Carne de pescoço

O Figueira tem um bom teste nesta quinta-feira em Brusque. Um adversário acertadinho e motivado, um gramado ruim, um campo de dimensões reduzidas onde a torcida fica muito próxima dos jogadores. É o que o Figueira vai ter que enfrentar para sair com sua segunda vitória no estadual.

Nos últimos dois anos (2007 e 2008) o Furacão Alvinegro não passou de empates em Brusque, em ambos os jogos pelo mesmo placar: 2 a 2. Vai ser mais um desafio para um time ainda em formação. Um jogo de muita força, muito choque em que a vontade de vencer e a superação serão primordiais para o time manter a liderança do campeonato.

Você sabia?

Que o meia Marquinho, negociado com o Fluminense, ainda consta no BID da CBF como jogador do Figueira, diferentemente de Diogo que já foi repassado ao Grêmio?

Que Fernandes teve seu contrato renovado somente até o final de maio?

Seria um bom nome?

Não se trata de especulação. É apenas uma cogitação do blog. O Figueira acaba de contratar Régis para a zaga. Mas o velho Pacheco me soprou um nome que anda livre no mercado. É o zagueiro Roger, ex-Fluminense, que saiu magoado do clube carioca (clique aqui).

É experiente (33 anos), canhoto e estava jogando em bom nível até o ano passado. Poderia comandar a zaga alvinegra sem problemas.

Só tem um detalhezinho bem incômodo: fez o gol que tirou do Figueira o título da Copa do Brasil de 2007.

Seria uma boa ou você não gostaria de vê-lo com a camisa do Furacão Alvinegro nem pintado de ouro?

Régis e Pedrinho

Considero Pedrinho uma contratação melhor. Tecnicamente é bom jogador e bem preparado fisicamente pode fazer a diferença. Régis é experiente e pode consertar a zaga alvinegra, se tiver colaboração de um bom protetor para a defesa na função de volante. Aliás, creio que essa seja o problema maior. Sem um bom cabeça de área para dar o primeiro combate, poucos zagueiros vão se sair bem.

Confesso, no entanto, que pouco vi Régis jogar nos últimos anos para emitir um juízo mais definitivo sobre sua contratação.

Novas virtudes, velhos defeitos

Na goleada por 4 a 0 sobre o Atlético Tubarão pela estréia no catarinense 2009, no Scarpelli, nesta segunda-feira, o Figueira mostrou velhos defeitos e novas virtudes.

As novas virtudes residiram na ousadia do técnico Pintado em armar o time num 4-3-3, no apetite em buscar a vitória desde o início – com 20 segundos o Figueira já criava sua primeira chance de gol –, no esboço de boa organização tática, na determinação em procurar sempre botar a bola no chão e sair jogando sem rifá-la toda vez que a defesa era apertada, no bom aproveitamento das jogadas de bola parada.

Os velhos defeitos se manifestaram na inépcia dos dois laterais em apoiar o ataque com qualidade, na marcação frouxa em vários momentos e conseqüentemente na reduzida capacidade do time em desarmar o adversário e recuperar bola, nas rebatidas estabanadas de Bruno Perone.

Claro que tanto as virtudes quanto os defeitos precisam ser minimizados. Seja por ser a estréia de um time com pouco tempo de preparação e ainda em formação, seja pelo adversário com evidentes limitações técnicas.

Para começo de campeonato, superou as expectativas. Ricardinho, Rafael Coelho e Michel Schmoller foram os destaques na opinião deste blogueiro. Ueta fez um bom jogo enquanto teve pernas. Também foi positiva a presença da torcida, diante de tanta chuva, e sua participação durante todo o jogo.

Outro registro importante foi o fato do time terminar a partida com oito jogadores oriundos das categorias de base. Talvez se o arrogante técnico Alexandre Gallo (seria ele megalomaníaco?) tivesse feito este trabalho no começo do ano passado, o Figueira não terminaria o ano com o rebaixamento.

Mas o que foi feito, foi feito. O que interessa é que o Figueira passa a viver uma nova fase e ela começou muito bem neste primeiro jogo de 2009.

Uma certeza e dez interrogações

O time do Figueira que entra em campo nesta segunda-feira, no Scarpelli, contra o Atlético Tubarão, em sua estréia pelo campeonato estadual de 2009, tem muitas respostas a dar.
De certeza, no momento, somente a qualidade inquestionável do goleiro Wilson, que já mostrou do que é capaz em seus dois primeiros anos à frente da meta alvinegra.
Os outros 10 jogadores, independente de quais sejam,ainda têm que mostrar muita coisa para também se transformarem em certezas. Alguns, como Rafael Coelho, estão mais adiantados. Outros vão ter que ralar um pouco mais.
Mas não é só dentro de campo que muitos tem muito a provar. Fora das quatro linhas também. A começar pelo técnico Pintado. Ele foi uma grata surpresa ao conseguir as três vitórias que muita gente considerava impossíveis, apesar de não ter evitado o rebaixamento. Agora vai ter que mostrar que seu trabalho não se resume à motivação. Pintado precisará provar que é capaz de montar uma equipe e dar a ela um padrão tático eficiente.
Os dirigentes também tem muito a provar. Provar que o ano passado foi um acidente de percurso, que a sucessão de erros não vai se repetir, e que o Figueira vai voltar rapidamente ao lugar de destaque no cenário nacional que conquistou nos últimos anos.
Está certo que largar as férias na praia para ver Anderson Luís numa ala e William Matheus na outra não é muito animador. Mas é o Figueira, sempre, e, como sempre, estaremos lá.

Prova de fidelidade

No bate-papo com os blogueiros na sexta-feira, o presidente Norton Boppré informou que o balanço de entrada e saída de sócios no pós-rebaixamento até o ultimo dia 15 de janeiro aponta apenas 49 sócios a menos. Ou seja, a entrada de novos sócios com as novas modalidades praticamente cobre as eventuais saídas. É mais uma prova de fidelidade dada pelo torcedor alvinegro.

Vai quem pode

A escalação do Figueira para o jogo contra o Atlético Tubarão na próxima segunda-feira é na base do “vai quem pode”. Depois de menos de 10 dias de preparação antes da estréia, não podia ser diferente. O time que começa o jogo está sendo definido muito mais com base em parâmetros físicos do que de desempenho técnico. Ninguém está 100% fisicamente, mas quem está mais para mais do que para menos, começa jogando.

Será preciso dar tempo para o time entrar em ritmo de jogo e ganhar entrosamento, além de contar com todos os jogadores em condições de participar das partidas. Paciência e apoio é a receita neste momento.