Inusitada noite sem luz

Foi uma noite inusitada. Me atrasei para o jogo, coisa que raramente acontece. Ventava forte, coisa quase comum em Florianópolis. Caiu a energia no estádio e nas imediações, outra coisa raríssima. O jogo começou com mais de uma hora de atraso. Depois de 15 minutos de bola rolando, caiu a luz de novo. A torcida começou a ir embora. O árbitro deu mais 30 minutos para resolver o problema. Aos 29’30’’ a luz voltou. Mesmo assim o jogo foi suspenso.

Foi realmente uma noite inusitada. O único fato absolutamente corriqueiro foi o péssimo futebol que o Figueira apresentou durante os 15 minutos de jogo.

Eram 19h50 e estava no Centro da cidade. Tinha um compromisso marcado anteriormente e só depois dessa hora me liberei para ir para o jogo. Estava na rua Nereu Ramos esperando meu filho passar para me pegar. Da rua que desce para Osmar Cunha vem um amarelinho da Transol (agora virou amarelão, depois que trocaram o micro-ônibus por um grande, para faturar mais com menos viagens) para entrar na Nereu Ramos. Pois o trambolho empaca e não consegue fazer a curva para entrar na rua em que eu estava. O trânsito pára. Não passa carro de lugar nenhum. Olho para o relógio, 20 horas.

Àquela altura fiquei pensando se aquilo era presságio. E se fosse, o que significava? Era prenúncio de uma noite ruim? Era sinal de que o Avaí ia de novo conseguir a proeza de bailar na curva?

Enquanto ruminava questões cruciais como essa, finalmente o amarelinho-ão consegue manobrar e seguir em frente. Logo atrás, meu filho com o carro. Disparamos para o estádio. Claro que no lugar onde costumamos estacionar não ia ter mais vaga. Paramos mais longe. Começamos a caminhada. O Figueira já está entrando em campo – detesto chegar em cima da hora –, quando estamos no meio do caminho, bum, apaga tudo, escuridão total. Da rua Andrelino Natividade da Costa dá pra ver a torcida nas grandes arquibancadas fazendo festa na penumbra.

Outro presságio? O Figueira vai dar um show e os deuses alvinegros não querem que eu perca um minuto? Ou apenas mais um evento lamentável de uma noite horrorosa?

Mais de uma hora depois a luz volta. O jogo enfim vai começar. O Figueira perde o cara ou coroa e vai ter que começar contra o vento. Aí já é sinal de que as coisas não estão nada boas. Aos sete minutos, o árbitro Wilson Seneme inventa um pênalti para o Fluminense. Washington manda a bola na garagem da Emflotur. Agora, a coisa vai.

Mal. Vai continuar mal. O lateral Carlinhos ajeita a bola no braço para evitar a saída pela lateral. O árbitro não vê, ou finge que não vê. Asprilla dá mais uma pixotada, cruzamento para área e gol do Fluminense. 1 a 0. A luz apaga de novo. O futebol do Figueira nunca acendeu. 

Depois teve mais espera, luz voltando 30 segundos antes do que devia, estádio vazio, jogador do Fluminense falando besteira, comentarista esportivo falando besteira, treinador discutindo com torcedor, Rodrigo Prisco questionando comentarista no ar (no que fez muito bem). Teve de tudo. E tudo diferente. Só o futebol do Figueira continuou o mesmo. Haja escuridão.

