Casa cheia?

Há 40 dias, o Juventude não joga no Alfredo Jaconi, já que perdeu o mando de campo por duas partidas, que foram disputadas em Canoas.

Para tentar trazer torcida, quem comprar ingresso para a partida contra o Figueira, ganha a entrada também para o jogo contra o Ipatinga. Além disso, quem for ao estádio hoje, concorre a uma TV de 32 polegadas.

Uma formação bem encaminhada

O crescimento do Figueirense na série B faz com que o clube possa pensar melhor em seus próximos passos. Os reforços, ainda necessários para suprir algumas posições carentes, podem ser escolhidos com mais calma, sem o desespero causado por uma campanha ruim ou como mero paliativo para aplacar a ira da torcida.

Este mesmo crescimento faz com que o Furacão Alvinegro passa a ter uma escalação praticamente definida, com dúvidas pontuais em uma ou outra posição.

O primeiro ponto de consenso é a zaga com três integrantes, João Filipe, Toninho e Régis. Nas alas, também sem muito debate, Lucas e Egídio. No meio, no momento, Carlinhos, Paulinho e Fernandes, embora Vinícius Pacheco tenha estreado bem e possa vir a ser uma boa opção e haja espaço para um volante mais qualificado.

No ataque, provavelmente a maior interrogação: qual o melhor companheiro para Rafael Coelho?

Para o jogo desta terça-feira, contra o Juventude, em Caxias do Sul, há dois aspectos a considerar. O primeiro é o fato de o jogo ser fora de casa e, nesse caso, a volta de Schwenck possa significar ganhar mais velocidade no contra-ataque. O segundo aspecto é que o adversário costuma abusar do jogo aéreo e aí Clodoaldo também pode ajudar na disputa pelo alto quando o Figueira for atacado.

Eu, particularmente, gostei da participação de Clodoaldo na partida contra o Fortaleza. Ajudou muito na marcação, como Schwenck costuma fazer, mas foi mais produtivo no ataque, construindo, inclusive, uma jogada muito bonita no terceiro gol do Figueira, marcado por Rafael Coelho.

Gostaria de ver Clodoaldo iniciando a partida no Alfredo Jaconi. Assim como considero que Anderson Pico deva ser o substituto de Lucas, já que não conheço outra alternativa no elenco.

Essas questões pontuais mostram, no entanto, que o Figueira começa a definir uma formação e uma maneira de jogar. Isso é fundamental para a equipe se firmar no pelotão da frente desta série B.

Enfim, vitória e bom futebol

Finalmente nesta série B o Figueira conseguiu aliar bom resultado com bom futebol.

Na vitória de ontem sobre o Fortaleza por 3 a 1, no estádio Orlando Scarpelli, o Furacão Alvinegro mostrou padrão de jogo, variação tática, posse de bola, iniciativa e agressividade.
Fez três gols e poderia ter feito mais. Se o jogo termina em cinco ou seis a um não seria injusto. Roberto Fernandes armou o time num 3-5-2 variando para o 4-4-2 na hora de atacar, com a saída de João Felipe pelo lado direito, com um ala, alternando com os avanços de Régis pela esquerda.

O Figueira mandou no jogo desde o começo e conseguiu abrir o placar logo de cara, aos cinco minutos, com Fernandes mostrando sua velha classe ao finalizar por cima do goleiro e entre os zagueiros.

Com isso, o time ganhou a confiança e a tranquilidade necessárias para manter a partida sob controle. Sem forçar chegou ao segundo gol ainda no primeiro tempo. Na etapa final, criou diversas chances, fez o terceiro e continuou com o jogo sob controle, apesar da tentativa de pressão feita pelo Fortaleza.

Foi um resultado importante para se manter no pelotão de cima. Mais importante ainda foi mostrar evolução tanto tática quanto técnica. Foi o melhor jogo do Figueira em casa nesta série B e deixa a torcida confiante de que a equipe pode obter bons resultados contra o Juventude, na próxima terça, e contra o Vila Nova, na sexta-feira.

Os riscos das apostas

Num comentário abaixo, o alvinegro Airton questiona sobre a contratação e a agora provável rescisão de Pedrinho. Quanto vai custar ao clube? Por que se está errando tanto nos últimos tempos, trazendo jogadores machucados ou fora de forma?

Não há resposta fácil para isso. É certo que o Figueira tem errado mais do que o costume desde o ano passado e, coincidentemente, quando passou a contratar jogadores mais rodados e conhecidos. Por sua condição financeira, entretanto, o clube sempre vai estar no limiar entre o sucesso e o fracasso nas contratações e em seu desempenho e resultados.

Na prática, o futebol brasileiro hoje é todo baseado em apostas. Os times oscilam entre contratar ou puxar da base aqueles que estão surgindo agora para o futebol e ainda não foram mapeados para ir para o exterior ou aqueles que estão momentânea ou permanentemente sem mercado fora do país.

Três grandes artilheiros foram repatriados recentemente justamente por não terem para onde ir. São grandes e caras apostas: Ronaldo, Adriano e Fred. Aparentemente, a mais segura é a do Fluminense em Fred, já que é o mais jovem e o menos problemático, ou seja, pode dar retorno dentro de campo e ainda render uma boa grana numa negociação futura. Até agora, no entanto, não rendeu o que se espera.

Ronaldo é o que mais deu retorno, com dois títulos conquistados pelo Corinthians, mas era uma aposta de alto risco, por seus problemas de peso e por suas graves contusões. Já Adriano, que começou a jogar depois dos outros, tem contra si a falta de cabeça para se dedicar à profissão.

