O amistoso acertado para o próximo sábado, contra o time reserva do Internacional, é um bom aperitivo para aquecer as turbinas para o início da série B.
Mesmo sem seus titulares, o Colorado gaúcho é um adversário qualificado e um bom teste para fazer os acertos finais para a estréia contra o Ipatinga. Será bom para dar mais entrosamento à equipe e ritmo de jogo a atletas importantes como Toninho, Anderson Pico e Pedrinho.
Também vai servir para matar a seca de jogo no Scarpelli e para se fazer aquela corrente coletiva e positiva para o grande Verdão do Oeste.
Monthly Archives: April 2009
Os adversários na série B – parte VI
Atlético Goianiense – Terceira torcida de Goiânia, o Atlético trabalha para se recuperar de um longo ostracismo, no qual chegou a cair para a segunda divisão estadual. O time conquistou o campeonato goiano em 2007, depois de 19 anos de seca, e volta à final em 2009, vencendo a primeira partida contra o Goiás, por 2 a 1, no domingo passado.
No ano passado, o clube conquistou o acesso ao sagrar-se campeão da terceira divisão. A base do time foi mantida, assim como o treinador Mauro Fernandes. Só que o técnico aceitou um convite do Vitória durante o campeonato estadual e foi substituído por Paulo César Gusmão, velho conhecido da torcida do Figueira.
De conhecidos, o elenco conta com o meia Anailson (ex-São Caetano), o volante Francismar (ex-Cruzeiro e São Caetano), os veteranos Lindomar (meia, ex-Gama) e Romeu (volante, ex-Corinthians e Atlético Mineiro), o lateral esquerdo Chiquinho (ex-Avaí) e o atacante André Leonel (ex-Criciúma e Paulista).
Equipe que derrotou o Goiás por 2 a 1: Márcio, Rafael Cruz, Gilson, Gil e Chiquinho; Luciano Totó (Jairo), Pituca, Robston e Francismar (Jorge Henrique); Elias (Lindomar) e André Leonel.
Fontes: Site do Clube e jornal Diário da Manhã
Bahia – Treinado por Alexandre Gallo, aquele que contribuiu decisivamente para o péssimo ano que o Figueira teve em 2008, o Bahia foi eliminado da Copa do Brasil depois de empatar duas vezes com o Coritiba (assim como o Figueira, em 2 a 2 em casa e zero a zero fora) e perdeu a primeira partida da decisão do campeonato baiano por 2 a 1 para o Vitória. Agora precisa vencer por dois gols de diferença no Barradão no próximo domingo para ficar com o título.
Ao gosto do treinador, o elenco tem vários jogadores rodados. Os laterais Rubens Cardoso e Patrício, o zagueiro Nem (ex-Palmeiras), o zagueiro Evaldo (ex-Grêmio e Santos), o volante Leo Medeiros (ex-Cruzeiro, Flamengo e Atlético-PR), os atacantes Joãozinho (ex-Cruzeiro, Fluminense e Atlético-PR) e Alex Terra (ex-Fluminense e Ponte Preta), além do meia Beto (ex-Fluminense e Criciúma), que Gallo já tinha levado para o Atlético Mineiro no ano passado.
Como não podia deixar de ser, Gallo também levou o volante Elton para o Bahia. Apesar de ser elogiado pela torcida, Elton continua o mesmo, passando mais tempo no estaleiro do que no gramado.
A equipe baiana contratou o atacante Lima, do Joinville, e os zagueiros Menezes e Paulo Paraíba, vindos do Ferroviário-CE.
Time que perdeu por 2 a 1 para o Vitória: Fernando, Patricio, Evaldo, Nen e Rubens Cardoso; Leandro, Marcone, Élton(Alex Terra) e Ananias(Alex Maranhão); Beto e Reinaldo(Ávine).
Fontes: Site do clube e Portal do Futebol Baiano
Brasiliense – O time do senador cassado Luiz Estevão derrotou o Brasília por 2 a 1 no sábado passado e agora pode perder por um gol de diferença e mesmo assim conquistar o hexacampeonato metropolitano.
