Show de torcida

O número de 12 mil, lançado pelos blogs alvinegros, não foi alcançado, mas a torcida alvinegra deu show neste sábado. Pouco mais de 9.400 pagantes (9.729 no total, o site do Figueira, o ClicRBS e o FutebolSC só trazem o total de público) compareceram no Scarpelli, um número também significativo.

A volta do foguetório na entrada do time, papel higiênico, papel picado e apoio à equipe, mesmo sem um bom futebol, foram a marca da partida contra a Portuguesa e são uma prova de que a torcida alvinegra pode voltar a fazer a diferença.

Para quem gosta de lançar desafios e fazer comparações, alguns dados muito interessantes. Segundo os borderôs disponíveis no site da CBF (clique aqui), somente na 18ª rodada – penúltima do turno, nono jogo em casa – o Avaí superou a marca dos 9.400 pagantes na Ressacada durante a série B do ano passado. Foi no jogo contra o Corinthians, em 12 de agosto, com 11.221 pagantes. Antes disso, o melhor público avaiano havia sido no jogo contra o Ceará, na 8
ª rodada, em 24 de junho, com 6.279 pagantes.

Aliás, das 19 partidas em casa na série B de 2008, o time do Sul da Ilha só três vezes registrou públicos superiores ao que foi ao Scarpelli neste sábado. Além do confronto contra o Corinthians, a marca foi superada nas partidas contra a Ponte Preta (31 de outubro, 33ª rodada, 11.352 pagantes) e contra o Brasiliense (11 de novembro, 35ª rodada, 12.100 pagantes, o jogo do acesso). Os dados utilizados são o de públicos pagantes porque é isso que interessa à CBF.

O fato é que botar 9.400 pagantes já na terceira rodada é mais uma prova da força da torcida alvinegra. Com uma boa campanha, esses números serão superados rapidamente, comprovando que não há torcida igual em Santa Catarina.

É hoje o dia

Uma semana de mobilização intensa da torcida alvinegra chega ao auge com o jogo desta sábado no Orlando Scarpelli contra a Portuguesa.

Uma mobilização que começou na internet, com os blogs, o Orkut e chegou ao conjunto da torcida. Agora é a vez de ir ao Scarpelli, de ultrapassar a marca dos 12 mil torcedores no estádio, de fazer uma grande festa, de empurrar o Figueira para mais uma vitória na série B.

Não vai ser fácil, a Portuguesa tem um bom time, mas o Furacão Alvinegro tem condições de vencer pela terceira vez consecutiva na competição.

É dia também de ver que soluções o técnico Roberto Fernandes vai apresentar para a ausência de Lucas. Vai manter o 3-5-2, só substituindo o titular por Anderson Pico, com a entrada de Wellington na esquerda? Vai para o 4-4-2, que Fernandes já disse preferir, com Pedrinho formando a dupla de meias com Kássio?

É dia de alegria, de festa, de reencontro da torcida com seus melhores momentos, e, se tudo der certo, de vitória e de reafirmação de que o Figueira está no caminho certo.

Preparando a desculpa?

TORCIDAS – E neste fim de semana, quem colocará mais público nos seus jogos, Figueirense ou Avaí? Aliás, as reclamações sobre o preço dos ingressos na Ressacada aumentam a cada dia.

Coluna de Roberto Alves neste sábado no Diário Catarinense


Um banco de respeito

O técnico Roberto Fernandes ainda não definiu o time que entra jogando contra a Portuguesa neste sábado, no Scarpelli, mas com as novas contratações e o retorno de alguns jogadores que estavam contundidos, ele começa a ter mais opções para armar o time e para mudar a forma de jogar durante a partida.

Pedrinho está à disposição. Embora cogitado por alguns setores da imprensa, acredito que Fernandes ainda leve mais um tempo para estar apto para uma partida. No dia 15, a condição de jogo de Luciano Totó foi confirmada no BID da CBF. No dia 21, foi a vez de Clodoaldo e Paulinho terem seus nomes publicados no Boletim Informativo Diário. Assim, mesmo sem contar com Lucas, suspenso, o Figueira passa a ter mais opções para o banco de reservas.

O jogo contra a Portuguesa promete ser difícil, o apoio da torcida será importante e um bom jogador vindo do banco pode garantir a vitória.

Valorizados

Consultando o BID foi possível ver que o contrato de Lucas foi prorrogado até março de 2012 e o de Rafael Coelho até dezembro de 2011.

Isso não impede que eles sejam negociados, mas mostra que o Figueirense está se esforçando para mantê-los por mais tempo no clube. No momento, são jogadores muito importantes para equipe na luta pela volta à série A e sua valorização representa que o clube fazendo o que está ao seu alcance para ter uma equipe competitiva.

Como vai funcionar a parceria

No site Infoesporte é possível ver a coletiva de Paulo Prisco Paraíso. No vídeo, o dirigente explica como vai funcionar a parceria com a empresa de Eduardo Uram.

