ClicRBS se supera

No print screen abaixo (clique na imagem para ampliá-la) a comprovação de que o ClicRBS se supera a cada dia. Bruno Octávio é lateral direito. Jairo é volante. A notícia foi postada no site às 19h39 desta sexta-feira.

Para fechar depois de tanto demonstração de desconhecimento absoluto sobre futebol e sobre o Figueirense, no penúltimo parágrafo do texto, uma frase quase ininteligível, redigida de forma cifrada: “…além de Pedrinho, que permanece no departamento clube”.

Vamos caprichar mais, rapaziada. Podiam botar alguém que entendesse do riscado para escrever sobre futebol ou então contratar alguém q
ue tivesse conhecimento do assunto  para revisar.

 

Pintado não é o cara

Tudo indica que a tarefa de reerguer o time do Figueirense está muito acima da capacidade do técnico Pintado. A despeito de todas as dificuldades deste início de pré-temporada, já elencadas pelo blog (pré-temporada curta, contratações insuficientes e/ou feitas com o campeonato em andamento, contusões de jogadores importantes), o treinador parece não ter condições de dar um padrão mínimo de jogo e de ter a força, a experiência e a qualidade que o momento vivido pelo Figueira exige.

A equipe não dá sinais de evolução. Ou joga de forma razoavelmente organizada, mas estática e apática, como fez no primeiro tempo do empate em zero a zero com o Brusque ou joga de forma atabalhoada, bagunçada e desesperada, como fez no segundo tempo. Não há equilíbrio, não há meio termo. E isso é fatal para um time de futebol. 

O Figueira começou o campeonato como um bando em campo e fez sua 12ª partida na temporada como um bando em campo. Com exceção da estréia, extremamente facilitada pelo indigência técnica do Atlético Tubarão, e dos 12 minutos iniciais do clássico contra o Avaí, até o gol de Ricardinho Bruno Perone (correção feita às 14h06), quase nada se aproveita.

Como é difícil de acreditar que o Figueira tenha um time pior que o do Brusque, do Atlético de Ibirama, da Chapecoense ou do Metropolitano, mesmo estando abaixo do que é necessário para vencer o campeonato e fazer uma boa série B, tanta desorganização e falta de opções de jogo só podem ser debitadas na conta do treinador.

O título deste post faz referência a outro (clique aqui), publicado quando da contratação de Pintado. Naquela ocasião este blog dizia: “É uma situação altamente paradoxal. Mesmo que opere o milagre e o Figueira se mantenha na primeira divisão, isso não credencia Pintado a ser o comandante para 2009. Porque o trabalho que precisa ser feito agora é muito diferente da empreitada para a temporada seguinte. O momento exige muito mais um trabalho de motivação e conversa – o ‘vamo lá, porra’ que já comentamos neste blog – do que outra coisa. Já o planejamento para a temporada 2009 tem que ser centrado em conhecimento de mercado, capacidade de formar um elenco equilibrado, de definir uma proposta de jogo, de transmitir aos jogadores essa proposta e treiná-los para executá-la”.

Em outro post, de 15 de fevereiro (clique aqui), comentamos que o mais justo seria aguardar o fim do turno para avaliar definitivamente o trabalho de Pintado. Só que estamos indo para terceira rodada do returno e o técnico não mostrou nenhum dos cinco quesitos listados no parágrafo anterior. Como o Figueira, a esta altura, já está virtualmente fora do quadrangular da segunda fase, pois é inimaginável que consiga fazer os pontos necessários para se classificar jogando o que está jogando, é melhor antecipar o processo e trocar de treinador.

Se o objetivo principal da temporada é a série B, é melhor iniciar desde já o trabalho de um técnico capaz de comandar o Furacão Alvinegro na difícil tarefa de retornar à série A. Pintado mostrou que não é esse cara. É melhor mudar e começar já a acertar a equipe para a grande empreitada de 2009. Se o trabalho surtir efeito antes do esperado, a classificação para o quadrangular pode vir de brinde. Se não, pelo menos haverá tempo para se preparar um time que jogue coletivamente, que mostre padrão de jogo, que tenha força física e mental para superar as dificuldades e que comece bem a segunda divisão do brasileiro.

Do jeito que está, 2009 será ainda mais amargo do que 2008. 


