A arrancada final

O Figueirense obteve uma grande vitória neste sábado em Brasília e reduziu a vantagem do Atlético-GO para dois pontos. Agora é pensar no Campinense na próxima sexta-feira, vencer e transferir a pressão para o time goiano, que tem uma parada indigesta contra o Guarani no dia seguinte.

Só que o espírito, a aplicação e o futebol têm que ser o do segundo tempo da vitória por 4 a 0 sobre o Brasiliense. Ali sim o Figueira marcou, chegou junto e jogou bola.

O técnico Márcio Araújo e os jogadores podem usar o calor e o estado do gramado como justificativas e até com um pouco de razão. Mas o Figueirense do primeiro tempo foi irritante. Um time apático, lento, com duas avenidas nas costas dos alas e um meio-campo cheio de buracos, que afunilava o jogo e errava passes em demasia.

A sorte é que o time do Brasiliense é limitadíssimo e não soube aproveitar os amplos espaços que o Figueira lhe ofereceu durante todo o tempo. Assim, na primeira jogada decente que o Furacão Alvinegro fez na primeira etapa, Rafael Coelho abriu a contagem.

No segundo tempo, a situação mudou completamente. O Figueira se posicionou melhor, diminuiu os espaços do adversário e passou a explorar o contra-ataque com inteligência. Desperdiçou três grandes chances no início do segundo tempo antes de Egídio fazer o segundo gol. Chegou ao terceiro, ao quarto e teve chance de fazer mais.

O Figueira que eu quero ver é aquele do segundo tempo. Lutador, aplicado, confiante, com vontade de vencer. Esse time é capaz de cumprir a difícil tarefa de chegar no G4 e conquistar o acesso.

Que ele jogue os 90 minutos contra o Campinense na sexta-feira.

Para quem não sabe como é (VIII)

É fato. O único time catarinense a derrotar Inter e Grêmio em Porto Alegre chama-se Figueirense Futebol Clube. Seja por qual competição for.

Hoje o time azulejento do mangue cumpriu sua sina e levou mais uma piaba da gauchada. É uma vergonha.

O Figueira não perde no Olímpico desde 2003.

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Mudar o esquema ou não?

modelo final

Antes do jogo contra a Ponte Preta, comentei que não deveria haver mudanças drásticas no Figueira (leia aqui). Agora, confesso, tenho minhas dúvidas.

Diante do mau jogo contra o Vila Nova e das dificuldades enfrentadas pela Ponte Preta, em partidas em que o Figueira passou a jogar melhor quando tirou um dos três zagueiros, não seria hora de partir para o 4-4-2?

Por que não uma zaga com Toninho (ou João Filipe) e Edson, com três volantes – Brum, Jeovanio e Diego Paulista – no meio campo, liberando Fernandes e os laterais para o ataque sem desproteger tanto a defesa?

Ou então partir de vez para a ousadia e escalar um meio com dois volantes mais Vinícius Pacheco e Fernandes. Que tal? Vinícius entrou muito bem na última partida e parece ter vontade, fôlego e velocidade para auxiliar o ataque e recompor a marcação rapidamente.

Eu sei que o time entrou com três volantes contra o Fortaleza e foi um desastre, mas naquela partida o time entrou com três volantes e nenhum lateral esquerdo. Desta vez, Egídio joga.

O Figueirense tem plenas condições de vencer o Brasiliense na Boca do Jacaré, mas tem que tomar a iniciativa do jogo. É melhor que o adversário, ainda briga pelo acesso e tem que mostrar sua superioridade e sua ambição desde o começo.

