Além do que a vista alcança

Nesta sexta-feira, o Guarani venceu o Bragantino e o Atlético-GO empatou com a Ponte Preta. Assim, temporariamente o Figueira permaneceu no G-4, mantendo a terceira posição.

Como o Furacão Alvinegro jogou na ultima terça e só volta a jogar na próxima sexta, sobra tempo para fazer estes exercícios mistos de secação e futurologia. Outros sites e veículos também enveredaram por este caminho: o que precisa acontecer para o Figueira continuar entre os quatro melhores ao fim desta rodada?

Está certo, vamos pensar no curtíssimo prazo. Minha dúvida é se vale a pena. Na hora de fazer as contas vale mais tentar ver o quadro todo ou se concentrar apenas no imediato, ou seja, terminar a 4ª rodada do campeonato no G-4?

A diferença é bem óbvia. Pensando só nesta rodada, foi bom o Guarani ter vencido o Bragantino, pois o Figueira não perdeu posição. Agora, pensando mais além, é interessante alguém disparar na pontuação?  

O Guarani foi a 12 pontos. Mesmo que o Figueira vença o Bugre na próxima rodada no Scarpelli, ainda vai ficar dois pontos atrás de seu adversário. Se o Guarani tivesse perdido, o Bragantino iria a nove pontos e passaria o Furacão Alvinegro, mas o time campineiro também ficaria com nove e poderia ser ultrapassado pelo Figueira no confronto direto da próxima rodada. Para a equipe de Bragança a distância seria menor do que os três pontos, que poderiam ser obtidos pelo Figueira com uma vitória quando os dois se enfrentassem. 

No momento, não creio que seja vantajoso que algum time desgarre na ponta da tabela, a não ser o próprio Figueira, obviamente. 

Fernandes, Egídio e Paulo Sérgio

Fernandes renovou até o final do ano. Egídio e Paulo Sérgio foram apresentados nesta sexta-feira. O técnico Roberto Fernandes ganha mais opções para a sequência da série B.

Muito torcedor fica agoniado porque que quer uma barca zarpe do Scarpelli com o carimbo de demitido na testa de cada jogador dispensado.

É claro que não se pode ter um elenco inchado, com vários jogadores que não terão chance de jogar. O que me interessa mais, no entanto, é o grupo que efetivamente tem condições de jogar pelo Figueira e que será aproveitado na competição.

A diretoria que resolva como vai aliviar a folha de pagamento. Se vai mandar embora de carrada ou a conta-gota. Se vai anunciar as dispensas com banda de música e fogos de artifícios ou se vai resolver tudo na surdina, negociando individualmente com cada jogador.

O mais importante é formar um grupo forte para encarar a briga pelo acesso com competência. Pelo que se pode avaliar até agora, o Figueira está trabalhando nesta direção.

Escolhendo a dedo

Sacada

De um torcedor alvinegro irritado com os últimos resultados da equipe na Série B do Brasileiro:

– Sempre que estamos mal no campeonato, os homens se mandam para o exterior, dando a impressão que vão trazer alguém muito importante. Isso já está manjado.

Coluna de Roberto Alves no DC, 30 de maio


Por e-mail

“Sou apaixonado pela cozinha, turfe, pesca e futebol, torço pelo Figueirense desde que fui eleito deputado pela UDN, em 1954. Devo confessar que estou decepcionado. Terça-feira, o time merecia ser goleado pelo Ceará. Com esse elenco medíocre e sem nenhum esquema tático, vai ser mais fácil cair do que subir. Não merecemos isto.”

Paulo Konder Bornhausen

Coluna de Roberto Alves no DC, 29 de maio

Bastidores

Começam a aparecer as primeiras críticas ao trabalho do técnico Roberto Fernandes. Nas rodinhas alvinegras já se pode ouvir dizer que não é o nome ideal para o clube. Engraçado, até agora estava invicto e realizava um bom trabalho. Bastaram as derrotas e pronto.

Blog de Roberto Alves no ClicRBS, 29 de maio

O Figueira tem milhares de torcedores. Entre eles, tem de tudo. Tem o corneteiro, tem o eterno insatisfeito, tem o eterno otimista, tem o passional, tem o ponderado. Procure uma característica e você encontrará.

