Pouca pontaria

Se o Figueira tivesse um bom cobrador de faltas, no mínimo não perderia para o Guarani. Foram pelo menos quatro faltas frontais nas imediações da grande área e a melhor cobrança foi de Schwenck acertando a trave. 

A um passo de ser um bom time

O Figueirense está perto de ter um bom time para a disputa da série B. Ainda falta alguma coisa. Mais entrosamento, mais mecânica de jogo, mais organização coletiva, mais tranqüilidade, confiança ou talvez um jogador acima da média para fazer a equipe subir de nível.

Nestes cinco primeiros jogos pela segunda divisão, notadamente na derrota desta sexta-feira para o Guarani, já deu para notar que o Figueira conseguiu reunir um grupo de jogadores de boa qualidade. O torcedor pode pegar no pé de um ou outro jogador, como Schwenck ou Carlinhos, mas o time escalado por Roberto Fernandes no início da partida tinha atletas de boa condição técnica.

O time tem dois bons zagueiros, como João Filipe e Toninho. As alas ganharam mais força e qualidade com a entrada de Egídio pela esquerda. No meio, Roger e Paulinho são bons jogadores, este último foi um dos melhores do Figueira na partida, e Pedrinho, ainda abaixo do esperado, rendeu um pouco melhor do que nos jogos anteriores.

As duas primeiras vitórias deram a ilusão de que o Figueira iria disparar na competição. Os três jogos seguidos, principalmente as partidas em casa, contra Lusa e Guarani, mostraram que há muito a progredir.

Ainda está faltando alguma coisa para o time se firmar, ser mais regular e eficiente. A equipe que começou o jogo nesta sexta-feira é um bom ponto de partida e talvez só caiba discussão se Schwenck deve ser mantido como titular ou não no próximo jogo.

É preciso, no entanto, começar a insistir num time-base e num jeito de jogar. Qualidade o time tem. Só que precisa de mais confiança, evitar errar tanto, para voltar a vencer e se firmar como candidato real ao acesso.

Os jogadores e o esquema

No post 10 dias à procura de um esquema de jogo, comentei que não via o time do Figueira jogando num 4-4-2 com dois meias e dois volantes. Levantei a hipótese do time jogar num losango com três volantes e um meia.

A escalação na partida contra o Guarani poderia apontar para este esquema, com dois zagueiros e um meio-campo com Carlinhos, Roger, Paulinho e Pedrinho. Só que a disposição dos jogadores foi diferente. No primeiro tempo, Carlinhos e Roger se alternaram na função de terceiro zagueiro. Na segunda etapa, Carlinhos ficou mais fixo na função. Lucas e Egídio jogaram como alas o tempo todo. Paulinho avançava mais quando time atacava enquanto Pedrinho tinha mais liberdade no meio. O time jogou então num 3-5-2 e não jogou mal. A derrota foi um castigo em uma partida em que o empate ficaria mais justo para o que fizeram os dois times.

O desempenho

Não vou botar o gol sofrido na conta dos zagueiros. Como já dizia o filósofo Junior Baiano, sozinho, um não consegue marcar cinco adversários. O sistema defensivo cometeu alguns erros durante a partida e um deles foi fatal. Aos 35 minutos do segundo tempo, num lance de bola parada, um adversário não pode subir completamente livre para cabecear para o gol, embora a posição de Bruno Aguiar fosse altamente duvidosa. Alguém falhou e deve ser cobrado por isso.

Lucas e Rafael Coelho estiveram bem abaixo do que jogaram nas partidas anteriores. Os dois alas afunilaram muito o jogo pelo meio no primeiro tempo. No segundo, isso foi corrigido, mas com poucos resultados práticos.

Egídio fez uma boa estréia. Paulinho, para este blogueiro, foi o melhor do time. Schwenck errou mais do que costume. Talvez seja a hora de dar uma sequência de jogos para outro, embora nenhum, além de Rafael Coelho, tenha me convencido de que tenha condições de ser titular.

Quem também precisa de uma sequência de jogos é Pedrinho. A expectativa sobre seu desempenho é enorme e ele pouco rendeu até agora. Hoje foi mais participativo e se movimentou mais. Só se terá certeza, no entanto, de que ele será ou não o armador que o Figueira precisa depois de alguns jogos seguidos. É hora de insistir com ele.

Para continuar no pelotão de cima

Egídio e Paulo Sérgio saíram no BID desta quinta-feira e, portanto, estão à disposição para o jogo desta sexta-feira contra o Guarani no Scarpelli.

É uma boa notícia, principalmente a liberação de Egídio. Se ele não pudesse jogar, seria notícia ruim demais, com a possibilidade muito concreta de Bruno Perone e Wellington começarem o jogo como titulares, o que seria um grande incentivo para se deixar de ir ao estádio.

O time cogitado para entrar jogando só tem uma diferença para a escalação palpitada por este blogueiro na quarta-feira: sai Rafael Lima, entra Perone. Assim, é possível que o time comece o jogo com Wilson; João Filipe, Bruno Perone e Toninho; Lucas, Roger, Paulinho, Pedrinho e Egídio; Schwenck e Rafael Coelho.

Só com Perone de má notícia, o incentivo para enfrentar o frio e ir ao Scarpelli aumenta. Num bom esquema montado por Roberto Fernandes, João Filipe marca Perone, Toninho marca um atacante adversário, Roger marca outro, Paulinho sobra e não sofreremos gol.