Comentários ligeiros

  • Os adversários não querem deixar, mas o Figueira está fazendo uma força descomunal para entrar na zona de rebaixamento. Vai acabar conseguindo. 
    • Creio que esse item não entre nas estatísticas, mas o Figueirense deve ser o time que mais dá bico para o alto de todos que disputam a série A. A junção da falta de qualidade técnica com as opções táticas de Mário Sérgio exacerbam esta característica. Junta chuva aos montes num jogo e ventania contra no outro e a situação só piora.
      • As rádios já esclareceram. Se um jogador tomar o terceiro amarelo ou for expulso no domingo contra o Grêmio, pode jogar na retomada da partida contra o Flu. Cumpre suspensão contra o Atlético-PR que, pela tabela, é a partida seguinte. Se um jogador se contundir contra o Grêmio também pode ser substituído para o jogo contra o Flu, segundo Virgílio Elísio da CBF. Cabe a pergunta: se Mário Sérgio for demitido depois do confronto em Porto Alegre, terá que sentar no banco contra o tricolor carioca?
      • É de se pensar na demissão de Mário Sérgio em caso de derrota contra o Grêmio. Está claro que esse time só joga no tranco. Traz outro para berrar “vamu lá, porra” na orelha dos jogadores, dar um gás de umas duas ou três vitórias nessa reta final e evitar o rebaixamento. Porque a essa altura não vai ser na tática ou na técnica. Só o “vamu lá, porra” pode salvar o Figueira.

      Vai ter que ser na marra

      Se o Figueira não quer prolongar o sofrimento e complicar ainda mais situação no campeonato brasileiro, precisa vencer o Fluminense no jogo desta quinta-feira, no Orlando Scarpelli.

      Vai ter que ser do jeito que der. No abafa, na pressão, na marra. Querer que, a essa altura do campeonato, o time jogue bem é se iludir. Há jogos em que se joga bem, há jogos que simplesmente se vencem. No peito, na raça, na vontade. É com isso que o Figueira tem que contar hoje.

      Com isso e com o apoio da torcida. Sejam cinco mil, 10 mil ou 15 mil torcedores que estejam no Scarpelli nesta quinta-feira, eles precisam estar para lá ajudar o time a buscar a vitória.

      Nem vou entrar em veleidades como posicionamento, escalação ou qualidade técnica. Hoje vai com quem for e do jeito que der. No peito, na raça, na marra.

      Para quem já viu o Figueira ser eliminado da série C por Caxias, Brasil de Pelotas ou Juventus da Mooca, o momento atual é café pequeno. E se paramos de sermos eliminados da série C por aqueles times e hoje enfrentamos os grandes do país de igual para igual, é porque time e torcida fizeram por merecer. Essa história não pode ser esquecida.

      Quebra tudo, Figueira! 

       

      Para exorcizar os demônios

      O jogo de quinta-feira contra o Fluminense é uma boa chance do Figueira exorcizar boa parte dos demônios que lhe vem incomodando nos últimos tempos.

      Exorcizar a derrota na Copa do Brasil, ocorrida no ano passado, por exemplo. Exorcizar o risco do rebaixamento. Exorcizar a seca de vitórias em casa. Exorcizar as críticas de boa parte da imprensa, que resolveu pegar a torcida alvinegra para Cristo.

      É claro que a animação não anda muito grande, mas é melhor torcer agora do que esperar o time cair para a segunda divisão e aí sim voltar a apoiar, como muitas torcidas resolveram fazer ultimamente.

      E a história do Figueira está cheia de exemplos de garra, de superação, de voltas por cima. Esse ano mesmo, que não está sendo dos melhores, começou muito bom, com a inédita e inesperada conquista da Copa do Brasil. No estadual, mesmo sem conseguir mostrar um padrão consistente de jogo, o Furacão Alvinegro conseguiu se superar e vencer um campeonato que estava muito mais ao alcance dos outros.

      Os exemplos estão aí, portanto. O Figueira é o time que cresce na hora da adversidade, diferente de outros que amarelam inapelavelmente. É hora, portanto, de time e torcida jogarem juntos para resgataram a mística da camisa alvinegra.

      Ficar em casa, de pijama, chorando os fracassos é coisa de avaiano.

      Quebra tudo, Figueira!

      Entre os maiores clássicos do Brasil

      A revista Trivela convidou jornalistas brasileiros e estrangeiros para escolherem os maiores clássicos do país e do exterior. A publicação forneceu uma lista de 100 jogos e pediu para que cada jornalista listasse 20 confrontos brasileiros e de fora, por ordem de importância.

