Desta terça-feira, 30 de junho, a 1º de setembro, a série B terá 14 rodadas num espaço de 63 dias, ou seja, uma partida a cada 4,5 dias.
O campeonato começou no dia 8 de maio e até o último sábado, 25 de junho, foram disputadas oito rodadas, um ritmo de um jogo a cada seis dias.
A série B entra, portanto, em sua fase crítica. Ao final dela, os blocos – briga pelo acesso, zona morta e luta contra o rebaixamento – estarão bem definidos e haverá pouco espaço para surpresas.
O Figueira não entra neste momento crítico em boa situação. Precisa reagir, definir uma escalação e um sistema tático, melhorar seu padrão de jogo, recuperar fora de casa o que perdeu no Scarpelli.
Continuo acreditando, no entanto, que o Furacão Alvinegro tem elenco para crescer na competição e aproveitar a maratona de jogos para subir na classificação, enquanto outros times, mais bem situados, vão sentir o esforço e não conseguirão manter o mesmo ritmo.
Quanto mais rápido isso se confirmar na prática, melhor.
Monthly Archives: June 2009
Revelação escanteada
Ele foi destaque do time na Taça SP de Juniores, foi eleito revelação no campeonato catarinense, elogiadíssimo pela crônica esportiva. Bastou, no entanto, seu empresário entrar em colisão com o todo poderoso parceiro do clube e Medina não jogou mais pelo Avaí.
Num campeonato mais fraco, como o estadual, ele era titular, Ferdinando era banco e Michel já tinha ido embora por deficiência técnica. Agora, na série A, Medina foi devolvido para os juniores, Ferdinando é titular e Michel virou opção novamente.
Quer dizer, por brigas de bastidores e disputas econômicas, o time foi penalizado tecnicamente. Só agora, no entanto, comentaristas questionam, timidamente, a ausência do jogador.
Se fosse no Figueirense…
Caiu a ficha
O Figueira já brigou contra o rebaixamento quando estava na série A. Os dois primeiros anos, por exemplo, foram de amargar, com vitórias que só foram acontecer depois de sete ou oito jogos, e o time considerado, principalmente no primeiro ano, como virtualmente rebaixado.
Em 2005, o sofrimento foi mais longo. O time terminou o turno entre os quatro últimos e teve uma reação sensacional no segundo turno, com Adilson Batista e Edmundo comandando a equipe.
Em nenhuma dessas ocasiões, o Figueira contou com tanta complacência e boa vontade da mídia local quanto o Avaí teve nessa volta à série A depois de 30 anos.
Até agora o time do Sul da Ilha batia um bolão, estava se acostumando ao ambiente, o gol era um detalhe, a vitória outro detalhe, estava tudo nos conformes, uma hora as vitórias viriam e todo esse papo furado.
Por isso está tão divertido ver a reação em cadeia da imprensa esportiva local, clamando, em uníssono, depois do vexame do Mineirão, por mais qualidade, mais empenho, mais dedicação.
Agora caiu a ficha. O sol ficou grande demais para a peneira. Em seu blog, o jornalista Marcos Castiel finalmente tem coragem de dizer o óbvio: “O Atlético-MG vinha de uma guerra contra o Vitória. O Coritiba poupava jogadores. O Inter jogou com os reservas. O Flamengo se preocupava com a Copa do Brasil. O São Paulo não atravessava boa fase. O Barueri era adversário direto. Nenhuma dessas situações foi aproveitada pelos avaianos. Ontem, mais uma foi desperdiçada: a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro foi preocupante pelo resultado e pelo desempenho” (clique aqui).
O Avaí teve todas as chances do mundo para começar a série A lá em cima e acumular gordura para momentos mais difíceis. Aliás, dos times que subiram no ano passado, é o único que freqüenta a zona de rebaixamento. Desperdiçou todas as chances. Com a Libertadores e a Copa do Brasil no fim, o foco central voltará a ser o Brasileiro, a mamata acabou e o time azulejento perdeu o bonde.
Enquanto isso, o Castiel podia ser coerente e abrir contagem regressiva para ver quanto tempo o Avaí demora para contratar atacantes que façam gol, laterais que saibam jogar bola e outros reforços que uma competição como a série A exige.
