Em silêncio

A direção do Figueira prossegue trabalhando em silêncio – pelo menos é o que se supõe e se espera. A lista de dispensas anunciadas na terça-feira não surpreendeu ninguém. Os jogadores que têm contrato terminando, mas nos quais o Furacão Alvinegro tem interesse (Fernandes, Wilson, Alex Bruno) não foram incluídos. Bruno Santos renovou por mais um ano. Dos que têm contrato por mais tempo, nem todos devem ficar para 2009, alguns serão emprestados ou negociados.

O nome da parceria ainda não foi anunciado, assim como o novo gerente de futebol. Não há sequer especulação a respeito de jogadores que virão para o ano que vem, a não ser os zagueiros Lino e Montoya, citados pelo Meu Figueira.

Quanto maior o silêncio, maior a ansiedade e expectativa da torcida. E as mudanças anunciadas no futebol só vão se materializar de fato quando surgirem os nomes da parceira, do gerente de futebol, e, principalmente, dos jogadores.


Durou pouco

César Prates, que tinha contrato com o Atlético-MG até o final de 2009, acertou sua saída do clube mineiro. Resta saber se ele fez o diabo para sair ou se dessa vez foi tranqüilo. Sua passagem por BH foi “brilhante”. 20 jogos, um gol e quatro pênaltis cometidos.

Que o mais perto que ele passe do Scarpelli seja a BR-101.

Amor sem fim

Dorival Júnior é um bom técnico. Tem provado isso em suas passagens por Figueirense, Sport, São Caetano, Cruzeiro e Coritiba. O duro de entender é amor desmedido que o homem tem pelo lateral Paulo Sérgio. Bancou o ala que corre, corre, corre e cruza errado durante anos no Figueira. Assumiu o São Caetano e foi buscar PS no Noroeste. Agora chega ao Vasco e qual o primeiro reforço? Paulo Sérgio. Vá entender cabeça de treinador…

Figueira empata e está fora do sub-20

O Figueirense não conseguiu furar a retranca do Palmeiras, ficou no zero a zero e foi eliminado do campeonato brasileiro sub-20, já que no outro jogo da chave o Ipatinga venceu o Atlético-MG e passou para a segunda fase, juntamente com o time paulista.

É sempre injusto e precipitado analisar um time, coletiva e individualmente, por apenas uma partida. No plano coletivo, a equipe alvinegra mostrou-se organizado e teve a virtude de valorizar a posse de bola. Teve o defeito, no entanto, ser pouco objetivo e agressivo durante quase todo o jogo. O empate serviria para classificar o Figueira, caso o Ipatinga não vencesse, mas o time mineiro abriu o placar já no primeiro tempo e o Furacão Alvinegro demorou muito tempo para pressionar o Palmeiras, para quem o empate servia, com mais força.

Rogério Micale, que faz um grande trabalho no comando dos juniores, demorou muito para mexer no time e este levou tempo demais para fazer o abafa para cima do Palmeiras. Só nos minutos finais do segundo tempo, o Figueira prensou o time paulista no campo de ataque e criou algumas chances de abrir o placar.

No plano individual, não houve grandes destaques. Só a confirmação de alguns jogadores, já conhecidos pela Copa São Paulo, como o goleiro Gustavo, os volantes Edson Galvão e Ricardo e o meia Talhetti. São atletas que mostram qualidade técnica para fazer parte do elenco principal. O zagueiro Luiz Eduardo demonstrou segurança na marcação e boa saída de bola. O ala esquerdo Juninho fez um bom segundo tempo, quando se lançou ao ataque com mais força. O garoto Mateus jogou pouco tempo, mas foi a partir da entrada dele que o Figueira criou as melhores chances de fazer gol.

É sempre complicado fazer a transição dos jogadores dos juniores para os profissionais. O momento, com o rebaixamento da série A, não é o mais propício para lançá-los. Mas um time que investe tanto nas categorias de base tem sim que aproveitar suas revelações no time de cima. A questão central é fazer a mescla exata entre jovens e experientes para formar um time competitivo e vencedor.

Figueira no Brasileiro sub-20

Neste domingo, às 18 horas, com transmissão da Sportv, o Figueirense enfrenta o Palmeiras pelo campeonato brasileiro sub-20, em Alvorada (RS). É a última rodada do grupo 3, que tem o Palmeiras na liderança com cinco pontos (saldo de dois gols) e o Figueira em segundo lugar, também com cinco pontos (saldo de um). Ipatinga está em terceiro lugar, com quatro pontos, o Fluminense tem três pontos e o Atlético-MG, dois.