A faca entre os dentes

O Figueira entra em campo contra o Brusque nesta quinta-feira, às 21h45, no Scarpelli, já sabendo dos demais resultados da rodada e do que precisa fazer para se manter na briga por uma vaga entre os quatro classificados para a segunda fase. Isso já havia ocorrido na primeira rodada do returno e irá ocorrer também na próxima, no final de semana.

É uma vantagem, mas nem tanto, já que o time já está pressionado o suficiente para obter resultados e a obrigação adicional de vencer por conta dos resultados alheios aumenta o calor da fervura. Mas não há como escapar do sufoco. Depois do mau primeiro turno, todo jogo é decisivo.

Com as previsíveis vitórias de Atlético de Ibirama e Avaí, a virada do Metropolitano sobre a Chapecoense e a provável vitória do Joinville sobre o Atlético Tubarão, o Figueira tem que aproveitar o fator casa para derrotar o Brusque.

Pintado deve repetir o time que começou o jogo contra o Tubarão. Não há muito mais opções além das que ele coloca em campo. Particularmente, preferia dar mais uma chance a Lucas na lateral direita do que testemunhar mais apresentação de Anderson Luís. Também tenho sinceras dúvidas se a manutenção de Roger na zaga é vantajosa. Dieyson está de volta depois de cumprir suspensão e se Roger na zaga pode representar mais segurança na última linha defensiva, não há reposição de qualidade para sua ausência no meio-campo. Edson Galvão fez uma pífia exibição enquanto esteve em campo em Tubarão. Bruno Octávio ainda não tem condições legais de jogo. O inoperante Juninho continua como titular, mas as demais opções para a posição se mostraram igualmente inoperantes até agora. Talheti é o único que parece estar subindo de produção e pode fazer o time jogar mais.

A repetição da escalação pode –torcemos para isto – fazer com que o time ganhe mais jogo coletivo. De novo, a vitória é mais importante do qualquer outra coisa, mas um tiquinho que seja de bom futebol não irá deixar ninguém triste.

Sem precipitação

Anderson Pico pode vir a ser uma boa contratação. É um lateral de muita força, que pode jogar nos dois lados de campo, tem qualidade ofensiva, um chute forte e uma boa bola parada. Só que se apresentou ao Figueira visivelmente fora de forma. Vai precisar de um trabalho especial até reunir condições de jogo.

E aí não há como ter pressa. O Figueira trouxe Pedrinho e Régis, com o campeonato em andamento, para adicionar mais qualidade e experiência ao time titular. Os maus resultados, no entanto, precipitaram suas estréias e o resultado foram duas lesões musculares que os deixaram afastados por um bom tempo.

Então é melhor não contar com o jogador até ele ter condições físicas de atuar do que precipitar a estréia e correr o risco de perdê-lo por um longo período.

Conseqüências de um calendário mal feito

Como representantes de Santa Catarina na Copa do Brasil, Figueirense e Criciúma são as únicas equipes do estado que disputam duas competições simultâneas. Assim, em 36 dias (18 de janeiro a 22 de fevereiro) disputaram 11 partidas, média de um jogo a cada três dias desde que a temporada começou, sem nenhuma folga em meio de semana até agora.

É natural, portanto, que as duas equipes sintam o desgaste e sejam obrigadas a poupar jogadores em determinados momentos – fato que afeta os demais clubes até agora, já que desde o início do estadual, só na semana passada, as equipes que não participam da Copa do Brasil tiveram sete dias de intervalo entre um jogo e outro. A situação vai ficar pior para Figueirense e Criciúma na medida em que os dois avançarem no torneio nacional.

O Figueirense poupou jogadores na derrota por 4 a 1 para o próprio Criciúma na última rodada do 1º turno. Foi muito criticado pela decisão, já que Atlético de Ibirama e Joinville tinham interesse direto no resultado daquele jogo.

Agora é a vez do time do Sul do estado anunciar que deve preservar titulares na partida contra o Atlético de Ibirama nesta quarta-feira (clique aqui). É claro que o Criciúma está na dele e como o único classificado para o quadrangular da segunda fase pode se dar a esse luxo. É claro também supor que o Tigre está escolhendo para quem pode perder pontos.