O cronista Roberto Alves, no entanto, parece só ter ouvidos para os que reclamam, alfinetam e corneteiam. Dá mais Ibope? Alimenta a polêmica?

Só posso afirmar uma coisa: só os ingênuos ou os oportunistas se sujeitam a participar desse joguinho.

10 dias à procura de um esquema de jogo

Como as rodadas da série B acontecem ás terças, sextas e sábados, quem joga na terça em uma rodada, fica 10 ou 11 dias aguardando pela partida seguinte. É o que vai acontecer com o Figueira, que só joga novamente no dia 5 de junho contra o Guarani no Scarpelli.

É ruim para melhorar o famoso ritmo de jogo, mas o tempo deverá ser aproveitado para receber os novos contratados Paulo Sérgio e Egídio e para liberar alguns jogadores do elenco.

Vai servir também para Roberto Fernandes trabalhar um jeito mais estável do time jogar. No momento, o 3-5-2 parece ser o esquema mais eficiente, já que propicia mais segurança defensiva e libera Lucas pela direita.

Só que o Figueira precisa avançar além disto e ter um repertório mais variado, além de procurar controlar mais o jogo, mantendo a bola sob seu domínio. Se jogar no 3-5-2 precisa ter um meia mais efetivo, seja Kássio ou Pedrinho. Pelo visto nos dois últimos jogos, Alê não rende nesta posição. Precisa ainda que a ala esquerda tenha um rendimento que se aproxime do que Lucas vem fazendo pela direita. Com isso vai ganhar mais poder ofensivo.

Confesso que não vejo o time jogando no esquema preferido de Roberto Fernandes, um 4-2-2-2, com dois volantes e dois meias. Não temos meias com a característica de fazer esse vai-e-vem com eficiência e força. O time corre o perigo de ficar escancarado demais. Pode servir para alguns jogos dentro de casa, mas, na prática, pode virar um 4-2-4, em que o adversário terá uma avenida para trafegar pelo meio-campo.

Para não jogar no 3-5-2, o Furacão Alvinegro teria que jogar com três volantes e um meia. Mais uma vez, destaco: com os jogadores à disposição hoje. Não seria um esquema defensivo e pouco criativo se os jogadores certos forem escalados nas posições certas.

Uma alternativa é formar um losango no meio-campo (como na imagem ao lado). Um volante mais pegador à frente da zaga, como Carlinhos ou Totó, Roger mais adiantado pela direita, Alê ou Paulinho também mais à frente pela esquerda (ou vice-versa), com um meia mais próximo dos atacantes, seja Kássio, Pedrinho, Jairo ou até mesmo Fernandes.

Roger já mostrou que sabe jogar. Alê e Paulinho também não só dois brucutus. Todos eles têm a vantagem de conseguir retomar rapidamente o posicionamento de marcação e ainda têm condições de liberar a subida dos laterais.

No limite, ainda se pode escalar o três, recuando Roger. Em minha opinião, é desperdício deixar este jogador tão preso à defesa, mas é possível, com muito treino, fazer uma rotação entre os três volantes, permitindo que, quando Roger, apoie o ataque, um dos outros cubra o setor.

Para jogar com uma linha de quatro na defesa, a alternativa é essa. Se não, é ir com o 3-5-2, que já mostrou eficiência – o Figueira ainda não perdeu jogando assim – embora necessite ainda de correções.

Dois pontos perdidos

O Figueira desperdiçou dois pontos ao ceder o empate ao Ceará nesta terça-feira, no Castelão, depois de abrir uma vantagem de 2 a 0 no placar.

O time mostrou uma grande eficiência ofensiva, mas foi pressionado pelo Ceará o jogo inteiro. Enquanto o adversário não conseguia acertar o gol, tudo bem. No segundo tempo, quando foi para o tudo ou nada e o meia Geraldo resolveu jogar futebol, o Vovô chegou ao empate e por pouco não saiu com a vitória.

