Quatro desfalques, um retorno

Edu Sales, contundido, Diogo, Magal e Cleiton Xavier, suspensos, desfalcam o Figueirense neste sábado no Maracanã contra o Fluminense. Os substitutos já estão definidos: Ricardinho, Jackson, Leandro Carvalho e Rodrigo Fabri, respectivamente. Quem volta é o zagueiro Bruno Aguiar, que, depois de tomar o terceiro cartão amarelo contra o Ipatinga, não enfrentou o Santos.

Para um time que estava cada vez mais entrosamento, é uma perda significativa não contar com quatros titulares de uma só vez. Na prática, no entanto, não é bem assim.

Magal e Cleiton Xavier serão as ausências mais sentidas. Os dois estão jogando muita bola. Aliam qualidade técnica e combatividade e fazem o meio-campo marcar e jogar.

Edu Sales está subindo de produção, mas ainda não convenceu. Ricardinho pode mostrar mais e ser mais útil, principalmente na preparação de jogadas para Tadeu. Diogo também não é grande perda. Se Jackson fechar bem a entrada da área, recuperar a bola e passá-la para quem estiver mais perto, já estará suprindo a ausência.

Será um jogo encardido. O Fluminense não está bem e mais que um time é um amontoado de bons jogadores. Só que esses podem resolver o jogo em jogadas individuais.

O Flu precisa desesperadamente da vitória e isso precisa ser explorado pelo Figueira. Não tem muito segredo. É continuar fazendo o que fez nas últimas partidas. Marcar forte, não dar espaço para o adversário e procurar atacar com velocidade e eficiência.

Se trouxer mais três pontos do Rio neste sábado, o Figueira entra de vez no bloco de cima da classificação e encaminha um jogaço contra o Grêmio na próxima quinta-feira.

Tranqüilo, tranqüilo

O Figueirense fez 3 a 0 no Santos na última quarta-feira com naturalidade. A equipe soube se aproveitar do péssimo momento vivido pelo Peixe e construiu o resultado de forma tranqüila, controlando boa parte do jogo.

O Santos só assustou de verdade no início do jogo, com duas conclusões de Kleber Pereira, uma delas para grande defesa de Wilson. Depois disso, o Figueira se assentou em campo e chegou à vitória com justiça. Foi três e poderia ter sido mais.

Time com pegada

PC Gusmão passou confiança e conseguiu dar um padrão de jogo, mas também é nítido o crescimento físico da equipe. O time morde o tempo todo, dobra a marcação, se antecipa, faz tudo que não conseguia fazer antes, quando o responsável pela preparação física não era Hudson Coutinho.

TV viu outro jogo

Quem não viu a partida inteira e se fiou nos compactos da SporTV e da RBS ficou com a impressão que o Santos dominou o primeiro tempo. O primeiro lance de perigo selecionado nos melhores momentos foi o primeiro gol, aos 27 minutos da primeira etapa. Nada mais incorreto. O Santos assustou com duas conclusões de Kleber Pereira no início da partida. Depois disso, o Figueira dominou o jogo. E se não criou chances claras de gol, rondou a meta do Peixe por várias vezes com perigo antes de fazer o 1 a 0.

A César o que é de César

Na nota Dupla que destoa critiquei a atuação de Anderson Luís e Edu Sales. É preciso ser justo, os dois subiram de produção. O crescimento de Anderson é nítido. Chegou até a fazer boas jogadas de ataque. Não é o lateral dos sonhos de ninguém, mas está jogando melhor.

Já Edu Sales marcou os dois primeiros gols e foi muito mais efetivo que nas partidas anteriores. Só não pode ser o craque do jogo por conta disso. Errou muitos passes e desperdiçou jogadas que poderiam ser revertidas em chances claras de gol.

Novo meio-campo

O Figueira perdeu três jogadores do meio-campo por suspensão. Diogo, Magal e Cleiton Xavier não enfrentam o Fluminense no sábado, no Maracanã. As ausências de Magal e Cleiton, principalmente, serão sentidas.

