A vitória e o futebol apresentado na vitória sobre o Internacional por 3 a 1, no amistoso da tarde deste sábado no estádio Orlando Scarpelli, serviram para reacender a esperança de uma boa campanha na série B. Cada torcedor que foi ao jogo saiu um pouco mais confiante, um pouco mais alegre e um pouco mais esperançoso de que a reconstrução da equipe segue, a passos lentos, no bom caminho.
Somando as partidas finais do campeonato catarinense e os jogos seguintes pela Copa do Brasil, além do amistoso deste sábado, estas últimas com longos intervalos entre elas, poucas vezes se pode observar com tanta clareza o processo de formação de uma equipe competitiva e o trabalho de um técnico de futebol. A cada partida se agrega novos jogadores à equipe e a cada partida o time evolui tática, técnica e fisicamente.
Se no campeonato estadual o trabalho de Roberto Fernandes foi mais de emergência, com pouco tempo para trabalhar entre um jogo e outro e ainda sem contar com um elenco mais qualificado, depois ele teve tempo para ir aperfeiçoando o modo do time se comportar em campo.
Contra a Ponte Preta, a equipe mostrou evolução, apesar de contar com peças que destoavam tecnicamente. No jogo contra o Inter, ele já teve mais opções e, além da parte tática, o time mostrou mais qualidade individual.
É certo que é necessário crescer muito ainda. Alguns jogadores novos, como Toninho, Anderson Pico e Kássio precisam de ritmo de jogo, assim como outros que retornaram de contusão como Davidson e Régis. O time todo precisa de mais entrosamento.
Porém, também é certo que a perspectiva agora é outra. O Figueira tem sim um time em formação, mas competitivo e capaz de fazer uma boa série B. A torcida, que já compareceu em um número surpreendente para um amistoso num sábado à tarde (5.718 de público total), tem que ir em peso à estréia na série B contra o Ipatinga. Menos de 10 mil pessoas no Scarpelli na próxima sexta-feira é inaceitável.
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Vitória da cabeça
Durante quase todo o jogo, o Figueira foi um time organizado e sabedor do que devia fazer em campo. Procurou jogar em velocidade, com a passagem de Davidson e a aproximação de Lucas pela direita e mostrou ter jogadas ensaiadas de bola parada.
No primeiro tempo, o Inter teve mais posse de bola. Apesar de um certo desentrosamento, os jogadores do Colorado se conhecem melhor e Andrezinho, com muito espaço, organizava o jogo.
Do lado do Figueira, que começou num 4-4-2, o time mostrou uma defesa mais segura, com Toninho e Régis, mas dava espaço para o Inter no meio-campo. Era natural. Alê e Kássio faziam suas estréias, Toninho e Pico faziam sua segunda partida. Os quatro da defesa e os quatro do meio-campo nunca haviam jogado juntos.
Num avanço em velocidade de Davidson pela direita veio o cruzamento perfeito para o cabeceio fatal de Rafael Coelho. Um a zero para o Figueira. Aí o time mostrou o velho defeito do ano passado e do começo de 2009. Não conseguia prender a bola, não conseguia ligar o contra-ataque e permitia que o Inter chegasse toda hora em condições de concluir. Previsivelmente, a equipe gaúcha chegou ao empate antes do final do primeiro tempo.
No intervalo, Roberto Fernandes fez três alterações e botou o time para jogar no 3-5-2. Schmoller alinhou pelo lado esquerdo da zaga, o time começou a ganhar o meio-campo, Anderson Pico – ainda muito abaixo do que pode produzir – passou a jogar pela meia-esquerda e Lucas foi para a ala direita, encontrando espaço para avançar.
Assim, numa repetição da jogada do primeiro gol, o Figueira chegou à vitória. Dois cruzamentos perfeitos de Lucas e dois cabeceios igualmente perfeitos de Marcelo e Alê e o placar fechado em 3 a 1.
Dos que estrearam ou jogaram pela primeira vez no Scarpelli, Toninho foi seguro e tranquilo, Alê e Kássio mostraram qualidade, João Felipe foi voluntarioso e abusado e Anderson Pico ficou devendo.
O melhor de tudo é que agora é outro time. 2009 começou para valer neste sábado.
Inter escalado
Um treino realizado hoje pela amanhã definiu a escalação do Internacional que vai enfrentar o Figueira neste sábado. O Colorado entra em campo com Michel Alves; Arilton, Danny Morais, Sorondo e Marcelo Cordeiro; Maycon, Paulinho, Giuliano e Andrezinho; Walter e Leandrão.
Os suplentes são Agenor, Wagner, Rafael Foster, Wagner Líbano, Talles Cunha, Marquinhos e Marinho.
Os adversários na série B – final
O blog encerra a série a respeito dos rivais do Figueira na luta pelo acesso com algumas notícias de Vasco e Ponte Preta:
Vasco – O time carioca trouxe Dorival Jr., outro velho conhecido da torcida do Furacão Alvinegro, para comandar a reconstrução do elenco. É um bom profissional para fazer o serviço, já que a grande qualidade do treinador é mesmo a montagem do grupo de jogadores. Junior começou trazendo outro velho conhecido dos torcedores do Figueira, o lateral Paulo Sérgio, para o Vasco e conseguiu formar um time competitivo e bem acertado.
O empate em 1 a 1 com o Icasa, rebaixado no campeonato cearense, em São Januário, pela partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil, mostra, no entanto, que o caminho de volta para a série A será bem mais acidentado do que o do Corinthians, por exemplo.
Sim, o Vasco continua favorito para conquistar o acesso e o título da série B, mas não deve fazer da tarefa um alegre e tranqüilo passeio como o do time paulista no ano passado. Até porque o elenco do time da Colina está muitos furos abaixo do grupo montado por Mano Menezes.
O clube procura se reforçar para a segunda divisão e negocia com o atacante Aloísio Chulapa, ex-São Paulo e Atlético-PR. Outros reforços podem vir. A grande contratação até agora foi a de Carlos Alberto, instável meia que até agora fez muito menos do que se esperava dele quando iniciou a carreira no Fluminense. Para a série B, o Vasco apresentou nesta semana o meio-campo Magno, vindo do Brasil de Pelotas.
Time que empatou em 1 a 1 com o Icasa: Tiago; Paulo Sérgio, Vilson, Titi (Gian) e Ramon; Amaral, Mateus, Enrico e Alex Teixeira (Léo Lima); Rodrigo Pimpão e Elton (Alan Kardec).
Fontes: UOL Esporte e Globo Esporte
Ponte Preta – O que não falta na série B 2009 é jogador e técnico com passagem pelo Figueira. A Ponte não foge à regra. É dirigida por Marco Aurélio e recentemente contratou o meia Bilu.
Dos adversários que vai enfrentar na segunda divisão, aquele que o Figueira mais conhece é a Ponte, já que os dois fizeram dois jogos pela segunda fase da Copa do Brasil (2 a 2 e zero a zero).
Além de Bilu, para a série B, a Macaca contratou o zagueiro Dezinho – do Oeste-SP, que interessava ao Figueirense – e o meia Fabiano Gadelha, do Marília. Nesta semana, o lateral esquerdo Alessandro acertou sua rescisão de contrato.
Time que empatou em zero a zero com o Americano pela Copa do Brasil: Aranha; Guilherme, Gum, Jean e Marrom; Deda, William, Bilu (Tinga) e André (Dener); Danilo Neco e Márcio Mexerica (Juan).
Fontes: UOL Esporte, Futebol Interior e site do clube