      Assim, o 1º colocado recebeu 20 pontos, o segundo, 19 e sucessivamente até o 20º, que ganhou um ponto. Além disso, se um clássico brasileiro fosse listado entre os maiores do mundo, recebia mais cinco pontos de bônus.

      Na edição de outubro, Trivela apresentou a lista dos 25 maiores clássicos do país e os 25 maiores do planeta. Entre os grandes confrontos brasileiros figura Figueirense e Avaí.
      Está certo que numa lista de 25 cabem quase todos os grandes clássicos, mas o jogo entre os times de Florianópolis figurou num honroso 17º lugar, à frente de partidas como Santos e São Paulo, Sport e Náutico, Fluminense e Botafogo e Palmeiras e Santos.
      O pequeno texto dedicado ao jogo entre Figueira e seu freguês preferido apela, no entanto, para uma simplificação muito comum. Qualifica o confronto entre a disputa entre a Ilha, representada pelo Avaí, e o Continente, representado pelo Figueira.

      Não é bem assim, quem vive em Florianópolis sabe bem disso. Há alvinegros e avaianos tanto na parte insular como na parte continental da cidade. Como torcedor do Figueira, poderia reclamar de outra escolha, citar as maiores goleadas, item que o Avaí leva vantagem. Poderia citar os longos tabus a favor do Figueira ou o fato do Furacão Alvinegro ter descontado uma diferença histórica e ter colocado 10 vitórias de vantagem (139 a 129, com 118 empates)

      O Gre-nal foi eleito como o maior clássico do país, seguido por Palmeiras e Corinthians e, em terceiro lugar, o Fla-Flu. No exterior, Real Madrid e Barcelona ficou na ponta, seguido por Boca e River e por Rangers e Celtic.

      O time para quinta-feira

      Wilson; Gomes, Peroni e Asprilla; Diogo, Cleiton Xavier, Jackson, Marquinho e Cazumba; Ricardinho (Rafael Coelho) e Bruno Santos.

      Com a suspensão do zagueiro Alex, este seria minha escalação preferida par o jogo contra o Fluminense na próxima quinta-feira. Testaria ainda, nos treinos, Peter na ala-direita e Roger no lugar de Jackson, para ver se são boas opções.

      Dois princípios básicos essa formação leva em consideração. O primeiro é tirar do time quem não mostrou futebol para ser titular (leia post sobre o assunto aqui). O segundo pressuposto é fazer o feijão com arroz. Zagueiro de zagueiro, ala de ala, meia de meia, atacante de atacante. Nada de improviso, e por isso o ala Peter deve ser testado, já que Diogo seria a improvisada exceção que confirmaria a regra.

      E que o velho espírito guerreiro do Furacão Alvinegro ressurja na quinta-feira no Scarpelli.

      O cachimbo e a boca torta

      Tadeu bateu o pênalti pifiamente, mas Fábio Costa se adiantou uns três metros. Na letra fria da regra, o árbitro deveria ter mandado repetir a cobrança. Pouco, no entanto, se comentou na imprensa do Eixo. Se fosse Wilson a recorrer ao mesmo expediente, seriam horas de análise e condenação do lance.

      É aquela velha história. Se um time do Sul, no caso atual o Grêmio, está nas cabeças, marca forte e comete muitas faltas, é violento. Se for o São Paulo, é competitivo.

      No sábado, Washington, atacante do Fluminense, esticou o braço na altura da cabeça num cruzamento para a área do Palmeiras. Não chegou a tocar na bola, mas na seqüência, sem tocar em ninguém, a pelota entrou. 1 a 0 para o Flu. Na saída de campo para o intervalo, o repórter da Globo já chegou no atacante com a resposta: Washington, o braço no lance foi por causa do movimento de corrida, não? Aqui e na China aquela foi uma tentativa de, no mínimo, ludibriar ilegalmente o adversário e assim merecia ser punida com marcação de falta.

      O maior problema é que a imprensa do Eixo é tão provinciana quanto à do resto do país, mas tem repercussão nacional. E aí parte do público compra uma visão regional como se fosse cosmopolita e moderna. Está vendo o mundo pelo umbigo dos outros.

