira se defendeu bem, mas padeceu do mesmo problema da partida contra o Atlético: falta de criatividade. Contra o Grêmio, o resultado foi atípico, mas se o jogo seguisse na mesma toada do primeiro tempo, o máximo que se arrancaria seria...
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