Segundo melhor público da rodada

Este blog esperava um público maior no Scarpelli na sexta-feira, mas é preciso fazer o registro: o Figueirense só levou menos torcida ao estádio do que o Vasco.

Confira os públicos totais*:

Vasco 1 x 0 Brasiliense


Público: 15.446

Figueirense 3 x 0 Ipatinga

Público: 6.735

Bahia 2 x 0 Paraná

Público: 6.476

Vila Nova 0 x 0 Portuguesa

Público: 6.374

Campinense 1 x 2 Duque de Caxias

Público: 6.277

Juventude 2 x 2 Ceará

Público: 5.272

Fortaleza 2 x 4 Guarani

Público: 4.049

Ponte Preta 2 x 0 ABC

Público: 2.610

Bragantino 2 x 0 São Caetano

Público: 761

* América-RN 1×2 Atlético-GO não teve o público divulgado

Quando a base faz diferença

O Figueirense venceu na estréia com um gol de Lucas e dois de Rafael Coelho, um deles através de um pênalti sofrido por Lucas.

Muitas vezes se critica a direção do Figueira, em certos momentos merecidamente, por insistir em alguns jogadores vindos da categoria de base e que não mostram bom futebol em campo. Só que investir na base é o caminho mais certo para qualquer clube brasileiro, principalmente aqueles que não dispõem de um grande orçamento.

O Furacão Alvinegro nunca revelou tantos jogadores como nos últimos tempos. É claro que não é possível montar um time inteiro só com atletas da base. Se de cada “safra” três ou quatro conseguirem se firmar no elenco principal é sinal de que o trabalho está sendo bem feito.

Lucas, por exemplo, é uma gratíssima surpresa. Está se revelando um jogador polivalente, talentoso e importante para o time.

Rafael Coelho está se firmando como goleador. Aquele jogador que não faz boas exibições sempre, mas faz gol quase sempre. Tem velocidade, tem força, tem uma impulsão fora do comum, bom cabeceio e finalização razoável. Com experiência e maturidade pode evoluir ainda mais.

Dieyson e Talheti têm condições de serem titulares num futuro próximo. O primeiro está mais pronto e está tendo mais chances. O segundo ainda é muito jovem e deve ser mais trabalhado para se firmar como real opção para a meia.

“Fácil é a série A…”

“…os times jogam e deixam jogar”. Durante muito tempo, ouvi esta conversa de avaianos, aqueles que costumavam ver jogos da série A por cima do muro do vizinho ou pelo buraco da fechadura. No retorno deles à primeira divisão, depois de 30 longos anos de ausência, já viram que a conversa é outra.

Jogaram melhor que o combalido Atlético Mineiro durante boa parte do tempo, fizeram 2 a 0, tiveram chances de liquidar a partida, tomaram o empate e por pouco não levaram a virada. Foi só o precavido, pra não dizer outra coisa, Celso Roth botar o Galo para frente que o time de Belo Horizonte dominou o jogo e encurralou o Avaí. Isso porque fácil é a série A…

Já vestiram o pijama

Depois da catarse coletiva na comemoração do título estadual após uma estiagem de 12 anos, a torcida avaiana voltou a vestir o confortável pijaminha que costuma usar durante quase todo o ano.

Foram 8.400 pagantes e 9.100 de público total para testemunhar este momento histórico e inédito para muitos deles. Sim, inédito, porque os avaianos nascidos depois de 1973/1974 não tinham sequer a mais vaga lembrança de um jogo de primeira divisão.

Até o presidente do clube, o ex-vilão Zunino, esperava bem mais, em torno de 12 mil pessoas. Considerando que o Avaí vive sua melhor fase nos últimos 20 ou 30 anos, o público foi decepcionante, comprovando mais uma vez que se trata da torcida mais pijama do país.

A sorte está virando

É o que parece depois da vitória por 3 a 0 sobre o Ipatinga na estréia alvinegra na série B. O time fez um primeiro tempo ruim, mas conseguiu sair na frente ao final da etapa, com Rafael Coelho convertendo pênalti cometido em Lucas.

No começo do segundo tempo, Lucas, já pela ala direita, puxou para o meio, bateu de canhota, a bola desviou no zagueiro, enganou o goleiro e foi morrer no fundo das redes. Em outros tempos, bem recentes, o chute resvalaria em alguém e sairia pela linha de fundo.