Alvinegras

  • Na quinta-feira, dia 29, este blogueiro vai participar do programa Mais Esportes, na rádio Mais Alegria (AM 1470) a partir do meio-dia, junto com os blogueiros Diego Tainha e Alemão. A idéia é ocupar o espaço todas às quintas-feiras, com a participação de outros blogueiros alvinegros.
  • O Figueirense informou a mudança do horário do clássico marcado para o próximo sábado. Quando a tabela da Copa SC foi divulgado, comentei aqui que o horário chocava com a partida contra o Brasiliense e sugeri a mudança. Só não imaginava que escolheriam às 10h30 de sábado. Podia ser o mesmo horário no domingo. Ou mesmo no domingo à tarde, já que o Avaí também joga no sábado pelo campeonato brasileiro. Partida no sábado de manhã é inédito para mim.
  • Mais um ex-alvinegro é convocado para a seleção brasileira. Agora é a vez de Michel Bastos. Enquanto isso, os cracaços do time do Sul da Ilha são solene e injustamente ignorados. Estaria abalada a amizade de Silas com Jorginho?

Notas alvinegras num dia cinzento

  • Futebol é interessante porque permite múltiplas interpretações e leituras dos inúmeros detalhes que o cercam. Os tropeços do Figueira contra times fracos, que brigam para não cair, chamam muito a atenção de todos. Derrotas como as para o América, em casa, para Campinense, Fortaleza e Vila Nova.
  • Só que a campanha enfrenta dificuldades também em outra frente. Dos oito confrontos com times paulistas até agora, o Figueira só ganhou um. Da Ponte Preta, em Campinas. Foram sete derrotas, sendo quatro em casa (Guarani, Portuguesa, São Caetano e Ponte Preta). Quer dizer, mais da metade das 13 derrotas do Figueirense na competição foram para times de São Paulo. Agora só resta uma chance de bater um paulista no Scarpelli, contra o Bragantino. Nos bons tempos, era o Figueira que fazia um inferno da vida da caipirada.
  • Que me perdoem aqueles que têm olhos e ouvidos sensíveis mas não há outro jeito de dizer: tem hora que o time do Figueira é muito cabaço. Tomar dois gols como os que sofreu no sábado num jogo decisivo é muita inocência e ingenuidade.
  • No primeiro gol, não consegui entender porque, ainda no primeiro tempo, com o jogo em zero a zero, não ficou ninguém na sobra numa cobrança de escanteio a favor do Figueira. Eram dois defensores alvinegros (Brum e Paulinho) para dois atacantes da Ponte.
  • Nos dois gols, o time adversário carregou a bola por quase todo o campo sem ser importunado. Não sou adepto da violência, mas tem hora que tem que fazer a falta. Ainda mais quando esse recurso é utilizado descaradamente por todos os adversários. Puxa a camisa, derruba, dá um pescoção, acerta o tornozelo. Ou sai com a bola no desarme ou não perde a viagem.
  • No lance do segundo gol, o garoto Roberto Firmino não perdeu na corrida para o ala Vicente. Só que o deixou cruzar. Entra no carrinho e joga tudo – bola, jogador, bandeirinha de escanteio – para o alambrado. Só não deixa cruzar.
  • Lucas e Rafael Coelho são voluntariosos e lutadores, mas precisam botar a cabeça para funcionar em vez de só correr. Lucas errou todos os cruzamentos no segundo tempo contra o Vila Nova. Ou acertava o lateral adversário, ou cruzava mal ou ficava impedido quando a formação da linha burra do Vila era evidente. Era só esperar a hora certa para partir depois do lançamento.
  • Depois de um primeiro tempo razoável, Lucas resolveu centrar todas as bolas na mão do goleiro da Ponte. Pior: no fim do jogo, naquele sufoco, vendo a dificuldade do garoto, os outros jogadores continuavam passando a bola para ele cruzar errado.
  • Já Rafael Coelho tem hora que quer atravessar o seu marcador no meio. No fim do jogo, com pelo menos quatro alvinegros na linha da pequena área, recuperou um bola cruzada e, sem ângulo, no canto direito da grande área, enfiou um canudo pela linha de fundo. Era só cruzar com força, rasteiro, que algum alvinegro empurrava pra dentro. Tem que levantar a cabeça, guri.
No sábado, Fernandes fez seu 10º gol e completou 26 jogos consecutivos

