Hora de superação

Mais um jogador sentiu a coxa e é dúvida para a partida. Agora é a vez de Régis ficar sob avaliação até a hora do jogo e correr o risco de desfalcar a equipe.  A lista de ausentes é longa e pode aumentar.

É momento, portanto, de superação, como já havia sido contra o Duque de Caxias. Alguns comentam que o time do Rio de Janeiro é fraco, mas vale lembrar que vinha de três vitórias seguidas, uma delas sobre a Lusa, e jogava em casa, num gramado horroroso, que dificultava ainda mais para quem não estava acostumado.

Mesmo assim, com desfalques e passando por um momento difícil, o Figueira foi lá e mandou no jogo por quase 70 minutos, assegurando a vitória.

O São Caetano é um adversário melhor do que o Duque de Caxias e vem de cinco vitórias consecutivas. Está dois pontos atrás do Figueira. Uma vitória alvinegra é importante não somente para a afirmação da equipe, mas também para interromper o crescimento do Azulão.

Então, dentro e fora de campo, o Figueira precisa contar com todo mundo que puder ajudar. Terminar o turno com vitória, contra um adversário que está se credenciado como rival direto pela vaga no G4, é a melhor maneira de finalizar esta fase da competição.

Um time para sexta-feira

O Figueira já tem uma coleção de desfalques para a importante partida de sexta-feira contra o São Caetano. Dois titulares, Wilson e Jeovânio, e uma boa opção de banco, Talheti. Esta tem sido a tônica do Furacão Alvinegro nos últimos tempos e é mais um obstáculo a ser superado em busca da vitória.

Sem poder contar com Egídio e João Filipe, além dos que já estavam fora por contusão, não há o que inventar. Esperamos, inclusive, que Roberto Fernandes não invente, repetindo o feijão com arroz que funcionou contra o Duque de Caxias.

É um jogo importante, que deve ser disputado com apoio de torcedor e um time bem arrumado em campo, sem improvisações desnecessárias, mesmo tendo que superar os desfalques para fazer uma boa partida.

O meu pitaco fica com Dalton; Toninho, Régis e Edson; Lucas, Carlinhos, Paulinho, Fernandes e Massari; Rafael Coelho e Douglas (ou Paulo Sérgio – não tenho muita certeza a respeito desta posição).

E qual seu pitaco?

Bandeirão

Os torcedores se mobilizam para fazer uma grande bandeira, do tamanho da torcida alvinegra, a maior de Santa Catarina. O Tainha e o Meu Figueira já manifestaram seu apoio. Este blogueiro, modestamente, também hipoteca o seu.

Especulações

Rafael Coelho já deve ter recebido 150 propostas desde o início da série B. Agora se especula a respeito de mais duas. O jogador continua no Figueira. Ainda bem que 1º de setembro está cada vez mais perto para encerrar este assunto de vez.

Bom começo de uma semana importante

O Figueirense surpreendeu com o anúncio da contratação do volante Ricardo Bóvio. Não era uma posição carente, mas, para este blog, o novo reforço adiciona qualidade ao setor, se estiver em boas condições físicas e técnicas.

Bóvio é melhor que Totó, Alê e Carlinhos, por exemplo. Tecnicamente, Paulinho pode ser superior, mas oscila durante os jogos e tende a ser dispersivo em alguns momentos. O novo volante pode fazer uma ótima dupla com Jeovânio, limpando os trilhos diante da zaga. O Figueira ganharia força, pegada e ainda uma boa saída de bola.

A vinda de Bóvio, no entanto, não elimina a necessidade de suprir setores ainda mais carentes. No mínimo, mais um lateral, um meia e um atacante seriam necessários para fechar o grupo para o returno da série B.

Enquanto os reforços não chegam, Roberto Fernandes deve dar chances aos garotos da base. Já que Egídio está suspenso, Massari se candidata à vaga de titular para a importante e difícil partida contra o São Caetano na sexta-feira.

Edson não foi bem por ali contra o Bragantino e será mais bem aproveitado se ocupar a vaga do também suspenso João Filipe na zaga. A outra possibilidade – improvisar Vinícius Pacheco na ala esquerda – está fora de cogitação pela contusão do meia vindo do Flamengo.

Outro que mostrou que merece passar na frente na fila é Talheti. Em poucos minutos fez muito mais do que Jairo produziu em vários jogos. Isso porque entrou em campo num momento em que o Figueira havia perdido o domínio do jogo. Poderia ter produzido ainda mais se a equipe não tivesse caído de produção. No momento, Talheti é o melhor substituto para Fernandes.