Ainda deu tempo para Rafael Coelho fazer mais uma bela jogada num contra-ataque e fechar o placar em 3 a 0. Belo resultado, bela arrancada, bela festa no Scarpelli, com a torcida cantando mesmo depois de o jogo terminar e com os jogadores agradecendo o apoio.

É mais fácil corrigir com vitórias

O time não perde há nove jogos, oito sob o comando de Roberto Fernandes. Começou bem a série B com a vitória sobre o Ipatinga. É mais fácil corrigir os problemas sem a pressão das derrotas, com a confiança em alta e um bom clima para se trabalhar.

E o Figueira tem muito a consertar ainda. Os reforços, cujo jogo de hoje deixou evidente mais uma vez que são fundamentais, estão demorando além do esperado para chegar. Com as ausências de Carlinhos e Roger, isso sem mencionar Rômulo e Pedrinho, o técnico Roberto Fernandes tinha poucas opções para formar o meio-campo, principalmente na proteção à zaga, com os volantes.

Num 4-4-2 no primeiro tempo, o Figueira teve muitas dificuldades para conter o Ipatinga. Schmoller não conseguiu fazer a contenção, Alê se desdobrava para marcar e ainda tentar organizar o jogo no meio-campo. Kássio e Lucas se movimentavam bastante, mas pouco produziam. Os dois atacantes não conseguiam prender a bola no ataque e Davidson estava muito mal pela direta. A defesa ficava muito atrás e como o time errava passes em excesso, havia um campo enorme para o Ipatinga avançar no contra-ataque.

Felizmente, a pontaria dos mineiros estava completamente descalibrada e Wilson só precisou praticar uma defesa difícil no primeiro tempo. Mais felizmente ainda, a zaga do Ipatinga deu bobeira, Lucas foi esperto, se antecipou ao goleiro e sofreu o pênalti.

Com 1 a 0 a favor, Roberto Fernandes pode consertar o time no intervalo. Tirou Davidson, passou para o 3-5-2 com a entrada do zagueiro João Felipe e a ida de Lucas para a ala. O time, com vantagem no placar, pode se compactar na defesa, não dar espaços para o Ipatinga, começar a roubar bolas no meio-campo e jogar no contra-ataque.

Se conseguisse conter a afobação e se a bola passasse mais pelo meio-campo na ligação do contra-ataque, o Figueira poderia ter ampliado o placar mais cedo e resolvido o jogo bem antes. Mesmo assim, conseguiu fazer o terceiro e liquidar de vez a partida nos minutos finais.

Foi um bom começo, mas o Furacão Alvinegro vai precisar de muito mais para manter a regularidade e se manter nas primeiras posições. De positivo, a garra e o empenho dos jogadores, além do apoio da torcida, que mesmo não comparecendo no número esperado, soube segurar a insatisfação quando o time estava mal, procurou apoiar durante o jogo e fez uma bonita festa no final da partida. É esse o caminho.

Pra cima Figueira!

Como mostra a imagem acima, o blog Furacão Alvinegro se incorpora à campanha lançada pelo site Meu Figueira (clique aqui).
 
É hora de unificar o grito de apoio ao Furacão Alvinegro em um lema forte, claro e inconfundível, rumo à série A 2010. 

 
Leia também o que o Tainha escreveu em seu blog sobre a campanha (clique aqui). 

 
A caminhada começa hoje. Com estádio cheio, torcida vibrante e o time empenhado em vencer.

 
Pra cima Figueira!

Quem joga, que esquema usar?

Como não poderia deixar de ser – é a sina do Figueira nos últimos tempos – Roberto Fernandes não pode contar com alguns jogadores importantes para a partida desta sexta-feira contra o Ipatinga. Roger está suspenso. Carlinhos e Pedrinho estão contundidos.

Roberto Fernandes não abriu se vai no 4-4-2 ou no 3-5-2. Se jogar com uma linha de quatro na defesa, Davidson deve jogar como ala direito e o meio-campo deve ter Schmoller, Alê, Lucas e Kássio. Se jogar com três zagueiros, o técnico só antecipou que jogará com somente um volante e mais dois meias. Fernandes disse ainda prefere usar Lucas como ala se joga com três zagueiros. Com dois, prefere que o jogador atue como meia.

Este blog, particularmente, não anda confiando muito no futebol apresentado até agora por Schmoller e Jairo, que poderiam ser opções como volante e meia, em qualquer dos dois esquemas, embora no 3-5-2 com só um volante a alternativa mais provável seja Alê.