O Fluminense já encerrou sua participação e está eliminado. No mesmo horário do jogo do Figueira neste domingo, Atlético e Ipatinga se enfrentam no Passo D’Areia, em Porto Alegre. O Figueira pode se classificar com um empate se o Ipatinga não vencer seu jogo. Uma vitória do time do Vale do Aço, obriga o Furacão Alvinegro a derrotar o Palmeiras para garantir sua vaga para a segunda fase (dois se classificam em cada um dos quatro grupos). Até agora o Figueira empatou com Fluminense (3 a 3) e Ipatinga (1 a 1) e venceu o Galo (1 a 0).

Vale conferir o jogo. Até porque alguns desses garotos devem se juntar ao elenco profissional no começo da temporada 2009.

Sampaio Correia é o adversário na Copa do Brasil

O Figueira estréia no dia 18 de fevereiro na Copa do Brasil. O adversário é o Sampaio Correia e o jogo será em São Luís, no Maranhão. Se não vencer por dois gols de diferença, o jogo da volta será no dia 4 de março, no Scarpelli.

Passando pela Bolívia, como é conhecido o Sampaio, o Furacão enfrenta o vencedor de Ponte Preta x Vilhena (RO). Na chave do Figueira, até as semifinais, estão times como Botafogo, Santos, Flamengo, Coritiba, Internacional, Náutico e Criciúma.

Boa reputação – II

Em seu blog, Vitor Birner, comentarista da CBN São Paulo, afirma que o Figueirense cresceu tarde. Diz ele: “Pintado chegou para comandar o time e conseguiu improváveis 3 vitórias. Mesmo assim, faltou um ponto para fugir do rebaixamento. Nos últimos anos, o Figueira cresceu bastante no cenário nacional. Se transformou em time de primeira divisão. Precisa voltar rapidamente para manter o status”.

As primeiras mudanças

A direção do Figueirense anunciou na tarde desta quinta-feira as primeiras mudanças na condução do futebol do clube. O Furacão Alvinegro está fechando uma parceria, cujo nome da empresa não foi anunciado, que vai indicar um gerente para dirigir o futebol do clube juntamente com a Figueirense Participações. João Batista Abelha faz a ligação entre o departamento profissional e as categorias de base. Anderson Barros sai e Rodrigo Prisco Paraíso fica para auxiliar na transição e depois vai fazer conhecer de perto a estrutura do Arsenal, de Londres, clube com quem o Figueira tem boas relações.

Quem queria mudança, não pode reclamar. É claro que muito ainda precisa ser revelado. Quem é empresa parceira. Quem será o gerente de futebol. Quais jogadores serão contratados. O Figueira, no entanto, dá uma chacoalhada geral para voltar à primeira divisão em 2010.

A torcida aguarda ansiosa que desta vez o projeto e o planejamento funcionem e 2009 seja um ano repleto de comemorações.

O futebol dos empresários

O futebol brasileiro não é organizado para fortalecer os clubes. É estruturado para empresário ganhar dinheiro negociando jogador. No encontro com blogueiros alvinegros realizado no dia do jogo contra o Atlético-PR, entre os quais este que vos escreve, Rodrigo Prisco comentou que o Figueira estava encontrando dificuldades em contratar jogadores porque não conseguia concorrer com novos e endinheirados grupos que passaram a investir pesado no mercado do futebol.

As mudanças anunciadas nesta quinta indicam que o clube adotou a máxima de que “se você não pode derrotar seu inimigo, junte-se a ele”. O Furacão Alvinegro vai partir para a parceria para poder concorrer com o que já está estabelecido no futebol brasileiro.

Vários clubes estão indo pelo mesmo caminho. A certa altura será preciso repensar a organização do futebol brasileiro, mas isso é tema para outro post, em outro momento.

Boa reputação

Depois do jogo de domingo estava navegando pela internet e a matéria do site gaúcho Final Sports me chamou a atenção. O texto fazia um relato da vitória do Figueira sobre o Inter e ao final comentava: “Apesar da bravura e da superação da equipe de Pintado, o Figueira não conseguiu fugir da degola e vai disputar a Série B na próxima temporada”. Em seguida, finalizava: “Ao menos em 2009, os gaúchos não sofrerão com a ‘touca do estreito’”.

Pois é. Os adversários dos outros estados reconhecem e respeitam o Figueira. Agora, respiram aliviados, porque sabem que vão trocar a carne de pescoço do Estreito pela baba do Sul da Ilha.