- Para mim, Roger é segundo volante e não primeiro, como já destaquei no post acima.
- Rafael Ueta não é nem nunca foi segundo volante. É meia avançado. Vai disputar lugar com Pedrinho, Jairo, Fernandes e Talheti. E pelo que mostrou até agora vai para o fim da fila.
- Anderson Luís não tem condição de vestir a camisa do Figueira.
- Rafael Coelho precisa de um trabalho psicológico. Tem virtudes para ser um bom atacante. Velocidade, explosão, boa impulsão, um mínimo de habilidade e uma razoável capacidade de conclusão. Valências que precisam ser aprimoradas e podem ser por se tratar de um jogador jovem. Só que se perde por querer resolver tudo sozinho e de forma mais rápida que o pensamento. Ele tem que aprender que não precisa jogar a 5 mil RPM toda vez que pega na bola. Alguém, porém, precisa ensinar isso a ele.
- Precipitar a estréia de jogador ainda sem condições ideais de jogo tem sempre uma dose muito grande de risco. Régis fez uma partida e sentiu a panturrilha. Pedrinho está se esforçando, mas está nitidamente longe de suas melhores condições. Lutou, mas foi engolido pela marcação na maior parte do tempo, só em raríssimos momentos conseguiu produzir boas jogadas. Além disso, vai render mais quando o time botar a bola no chão.
- O meio-campo do Figueira pode ganhar mais consistência com a entrada de Rômulo para jogar ao lado de Roger e Pedrinho. Fica faltando o jogador para fazer a terceira função. Jairo, Ueta, Ricardo, Schmoller e Edson Galvão ainda não mostraram qualidade para assumir a posição.
Monthly Archives: February 2009
Alma de time pequeno
O time de série A empata com o time de série B e a torcida sai comemorando. Depois de tanto levar lambada do Figueira, o espírito de time pequeno está entranhado na mentalidade avaiana.
Não delira, Silas
O técnico Silas está fazendo um bom trabalho no Avaí. Isso é inegável. Só que suas declarações recentes revelam um preocupante estado de delírio. Depois de menosprezar o Criciúma e dizer que o Avaí jogou bem contra o Atlético Tubarão, Silas conseguiu fazer uma matemática impossível depois do clássico.
Declarou que o time dele criou oito chances de gol no primeiro tempo e nove no segundo. 17 oportunidades criadas no que seria um massacre inesquecível.
O problema é que só ele viu isso. Ou estava com a TV ligada em outro jogo no banco de reservas ou sua aritmética consegue computar como chance criada toda bola cruzada para área e todo chute do meio da rua que passe a cinco metros da meta adversária.
Para servir de inspiração
Mais de 50 mil torcedores do Fenerbahçe fazem o Inferno – como é conhecido o estádio do time turco – literalmente tremer.
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Muitas e ótimas lembranças
Na soma dos prós e contras, o Clássico é um jogo que me traz muito mais lembranças positivas do que negativas. Foram muito mais vitórias do que derrotas nestes últimos 30 anos em que posso afirmar que testemunhei o Clássico de perto.
Uma das primeiras lembranças mais vivas que tenho é de um Clássico a que não fui. Foi o último jogo no Adolfo Konder, vulgo Pasto do Bode, onde hoje fica o Beiramar Shopping. Disputado no dia 15 de setembro de 1983, uma quinta-feira, à tarde, porque o estádio não tinha iluminação, debaixo de um temporal, terminou com a vitória do Figueira por 2 a 0, com gols de Albeneir e do zagueiro Carlos Roberto. Ganhei um bolão na turma da escola porque acertei o resultado. Ouvi a partida pelo radinho durante a aula e dei um berro quando o Figueira fez o primeiro gol, atraindo a atenção espantada de toda a classe e do professor.
O gol de Carlos Roberto foi uma pintura. A zaga do Avaí afastou a bola depois de um cruzamento e saiu para fazer a linha de impedimento, o zagueirão alvinegro pegou o rebote, lançou a si mesmo, pegou a bola na frente e fez um golaço.