Mesmo depois de ganhar o turno, com todo o desgaste e posterior relaxamento que isso acarreta, e de enfrentar uma complicada viagem a Juiz de Fora pela Copa do Brasil, o Criciúma manteve a maioria de seus titulares contra o JEC no Heriberto Hülse. A estratégia funcionou no primeiro tempo, quando o time do Sul do estado abriu 2 a 0, mas no segundo abriu o bico e tomou a virada.

Ao poupar quase todos os titulares de ir a Ibirama, o Criciúma, no entanto, evidencia que se for para atrapalhar alguém que seja o JEC, o Avaí ou o Figueirense. Em tese, é melhor ter o Atlético de Ibirama como adversário no quadrangular do que um desses três.

Pode-se lamentar a decisão, que pode interferir diretamente no andamento da competição, mas nenhum clube pode reclamar, nem os diretamente afetados. Ao aprovarem uma fórmula que aumentou o número de jogos do campeonato, usando todas as datas disponíveis até o início das séries A e B, os participantes do estadual abriram a brecha para que isso ocorresse.

Resta ver se o Criciúma vai ser tão malhado pela crônica esportiva como foi o Figueirense quando poupou seu time titular.

Temos dois, faltam nove

Depois de onze jogos pela temporada 2009 – 10 pelo estadual e um pela Copa do Brasil –, é possível avaliar que hoje temos dois titulares absolutos: Wilson e Roger. O primeiro não tem nada a provar para a torcida alvinegra. O segundo é praticamente a única boa surpresa deste ano. Mostra raça e qualidade e se sobressai a cada partida.

Os outros nove jogadores que completam o time se dividem entre os que não têm condições de jogar no Figueira, aqueles que ainda não mostraram ter condições de jogar no Figueira e os que oscilam demais, alternando bons e maus momentos.

Na vitória de hoje sobre o Tubarão por 2 a 1, o Furacão Alvinegro mostrou sua principal característica na temporada: jogar mal, muito mal. Nisso o Figueira é de uma regularidade impressionante. Vencendo ou perdendo, sempre joga mal, com esparsos lampejos de qualidade e talento individual.

Como comentamos ontem, o Figueira precisava vencer do que jeito que fosse possível. Cumpriu o objetivo. Pelas contas feitas por aí, o time precisa somar 18 pontos no returno para atingir os 30 pontos e garantir a classificação ao quadrangular pelo critério técnico.

Precisaria então vencer um jogo fora de casa e os cinco que tem a disputar no Scarpelli. Conseguiu os três pontos como visitante em Tubarão. O duro é acreditar que o Figueira vai conseguir vencer suas cinco partidas em casa, sendo uma contra o Joinville e outra contra o Criciúma, jogando esse futebolzinho mequetrefe.

Fé cega. E um pé atrás

O Figueirense pode não ter time para conquistar o bicampeonato catarinense. Pode não ter time para fazer uma boa série B. A imensa dificuldade encontrada para vencer o Atlético de Tubarão, o pior time da competição estadual, no entanto, é difícil de entender.

Havia o forte calor, havia o desgaste da viagem a São Luís, havia todos os atenuantes possíveis e imagináveis, mas mesmo assim o Furacão Alvinegro – por pior que o time seja ou esteja –, não pode sofrer tanto para vencer um time tão limitado quanto o Atlético-TU.

Parece que o Figueira é hoje a soma de todos os problemas. Falta de condicionamento físico, de esquema tático, de qualidade técnica, falta de confiança e excesso de ansiedade. Quando um time está acertado, tudo funciona bem. Os defeitos são minimizados e as qualidades ressaltadas. O Figueira no momento é o contrário: as falhas saltam aos olhos e as virtudes se escondem.

Tenho poupado o técnico Pintado por considerar que as condições de preparação para o início da temporada são muito aquém das minimamente necessárias. Muito pouco tempo para dar condição técnica, tática e física para botar o time em campo. Contratações que chegam com o campeonato em andamento. São motivos para atenuar as críticas.

É aflitivo, no entanto, ver como ainda o time não esboça o menor padrão de jogo. Ou os jogadores não fazem o que Pintado pede, ou não conseguem executar o que Pintado pede ou o que Pintado pede simplesmente não funciona. Todas as opções são preocupantes.

Até agora, o Figueira segue na mesma toada de 2009, a desesperadora torcida para que o time funcione, que os jogadores contundidos retornem para dar mais qualidade ao time, que os novos contratados melhorem o padrão de jogo. Uma esperança sempre adiada para o próximo jogo.