A diferença, no entanto, é que a margem de erro pode ser reduzida quando se pode pagar 200 ou 300 mil reais de salário a um jogador.

Não é o caso do Figueira. Desde que voltou à série A, ficou sete anos na primeira divisão, fez grandes campanhas e chegou a uma final da Copa do Brasil, o Furacão Alvinegro monta seus elencos com base em revelações vindas das categorias de base, jogadores encostados em outros clubes, veteranos no desvio, precisando se recuperar na carreira, ou destaques de times menores.

Funcionou por um bom período. A margem de acerto compensou o risco. Agora o clube encontra dificuldades. A direção do Figueira alega, inclusive, que a entrada de fundos como a Traffic, Sonda e outros inflacionaram o mercado, exigindo salários mais altos e pagamento de luvas para ceder determinados jogadores, deixando-os longe do orçamento do clube. É por isso que se fechou a parceria com Eduardo Uram. Para ter um “fornecedor” a custo mais baixo, além de uma injeção de capital para compensar a perda de receita com a queda para a série B.

Em tese, Pedrinho seria um bom reforço. Não é tão veterano, não havia se contundido com gravidade nos últimos dois anos e tecnicamente acrescentaria muita qualidade à equipe. Não foi por falta de esforço do jogador, mas não deu liga. E se ele não está confortável com a situação, é melhor mesmo fazer o acerto e abrir vaga para outro que possa contribuir mais decisivamente para o retorno à série A.

O mesmo vale para a especulação em torno do nome de Gil. Se jogar metade do que já jogou será um dos melhores jogadores da série B. Só tem 28 anos e não tem problemas físicos. Só que é atacante, enquanto a maior deficiência do Figueira está no setor de criação. Além disso, não joga um bom futebol há muito tempo. Vale o risco?

Fortaleza reage na série B

O Figueira tem plenas condições de vencer o Fortaleza na sexta-feira, mas se o confronto fosse nas primeiras rodadas do campeonato poderia ser mais tranqüilo.

Isso porque depois de um péssimo começo, o Fortaleza melhorou bastante. O tricolor cearense perdeu seus quatro primeiros jogos na série B (Guarani, Portuguesa, Brasiliense e ABC), mas está invicto desde a quinta rodada (três vitórias e dois empates), tendo vencido os dois últimos jogos fora de casa (4 a 2 no Campinense e 1 a 0 no Ipatinga). Depois que Giba assumiu o comando técnico no lugar de Mirandinha, o time melhorou.

O Fortaleza está sete posições atrás do Figueira, mas distante apenas três pontos. Assim, o jogo promete ser difícil. Quem for ao Scarpelli na sexta-feira deve estar preparado para ter paciência e apoiar a equipe. Quem não estiver nesta sintonia, é melhor dar uma de avaiano e ficar em casa ou então ir num boteco assistir pelo PPV.

Para fazer justiça

Foi uma vitória conquistada na raça e não na técnica e o Bahia, a despeito de sua tradição, não tem um grande time, mas é preciso fazer justiça e dar dimensão que o fato merece.

Foi a primeira derrota do Tricolor de Aço em Salvador por competições nacionais em mais de dois anos. A última derrota havia ocorrido em 28 de fevereiro de 2007 pela primeira fase da Copa do Brasil: 1 a 0 para o Itabaiana – o Bahia ganhou o jogo da volta por 2 a 1 e se classificação. Até perder para o Figueira no último sábado, foram 24 jogos, com 15 vitórias e nove empates.

Pela série B, a última derrota havia sido para o Corinthians, por 3 a 0, em 18 de outubro do ano passado. Depois disso, foram seis vitórias e um empate pela segunda divisão. Registre-se, no entanto, que com a interdição da Fonte Nova e as obras de construção do estádio de Pituaçu, o Bahia mandou seus jogos pela série B de 2008 longe de sua torcida, no estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana.

As informações são do Portal do Futebol Baiano.

Como jogar a sujeira pra baixo do tapete

Movido sabe-se lá a quê, o presidente Zuzu desce aos vestiários depois da traulitada que levou do Palmeiras e solta o verbo. Desce o malho em todos, culpa Deus e o mundo pelo vexame que o time azulejento está dando na série A, principalmente as rádios de Florianópolis.

Aí o ClicRBS faz uma matéria insípida e inodora sobre o ataque histérico do grande líder avaiano.

Clique aqui para ver a entrevista e aqui para ler a matéria limpa e editada.

E depois, tem avaiano que reclama do tratamento da imprensa.

O jogo baixo do lado de lá

“É um serviço sujo, mas alguém precisa fazê-lo”. 

Ler certos blogs avaianos é coisa pra se fazer de nariz tapado.

O blogueiro oficial precisa de uma cortina de fumaça para distrair a massa da péssima campanha e justificar a entrevista aditivada e destrambelhada do grande presidente Zuzu, o homem que dá uma no cravo e dez na ferradura.

Nada melhor que dar pau na imprensa. Nada melhor que subscrever irresponsavelmente post de outro blog avaiano sem nada para separar as orelhas, que afirma que a direção do Figueira suborna integrantes da imprensa esportiva da capital.

Não acredita? Clique 
aqui para ler o blogueiro oficial e aqui para ler o outro infeliz.

Na minha modesta opinião, acusações irresponsáveis deste naipe não podem passar incólumes. Os dois avaianos descerebrados mereciam um belo processo, tanto da direção do Figueira quanto dos integrantes da imprensa de Floripa.

Internet é um espaço democrático e livre, mas não é penico.