No ano seguinte, outro clássico inesquecível, pelo quadrangular final do campeonato, disputado novamente em uma quinta-feira (29/11/1984), desta vez à noite, porque o Scarpelli tinha iluminação. Era a primeira rodada da fase decisiva, o estádio estava abarrotado com mais de 20 mil pessoas. O jogo foi uma pancadaria só. Até que no segundo tempo, o lateral direito Bruno lança uma bola lá do meio-campo, o centroavante Guilherme (ele mesmo, o Macuglia) entra pela esquerda e, dentro da área, deixa a bola quicar e enfia uma pancada cruzada de canhota, fazendo o gol da vitória por 1 a 0.
Havia também os primeiros clássicos na Ressacada, em que, para mostrar como os tempos eram outros, a torcida do Figueira acompanhava o ataque do time. Se atacava para esquerda, ficava atrás daquele gol. No intervalo passava pelo meio da torcida do Avaí e ia para o outro lado para continuar acompanhando o ataque do time. A vitória no primeiro Clássico no então novo estádio do Avaí, por 1 a 0, com gol do volante Oliveira, em 1983. A vitória por 3 a 0 pelo returno do quadrangular final de 1984, em jogo também disputado em um dia de semana à tarde, porque a Ressacada também não tinha iluminação, com três gols do centroavante Aírton, reserva de Guilherme. É, o campo do Sul da Ilha é o parque de diversões alvinegro desde sempre.
Em 1997, último ano em que eles foram campeões, outro jogo inesquecível, também na Ressacada, pelo segundo turno do estadual, em que o Figueira, com um time desconjuntado, enfiou outro 3 a 0, com o carequinha atacante Silva fazendo a festa.
A final de 1999, que dispensa comentários. Um jogo em 2000, no qual não havia ingressos diferenciados por torcida, em que fui obrigado a ver a derrota por 2 a 1 da costeirinha, numa partida em que o Avaí desceu o sarrafo o tempo todo, porque não havia mais lugar na parte reservada para a torcida alvinegra. As garrafas cheias de líquido de providência duvidosa estourando perto de mim, a péssima visão e toda a confusão me fizeram prometer nunca mais botar os pés naquele moquifo.
Promessa mantida às duras penas, mas, não querendo me gabar por ter alguma responsabilidade no fato, amplamente recompensada pelo Figueira ter ficado, depois daquela derrota, cinco anos sem perder para o rival.
Os dois jogos pelo quadrangular final da série B de 2001. O primeiro no Scarpelli, vitória por 2 a 0, um banho de bola e uma das maiores exibições do Figueira que vi em toda minha vida. O jogo da volta, na Ressacada, que vi pela TV, respeitando a promessa feita no ano anterior, empate por 2 a 2. O primeiro gol, de Abimael, seria repetido igualzinho, dias depois contra o Caxias, no jogo do acesso. O gol “ops, perdi minha correntinha” de Genílson, decretando o empate aos 40 minutos do segundo tempo, que deixou o Figueira muito perto de voltar à série A.
Teve ainda aqueles 4 a 1 de virada em 2006, quando o Figueira eliminou o Avaí do campeonato e, em troca, a torcida avaiana botou fogo nas cadeiras do Scarpelli.
Outro jogo que marcou. Os 3 a 0 no Scarpelli com três gols de Ramon, em circunstâncias muito parecidas com o momento atual. O Furacão Alvinegro se arrastava no campeonato e a torcida avaiana foi ao Scarpelli crente que ia tirar a barriga da miséria.
A lista é longa. São muitas e ótimas lembranças. Este blogueiro aguarda ansiosamente que o jogo desta quinta-feira se some a elas.
Espírito e superação
A torcida não está satisfeita, os resultados e o futebol apresentado pelo Figueira não são bons, mas creio que Pintado está perto de encontrar a formação ideal. O time do último jogo, contra o Metropolitano, deve ser mantido, talvez com uma alteração no ataque (Schwenck no lugar de Bruno Santos).
Este time tem condições de, jogando com superação e entendendo o significado do Clássico, vencer a partida desta quinta-feira. Vai ter que ser na técnica, na força e na vontade.
À torcida cabe comparecer em grande número e apoiar do início ao fim. Uma vitória recoloca tudo nos trilhos e traz de volta um pouco da confiança abalada com o péssimo fim de ano que o Furacão Alvinegro teve.