A vida sem Roger
O volante Roger se despede do Figueira para se apresentar ao seu novo clube na Alemanha. Se for o Energie Cottbus, como informado pelo repórter da CBN, Helton Luiz, o jogador vai disputar a segunda divisão germânica. A grana deve compensar.
O diretor de futebol do Figueirense, Thiago D’Ivanenko, disse que o clube não teve como segurar o jogador. O Figueira tinha participação minoritária nos direitos econômicos de Roger e não queria negociá-lo (clique aqui). Como tem muito torcedor que atualmente aceita análise até do mais avaiano dos cronistas esportivos de Florianópolis, mas se recusa a aceitar qualquer explicação de um dirigente do Furacão Alvinegro, os argumentos não vão adiantar muito.
Muitos dos que reclamam agora, reclamaram também quando Roger se apresentou no meio do ano passado, com físico de cantor de pagode. Recuperou-se, valorizou-se e o Figueira não teve como segurá-lo. Assim como, só nesta semana, o Atlético Mineiro não segurou Leandro Almeida, o Palmeiras não segurou Keirrison e o Barueri não segurou Pedrão. É a triste realidade do futebol brasileiro. Quem não gostar pode torcer por um time europeu pela TV ou arrumar uns 20 ou 30 milhões de reais, virar acionista majoritário da Figueirense Participações e decretar que nos próximos dois ou três anos só se compra e não se vende ninguém.
Voltando à vaca fria, ou ao volante perdido, a saída de Roger é uma perda. Num time cheio de dúvidas, ele era uma das poucas certezas. E agora vai ter que se buscar no elenco, ou fora dele, um substituto.
Jeovânio seria um bom nome pelo seu passado no Figueira. Sua condição física atual, no entanto, é uma interrogação. De acordo com o L’Equipe, maior publicação esportiva francesa, o volante fez, nas últimas três temporadas, 38 jogos pelo Valenciennes. A média é inferior a 13 partidas por ano. Muito pouco para um jogador que depende principalmente de sua força física para jogar bem.
Mais do que contratações bombásticas e pirotécnicas, o Figueira precisa de gente que chegue para jogar e tenha condições reais de melhorar o futebol jogado pela equipe. Se Jeovanio se enquadrar nestas condições, seria uma grande aquisição. Caso contrário, é melhor guardar a grana e procurar reforço melhor.
Para quem não sabe como é
O adversário estava completo, não utilizava os juvenis e sim o time titular, brigava por uma vaga na Libertadores e não se poupava para um jogo da competição sul-americana, e ainda saiu à frente no placar. Tomou a virada em casa, diante de sua torcida
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Ainda não foi desta vez
Há dois aspectos positivos no empate do Figueira com o Vasco por 1 a 1 nesta tarde de sábado no estádio Orlando Scarpelli. O primeiro é que o time não perdeu para um adversário cotado entre os favoritos para subir, pela campanha ou pela tradição, como havia acontecido contra Portuguesa e Guarani. O segundo ponto positivo foi o fato do time conseguir evitar a derrota depois de ter saído atrás no placar. Das outras vezes que tomou o gol primeiro, o time se desmanchou. Desta vez, melhorou de um tempo para outro.
De positivo foi praticamente isso. De novo, o time começou mal a partida. De novo, só melhorou depois do intervalo. De novo, correu atrás do adversário, errou passes e deixou espaços amplos para o contra-ataque.
É difícil enxergar o resultado de uma semana de treino no desempenho do Figueira no primeiro tempo. Roberto Fernandes mexe no time, altera a escalação, o sistema de jogo e não encontra um jeito convincente de jogar.
Hoje ele sacrificou Roger, que jogou sem ajuda na marcação no meio campo. Sacrificou Pedrinho e Fernandes, que tiveram que correr atrás dos adversários, dar carrinhos, bicões, trombadas e ainda cometer faltas, numa comovente demonstração de empenho e dedicação.
O problema é que para dar trombada, bicão, carrinho e pancada, o Furacão Alvinegro tem gente mais habilitada. Esses dois precisam de mais liberdade para armar o time, devem preservar o fôlego para criar jogadas ofensivas e não para correr atrás dos outros.
Num mundo ideal, dos sonhos, o Figueira jogaria num 4-3-3 com Pedrinho e Fernandes no meio. No futebol atual, no estágio físico e técnico que os dois jogadores vivem, já é um risco ter os dois num 4-4-2, que dirá no 3-5-2.
