A CBF tinha melhorado as condições de disputa da série C. Antes, a competição tinha geralmente 64 clubes divididos em 16 grupos de quatro, classificando-se os dois melhores de cada grupo para a fase seguinte. A partir daí era na base do mata-mata até o quadrangular final, quando os dois primeiros garantiam o acesso para a série B. O time que entrava na competição só tinha garantido então os seis jogos da primeira fase.
Com o aumento das vagas de acesso de duas para quatro e a transformação do mata-mata em quadrangulares e da fase final em octogonal, melhorou um pouco. Um time mais organizado e estruturado não jogava mais toda a sua sorte em apenas duas partidas eliminatórias.
A situação melhorou mais ainda com a redução dos participantes de 64 para 20 e a criação da série D. Parecia que o futebol brasileiro passaria a contar então com uma terceira divisão mais organizada e atraente.
Só que a CBF têm que estragar até suas boas idéias. A Série C será disputada em quatro grupos de cinco equipes, com as duas melhores de cada chave passando para a segunda fase. Aí volta o maldito mata-mata. Pior, como são quatro vagas para a série B em disputa, a fase eliminatória terá valor até as quartas-de-final, que serão na prática a decisão dos quatro que sobem para a segundona. A partir das semifinais, o campeonato vira um torneio por uma taça que vale o mesmo que chegar em quarto lugar.
Pior ainda a CBF fez com a série D. Serão 40 clubes em 10 grupos de quatro, com os dois melhores passando para fase seguinte. Aí começará um inédito mata-mata com 20 clubes, ou seja, sobrarão 10 para a terceira fase. Como o passo seguinte é só sobrar cinco, a Confederação resolveu que vai selecionar três entre os cinco eliminados para juntar oito e aí fazer uma fase de quartas-de-final como manda o figurino.
Não seria mais fácil, para dizer o mínimo, juntar os 40 clubes em oito grupos de cinco?
Ninguém na CBF decorou a tabuada?