Como torcer é muito mais um ato de fé do que uma construção racional, esperamos que o time jogue mais contra o Brusque. Mas o pé continua atrás.

Obrigação de vencer

De um lado, o Figueira vivendo uma crise técnica e de outro, o Tubarão, em crise técnica, financeira e administrativa. A diferença de ambições e objetivos, porém, tornam a partida aquele típico jogo em que só um time tem obrigação de conquistar os três pontos. E é o Furacão Alvinegro.

Para piorar, marcado para um atípico domingo de carnaval. Não lembro de alguma vez ter acontecido jogo nesse dia pelo campeonato catarinense. Lembro de jogo na sexta-feira, véspera de Carnaval, no sábado e na quarta-feira de cinzas, domingo não. Se alguém lembrar, pode refrescar minha memória aí nos comentários.

A diferença de estrutura e de orçamento não quer dizer, no entanto, que o Figueira não tenha problemas para o jogo de domingo. Dieyson, expulso em Criciúma, desfalca o time, o que pode obrigar Pintado a escalar a temerária zaga formada por Perone e Marcos. Os alas e o meio-campo também precisam jogar muito mais do que jogaram em São Luís, contra o Sampaio Correa.

Mesmo assim, é jogo para trazer três pontos, arrancando bem no returno e permitindo que o time possa se preparar com mais tranquilidade para enfrentar o Brusque no meio de semana.

Figueira acelera o passo

A chegada do volante Bruno Octávio, o anúncio da diretoria do clube de que pretende contratar, além dele, mais um zagueiro e dos laterais (confirmado pelo Tainha – clique aqui), e a especulação a respeito do interesse no lateral Anderson Pico, mostram que o Figueirense resolvou acelerar o passo na montagem da equipe, sanando finalmente as principais deficiências do elenco.

A vinda de Anderson Pico parece mais complicada. Em matéria do site Final Sports (clique aqui), o diretor de futebol do Grêmio, André Krieger, diz que o clube gaúcho não tem interesse em liberá-lo, o que reafirmado pelo ClicRBS (clique aqui). A única diferença das matérias é que em uma o dirigente diz que Pico se recupera de uma contusão e em outra, que o jogador está acima do peso – o que fica evidente na foto divulgada pelo Clic e também no Gigante Alvinegro (clique aqui).

O fato do atleta ter se apresentado no início de janeiro e na segunda metade de fevereiro ainda não ter condições físicas de jogar deixam claro que ele não seria uma boa opção no momento. Ele precisaria de um bom período trabalhando fisicamente para poder entrar em campo. Assim, mais vale que ele faça essa recuperação no Grêmio e que o Figueira busque outra opção. Agora o Furacão Alvinegro precisa de jogador que chegue pronto para começar uma partida.

Ao que parece, o período de testes e experiências terminou. O que também não significa que o time irá se acertar rapidamente. Primeiro, todos os reforços ainda não chegaram. Depois, será preciso que eles se adaptem e se entrosem. Ainda é preciso ver se desta vez o clube vai acertar nas contratações.

Ainda há um longo caminho a percorrer. Por ora, o Figueira tem que ganhar do jeito que der. A começar pelo jogo de domingo em Tubarão.

10 dias decisivos

O Figueira enfrenta, a partir deste domingo, 10 dias decisivos para seu futuro no campeonato catarinense e na Copa do Brasil, podendo aproveitar o momento para resgatar um pouco da confiança da torcida.

No domingo, o Furacão Alvinegro enfrenta o Tubarão, fora de casa. Depois enfrenta, na sequência, Brusque e Joinville, pelo campeonato estadual, e Sampaio Correa, pela Copa do Brasil, os três jogos no estádio Orlando Scarpelli.

É a chance de largar bem no returno, conquistando nove pontos, e de garantir a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil. Para isso, o time terá que mostrar bem mais do que mostrou até agora. Terá que ser uma equipe mais organizada, mais vibrante e que se demonstre inconformada com os maus resultados.

Se não engrenar agora, vai tudo para o brejo e aí o pensamento se voltará exclusivamente para a série B, porque Copa do Brasil e campeonato catarinense terão ido definitivamente para o espaço.