Com a entrada de Jackson e Leandro Carvalho, o time ganha em pegada, mas perde em qualidade técnica. A vantagem é que com os dois mais presos à marcação, Rodrigo Fabri pode jogar mais solto, já que não tem a mesma característica de Cleiton Xavier, que compõe bem a marcação e é o líder de desarmes da equipe.

Faltou torcida

Era líquido e certo que o público no Scarpelli seria maior do que o público na Ressacada. Mesmo assim, faltou gente no estádio no jogo contra o Santos. Pouco mais de 9 mil torcedores é pouco para o momento do Figueira e para uma partida como a de quarta-feira. A torcida está devendo.

Jogo para casa cheia

Não há desculpas a dar. Não somos avaianos. O jogo desta quarta-feira contra o Santos é para casa cheia. No jogo contra o Vasco, a torcida alvinegra já deu uma amostra de sua força ao levar mais de 12 mil pessoas ao estádio, melhor público no Scarpelli no campeonato até agora. Chegou a hora de superar esta marca.

O time está evoluindo, uma vitória pode significar um bom pulo na classificação, o adversário merece respeito, o horário é bom. Ingredientes que reforçam as chances de um grande espetáculo no estádio Orlando Scarpelli na noite desta quarta-feira. Imperdível.

Para manter a escrita

Desde que o Figueira voltou para a primeira divisão em 2002, os confrontos com o Santos são marcados por um escrita bem interessante. O Furacão vence no Scarpelli e perde na Vila Belmiro.

Em 2002, o campeonato ainda não era por pontos corridos e o único confronto daquele ano foi na Vila Belmiro – 3 a 0 para o Santos. A partir de 2003, no entanto, com jogos lá e cá, o Figueira venceu todas no Scarpelli.

Em 2003, o Figueira venceu por 1 a 0, gol de Triguinho aos 40 minutos do segundo tempo. Em 2004, a vitória foi igualmente saborosa. Fernandes fez 1 a 0 aos 13 minutos do primeiro tempo. Robinho empatou aos 25. Sérgio Manoel fez o gol da vitória novamente aos 40 minutos da segunda etapa, numa cobrança magistral de falta.

Em 2005 a vitória foi mais tranqüila. Livre do rebaixamento, o Furacão pegou o Santos na última rodada do campeonato para cumprir tabela e venceu por 3 a 1 (gols de Alexandre, Henrique e Márcio Martins para o Figueira e Luís Alberto para o Santos).

Já em 2006, a partida, válida pela 11ª rodada, marcava a estréia de Waldemar Lemos no comando técnico do Furacão Alvinegro, substituindo Adilson Batista que tinha ido para o Jubilo Iwata, do Japão. A vitória novamente veio, por 2 a 1, gols de Soares e Cícero para o Figueira e Rodrigo Tiuí para o Peixe. Em 2007 mais um triunfo apertado. 1 a 0, gol de Ramon.

O jogo desta quarta-feira é o tipo de jogo que o Figueira gosta de ganhar. Que a escrita se mantenha, portanto.

A grande diferença

Nesta terça-feira, o Avaí enfrentou em casa um adversário que está entre os quatro piores do campeonato. Nesta quarta-feira, é o Figueira que enfrenta um dos quatro piores do campeonato. Nada, entretanto, poderia ser mais diferente. A diferença que existe entre A e B.

Enquanto, o adversário avaiano foi o Gama, o Figueira pega o Santos pela proa. Está em má fase, freqüenta a zona de rebaixamento, não ganha faz nove jogos. Mas é o Santos. Tem tradição e tem time para dar muito trabalho e o Figueira vai ter que ter muita entrega para sair do Scarpelli com a vitória.

Nada ilustra melhor a diferente entre as séries A e B do que os adversários de Figueirense e Avaí neste meio de semana.