Vistoria de olhos fechados

As ilustres autoridades competentes devem ter feito a vistoria do “complexo esportivo” de Timbó de olhos fechados. Só isso explica a liberação de um estádio sem a menor condição de sediar um jogo de futebol profissional da primeira, da segunda ou até da terceira divisão.

Não se pede padrão Fifa de Copa do Mundo, mas um gramado que permita minimamente que se pratique futebol. Se o Metropolitano não pode jogar no estádio do SESI por conta das chuvas de novembro, deveria jogar em Itajaí ou até mesmo em Rio do Sul, que até tempos recentes tinha um estádio em boas condições. A FCF e as tais autoridades competentes não poderiam permitir que Timbó – com todo o respeito que a cidade merece – recebesse jogos do estadual num estádio daquele.

Da frente para trás

Reza a lenda no futebol que para um time sair da má fase tem que acertar primeiro a cozinha, o sistema defensivo. Primeiro tem que parar de tomar gol. Depois ajeita o resto.

O Figueirense, que no ano passado teve a defesa mais vazada do campeonato brasileiro e foi rebaixado no saldo de gol, começou o ano de trás para frente ou da frente para trás, no caso.

Primeiro subiu 13 jogadores dos juniores, entre eles quatro atacantes. Depois trouxe Schwenck, Marcelo, Douglas e Alan para o ataque. Além deles, ficaram Rafael Coelho e Bruno Santos para o setor. O time também tentou suprir as saídas de Cleiton Xavier e Marquinho com as contratações de Rafael Ueta, Juninho e Pedrinho.

Para o sistema defensivo, somente Wellington para a ala esquerda e a tentativa frustrada de contratar o zagueiro Rogério Pinheiro. Nas três primeiras rodadas do campeonato catarinense, os problemas continuaram evidentes. Assim, o time contratou o zagueiro Régis e o volante Rômulo – que só será apresentado na próxima segunda-feira.

No jogo contra o Atlético de Ibirama, Roger e Rafael Lima foram escalados como titulares. Wellington e Pedrinho estrearam. Neste domingo, contra o Metropolitano, em Timbó, será a vez de Régis entrar na vaga de Perone e de Edson Galvão assumir a vaga de Schmoller.

Pintado segue buscando a formação ideal. O time mostrou uma ligeira, mas ainda insuficiente, evolução no último jogo, principalmente na primeira etapa, pois a segunda foi muito ruim. Agora precisa ganhar mais corpo, de preferência com vitória. Será a melhor maneira de continuar respirando no primeiro turno do campeonato e animar a torcida para o Clássico da próxima quinta-feira.

Pode embolar ainda mais

O Avaí empatou com o Atlético de Tubarão. O Criciúma perdeu para o Marcílio. Neste domingo, além de Figueira e Metropolitano, Chapecoense e Brusque, e Atlético de Ibirama e Joinville também jogam. Se o Figueirense e a Chapecoense vencerem, teremos quatro times, no mínimo, com sete pontos (os dois mais Brusque e Marcílio Dias).

O Atlético de Ibirama também tem sete pontos, mas nesse caso, o resultado mais interessante é que não perca para o Joinville. Se vencer, o Atlético vai a 10 pontos e assume a liderança isolada. Se empatar, vai a 8 pontos e o JEC se torna líder com 10 pontos.

Se toda essa matemática se confirmar apenas três pontos separariam o líder, com 10 pontos, do 8º colocado, com 7. O primeiro turno estaria então completamente aberto.

Crise?

O time do Sul da Ilha não jogou pedrinha contra o Atlético Tubarão. No primeiro tempo não fez absolutamente nada e só não tomou gol porque o time tubaronense é limitadíssimo. Na segunda etapa, melhorou um pouco, acertou a trave algumas vezes, mas sem mostrar um futebol digno de registro.

A torcida vaiou o time, pegou no pé de jogador e pediu contratações. Estão em crise ou vão jogar panos quentes?