No sábado, Fernandes fez seu 10º gol e completou 26 jogos consecutivos

  • Três jogos em oito dias, desgastaram Fernandes. No segundo tempo, pareceu cansado. Não sei se foi orientação do técnico, mas o camisa 10 alvinegro se fixou como atacante. Mesmo cansado, na única bola mais ou menos ajeitada que recebeu, empurrou para dentro. Mas fica o registro: foi seu 26º jogo consecutivo nesta série B, desde o retorno contra o Atlético-GO na quinta rodada do primeiro turno. Para quem era tido como acabado para o futebol, é uma marca incomparável, além da qualidade do futebol que mostrou na maioria das partidas.
  • É difícil avaliar sem ter todos os detalhes, mas não consigo entender muito bem o afastamento de Maicon e a possibilidade dele voltar já contra o Brasiliense, como diz o Infoesporte. Ou não foi tão grave assim ou então poderia ser resolvido de outra forma, com uma multa, por exemplo. Não creio que o Figueira tenha perdido no sábado pela ausência de Maicon, que vinha jogado mal há várias partidas. Mas se o julgam tão importante para a equipe, a situação foi mal administrada.
  • Ah, tá muito difícil, mas ainda não acabou. Quem venha o Brasiliense. Dá-lhe, Piu!

And if the night runs over

And if the day won’t last

And if your way should falter

Along this stony pass

It’s just a moment

This time will pass

(Stuck in a moment, U2, que fez um show bem legal transmitido pelo youtube na madrugada)

Foto: Carlos Amorim/Figueirense

A chuva não veio

O Figueirense perdia o jogo por 1 a 0, já no segundo tempo, quando o céu começou a ficar escuro, com nuvens carregadas cercando o estádio Orlando Scarpelli. Parecia noite e os refletores precisaram ser acesos.

A virada no tempo me fez lembrar que a chuva tem sido amiga do Figueira nesta série B. Nenhuma das cinco derrotas do Furacão Alvinegro no Scarpelli ocorreram debaixo d’água. Exceto o empate com o Vasco, foram só vitórias.

A chuva, porém ficou só no prenúncio. No campo, a Ponte Preta fez o segundo gol e apesar do Figueira ter diminuido o placar para 2 a 1, não teve tempo nem força para chegar ao menos ao empate.

As derrotas nos dois últimos jogos, contra Vila Nova e Ponte, em partidas em que o Figueirense teve a posse de bola na maior parte do tempo, criou chances para vencer, mas não teve frieza e capacidade de decidir a seu favor, reduzem demais as chances de acesso.

Na melhor das hipóteses, o Figueira vai precisar de cinco vitórias e um empate nos seis jogos que faltam. Analisando os adversários, é possível. É pouco provável, no entanto, que o FuracãoAlvinegro consiga um nível de eficiência tão grande justo na reta final.

Torceremos sim para que o quase milagre ocorra, mas conscientes que chances demais foram desperdiçadas durante todo o campeonato. Não foi por falta de oportunidade que o Figueira está fora do G4.

Alvinegras

  • A torcida do Figueira fez sua parte nas últimas partidas no Scarpelli. Neste sábado, por exemplo, incentivou o time até o fim. Em campo, é que as coisas não estão ocorrendo como deveriam.
  • Roberto Firmino entrou numa fogueira danada e mostrou que tem potencial. Não gostei, no entanto, de sua entrada num momento tão complicado. Não era hora para o garoto.
  • Mais do que nunca, a tarefa agora é jogo a jogo. Se vencer o Brasiliense na próxima rodada, ganha fôlego para o jogo seguinte. Se bater o Campinense e o Atlético tropeçar, se anima mais ainda.
  • Se tropeçar e sepultar as chances de vez, dispensa quem não interessa, dá férias para quem interessa para começar a pré-temporada de 2010 mais cedo e termina o campeonato com os juvenis.
  • Não vou entrar no mérito do afastamento de Maicon e Paulo Sérgio por falta de informação para emitir qualquer opinião. Outra hora comento esse rolo de baladas, reação de imprensa e torcida e toda a hipocrisia que cerca tudo isso.