      É o caso, por exemplo, de André Santos. No Corinthians ele não fez mais do que há havia feito no Figueirense. E aqui sempre teve que enfrentar grandes adversários na série A. Neste ano, na série B, está deitando e rolando porque a concorrência é muito inferior. Só que, quando estava no Figueira, e foi indicado entre os três melhores laterais da série A de 2007, teve comentarista da Sportv dizendo que isso era sinal do nivelamento por baixo do futebol brasileiro. Depois que foi para o Corinthians virou craque e merece uma chance na Seleção. É assim que funciona.

      A hora de algo mais

      Ao desperdiçar a vitória sobre o Ipatinga sofrendo um gol aos 48 do segundo tempo e ao entregar o jogo para o Santos perdendo um pênalti quando dominava o jogo, o Figueira definiu o que quer nos últimos sete jogos da série A: lutar pela permanência contra Atlético-PR, Náutico, Vasco, Ipatinga e Portuguesa.

      São seis times brigando por duas vagas na série A de 2009. É hora então de algo mais. Da direção do clube, da comissão técnica, dos jogadores, da torcida. E tem que começar no jogo contra o Fluminense na quinta-feira. O time carioca está se recuperando no campeonato, fez bons jogos contra Atlético-PR, Vitória e Palmeiras e tem um elenco superior ao do Figueirense.

      Uma vitória do Furacão Alvinegro representa vantagens em dois sentidos. O primeiro são os próprios três pontos a mais na classificação, com o ganho adicional em confiança e bom astral. O segundo é não deixar o Fluminense desgarrar e manter o tricolor próximo aos outros times que também brigam contra o rebaixamento.

      É hora, portanto, de lotar o estádio, berrar, pular, cantar e empurrar o time para vitória. Não é hora de reclamar de tudo de errado que foi feito nesta temporada. Isso fica para depois, seja qual for o resultado ao final da temporada. Agora é momento de união, de resgatar a velha garra alvinegra, de buscar uma vitória que, a princípio, parece estar acima de nossas possibilidades. Essa é a marca da história do Figueira e é tudo que precisamos no jogo de quinta-feira.

      Para inspirar o clima para o jogo contra o Flu, nada melhor que conferir o vídeo postado pelo Meu Figueira. É de arrepiar.

      Incompreensível insistência em quem não merece

      A quantidade de jogadores contratados pelo Figueira nesta temporada e que não mostraram a que vieram é grande. De boas contratações, a princípio, como Wellington Amorim e Ricardinho, passando por apostas arriscadas como Rodrigo Fabri e Lima, e chegando a outros jogadores trazidos mais por desespero do que por qualidade como Leandro ex-Eugênio Soares e Leandro Carvalho.

      Costumo ser paciente com jogadores, às vezes, até demais, mas a essa altura não vejo mais como insistir com alguns, como Rodrigo Fabri, Edu Sales, Wellington Amorim, Leandro Carvalho e Ramon.

      Os três primeiros ainda têm qualidade técnica, mas simplesmente não engrenam. Sales e Amorim ainda fizeram bons estaduais – ressaltando-se o nível muito inferior a uma série A, mas no campeonato brasileiro pouco produziram. O segundo, para mim, é a grande decepção do ano. Esperava muito mais dele, mas atualmente se limita a girar e tocar para trás. Simplesmente se esconde do jogo. Já Fabri nunca conseguiu ter uma seqüência linear. Quando parecia que ia começar a produzir mais, vinha uma contusão para atrapalhar.

      Leandro Carvalho e Ramon não mostraram qualidade para jogar na série A. Nesse sentido, a insistência de Mário Sérgio com Ramon e é inexplicável. O ex-gremista não acerta uma. Mata de canela, erra passes, não desarma, não arma, é nulo.

      A entrada de Leandro Carvalho neste jogo contra o Santos também foi incompreensível. O time perdia por 2 a 0, Perone não estava mal, ganhava, inclusive, a maior parte das disputas com Kleber Pereira e Mário Sérgio resolveu trocá-lo por Leandro, recuando Gomes para a zaga.