O “Jacaré” anunciou na última terça-feira a contratação do meia Éder, que estava no Mirassol e já passou por vários clubes do interior paulista como Marília, São Caetano e Portuguesa. O time é treinado por Roberval Davino, outro técnico com passagem pelo Figueira, e especula-se que pode contratar outro ex-alvinegro, o volante Luciano Sorriso.
A política do dono do clube prossegue a mesma: salários baixos e bichos altos. Iranildo e Wellington Dias ainda estão por lá. Também fazem parte do elenco os atacantes Gustavo (ex-Inter, Coritiba e São Caetano) e Fábio Junior (ex-Cruzeiro e Palmeiras), o volante Pedro Ayub (ex-Avaí e Brusque) e o meia Rodriguinho (ex-Gama).
Fontes: Futebol Interior, Correio Braziliense e Jornal de Brasília
A festa antes da batalha
Foi uma bela festa. Este blogueiro teve a oportunidade de participar do lançamento do novo uniforme do Figueirense para 2009 e foi tudo muito bem feito e muito bem organizado. Os novos uniformes despertaram a habitual dose de polêmica. Muitos gostaram das camisas um e dois e outros detestaram. Particularmente, achei o material de treino e viagem muito bonito. Já as novas camisas sempre me causam certo estranhamento. A princípio achei a dois mais bonita que a um, mas vou aguardar os olhos acostumarem.
Em minha modesta opinião, o uniforme número um deveria ser mais tradicional. O segundo, trazer algumas inovações. E o terceiro sim ser ousado, inclusive nas cores. Serviria assim para agradar a grande maioria da torcida, desde os mais conservadores até os mais modernosos.
Outro fato a registrar foi que a torcida do Figueira mostra sua força até na internet. A cobertura ao vivo do evento, preparada pelo Meu Figueira (de onde veio a foto acima), com auxílio do blogueiro Diego Tainha (clique aqui e aqui), foi abalada pela grande quantidade de acessos, que derrubou até servidor.
Das conversas com os dirigentes, principalmente com Thiago D’Ivanenko e José Carlos Lages, pode se dizer que a direção do clube está confiante numa boa campanha na série B, mas tem consciência que é preciso reforçar o elenco para a competição.
Para terminar, uma constatação simples e óbvia: cada time tem a loura que merece…
Os adversários na série B – parte V
Um pouco sobre o primeiro time que o Figueira vai enfrentar na segunda divisão:
Ipatinga – O adversário na estréia do Furacão Alvinegro – sexta-feira que vem, 21 horas, no Scarpelli – conquistou seu primeiro objetivo no ano ao vencer a segunda divisão mineira no último domingo e garantir o retorno ao Módulo I no ano que vem. O título foi alcançado no número de vitórias (13 a 12) já que Ipatinga e Caldense terminaram a competição com 43 pontos e assim obtiveram o acesso.
No dia 23, o clube do Vale do Aço anunciou o acerto com os veteranos Marcelo Ramos (que nunca interessou ao Figueirense, registre-se) e Thiago Mathias, atacante e zagueiro, respectivamente, que estavam no Santa Cruz-PE.
Ontem, o Ipatinga apresentou o atacante Márcio Diogo, que disputou o campeonato mineiro pelo Rio Branco, de Andradas, mas pertence ao Cruzeiro; o volante Max Carrasco (ex-Barueri e Noroeste) e o atacante Rafael Grampola, vindo do Rio Preto-SP.
A diretoria do clube promete apresentar outros reforços durante a semana. Resta saber quantos deles terão condições de estar à disposição para a partida contra o Figueira.
Fontes: Site do clube e site Superesportes
Respeito que vem de fora
“Pegou a muitos de surpresa o rebaixamento do Figueirense no ano passado. Um dos clubes de estrutura administrativa mais elogiada e evolução mais notável do país, o Figueira encarou o descenso como fruto de algumas escolhas equivocadas tanto para o elenco, quanto para a comissão técnica”.