É para vencer!

Neste sábado o Figueira encara mais uma decisão em sua luta para voltar à série A. A equipe entra para enfrentar a Ponte Preta já sabendo que agora precisa vencer para não deixar o Atlético-GO, que venceu o Brasiliense na sexta-feira, abrir cinco pontos de vantagem.

Na entrevista coletiva desta sexta, o técnico Márcio Araújo deixou claro que Edson volta à zaga. Já Rafael Coelho não foi confirmado, mas tem grandes chances de começar a partida (veja a entrevista no Infoesporte), ainda mais pelo fato de Maicon não ter sido relacionado.

Então é ir para o Scarpelli e ajudar o time a buscar a vitória. Estamos no páreo e faltam sete jogos. Vencer mais um, vai deixar o Figueira mais perto da Série A.

Nada de mudanças drásticas

Eu considero que em plena forma, Jeovânio é titular do Figueira. Também gostaria de ver uma linha de três zagueiros com Roger Carvalho, João Filipe e Edson. Seria uma boa testar Jean Coral no ataque e dar uma sequência de jogos para Bóvio.

Só que não é hora para isso. O assunto já foi comentado pelo Campos, no Blog dos Figueirenses, e eu vou na mesma linha. O Figueira demorou para encontrar uma formação e um jeito de jogar. Faltando sete jogos para terminar o campeonato, não dá para mexer no que está dando certo. Só o básico, motivado por contusão ou suspensão, sem alterar a estrutura da equipe em demasia.

Na partida contra o Fortaleza, Márcio Araújo não tinha Egídio, suspenso, mas optou por fazer um remelexo tão grande que o time não conseguiu repetir as boas atuações anteriores.

Contra o Juventude, o técnico precisou improvisar na zaga, pois Edson estava suspenso e João Filipe precisou resolver problemas familiares. Para não colocar Régis, que fez partidas muito ruins das últimas vezes em que jogou, Araújo improvisou Jeovânio. O volante jogou bem, mas a defesa bateu cabeça no primeiro tempo e só se acertou na segunda etapa, quando o time também se fechou mais para administrar a vantagem de 3 a 1.

Edson estava disponível para a partida contra o Vila Nova, mas o treinador preferiu manter a formação do jogo contra o Juventude. Não funcionou no primeiro tempo, o time sofreu gol, deu muito espaço para o adversário, principalmente pelo lado esquerdo da defesa e sofreu muito com as bolas aéreas, pois perde estatura com Roger Carvalho e Jeovânio na zaga. Melhorou com a saída do último e a mudança para o 4-4-2 no segundo tempo, mas deu bobeira novamente e tomou outro gol pelo alto no fim.

Então o negócio é mexer o mínimo possível. Alguns jogadores como Egídio, Lucas e Paulinho oscilam muito de um jogo para o outro, mas tem características que outros jogadores no elenco não têm. Além disso, já mostraram que têm qualidade. Trata-se então de conversar, procurar corrigir os erros e passar confiança.

A única exceção que faço ao time titular atual é Maicon. Fez um estréia razoável contra o Paraná, jogou muito contra o Vasco, mas depois começou a cair de produção. Desde a partida contra o Bahia – quatro jogos, portanto – não tem bom desempenho.

Como Rafael Coelho pode não ainda estar 100% para jogar 90 minutos, minha alternativa seria começar a partida de sábado, contra a Ponte, com Vinícius Pacheco no lugar de Maicon. Vinícius já entrou durante algumas partidas depois que se recuperou de contusão, teve uma fase muito boa antes de se machucar e pode dar mais velocidade ao meio-campo num jogo em casa, no qual o Figueira precisa muito da vitória.