O Furacão Alvinegro voltou a mostrar um problema que é crônico desde o ano passado, mesmo mudando jogadores e treinador: a falta de posse de bola. É muito chutão, muita bola esticada. Quando a bola cai nos pés de Lucas e Rafael Coelho sai coisa boa. A questão é a bola chegar para eles.

Ao final da partida, Roberto Fernandes disse, em entrevista à Sportv, que o time devia ter segurado mais a bola e que não fez isso por conta da inexperiência da maioria dos jogadores. Não foi só isso. O técnico também não colaborou para que isso acontecesse.

A formação inicial, com três zagueiros e um meio-campo formado por Luciano Totó, Roger e Alê não teve tempo de ser avaliada, pois Totó torceu o tornozelo e precisou ser substituído antes dos 10 minutos do primeiro tempo.

Aí, Roberto Fernandes resolveu surpreender, trocando o volante pelo atacante Clodoaldo. Logo depois, aos 13 minutos, o Figueira fez um a zero, com Roger, de cabeça, depois de ótimo cruzamento de Lucas.

Só que o Furacão Alvinegro não tinha ninguém para prender a bola e cadenciar o jogo. Schwenck voltou para dar combate, fechar o meio e funcionar como armador (!!!???). Clodoaldo não acrescentou absolutamente nada. Até porque não houve bola trabalhada para ele e não é o jogador indicado para se jogar no contra-ataque.

Assim, o Ceará tinha a bola e prosseguia martelando. Quando o Figueirense botou a bola no chão e fez um a zero. No segundo tempo, o panorama não mudou. Bola com o Ceará quase o tempo todo e o Figueira rifando a pelota. Quando a botou no chão, numa belíssima arrancada de João Felipe, chegou ao segundo gol.

Era o momento de tirar um atacante e ter mais gente no meio, para prender a bola e trabalhar com mais qualidade no contra-ataque. No banco, Fernandes tinha Kássio, Pedrinho e Paulinho. Podia ter escolhido qualquer um deles, mas demorou, demorou, demorou e só depois de levar o empate resolveu fazer a troca.

Só que ai outra surpresa, manteve os três atacantes e botou Paulinho no lugar de Alê. Depois tirou o esgotado Anderson Pico para a entrada de Juninho, já que o Ceará fazia a festa por aquele lado.

Por pouco o Figueira não deixa escapar mais um ponto. Em grande parte pela teimosia do seu técnico, que insistiu em não reparar o erro cometido na primeira substituição. E aí não dá para jogar a responsabilidade nos garotos. Os garotos Rafael Lima, Lucas, João Filipe e Rafael Coelho foram os melhores do time. O esquema de jogo é que precisa ser ajustado para o time render melhor e não desperdiçar pontos como ocorreu nesta terça-feira.

O empate foi um mau resultado pelas circunstâncias. O Ceará é um time com alguns bons jogadores do meio para frente como Geraldo, Wellington Amorim e o autor dos gols, Preto. Mais ajustado, jogando num campo de dimensões enormes, com a grama na altura do tornozelo, enlameada e cheia de buracos, pode tirar pontos de muita gente. Desta vez, no entanto, o Figueira facilitou a tarefa do adversário.

Um destaque e uma decepção

João Filipe está provando que o açodamento de parte da imprensa e da torcida não é parceira do bom julgamento. Sua contratação foi detonado porque era desconhecida e vinha do Mesquita, rebaixado no campeonato carioca.

Pois o zagueiro está mostrando que tem qualidade. Faz sua parte na defesa e ainda se aventura em boas arrancadas para o ataque. Em uma delas construiu a jogada para o belo gol de Rafael Coelho. Hoje, é titular absoluto do Figueira.

Já Anderson Pico decepcionou até agora. Continua com uma condição física abaixo do necessário. Assim, limita-se a ir de uma intermediária a outra. Evita jogadas individuais, não tem velocidade e procura se desfazer da bola rapidamente. Desse jeito, o recém contratado Egídio vai ser titular facilmente.