Assim, começa a nota sobre o Figueira postada pelo site Trivela (clique aqui) na primeira parte do seu guia sobre a Série B.
É mais uma demonstração do respeito que o Furacão Alvinegro conquistou em sua trajetória recente.
Aproveita que não é toda hora
Ingresso de arquibancada a 50 reais e de cadeira a 100 reais.
Time que chega a uma decisão de campeonato a cada 10 anos tem que aproveitar a rara ocasião para tirar a barriga da miséria (clique aqui).
As sandálias da humildade
Tem muita gente em Florianópolis que precisa ficar atenta às palavras do técnico Roberto Fernandes e perceber que, no momento, o Figueira não é um time de série A. É de série B e aí o buraco é mais embaixo. Nesse instante, o treinador alvinegro parece ser o único a ter isso completamente claro, seja entre a direção do clube, entre o elenco, entre a torcida e entre a mídia da cidade.
Está na hora de todo mundo calçar as sandálias da humildade.
O torcedor vai ter que parar de viajar no tempo. Tem que entender que a realidade é outra, que o Figueira vai ter um time limitado e que vai depender muito do apoio da torcida para ter algo mais contra seus rivais mais diretos. Não adianta agora repuxar por jogadores de um passado recente e reclamar que aqueles sim eram bons. Até porque quando aqueles bons jogadores chegaram aqui ou eram veteranos que não tinham mais para onde ir ou absolutos desconhecidos que despontaram para o cenário nacional jogando no Figueira. A maioria deles não entusiasmou quase ninguém quando chegou.
A direção do clube vai ter que descer do salto e ter um comportamento mais modesto. Nesse sentido, a entrevista de José Carlos Lages para a rádio CBN depois do jogo de Campinas foi um desastre. Ele começou bem, mas depois de atiçado caiu na pilha de defender exageradamente a qualidade do elenco alvinegro. Isso pode cair bem junto aos jogadores, mas, por outro lado, joga contra, pois aguça a irritação da torcida e aumenta a cobrança. Se o próprio técnico diz que precisa de mais reforços. Se todo mundo está vendo que há carências, não há porque tapar o sol com a peneira. É mais justo e honesto então dizer que o Figueira não tem condições de ter jogadores mais caros e qualificados, que vai com o que tem e agüentar o repuxo. Pelo menos não cria expectativas e reações exageradas.
Os jogadores – e Roberto Fernandes já cantou a pedra depois da partida contra a Ponte Preta – vão ter que perceber que não estão na série A. Vão enfrentar time retrancado que não passa do meio campo quando jogar no Scarpelli. Vão enfrentar time que vai tentar ganhar na marra quando jogar em casa. Vão jogar em gramados ruins com arbitragens caseiras. Vão ter que ralar e muito para voltar à série A e ter chance de saborear o filé em vez de roer o osso.
A mídia de Florianópolis também precisa baixar a bola. Tem que parar de tratar o Figueira como um time de série A. Essa primazia agora cabe ao Avaí, infelizmente e, espera-se, por muito pouco tempo. O Figueira não tem mais cinco milhões da TV. Não é mais uma vitrine vantajosa para jogadores que querem despontar no cenário nacional. Ainda está absorvendo o choque de ser rebaixado depois de sete anos na primeira divisão. Quem deve ser tratado e cobrado como um time de série A é o Avaí. Deixem o Figueira em paz por um tempo.
É só com essa mentalidade, com humildade, determinação e apoio de todos que o Figueira terá chance de sair da Série B. Qualquer coisa diferente vai dificultar ainda mais o que já promete ser muito complicado.
Lento, gradual e restrito
Sem poder fazer uma análise por conta própria, já que o jogo não foi televisionado, este blog depreende dos comentários feitos nas rádios de que o Figueirense melhorou mais um pouco em relação a partidas anteriores.