Esta seria a única mudança, para dar mais qualidade à equipe, sem alterar a forma de jogar e a estrutura tática. O Figueira precisa insistir no que deu certo. As mudanças precisam ser gradativas e/ou absolutamente necessárias.

Todo apoio no sábado

IMG_3886O Figueira tem mais uma batalha pela frente e outra vez a vitória é fundamental.

O pessoal da Cofes (Comissão Organizadora de Festas no Scarpelli) continua com seu esforço de apoiar o Figueira e organizar uma bela festa. Confira o recado abaixo:

Estamos perto de mais um jogo decisivo, em casa, e a torcida será fundamental para vitória e a continuidade da luta pelo acesso.

Dessa vez nosso foco serão as pessoas, distribuiremos panfletos com as musicas da torcida e convidaremos todos a cantar e empurrar o time para a vitória. Fixaremos cartazes da Cofes estimulando as arrecadações futuras.

Levaremos nossa bateria de fogos tradicional para avisar a todo mundo que o Figueira vem ai e o bicho vai pegar!

Faremos uma cortina de fumaça da frente da escada do C (próximo ao alambrado do B) até perto da entrada do B (entrada em frente a praça). Será bastante fumaça.

Para isto nossa meta é de R$ 900
.
Qualquer tipo de doação contribui, 1 real, 2 reais, isso qualquer um tem pra ajudar.
As contribuições devem ser feitas até quinta feira.

Priorizem depositar no BB. A CEF tem limite de depósitos diários.

Banco do Brasil
Willyann de Souza Mohr
Agência – 5457-7
Conta corrente – 124979-7

Caixa Econômica Federal
Clen Campos
Agência – 1877
Operação – 023
Conta corrente – 00003369-4

NOVIDADE:
Agora você pode ajudar depositando na Urna da Figueira Store do Scarpelli e já aproveita para comprar outra camisa!

*guardaremos 10% da arrecadação para uma possível festa de acesso, a prestação da contas está no nosso blog.

Sigam a Cofes em:
Perfil da Cofes: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=17375596460629269396
E-mail: cofes2009@hotmail.com
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Foto: Carlos Amorim/Figueirense

Sofrimento até o fim

A bola pune, disse Márcio Araújo ao final da partida em Goiânia. A derrota foi um justo castigo para quem teve o jogo nas mãos durante todo o segundo tempo e foi incapaz de virar o resultado.

A bola pune. Depois do Figueira desperdiçar a chance de sair ao menos com um ponto do Serra Dourada, o Fortaleza conseguiu tomar um gol contra absolutamente bizarro aos 43 do segundo tempo e o Figueirense está novamente fora do G4.

Fica até difícil ter cabeça fria para escrever logo depois do jogo.

É sofrimento que vai perdurar até o fim. Nem o Figueirense tem competência suficiente para disparar e garantir logo o acesso nem os adversários são bons o bastante para deixá-lo definitivamente para trás.

Sofrer, portanto, é nossa sina. Que a última rodada, ao menos, seja de comemoração.

As virtudes de Márcio Araújo

Confesso que quando o técnico Roberto Fernandes foi demitido do Figueirense, o nome de Márcio Araújo como substituto não me passou pela cabeça. Não lembrava que ele havia trabalhado na campanha do acesso do Barueri em 2008 e o profissional nunca me chamou a atenção. A não ser pelo gel no cabelo e pelo perfil de pastor evangélico.

Quando ele chegou, muitos comentaram que ele poderia trazer calma e tranquilidade para um elenco muito jovem e com a confiança abalada pelos maus resultados, pela cobrança da torcida e pelo estilo explosivo e belicoso de Roberto Fernandes.