Hora de berrar

A arbitragem em Natal foi tenebrosa. A do jogo contra Lusa não foi tão ruim, mas deixou o time paulista abusar das faltas para parar o ataque alvinegro sem qualquer adversário, além do bandeirinha ter inventado um impedimento de Rafael Coelho quando o jogo estava zero a zero, matando uma chance clara de gol.

No Ceará, foi a vez do nefando Wilson de Souza de Mendonça atrapalhar mais uma vez a vida do Figueira. Parou o ataque alvinegro várias vezes, assinalando falta dos avantes em disputas pelo alto. Não deu faltas nos atacantes do Figueira. Houve um lance altamente duvidoso, um possível pênalti em Clodoaldo num cruzamento para a área que ele deixou passar. Acabou com um contra-ataque do Figueira ao parar a jogada para advertir o jogador do Ceará que havia dado uma bordoada em Lucas enquanto a bola sobrava para Rafael Coelho entrar no mano a mano com o zagueiro pelo lado direito da área.

Tem a péssima mania de deixar o jogo correr enquanto o jogador se contorce de dor estendido no gramado por vários minutos, até a bola sair do campo. Se ele acha que é cera, que advirta o atleta e acresça o tempo parado. Só que não é médico para avaliar a gravidade da lesão, muito menos a 50 metros de distância da jogada como costuma se posicionar.

O Figueirense foi brindado com péssimas arbitragens neste início de série B. A diretoria do clube tem que chegar na orelha dos dirigentes da CBF e reclamar antes que estes desempenhos horrorosos dos árbitros comecem efetivamente a atrapalhar a campanha do time.

Com que time Roberto Fernandes vai?

Já se sabe que Bruno Perone e Welington não viajaram para Fortaleza e que Rafael Lima sim. O que isso quer dizer? Qual sistema vai ser utilizado? Qual a escalação da equipe? Não se sabe.

Pelo desempenho da equipe, o Figueira vai no 3-5-2. Foi no 4-4-2 no primeiro tempo da estréia do Ipatinga e saiu vencendo por 1 a 0 jogando pior. Foi no 4-4-2 contra a Lusa e perdeu. Jogou no 3-5-2 no segundo tempo contra o Ipatinga e, além de fazer mais dois gols, controlou o jogo. Utilizou o mesmo sistema contra o ABC, em Natal, e fez 2 a 0 no primeiro tempo. Se não fosse o árbitro, era para ter sido 4 a 0.

No 3-5-2 mora a primeira dúvida. Rafael Lima fez seu último jogo em 5 de fevereiro, no clássico contra o Avaí no Scarpelli, quando fraturou o pé e ficou longo tempo afastado. Já voltou a treinar faz tempo, mas está sem o famoso ritmo de jogo. Vai começar jogando? Ou Fernandes vai recuar Roger para a zaga, perdendo assim qualidade na saída de bola no meio-campo?

No mais, não há muito o que inventar. Se o sistema for o 3-5-2, Lucas e Pico jogam nas alas, Alê e Kássio no meio, Schwenck e Rafael Coelho no ataque. A dúvida fica na zaga e na cabeça de área.

Para este blog, a melhor alternativa é botar Rafael Lima na zaga e deixar Roger no meio. Mantém 10 jogadores da melhor escalação do Figueira até agora na série B e depois altera de acordo com a necessidade.

Para se manter entre os quatro melhores, o Figueira precisa da vitória. Tem condições para tal se repetir o desempenho do segundo tempo contra o Ipatinga e da partida diante do ABC. É o que a torcida espera ver.

As boas lições da derrota

O jogo se anunciava difícil e de fato foi. A vitória da Portuguesa foi merecida, pois o time paulista se mostrou mais organizado, entrosado e eficiente. Marcou forte o Figueirense, aproveitou as poucas chances que criou e segurou a bola quando foi preciso.

A Lusa se confirmou como o adversário mais difícil que o Figueirense teve nestas três rodadas iniciais da série B. O resultado e, principalmente, o desempenho do Furacão Alvinegro mostraram é que preciso ajustar muita coisa ainda.