A melhor hora para vencer
Não há momento melhor para se vencer do que um clássico. Se o time está bem, aumenta a confiança e cresce na competição. Se está mal, como é o caso do Figueira, apazigua os ânimos e melhora o ambiente para iniciar a reação.
É por isso que o Figueira deve entrar no Clássico de quinta-feira com o mesmo espírito que o fez vencer 13 dos últimos 24 jogos entre as duas equipes. No século XXI, a vantagem do Furacão Alvinegro é ampla e inquestionável. Desde 10 de março de 2001, quando venceu por 3 a 1 na Ressacada, foram 10 vitórias alvinegras, oito empates e somente três derrotas, com 41 gols a favor e 20 contra.
Durante este período, o Figueira já entrou em campo como grande favorito e como absoluto azarão. Se foi vitorioso na maioria das vezes é porque soube se impor e provar sua grandeza.
É hora de prová-la outra vez.
Produto mal trabalhado
Nenhum dos times vive um bom momento. O mau momento do Avaí é amenizado pelo que o time fez de bom no ano passado. O do Figueira é piorado pelo o que time fez de ruim no ano passado.
Por si, no entanto, o Clássico é um produto com grande poder de atração. Só que é muito mal trabalhado pelos clubes e por uma administração da FCF que se diz séria e competente, auxiliada pelas TVs que transmitem o campeonato.
Em hipótese alguma, um jogo como este deveria ser marcado para 21h45 de uma quinta-feira. É jogo para o horário nobre do futebol: o domingo à tarde. Tanto na Ressacada quanto no Scarpelli.
A mídia poderia trabalhar o jogo melhor. Os torcedores teriam o dia livre para se reunir, fazer o esquenta e lotar o estádio. Mas não. A tabela marca o jogo no Scarpelli para quinta à noite. E isso que a FCF leva uma boa fatia da renda e é essa grana que a sustenta.
Tudo isso poderia ser evitado. Era só fazer uma tabela dirigida e garantir que os dois jogos – turno e returno – ocorressem no domingo. Parece, no entanto, que os clubes e a Federação têm dinheiro sobrando.
Não foi futebol
Um calor senegalês, um campo pequeno, um gramado horroroso difícil de encontrar até na várzea e um árbitro que truncou o jogo o máximo que pode para não se complicar. É o resumo do empate entre Figueira e Metropolitano por zero a zero na tarde deste domingo.
Não havia como jogar futebol naquele pasto em Timbó. E assim fica difícil analisar se o Figueira melhorou, piorou ou ficou na mesma. A única coisa boa que poderia sair do jogo seria conquistar os três pontos, mas nem isso o time conseguiu.
O melhor que Pintado fez foi tirar Pedrinho no intervalo e preservá-lo para o Clássico de quinta-feira. Também deu para notar que Régis tem cacoete e embocadura de zagueiro. Vai acrescentar qualidade à defesa se mantiver um bom nível de condicionamento físico.
Outro fato interessante: a melhor e única jogada de Bruno Santos foi uma em que ele não tocou na bola, fazendo o corta-luz depois do cruzamento de Rafael para a conclusão de Jairo. No mais, enquanto esteve em campo, errou tudo que pode e funcionou como terceiro zagueiro do Metropolitano.
Mais duas constatações. A defesa se posicionou mal em vários lances de bolas cruzadas para a área. E os atacantes do Figueira, sejam quais forem, não jogam coletivamente. Cada um pega a bola e quer fazer tudo sozinho.
O primeiro turno está praticamente morto. É usar os jogos que faltam para dar entrosamento, condicionamento físico e encontrar a formação ideal. Começando por vencer o Clássico na quinta-feira.
Um lateral direito, please
Este blogueiro pensou que havia pagado todos os seus pecados de torcedor ao ter que aturar Paulo Sérgio envergando a camisa 2 do Figueira por quatro longos anos. Pura ilusão. O pior estava por vir. Anderson Luís consegue deixar este escrevinhador com saudade de Paulo Sérgio. Hoje, no segundo tempo, havia uma avenida à disposição dele e ele conseguiu cruzar 150 bolas – todas da intermediária – na cabeça ou nos pés dos adversários.
Deve haver pelo menos 243 laterais melhores que Anderson Luís só no Brasil. Será que a diretoria do Figueira não consegue ao menos contratar um, unzinho que seja?