Assim, entre reforços, desfalques, substitutos e especulações, o Figueira começa uma semana importante. O jogo contra o São Caetano é importante e pode para deixar a má fase ainda mais para longe. Terminar o turno com vitória em casa será muito bom para a sequência do campeonato.

E a torcida faz o quê?

A diretoria tem que contratar certo e fazer time bom. O técnico tem que escalar direito e parar de inventar. O jogador tem que se dedicar e desempenhar seu futebol com seriedade e empenho. E o torcedor tem que fazer o quê?

Qual o papel da torcida na luta pelo acesso?

Qual o papel da torcida na luta pelo acesso?

Faltando uma rodada para terminar o 1º turno, com 18 partidas realizadas, todos os times da série B realizaram exatamente nove jogos em casa e nove fora. É um bom momento para fazer um balanço do desempenho das equipes.

É justamente o exame dos números que motiva este post. Analisando o desempenho dos times nos jogos fora de casa, se constata que o Figueira tem a terceira melhor campanha do campeonato. Vasco e Guarani ganharam 15 pontos em nove jogos. Em seguida, Figueira e Atlético-GO conquistaram 13, ambos com quatro vitórias, um empate e quatro derrotas. Depois vêm Portuguesa e Ponte Preta com 11.

O problema é que o desempenho em casa é bem pior. O Figueira é somente o 11º colocado, com 16 pontos ganhos (cinco vitórias, um empate, três derrotas). Atlético-GO ganhou 23 pontos no Serra Dourada, Vasco obteve 21 em São Januário, Ceará vem atrás com 20 pontos ganhos em seus domínios e o Guarani em seguida com 19.

Sem fazer nenhuma afirmação peremptória e definitiva, qual o papel da torcida é um bom tema para debate. Torcida é como técnico, não ganha jogo, mas ajuda a perder? Estádio vazio é melhor que estádio hostil, com a própria torcida atanazando seu time? É o velho dilema Tostines? O time que faz a torcida ter confiança para apoiá-lo ou é o apoio da torcida que faz o time ficar confiante?

Não sou tão esotérico assim, mas creio que clima a favor ajuda. O que sei de fato é que no ano de acesso, em 2001, a torcida alvinegra pegou junto como poucas vezes eu havia visto e o time conquistou a vaga na série A. Ano passado, a torcida demorou pra apoiar na briga contra a queda e o resultado é conhecido.

Apesar de todas as atribulações, o Figueira está em quinto lugar na classificação, a um ponto do quarto colocado. A diretoria tem que fazer a sua parte e investir cada centavo disponível na luta pelo acesso, reforçando o elenco para a reta final da série B. O técnico tem que fazer seu trabalho da melhor maneira possível, aceitando e aperfeiçoando o melhor esquema de jogo para o time em vez de brigar contra ele. Os jogadores têm que deixar até a última gota de suor no gramado.

E a torcida? Fica esperando chegar o jogo da festa pelo acesso para lotar o estádio? Ou espera até o ano que vem, quando e se o time voltar à série A? Qual parte cabe ao torcedor nesta epopéia?

Com cada um na sua, vitória e bom futebol reaparecem

Três zagueiros na zaga, dois alas nas alas, dois volantes e um meia no meio-campo, dois atacantes no ataque.

Assim, o Figueira começou e mandou no jogo contra o Duque de Caxias nesta tarde. O único reparo que eu poderia fazer é ter entrado com Carlinhos e Jeovânio. O melhor, para mim, seria Jeovânio e Paulinho.

Inegavelmente, no entanto, o meio-campo com os dois volantes pegadores funcionou muito bem no primeiro tempo. Lucas, Egídio e Fernandes estiveram completamente liberados para se juntar aos atacantes. A defesa estava protegida e bem postada, tanto que o adversário só conseguiu arriscar chutes de fora da área, enquanto o Figueira empilhava chances de gol.

O Figueira poderia ter metido uma goleada histórica. Paulo Sérgio e Lucas perderam uma quantidade industrial de gols. Por conta disso, o time levou sufoco no final, tomou dois gols absolutamente iguais em bobeiras da defesa. Mesmo assim, a vitória merecida foi garantida.

