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Ney Pacheco em
Figueirense
11/12, 2008 |
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Os torcedores alvinegros aguardam com ansiedade a entrevista coletiva marcada para a tarde desta quinta-feira pelos presidentes do Figueira, Norton Boppré, e da Figueirense Participações, Paulo Prisco Paraíso. A expectativa é que sejam anunciados os planos para a temporada 2009. Alguns fatos estão confirmados e outros nem tanto. Anderson Barros, gerente de futebol, sai. João Batista Abelha, hoje na coordenação das categorias de base, assumiria a vaga. A informação foi dada pelo técnico Pintado durante a semana. Já o blog Gigante Alvinegro diz que não é bem assim. Abelha vai para...
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11/12, 2008 |
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Geralmente, as coisas são o que são. Um bom número de pessoas, no entanto, custa a acreditar nesta simplicidade das coisas. Há sempre espaço para aqueles que vêem chifre em cabeça de cavalo e encontram teorias conspiratórias para tudo. Quando eu estava saindo do Scarpelli depois do jogo de domingo, um senhor idoso passa por mim e vocifera: “O Figueira vendeu a vaga. O Figueira vendeu a vaga”. Outros atribuem a queda a uma obscura negociata envolvendo a construção do novo estádio e a Copa de 2014. Outros questionam o interesse da diretoria em permanecer na primeira divisão, porque...
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11/12, 2008 |
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Acompanhando o noticiário a respeito do projeto de construção de um novo estádio para o Avaí, me surgiu uma dúvida. Não sou advogado, então aceito esclarecimentos de quem entende do assunto. O Avaí vai sublocar o que não lhe pertence? Pergunto por que toda área onde está o estádio atual e o “moderno” CT avaiano é, na verdade, do governo do Estado de Santa Catarina, cedida, em regime de comodato, ao Avaí. É por isso que nenhuma parte do terreno pode ser penhorado como garantia de pagamento de dívidas. É por isso que se um dia o Avaí acabar, tudo volta ao seu proprietário...
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11/12, 2008 |
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Certas coisas não mudam no Brasil. Por que uma estatal vai injetar dinheiro num time de futebol? É o que está acontecendo com o Vasco, prestes a assinar um contrato de R$ 14 milhões anuais com a Eletrobrás. Vale a pena ler o texto do jornalista Marcelo Damato a respeito do assunto.
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9/12, 2008 |
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Depois do rebaixamento consumado, cada torcedor tem sua opinião sobre o jogo que decretou a queda. “Foi tomar aquele gol de empate do Ipatinga aos 48 minutos do segundo tempo”, diz um. “Foi perder para o Fluminense em casa”, fala outro. “Foi perder para o Atlético-PR”, emenda alguém. “Foi perder aquele monte de gols contra o Grêmio no Olímpico”, lembra mais outro. É natural. Afinal, o Furacão Alvinegro caiu para a série B no saldo de gols. Numa campanha que termina com o rebaixamento o que não falta é resultado ruim para fazer diferença no final. Se o juizão marca aqueles...
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9/12, 2008 |
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O outro fato que se destaca foi a campanha horrorosa do segundo turno. Na primeira perna do campeonato, mesmo com tanta dificuldade nos jogos em casa, o Figueira fez 25 pontos em 19 jogos e terminou o turno em 11º lugar. Isso jogando nove vezes como mandante e 10 vezes como visitante. No segundo turno, com o mando invertido (10 em casa e nove fora), o time só somou 19 pontos. Registre-se: os últimos três jogos com Pintado salvaram a campanha na parte final do campeonato da vergonha completa, com as três vitórias consecutivas e 100% de aproveitamento. Antes disso, foram pífios 10 pontos em...
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9/12, 2008 |
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No post Pintado é o cara?, escrito logo que ele foi anunciado como o novo técnico do Figueira, este blog disse que “não há nada no currículo de Pintado que o credencie nem a operar o milagre de evitar o rebaixamento, nem para ser um dos principais responsáveis pela reformulação de elenco que o clube precisa fazer para 2009”. Pois no primeiro teste, Pintado passou com honras. Não evitou o rebaixamento, mas alcançou a meta quase impossível de vencer três partidas seguidas com um time que estava aos pedaços. Além da injeção de ânimo, o técnico conseguiu a proeza de fazer o sistema...
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8/12, 2008 |
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Foi bonita a festa, pá, fiquei contente, e ainda guardo, renitente, um velho cravo para mim. É o que nos lembra Chico Buarque e suas palavras valem para este final de noite de domingo, 7 de setembro de 2008. Nas três últimas rodadas desta série A o Figueira voltou a ser Figueira. Um time que não se entrega, não se rende, aliado a uma torcida que acredita, que apóia, que transforma o Scarpelli num caldeirão. Este reencontro com sua própria essência, com sua personalidade, com a história que construiu ao longo do tempo, veio tarde demais para salvar o Figueira do rebaixamento. Pode, no...
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8/12, 2008 |
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Em 1998, o Figueira vivia uma de suas maiores crises de sua história. No inferno da série C, o clube praticamente não tinha elenco, devia para Deus e o mundo e sua torcida não tinha nenhum motivo para se orgulhar. Para piorar, o rival vivia um momento muito melhor e acabava de subir para a série B. Nos últimos dias de dezembro daquele ano vários outdoors começaram a pipocar pela cidade. 1999: o ano da virada, estava escrito e ao lado do distintivo do Figueira. E a virada veio. Em 1999 mesmo, com o título estadual. Em 2001 com o acesso para a série A depois de 23 anos de ausência. Com...
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8/12, 2008 |
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É muito simplismo resumir uma campanha ruim a um lance ou fato isolado. O primeiro gol do Inter, no entanto, simboliza o que foi o campeonato brasileiro para o Figueira. Um jogador adversário entra livre na área, finaliza bem, Wilson faz um milagre e evita o gol, a bola sobra para outro jogador adversário, também livre, empurrar a bola para o fundo das redes. Considerando que caímos pela quantidade industrial de gols sofridos durante o campeonato, esse lance, que se repetiu ad nauseum, retrata fielmente a soma de todos os erros.