      Na primeira vez em que foi notado em campo, Carvalho chegou atrasado e Rodrigo Souto fez o gol depois da cobrança de escanteio. Na segunda vez, chegou atrasado de novo, fez falta no adversário e levou amarelo. Porque é um fato simples de entender. Ele quase sempre chega depois. A única diferença é que ou chega tão atrasado que não consegue fazer a falta ou chega menos atrasado e comete a falta.

      Tadeu, por sua vez, é um caso à parte. Sua disposição e empenho são quase comoventes. Só que em futebol isso não basta. Posso tentar relembrar meus tempos de juventude e assumir a lateral-direita do Furacão Alvinegro. Garanto que no minuto e meio que resistirei em campo antes da chegada da ambulância darei o máximo. Por absoluta falta de condição física não sirvo para ser jogador de futebol. Absoluta falta de qualidade técnica é um impeditivo igualmente forte para alguém que deseje exercer o ofício.

      É o caso de Tadeu. Posso ser malhado nos comentários postados neste blog, mas não vejo diferença entre ele e o jovem Marquinhos, campeão da Copa SP de juniores. Aliás, pelo pouco que vi o atacante da base alvinegra jogar, este leva vantagem sobre Tadeu. A técnica é igualmente escassa, mas é jovem e pode melhorar nesse quesito. Fisicamente também é alto e forte. E conclui bem melhor em gol, o que não é difícil na comparação com Tadeu.

      Se for para jogar com um centroavante fixo, Bruno Santos, que não é nada extraordinário, é melhor que Tadeu. Se for para insistir com Edu Sales e Wellington Amorim, mais vale botar Rafael Coelho, que ao menos não tem medo de dividida e de chutar em gol ou dar outra chance a Ricardinho. Se for para insistir com Fabri, mais vale dar vez a Talheti, mesmo sendo uma péssima hora para jogar um jovem promissor em tamanha fogueira. Não posso responder pelo conjunto da torcida, mas eu certamente não responsabilizarei o jovem meia pelo mau desempenho do time. Se for para continuar apostando em Leandro Carvalho e Ramon, mais vale promover a estréia de Roger, que, depois de chegar em Floripa feito uma paca gorda, parece ter entrado em forma. Ou então dar uma chance a Ricardo, volante dos juniores que jogou muito na Copa SP. O que não dá é para insistir em quem já teve todas as chances que podia ter e não produziu o suficiente para justificar tanta insistência.

      Interminável capacidade de se complicar

      O jogo estava à feição do Figueira. O time marcava bem, estava bem organizado, tinha mais posse de bola, levava certo perigo ao gol do Santos. A boa exibição foi premiada aos 25 minutos do primeiro tempo. Tadeu girou em cima do beque santista, foi agarrado e pênalti.

      Aí entrou em campo a interminável capacidade de se complicar que o Figueira está mostrando ter nesse campeonato. Tadeu – não tinha outra para bater, não? – dá um peteleco, Fábio Costa se adianta uns três metros e pega sem problemas.

      O jogo terminou naquele momento para o Figueira. Num bate-rebate dentro da área a bola sobrou para Molina e 1 a 0. Depois uma boa tabela deixou Bida livre para matar o jogo antes do intervalo. No segundo tempo, o Furacão Alvinegro não mostrou força alguma para igualar o jogo e acabou tomando o terceiro gol.

      Nas minhas contas, a possibilidade de perder esse jogo era grande. Contava com empates com Vasco e Palmeiras, vitória sobre o Ipatinga e derrota neste sábado. Por esse lado, está dentro dos conformes.

      O que está fora do script é os times que estão abaixo começarem a ganhar jogos difíceis. A Portuguesa venceu o Grêmio, o Atlético-PR ganhou o Cruzeiro, o Vasco ganhou do Goiás fora, o Fluminense está se recuperando.

      Assim, o jogo de quinta-feira contra o Flu passa a ter contornos decisivos. A vitória terá que vir na marra, se não a situação ficará ainda mais complicada.

      Mais tarde, mais comentários sobre o jogo.