A primeira é que Lucas faz uma falta danada à equipe. Nem Wellington nem Anderson Pico conseguem produzir boas jogadas no nível que Lucas consegue. Como Kássio ainda não assumiu o protagonismo na criação de jogadas, exigido para um meia, e Pedrinho ainda não mostrou que pode fazer a diferença, o time sofre para levar perigo, especialmente contra adversários fechados. Ainda mais jogando no 4-4-2, sistema no qual os laterais não podem avançar tanto como apoiam quando a defesa é composta por três zagueiros. Assim, a vinda de Egídio para a lateral esquerda pode ser importante. Pico continua abaixo do que se espera dele, enquanto Wellington está longe de ser o jogador que o Figueira precisa para a posição, notadamente depois do faniquito de hoje antes da cobrança do pênalti.

A equipe precisa de mais qualidade. Uma análise mais imediata mostra então que as laterais, as meias e a zaga precisam de jogadores melhores. Perone, no primeiro tempo deste sábado, mostrou pela, enésima vez, que não pode ser titular. É o mesmo caso de Anderson Luís. Pode ser que em outro clube encontre seu caminho. Aqui, em mais de um ano, errou muito mais do que acertou.

O segundo ajuste reside na necessidade de ainda trabalhar o emocional dos jogadores. Apesar de vários jogadores não terem participado da campanha do rebaixamento no ano passado, o time ainda se desestrutura quando sofre um gol. Foi assim quando tomou o um a zero. Foi assim quando a Lusa fez 2 a 0.

Para não “desmontar” quando sai atrás no placar, um time precisa estar bem entrosado, bem preparado, mas também com a cabeça no lugar. Esse estágio o Figueira ainda não atingiu. É algo que precisa avançar para o Figueira continuar entre os ponteiros da série B.

O Figueira não está pronto. A derrota para a Portuguesa, ainda na terceira rodada do campeonato, mostra que o Furacão Alvinegro precisa continuar corrigindo suas deficiências para fazer a campanha que se espera dele.

Precipitação

Se um técnico precisa de tempo para constatar com seus próprios olhos que um jogador não serve, o desempenho de Perone na primeira etapa da partida teve essa boa utilidade. Espero que tenha sido suficiente para convencer Roberto Fernandes de vez.

O treinador tem feito um grande trabalho. Em 11 jogos, foi a sua primeira derrota. Seu trabalho, desde que chegou, mostra evolução. Mesmo quando tinha poucas opções, entre muitas contusões e falta de qualidade, Fernandes fazia o time jogar cada partida um pouco melhor que a anterior.

No jogo deste sábado, no entanto, o técnico se precipitou para tentar mudar o rumo do jogo. Em minha opinião, Fernandes exagerou na mão ao tirar Perone, puxando Roger para a zaga, botar o time num 4-3-3 com a entrada de Clodoaldo e ainda trocar Kássio e Pedrinho.

Podia ter substituído Perone por João Filipe, que deveria ter começado jogando, deixando Roger no meio. Poderia ter substituído Kássio por Pedrinho para ver se o time ganhava mais criatividade. Não precisava, no entanto, escancarar tanto a equipe logo no início do segundo tempo – num determinado momento, antes de sofrer o segundo gol, enquanto a Portuguesa atacava, os três atacantes mais Pedrinho aguardavam, perto da linha central, o time recuperar a bola para poder contra-atacar, deixando um espaço enorme para o time paulista rodar a bola pela intermediária defensiva alvinegra.

A diferença era mínima, a Lusa vencia por 1 a 0 somente. Havia tempo para tentar mudar algo no intervalo e deixar para partir para o desespero mais tarde. Foi uma cartada arriscada demais e o segundo gol do adversário praticamente liquidou o jogo, pois desorganizou ainda mais a equipe e fez Roberto Fernandes gastar a última substituição para tentar equilibrar a briga no meio-campo com a saída de Schwenck e a entrada de Paulinho.

Sobre alternativas táticas para a armação da equipe, falaremos outro dia. Roberto Fernandes não vai acertar sempre, mas já mostrou sua capacidade e condição de comandar o Figueira. Que os erros deste sábado sirvam para aprimorar ainda mais o seu trabalho.