Voltando a falar sério, com Dieyson e Régis se recuperando de contusão, é difícil entender a liberação de Rafael Lima neste momento. É tema, no entanto, para outra conversa.

O que interessa agora é vencer o Guarani e continuar no pelotão de cima. Uma vitória deixa o Furacão Alvinegro a dois pontos do líder, não interessando quantos e quais sejam.

Pra cima, Figueira!

Para começar o jogo

Para a partida contra o Guarani, a formação que começou o jogo contra o Ceará pode servir de base, com as devidas mudanças por mau desempenho, contusão ou suspensão.

Assim, no pitaco deste blogueiro, o time preferido para começar o jogo de sexta-feira é: Wilson; João Filipe, Rafael Lima e Toninho; Lucas, Roger, Paulinho, Pedrinho e Egídio; Schwenck e Rafael Coelho.

A zaga é mantida por ser o que se tem de melhor no momento. Paulinho entra na vaga de Alê, suspenso e faz a dupla de volantes, que também sabem sair para o jogo, com Roger. Pedrinho começa o jogo porque entendo ser a hora de lhe dar a oportunidade de começar uma partida num time mais ajustado, até para ver se ele pode fazer o que se espera dele na campanha pelo acesso. Além disso, Kássio ainda não rendeu o suficiente e Fernandes precisa voltar aos poucos.

No ala esquerda, Pico fica fora para ver se melhora seu condicionamento físico e Egídio assuma a vaga para ver se o Figueira ganha mais força pelos lados, sem deixar tudo sob a responsabilidade de Lucas.

No ataque, Schwenck continua porque, depois de Rafael Coelho, é o atacante que rendeu melhor até agora e que mais se empenha pelo time. Não é um primor de técnica. Não é o atacante dos sonhos, mas é um jogador útil para a equipe.

Ajuda avaiana?

O ClicRBS diz que o Avaí fez uma proposta por César Prates, cuja liberação foi descartada pela Lusa.

Pelo jeito, o time do Sul da Ilha quer dar uma força para o Figueira. Se seguir o mesmo script do ano passado, o volúvel lateral vai fazer uma confusão medonha dentro do Canindé e ajudar o time a entrar em parafuso.

Cadê o borderô?

O Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003) costuma ser cumprido pela Federação Catarinense de Futebol no que diz respeito à divulgação, via internet, das súmulas e borderôs das partidas.

As súmulas, relatórios e borderôs das partidas do campeonato catarinense estão disponíveis no site da entidade, a não ser o borderô do último e mais importante jogo do campeonato, entre Avaí e Chapecoense na Ressacada, no dia 3 de maio.

Há outros documentos da partida (clique aqui), mas o borderô sumiu (veja aqui). Que fim levou?

Triturador de técnicos

Em quatro rodadas da série B, oito times já trocaram de técnico. Mantida essa toada, seriam 76 trocas até o final do campeonato.

O último a cair foi Sérgio Soares, que deixou o São Caetano depois da derrota em casa para o América de Natal, por 1 a 0 no último sábado. Antes dele, haviam caído Gilson Kleina (Vila Nova), Heriberto da Cunha (ABC), Mirandinha (Fortaleza), Marco Aurélio (Ponte Preta), Gilmar Iser (Juventude) e Ferdinando Teixeira (Campinense). Zé Teodoro, por sua vez, pediu demissão do Ceará para assumir o Juventude.

Jogos de terça, adversário de sexta

Nesta terça-feira, dois jogos abrem a série B: Juventude e Paraná Clube, Caxias do Sul, e Bragantino e Ipatinga, em Bragança Paulista.

O jogo Bragantino (seis pontos ganhos) e Ipatinga (nove pontos) pode ajudar o Figueira a subir na classificação. Se o Braga vencer ou empatar, o Furacão Alvinegro pode ultrapassar o time mineiro com uma vitória sobre o Guarani na sexta-feira.

Este blogueiro viu boa parte do jogo do Bugre contra o Bragantino, na sexta-feira passada, e avalia que o Guarani foi pior durante quase toda a partida. Saiu atrás no placar e não conseguiu jogar no primeiro tempo. Pelo contrário, por pouco não tomou o segundo gol. Por sorte, não tomou e acabou achando o tento de empate ao final da etapa.

Voltou melhor no segundo tempo e fez 2 a 1 aos 10 minutos. Em seguida, o Bragantino teve um jogador expulso e tudo indicava que o Guarani iria administrar o resultado com tranquilidade. Não foi o que aconteceu. O atacante Bill, vice-artilheiro da série B, com cinco gols, fez bela jogada individual e empatou a partida.

Quando tudo parecia finalmente resolvido, já que o Bragantino tinha se fechado bem na defesa, veio outra reviravolta, aos 45 minutos do segundo tempo. Um belo lançamento encontrou o bom lateral direito Maranhão livre dentro da área para fechar o placar em 3 a 2 para o Guarani.

O Bugre não impressionou. Tem alguns bons jogadores com Cleber Goiano, Walter Minhoca, Caíque e Maranhão, mas não parece ter força para ficar entre as principais equipes da competição por muito tempo. O jogo de sexta-feira é, portanto, uma boa oportunidade para acabar com seu aproveitamento de 100%.

Já Juventude e Paraná Clube servem de exemplo para o que o Figueira não deve fazer se quiser voltar à série A. Os dois caíram em 2007. Os dois fizeram campanhas discretíssimas em 2008. Os dois começaram mal em 2009. Os dois vão ter que melhorar muito se não quiserem passar mais uma temporada na segundona.