O empate em zero a zero com a Ponte Preta não foi suficiente para passar para a terceira fase, mas o Figueira foi um time mais organizado e ganhou qualidade com as entradas de Anderson Pico, Toninho e – eu nunca pensei que ia dizer isso – Carlinhos.
Tem dois aspectos positivos no desempenho do Figueira nesse confronto com a Ponte. O primeiro é que mesmo enfrentando um adversário que vive um momento melhor, tem um time mais entrosado e está cotado entre os que vai brigar pelo acesso, o Furacão Alvinegro não perdeu e vendeu caro a desclassificação.
Mesmo com um time ainda em formação, com jogadores ainda longe de sua condição física ideal, outros ainda no estaleiro, com reforços sem poder jogar e outros ainda por chegar, o Figueira emparelhou as partidas com a Ponte. O raciocínio lógico e simples conclui então que um pouco mais encorpado, o Furacão Alvinegro pode ir para as cabeças.
O segundo aspecto positivo, mais prosaico e que se refere apenas ao jogo de quarta-feira, é que o time não tomou gol depois de muito tempo. A última partida sem sofrer gol havia sido o zero a zero com o Brusque, no Scarpelli, em 26 de fevereiro. Depois disso, foram nove jogos em que o Figueira foi vazado independente de ter vencido, perdido ou empatado. Será que foi por causa da entrada de Carlinhos e Toninho ou pela ausência de Peroni? Ou um pouco das duas coisas?
É óbvio que as coisas não estão andando plenamente como se esperava e que tudo está acontecendo muito lentamente, mas o Figueirense tem sim condições de fazer uma boa série B.
Franco atirador
O Figueirense tem uma tarefa difícil em Campinas, mas não se trata de algo impossível. Vencer a Ponte Preta no Moisés Lucarelli é algo que o Furacão Alvinegro já conseguiu em outras épocas, melhores, é verdade, mas um bom resultado nesta quarta-feira pode fazer com que a confiança da e na equipe comece a voltar.
Por um lado, se tem a expectativa que o intervalo de quase duas semanas entre o empate com a Ponte no primeiro jogo e a realização da partida desta quarta-feira represente um crescimento nos aspectos físico, tático e técnico. Tempo para se preparar foi o que não faltou.
Por outro lado, dos novos contratados, apenas Toninho tem condição de estrear. Além disso, jogadores vindos de contusões não se recuperaram a tempo de poderem integrar o grupo que viajou a Campinas, como Régis, Davidson, Wellington e Ricardinho, reduzindo as opções de Roberto Fernandes.
Há mais um fator a ser observado. Alguns dos jogadores que podem começar jogando vêm de longos períodos de inatividade. É o caso do próprio Toninho, do lateral Anderson Pico e do volante Carlinhos. Representam de fato, mais qualidade para o setor defensivo, mas a dúvida é saber o quanto vão sentir a falta de ritmo de jogo e por quanto tempo vão suportar a intensidade da partida.
Na prática, o Figueira é franco atirador. E deve jogar como tal. A torcida da Ponte Preta não é conhecida por sua paciência. O Furacão Alvinegro deve jogar com inteligência, para se defender bem e explorar os espaços deixados pelo adversário. Um gol basta para trazer a classificação e não fará diferença alguma se ele sair no primeiro ou no último minuto.
Agenda positiva
Está bonito de ver o esforço concentrado para apagar do noticiário os acontecimentos ocorridos na Ressacada no último domingo. Chamada no Orkut repercutida em jornal. Cobertura intensa do apoio da torcida durante o treino e, principalmente, poucos comentários a respeito do que ocorreu.
Nada de repercutir, esticar e ampliar ao máximo os xingamentos e gestos obscenos de Marquinhos à torcida, as declarações bombásticas de Evando, a agressão de Martini a um torcedor.
É compreensível, afinal é um time da cidade que passa por um momento importante e merece apoio. Seria ainda mais compreensível e louvável se o comportamento fosse o mesmo quando o outro time da cidade passa por momentos importantes.