O que ficou evidente, no entanto, foi a mudança de postura da equipe. Os zagueiros nunca haviam jogado juntos. O meio-campo fazia sua segunda partida. Os atacantes também nunca haviam atuado juntos. Apesar destes complicadores, o Figueira fez uma grande partida enquanto suas principais peças tiveram fôlego para comandar o time. Fernandes no meio, Lucas na direita e Egídio na esquerda levaram o time para frente e deixaram a defesa do Duque de Caxias em pânico.

Depois da saída de Fernandes e Lucas, o time perdeu o controle do jogo, mas o fundamental é que o time não foi medroso, soube se impor, cada um na sua, buscando a vitória.

A partida de hoje mostrou que sem medo, sem invenção, o Figueira tem time para enfrentar qualquer um nesta série B. O Duque de Caxias não é o bicho, como não eram os três adversários anteriores. Só que hoje o Furacão Alvinegro tomou a iniciativa e fez prevalecer sua melhor qualidade.

É só isso que se pede: um time que jogue bola e busque a vitória. Vencer nem sempre é possível, mas tentar vencer é.

Que a mística seja maior que o momento

Os outros continuam ajudando. Com os resultados desta sexta-feira, o Figueirense, se derrotar o Duque de Caxias, pode terminar a rodada em 5º lugar, a um ponto do G4, ou em 6º, mas ainda um ponto, se a Portuguesa derrotar o Vasco.

Desfalques mesmo, o Furacão Alvinegro tem três: Régis, Edson e Rafael Coelho suspensos. Vinicius Pacheco esteve fora dos últimos três jogos. Schwenck e Clodoaldo estão afastados há mais tempo ainda.

Como quatro jogadores foram postos para treinar em separado (Anderson Pico, Totó, Kássio e Ricardinho), a possibilidade de Roberto Fernandes inventar uma escalação mirabolante é bem menor. Embora, muitas vezes, não haja limites para a criatividade humana.

É interessante notar, no entanto, como as decisões no futebol estão atreladas quase ao acaso, a possibilidades aleatórias, a lances fortuitos.

Nas horas difíceis, o jeito é acreditar na força da camisa

Nas horas difíceis, o jeito é acreditar na força da camisa

Roberto Fernandes pode ser mantido se não perder e pode ser demitido se perder. O que muda, no conceito da diretoria, que o manteve depois de três derrotas, para decidir mandá-lo embora se perder neste sábado? Se o time fizer outra partida ruim, mas conseguir a vitória numa boa jogada de Lucas ou Fernandes? E se fizer uma grande apresentação, botar quatro bolas na trave, tomar um gol espírita e perder o jogo? O técnico fica no primeiro caso e vai embora no segundo?

É claro que as últimas três derrotas interferiram no meu humor. Como torcedor, não consigo levar na boa três derrotas pífias para adversários inferiores ao Figueirense. Digamos, no entanto, que os últimos maus resultados foram o ponto que culminou no fim da paciência deste blogueiro. Depois de ver o time oscilar brutalmente de uma partida para outra e de ficar sem entender as opções do técnico, finalmente resolvi me pronunciar sobre a necessidade de trocá-lo por outro profissional.

Neste sábado, torcerei pela vitória como sempre. Sem muitas viagens a respeito do que ela trará de bom ou ruim. Importa é quebrar a sequência e permanecer entre os primeiros do campeonato.

O Figueira tem essa mística de se complicar quando é favorito absoluto e de ressuscitar nos momentos mais improváveis.

Que a mística tome conta dos jogadores alvinegros contra o Duque de Caxias.

Antes que seja tarde

“Depois de 17 jogos disputados na série B, volto a insistir: o Figueirense tem time para conquistar o acesso. O treinador é que dá sinais que não está à altura da tarefa”.

Foi assim que comecei um post anterior. Continuo com a opinião. Gostei do começo do trabalho de Roberto Fernandes no Figueirense e lhe fiz elogios públicos neste blog. Com sérias limitações de elenco, conseguiu terminar o campeonato estadual dando um padrão de jogo à equipe, reforçando o papel de Lucas, dando confiança a Rafael Coelho, que despontou como grande goleador depois da chegada do treinador.

A partir do momento que mais jogadores chegaram e o elenco passou a lhe oferecer mais opções, Roberto Fernandes começou a se complicar. O time oscila, custa a ter um bom padrão de jogo e a ganhar regularidade.