A Brazil Soccer pode pagar parte dos salários de jogadores que vieram para o Figueira. O clube trabalha com um orçamento de 15 milhões de reais para 2009. Uram pode ter participação de 10% a 20% nos direitos federativos de alguns jogadores em troca de investimentos no Furacão Alvinegro. Prisco viaja para Londres para discutir uma parceria também o Arsenal. Clique 
aqui e veja todos os detalhes.

André Santos na seleção

É muito legal ver um jogador criado no Figueira chegar à seleção brasileira. É sinal que o trabalho de base está sendo bem feito. Pena que ele tenha que ter o carimbo do Corinthians para ser convocado. Lá, ele joga o mesmo futebol que jogou aqui.

A rivalidade e a falta de inteligência

Confesso que não entendi o post do jornalista Marcos Castiel sobre a movimentação de bastidores para definir as sedes da Copa do Mundo de 2014. Intitulado “Mudança de foco e de eixo?” (clique aqui), o texto avalia as conseqüências caso a notícia dada pelo colunista Cacau Menezes, de que Florianópolis não será uma das sedes, seja verdadeira. A partir daí a análise parte por pressupostos e possibilidades difíceis de entender.

Primeiro, porque trata a disputa como um clássico, no qual o Figueira, para sediar jogos em seu novo estádio, tem que derrotar o Avaí, que, por sua vez, para servir de campo de treinamento para uma seleção, tem que derrotar o Figueirense. O jornalista trata estas duas situações como se fossem excludentes, ou seja, para que uma aconteça, a outra não pode acontecer. Não vejo porque Florianópolis não pode ser sede de jogos e servir de base para uma seleção ao mesmo tempo.

A candidatura é da cidade e do estado. Não há cor clubística nisso. Pode se ter uma série de restrições à realização de uma copa do mundo no Brasil, mas, agora isso é fato, ela será no Brasil. Florianópolis ficar fora dessa significa perder a oportunidade de ter acesso a um volume expressivo de recursos que será utilizado em várias obras vitais para a cidade. Se a sede não for aqui, a grana irá para outro lugar, que será beneficiado por um significativo incremento em sua infra-estrutura urbana enquanto Floripa continuará sofrendo com seus problemas.

Outra coisa que deve ser considerada é que o estádio a sediar os jogos em Florianópolis será o do Figueirense porque o clube trabalhou para isso, apresentando um projeto detalhado, consistente e que não envolverá dinheiro público em sua execução. Um projeto que, inclusive, será executado, com as devidas adaptações, mesmo que Florianópolis fique fora da Copa do Mundo.

Enquanto isso, o Avaí dormiu em berço esplêndido. Só foi apresentar um arremedo de projeto quando viu que o assunto era sério e o Figueira tinha sim chances reais de construir um novo estádio e de receber jogos de uma Copa do Mundo.

Outra situação que este blogueiro custa a entender é porque a Argentina, ou outra seleção do Mercosul, ficaria em Florianópolis se não for jogar aqui. Em Curitiba, há o centro de treinamento do Atlético-PR, que é um dos melhores do país. Em Porto Alegre, as estruturas de Grêmio e Inter estão á disposição. As cidades da Serra Gaúcha estão logo ali, com seus hotéis de nível internacional. Para que ficar em Florianópolis e ter que se deslocar três vezes, na primeira fase, em viagens de 300 ou 400 quilômetros entre Floripa, Porto Alegre e Curitiba? Para mim, essa conta não fecha.

Se, de fato, há um clássico em curso nos bastidores, como afirma o blog de Castiel e o blog avaiano citado por ele no post, em que o objetivo maior de um é atrapalhar o outro, é mais uma prova de que a rivalidade caminha de braços dados com a falta de inteligência. E assim perdem Figueirense, Avaí, Florianópolis e Santa Catarina.

O Caldeirão vai voltar a ferver

A campanha detonada pelos blogs alvinegros já repercute positivamente. O site do clube já divulgou a iniciativa (clique aqui). A meta é ter, no mínimo, 12 mil alvinegros no Scarpelli no sábado. Está na hora da torcida alvinegra voltar a apoiar o time como costumava fazer.

O Furacão Alvinegro começou a série B com tudo, superando todas as expectativas de um time ainda em formação e que ainda não pode contar com todos os jogadores do seu elenco. Contra a Portuguesa faz seu jogo mais difícil até aqui. Um adversário qualificado e rival direto na luta pelo acesso.

Assim, o apoio da torcida é fundamental. Será uma partida difícil, mas com o apoio da torcida, a vitória fica mais próxima.

Figueira anuncia parceria com Eduardo Uram

O site do clube também traz a informação de que o clube fechou a parceria com a Brazil Soccer, do empresário Eduardo Uram. O Figueira já tem negócios com Uram, que representa o goleiro Wilson, o meia Cícero e o atacante Victor Simões.

O empresário tem amplo trânsito nos clubes do Rio de Janeiro e mantém um clube de fachada em Minas Gerais, a Tombense, para registrar seus jogadores.

O poder e a influência que os empresários estão obtendo no futebol brasileiro é um assunto que merece ser mais bem avaliado. O fato é que, na conjuntura atual, sem negociar com eles, não se faz um time competitivo.

Para ver quais jogadores poderiam ser úteis para o Figueira, clique aqui