O Botafogo, do falastrão Carlos Augusto Montenegro, vem aí. Nesta segunda, o boquirroto diretor do clube carioca – já o conhecemos de outros carnavais – afirmou que “na minha opinião, o Botafogo é candidato não só ao G-4, como se os adversários lá da frente bobearem, podemos até sonhar com o título”.
Não sei se é para tanto. O Botafogo subiu realmente de produção e vem obtendo bons resultados desde a chegada de Ney Franco, mas ainda é cedo para afirmar sequer se vai conseguir brigar por vaga na Taça Libertadores, que dirá pelo título. Há, por baixo, meia dúzia de times mais qualificados para as duas empreitadas.
No ano passado, era a mesma coisa. O time era cantado em verso e prosa como o que praticava o futebol mais bonito do Brasil, veio ao Scarpelli pela primeira partida das semifinais da Copa do Brasil e tomou um banho de bola do Figueira. Perdeu por 2 a 0 e foi pouco. Naquela noite, o Furacão Alvinegro realizou uma de suas melhores exibições dos últimos anos.
O Botafogo é freguês. Nunca venceu o Figueirense no Scarpelli. Aliás, também nunca venceu no Rio de Janeiro. Sua única vitória foi assim que o Figueira retornou à série A, em 2002. Cumprindo pena de perda de mando de campo, o Furacão Alvinegro jogou na Arena da Baixada, em Curitiba, e perdeu por 3 a 0. Depois disso, mais nenhuma vitória.
De qualquer forma, será um grande jogo. O Figueira vem de uma grande vitória e vencer o Botafogo significa subir ao menos uma posição na tabela, justamente ultrapassando o time carioca. Se pretende vôos maiores neste Brasileiro, esse é um jogo-chave.