Que desta vez o navio não chegue tarde demais

Que desta vez o navio não chegue tarde demais

O elenco do Figueira é um dos melhores da série B. Tem lacunas, tem deficiências, mas assim anda o futebol brasileiro, ainda mais na segunda divisão. Não há nenhum time concorrente do Furacão Alvinegro do qual se possa afirmar textualmente:“é muito superior ao Figueirense”. Nem Vasco, nem Portuguesa, nem Atlético-GO, nem ninguém – sobre a formação do elenco leia o post do Gigante Alvinegro.

A diferença está na organização tática, no espírito vencedor, na preparação física. O Figueirense não deixa a desejar a ninguém. Não deve enfrentar ninguém praticando o tal “futebol alegre”, faceirinho, todo aberto e exposto.

Não, ninguém quer isso. Mas não dá para entender por que temos que enfrentar rivais do quilate de Campinense e Bragantino com três zagueiros e três volantes; por que temos que armar um ferrolho, transferir a iniciativa de jogo para o adversário e nos limitar a vencer através de bolas esticadas para Rafael Coelho.

O Figueirense tem time para jogar mais do que isso. Parece, no entanto, que o técnico não acredita nesta possibilidade. “Série B é pegada”. Também, mas não só. Anote aí: no fim, os melhores times vão chegar. É assim na Champions League, na Libertadores, no campeonato inglês, na série A, B, C, D ou Z.

Aliás, é sempre assim em competições em pontos corridos, enquanto o mata-mata ainda reserva espaço para surpresas. Vão conquistar o acesso os times mais regulares, mais eficientes, mais equilibrados. E não há equilíbrio em se jogar com um meia, um atacante, quatro zagueiros, dois volantes de contenção e um segundo volante improvisado de lateral.

Na pior das hipóteses, o Figueira poderia ter conquistado sete pontos nos últimos três jogos e estar hoje dividindo a liderança com Vasco e Atlético-GO, com seis confortáveis pontos de vantagem do quinto colocado.

Não ganhou ponto algum e é o sexto colocado. Agora pega, fora de casa, um Duque de Caxias que, bom ou ruim, ganhou nove pontos em seus últimos três jogos. Depois pega um São Caetano em franca recuperação, com quatro vitórias consecutivas até a rodada da última terça-feira.

A situação fica mais complicada e a manutenção de Roberto Fernandes por mais um ou dois jogos pode significar ter que dar uma arrancada muito mais forte depois para recuperar os pontos perdidos.

Se, com tantos problemas, o Figueira está apenas a três pontos do G4, não é preciso muito consertar o que exige reparo. Insistir com Roberto Fernandes, no entanto, pode fazer com que a correção de rota chegue tarde demais.

Ilustração: Capa do disco Ship arriving too late to save a drowning witch, de Frank Zappa

Desmistificando 2008

A versão corrente é que a direção do Figueira não quer repetir 2008 e ficar trocando de técnico toda hora.

Só que, em minha opinião, esse não foi o problema de 2008. O maior problema do Figueirense no ano passado foi ter demorado demais para trocar de técnico. Além, obviamente, ter escolhido os caras errados na hora errada.

É muito fácil fazer essa avaliação agora? Sem dúvida. Em retrospectiva, é sempre muito fácil apontar erros. Mas, os erros do passado também servem de aprendizado para agora. E não parece ser o que está acontecendo.

É só recordar o que ocorreu no ano passado. O adorável Alexandre Gallo já começou a criar caso no começo do ano. O Figueirense mostrou problemas já no início do estadual, mas não amarelou como os adversários, ganhou o turno e garantiu vaga na final.

Era hora de mandar Gallo andar. Só que a vaga estava garantida na decisão, o técnico construiu uma forte ligação com os jogadores e foi ficando. Só foi sair no começo do campeonato brasileiro. A essa altura, o estrago que fez internamente era maior ainda. E desfazê-lo foi ainda mais difícil.

Guilherme Macuglia foi o cara errado na hora errada. Não tinha bagagem e estofo para desmontar as armadilhas de Gallo. Esse sim foi mandado embora rápido. Só que o time marcou passo, ganhando quatro pontos em cinco jogos.

Se PC Gusmão tivesse vindo antes, poderia ter dado aquele gás de 10 jogos – geralmente o prazo de validade dele – antes e ter ido embora antes também. Depois se perdeu completamente, principalmente a partir daquele fatídico jogo contra o Grêmio.