Em termos de classificação, o empate não significa muito. Representa mais pelo aspecto simbólico de não perder novamente em casa. O problema é saber quando Roberto Fernandes vai encontrar a melhor formação e o melhor sistema de jogo. Tem técnico fazendo mais com bem menos nesta série B.
O que fazer no sábado
Nas vésperas do jogo contra o Paraná Clube, as especulações eram se o Figueira iria jogar num 3-6-1 ou no 3-5-2. O time jogou no 4-4-2.
Agora se comenta que o time pode jogar no 3-5-2, com o retorno do então contundido Toninho à zaga, ao lado de João Filipe e Régis.
Não vou comprar nenhuma hipótese esta semana. Nem vou palpitar sobre esquema. Vou mais na linha do que o Figueira deve fazer no jogo deste sábado contra o sábado.
O primeiro a fazer é manter os nervos no lugar, a tranquilidade, a organização mesmo que o jogo esteja complicado e o placar, adverso.
O segundo a fazer é evitar a afobação e consequentemente os passes errados. Isso não significa lentidão. É uma linha tênue, de fato, mas o mais importante é evitar entregar a bola para o adversário na transição entre a defesa e o ataque. Se não der para acelerar e surpreender o outro time, é melhor rodar a bola e construir outra jogada.
O terceiro passo é dar liberdade para Lucas sem que o time fique exposto pela ala direita. O mesmo vale para Egídio. É habilidoso, conduz bem a bola e pode ser uma boa alternativa para abrir defesas fechadas. Tem que errar menos passes e saber a hora certa de soltar a pelota. Para liberar Egídio, vale o mesmo do que para Lucas. Um sistema de cobertura que não deixe uma avenida aberta pelo setor esquerdo.
3-5-2, 3-6-1, 4-2-2-2, 4-3-1-2?
O que importa é o time evitar os erros cometidos nos jogos anteriores.
Foi só para atrapalhar
O tal projeto avaiano de construção de um novo estádio foi mesmo só para atrapalhar. Agora que as sedes da Copa já foram definidas e Florianópolis não está entre elas, o “projeto” foi arquivado. Foi só para atrapalhar e o objetivo foi alcançado (clique aqui para saber mais).
Pra cima Figueira!
ClicRBS começa “Semana Perone”?
Podia ser a “Semana Vasco”, mas parece que o ClicRBS vai optar por trabalhar a “Semana Perone” até o jogo de sábado. Na capa do site na noite da segunda-feira, a manchete era de uma entrevista com diretor de futebol do Figueira, Thiago D’Ivanenko, sobre a situação do zagueiro e o protesto da torcida no jogo contra o Paraná Clube.
Não surpreende, afinal, o Clic conseguiu fazer chamada de capa no dia da partida contra o Paraná sobre a repercussão de uma especulação ocorrida cinco dias antes, na segunda-feira passada. Em vez de destacar a realização de um jogo importantíssimo para o Figueira, o site destacava que Roberto Fernandes negava que houvesse pedido demissão.
Assim, este blog vai modestamente dar sua contribuição para manter o assunto vivo até o Figueira pegar o Vasco, sugerindo algumas pautas:
Terça-feira: Entrevista com Roberto Fernandes sobre o “caso Perone”
Quarta-feira: Entrevista com o próprio Perone e sua reação ao comportamento da torcida
Quinta-feira: “Torcedores não querem Perone no time”, matéria ouvindo meia dúzia deles, selecionando os mais corneteiros ou então alguém da Peixaria do Chico, reforçada por enquete no Jornal do Almoço e no ClicRBS.
Sexta-feira: Matéria repercutindo o resultado das enquetes do site e da TV, temperada por algumas declarações de pretensos especialistas em psicologia de massas e do esporte.
Sábado: Matéria especial sobre jogadores vaiados pela torcida do Figueira, começando com o clássico caso do centroavante Paulo Magaia, nos anos 70. Debate Especial de sábado, na CBN, abordando o assunto, com a participação de algumas das “vítimas” da torcida.
Depois dessa avalanche, pode-se comentar que a presença da torcida no jogo de sábado foi decepcionante, assim como seu comportamento durante a partida.
E depois querem me convencer que não há diferença de tratamento…