Certo. Seria uma boa coisa pacificar o ambiente. Eu sempre disse que o Figueira tinha um dos melhores elencos da série B, mas precisava de ajustes para render mais. Um técnico mais aglutinador e que fizesse um feijão com arroz sem enfeite poderia ser o que o time precisava.

Só que daí, Márcio Araújo subiu no meu conceito na entrevista coletiva depois da partida contra o Atlético-GO no Scarpelli. O time começou mal, sofreu o gol, mas reagiu, teve bons momentos, conseguiu a virada e obteve um resultado importantíssimo.

Na coletiva, Araújo elogiou o empenho dos jogadores, mas destacou que havia muito o que melhorar. Mais do que isso. Disse algo que este modesto blogueiro vinha dizendo desde antes o início da série B: é sempre a qualidade que ganha campeonatos. Seja em que competição for, ainda mais por pontos corridos.

O novo técnico alvinegro ressaltou que a série B tem seu estilo, exige pegada, força, mas também exige qualidade para vencer jogos. E é o que ele vem pondo em prática desde que chegou. O time começou a querer jogar, a botar a bola no chão, a mostrar mais qualidade, mais talento, mais criatividade.

Claro que Márcio Araújo não inventou todas essas virtudes. É óbvio também que alguns jogadores importantes chegaram junto com ele, como Roberto Brum, além do retorno de outros vindos de contusão, como Schwenck. As virtudes, no entanto, estavam lá e o treinador conseguiu montar um esquema de jogo capaz de aproveitá-las.

Marcio_Araujo_01

Uma pesquisa nos arquivos deste blog vai revelar que elogiei bastante Roberto Fernandes. De fato, ele começou bem, principalmente quando tinha poucas opções. Depois foi se perdendo e cometendo equívocos.

O principal foi convencer o elenco e dirigentes do Figueira de que a série B se resumia à pegada, balão para frente e correria. Ou, ao menos, de que com os jogadores que o Figueirense tinha o time só podia jogar desse jeito.

Márcio Araújo mudou isso. É o melhor técnico que o Figueira já teve? Está acima da média? Não e não. Já cometeu erros, inclusive. Viu, porém, que o elenco possuía jogadores para ter um desempenho bem melhor e está trabalhando para isso. Os números comprovam que está funcionando.

Alvinegras

  • Rafael Coelho viajou e deve começar no banco. João Filipe continua afastado por problemas familiares. Jeovânio pode ser mantido como titular. O que Márcio Araújo vai querer manter, acreditamos, é a estrutura tática do time, começando no 3-6-1.
  • Os times de Goiânia buscam apoio entre si. O Vila Nova faz promoção de ingressos para esta noite que até torcedor do Atlético-GO uniformizado vai ter desconto (clique aqui).
  • O técnico Zé Roberto – acredito que seja o ex-jogador que foi campeão da Copa do Brasil com o Criciúma em 1991 – vai mudar o esquema e armar o time num 4-4-2, com três volantes. A provável formação deve contar com Max; Dida, Leonardo, Edson Borges e Zé Rodolpho; Claudinho Baiano, Alisson, Otacílio e Ricardinho; Alex Dias e Nena.
  • Será que finalmente Roberto Fernandes vai fazer algo de útil? Na segunda-feira, o artilheiro Luiz Carlos foi afastado do elenco. Uma decisão controversa (leia aqui e aqui). Hoje, o Fortaleza pega o Atlético-GO e uma vitória ajuda o Figueira. Fernandes já atrapalhou o o Furacão Alvinegro ao perder para o Ceará e ao vencer o próprio Figueira.
  • O Atlético-GO não ganha uma partida fora de casa desde julho, quando derrotou o Guarani em Campinas. De lá para cá, foram seis derrotas e um empate. Também não havia perdido em casa e perdeu no sábado. Pode continuar descendo a ladeira fora de casa também. Quem contrata Arthur Neto não merece melhor sorte.

Fotos: Carlos Amorim/Figueirense