Era para ter sido demitido depois da derrota para o Flamengo no Scarpelli, porque depois o Figueira teria 10 dias para se preparar para enfrentar o Sport em Recife sob o comando de um novo técnico. Como o time fez uma apresentação razoável contra a equipe carioca, foi mantido. Resultado: derrota de goleada em Pernambuco, dez dias de trabalho perdidos e PC Gusmão na rua depois de mais um vexame.

Mário Sérgio não merece muito comentário. Não deveria ter vindo. Como veio, tinha que ter saído antes. Pintado foi a última e desesperada medida. Quase funcionou, mas ficou faltando um gol.

O problema, portanto, foi ter demorado muito, esperado muito para mudar. Desejo, sinceramente, que o script não se repita em 2009.

Turno termina: é momento de avaliar

Assim como o trabalho do técnico Roberto Fernandes deve ser avaliado, o dos jogadores também deve.

Como disse antes, o elenco do Figueira tem boa qualidade para a série B. Isso não quer dizer que não precise de ajustes.

O noticiário informa que o clube procura mais um atacante e um lateral direito. Creio que, além destas contratações, o Figueirense deve liberar alguns jogadores e repor a saída deles com outros que possam ser mais úteis.

Anderson Pico e Ricardinho são dois jogadores que poderiam ser de grande valia para o Figueira na disputa desta série B. São, talvez, os atletas mais qualificados tecnicamente do elenco, ao lado de Fernandes.

Só que, por razões diferentes, nem Pico nem Ricardinho parecem comprometidos com o clube. O primeiro não consegue entrar em forma. O segundo parece estar completamente alheio. Não sei firma, é apático, só joga bem quando está afim e dificilmente está.

Pico dependeria de uma conversa com o Grêmio para ser devolvido. Como o Figueira tem bom relacionamento com o clube gaúcho e este lhe deu o calote no empréstimo do volante Diogo, é possível o entendimento.

Já Ricardinho pode ser emprestado para um time da série A, principalmente um dos que ocupam a metade debaixo da classificação. Tem certo nome no mercado e pode dar negócio, ainda mais com quem anda desesperado para escapar do rebaixamento.

A saída dos dois já abriria espaço no orçamento para contratação de jogadores mais úteis e comprometidos.

Teria que se analisar ainda o desempenho de outros: Totó, Jairo, Marcelo, Douglas, Perone. São jogadores que ou já estão queimados ou ainda não mostraram a que vieram.

Particularmente, eu gostaria muito mais de que o elenco já estivesse fechado, o time titular fosse recitado de cor pela torcida. Não é esta a realidade. Trata-se então de aproveitar a virada de turno para fazer a mexida final e buscar o que falta para o Figueira melhorar seu desempenho na série B.

Hora de mudar

Depois de 17 jogos disputados na série B, volto a insistir: o Figueirense tem time para conquistar o acesso. O treinador é que dá sinais que não está à altura da tarefa.

Nem a calamitosa arbitragem de André Luiz Martins Dias Lopes, justifica a escalação com quatro zagueiros, três volantes – e Paulinho não era um deles –, o time travado, sem criatividade que conseguia fazer um jogo absolutamente opaco contra um adversário altamente limitado.

A chance de vencer não viria de jogadas construídas, de posse de bola, de um plano tático bem delineado. Viria de uma bola esticada para Rafael Coelho. É a isso que o se resume o Figueirense na maioria dos jogos fora de casa. Só que sem Lucas e Vinícius Pacheco, não havia ninguém para puxar os contra-ataques.

Assim, o Figueira chegou a sua terceira derrota consecutiva, contra três adversários muitos furos abaixo da qualidade da própria equipe alvinegra.

Já que tudo indica que Anderson Pico não reúne condições físicas de jogar, Roberto Fernandes tinha uma improvisação a fazer: na lateral direita. Fez duas. Botou Alê na direita no lugar de Lucas e Edson na esquerda no lugar de Egídio. Com dois primeiros volantes no meio campo – Jeovânio e Carlinhos – num sistema 3-5-2, sobravam três jogadores para tentar algo ofensivo: Fernandes, Rafael Coelho e Douglas. Fica difícil entender como um técnico quer vencer uma partida com tão pouca força ofensiva.Aliás, é difícil entender a maioria das escolhas de Roberto Fernandes.

É hora de mudar. Quanto antes o clube tiver um novo técnico, mais cedo poderá retomar o caminho das vitórias e se firmar de uma vez por todas como candidato real ao acesso.

Mais tarde iremos retomar o assunto em novo post.