Assim, diante do que Roberto Fernandes tem disponível, o blogueiro aqui arriscaria uma formação com Wilson; Dieyson, Toninho e Régis; Davidson, Lucas, Alê, Kássio e Anderson Pico; Rafael Coelho e Schwenck.

Mesmo com três zagueiros, manteria Lucas no meio, já que Jairo e Talheti ainda não mostraram futebol suficiente para assumir como titular, principalmente, em uma estréia no campeonato mais importante do ano. A formação permitiria bons avanços pela direita com Davidson e Lucas, cobriria bem as subidas de Anderson Pico, que ainda não está em sua melhor condição física, deixaria o time ofensivo e não desprotegeria tanto a defesa com três zagueiros e mais um volante na marcação.

Este é o palpite do blog. Qual o seu?

Pra fazer concreto entortar

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Preto, branco, sexta-feira, tem jogo do Figueira. Vou pro Scarpelli fazer concreto entortar”.

Está chegando a hora que a Nação Alvinegra aguarda ansiosamente desde passados poucos minutos além das 19 horas do dia 7 de dezembro de 2008, quando o empate entre Santos e Náutico confirmou o rebaixamento do Furacão Alvinegro à série B.

Seria muito bom ter sido campeão catarinense outra vez – a sexta em oito anos. Seria ótimo seguir adiante na Copa do Brasil. Tudo isso, no entanto, seria apenas um aperitivo – saboroso, é verdade – para a grande batalha que o Figueira terá pela frente em 2009: a luta pelo retorno à primeira divisão.

A batalha começa nesta sexta-feira, 8 de maio, às 21 horas, no estádio Orlando Scarpelli, quando o Furacão Alvinegro enfrenta o Ipatinga. Este blog repete o que disse em um post passado: menos de 10 mil no Scarpelli na sexta-feira é inaceitável.

A torcida já deu mostras, durante a semana, que está disposta a abraçar e apoiar o time. Foram quase seis mil num amistoso contra os reservas do Inter de Porto Alegre. Foram mais de mil pessoas – limitação imposta pela venda de camisas – na Arrancada promovida pelo clube na terça-feira. Agora é hora de comparecer em massa no momento mais necessário: os 90 minutos da primeira batalha rumo à série A 2010.

Os torcedores andam de parabéns, pois deram uma trégua na cornetagem e resolveram que é hora de apoiar para valer. A diretoria merece elogios por buscar a reaproximação com a massa alvinegra, seja através dos blogs alvinegros seja através do contato direto com o torcedor, por um lado. E por outro, por ter tido a boa sacada de trazer Roberto Fernandes para dirigir o Figueira.

Este por sua vez, está mostrando competência e gradativamente vai montando um time mais forte e competitivo. Os jogadores também entenderam o espírito da coisa, pedindo apoio ao torcedor e fortalecendo os laços entre a arquibancada e o gramado.

Este é o primeiro passo. E no futebol, tudo depende dos resultados. O time tem condições de arrancar bem no Brasileiro. Para isso, no entanto, vai ter que contar com o apoio forte da torcida. Aquela mesma que em tempos nem tão distantes transformou o Scarpelli no Caldeirão do Brasil. Um lugar temido por qualquer grande clube do país e de onde muitos deles saíram inapelavelmente derrotados.

“Preto, branco, sexta-feira, tem jogo do Figueira. Vou pro Scarpelli fazer concreto entortar – Chama a raça”. É o que diz a música do Dazaranha e Iriê no vídeo acima. Nesta sexta-feira, todo torcedor do Figueira tem um compromisso indiscutível e inadiável: ajudar o clube a escrever mais um belo capítulo de sua grande história.

Todos ao Scarpelli!

O começo da volta

Nesta terça-feira, o Figueirense promove a arrancada rumo à série A, com um encontro entre jogadores e torcedores no estádio Orlando Scarpelli para marcar o início da mobilização em torno da luta pelo acesso à primeira divisão em 2010.

É uma oportunidade de estreitar ainda mais os laços com a torcida, coisa que o Figueirense vem tentando fazer desde o ano passado, e do torcedor ter contato com alguns dos atletas que fazem parte do elenco alvinegro.

O fundamental, no entanto, é ter casa cheia na sexta-feira. Reacender a chama que move time e torcida unidos em torno de um objetivo único: o retorno à série A.

Que o evento desta terça-feira sirva para marcar o começo da volta.