Sem Magal e Marquinho

Marquinho tomou o terceiro cartão amarelo e Magal pegou dois jogos de suspensão, um já cumprido, por sua expulsão contra o Santos e desfalcam o Figueira no jogo deste sábado contra o Náutico, nos Aflitos.

PC Gusmão não definiu os substitutos, mas o velho Pacheco, meu pai, já antecipou uma alternativa antes do jogo contra o São Paulo. Três zagueiros, com Magal pela ala direita e Diego pela esquerda.

É uma alternativa. Ao menos no jogo contra o São Paulo, com três zagueiros (Aguiar, Perone e William Matheus) e os alas batendo com os alas adversários impediria o time paulista de ficar virando o jogo como fez a partida quase toda. Isso porque no 4-4-2, o lateral oposto ao lado onde está a bola tem que fechar para o meio para fazer a sobra da zaga.

Além disso, Magal – esse por absoluta falta de opção – e Diego pelas alas poderiam dar mais força ofensiva à equipe sem desguarnecer a defesa.

Como Magal não joga, essa especulação só serve para a próxima partida. Para o jogo contra o Náutico, o melhor a fazer é escalar o meio com Jackson, Leandro Carvalho ou Diogo, Cleiton Xavier e Rodrigo Fabri. É um jogo igual. O Náutico está mal no campeonato. É hora de fazer, ou ao menos ousar fazer, mais um crime fora de casa.

A primeira meta é 45 pontos

Não adianta enfeitar o pavão. A primeira meta do Figueirense no campeonato brasileiro deste ano é atingir logo a cota dos 45 pontos, número estimado para assegurar a permanência na primeira divisão.

Quanto mais cedo conseguir chegar lá, mais cedo poderá mirar em outros objetivos, mas o fundamental, no momento, é atingir os 45 pontos.

Assim, a meta mais imediata, bastante realista e razoável, é conquistar quatro pontos nos três jogos que faltam para encerrar o 1º turno do campeonato (Náutico – fora, Botafogo – casa, Inter – fora).

Com isso, o Furacão Alvinegro terminaria o turno com 25 pontos. Na hipótese mais dramática precisaria então de mais 20 pontos em 19 jogos para garantir a vaga na série A de 2009. Isso, se a coisa degringolar. Se fizer um returno razoável garante vaga na Copa Sul-Americana.

Para mais que isso, precisa melhor bastante.

De milhões a merrecas

Vandinho só sairia por 13 milhões de euros, valor da multa contratual. Depois de anunciado o interesse do Flamengo, falou-se em quatro milhões de reais, que corresponderiam aos 20% que o Avaí teria direito pelo acordo com a Traffic/LA Sports. Em seguida, comentou-se que a transação renderia R$ 1,9 milhão aos combalidos cofres avaianos. Nesta sexta-feira, o valor já tinha caído mais um pouco: 750 mil reais mais um jogador por empréstimo.

O registro do jogador no Flamengo, publicado no BID da CBF (clique aqui – tem que selecionar o Rio de Janeiro no campo da UF e a data de 01/08/08 no outro campo) mostra que a transação se deu entre Avaí e Desportivo Brasil, o time de fachada da Traffic.

O contrato de Vanderson da Silva Souza com o Avaí, que ia até 04/12/2012, foi encerrado, ele foi registrado pelo Desportivo Brasil até 28/12/2012 e emprestado ao Flamengo até 31/12/2009.

Resumo da ópera: se o Avaí ganhou de fato algum veio da Traffic/LA. O Flamengo entrou no esquema de “engorda-craque” das duas empresas. O lateral Eltinho foi cedido ao time carioca do mesmo jeito. O meia Everton, do Paraná Clube, também cogitado pelo rubro-negro da Gávea, foi negociado com a Traffic que o emprestou para o time paranaense até o final do ano. No início de 2009, deve rumar para o Rio de Janeiro também.

No fim, fica a lição. É melhor ficar quieto do que falar besteira. A Traffic/LA negocia seus jogadores como, quando e com quem bem entender e o Avaí vai ganhar no máximo uma merreca, um cala-boca.