- A Lusa empatou com o São Caetano em 1 a 1 nesta terça-feira. Em tese, bom resultado para o Figueira. Empacou os dois atrás do Furacão Alvinegro, que pode aumentar ainda mais a vantagem se vencer o Fortaleza.
- O problema é que a Lusa precisa ficar meio morta e meio viva. Morta o suficiente para não incomodar o Figueira, mas viva o suficiente para ter esperança de conquistar a vaga e assim atrapalhar os outros. Na 30ª rodada, por exemplo, a Portuguesa vai a Goiânia pegar o Atlético e já não poderá contar com os três jogadores expulsos na partida contra o São Caetano.
- Vinícius Pacheco não é da posição, mas tem características parecidas com a de Egídio – velocidade e condução de bola. Outras alternativas são escalar Anderson Pico ou Edson, tentando fazer por ali o que Roger Carvalho faz pela direita. Nestes dois casos, Lucas poderia ser liberado para avançar à vontade. Qual a melhor?
- O eterno Zunino anda dando palestras em faculdades de Florianópolis sobre o modelo avaiano de “jestão”. O título mais adequado para apresentação do “case” seria “Avaí: como gastar 11 milhões e demorar oito anos para ganhar um título estadual e chegar à série A”.
- O colega Marcos Castiel que me desculpe, mas foi só a torcida alvinegra dar de relho na pijamada avaiana para o discurso mudar. Desde o início critiquei a competição entre as torcidas. Por uma razão muito simples: o Avaí vive o melhor momento de sua história e o Figueira seu pior momento dos últimos 10 anos. Quando o Figueira estava na série A e o time do Sul da Ilha na B nunca houve comparação alguma. O correto é comparar a média do Figueira com a do Avaí na segunda divisão e a do Avaí com a primeira temporada do Figueirense na série A. No mais, é simples. É só o Furacão Alvinegro engrenar que bota a torcida de pijama no chinelo.
- Saiu a tabela da Copa Santa Catarina, boa oportunidade do Figueirense dar ritmo e observar o desempenho de alguns jogadores. O Furacão Alvinegro estreia no dia 18 de outubro, contra o Joinville, no Norte do estado.
- Chama atenção, no entanto, o fato de a Federação programar o clássico contra o Avaí no Scarpelli para o dia 31 de outubro, às 16 horas, no mesmo horário em que o Figueirense enfrenta o Brasiliense na Boca do Jacaré pela série B. Seria por que no dia seguinte, o Avaí pega o Atlético-PR às 16 horas na Ressacada? Se for esta a razão, até por segurança, que se marque o clássico para sábado à noite, ou domingo pela manhã ou à noite.
Monthly Archives: October 2009
Ingresso a seis reais e gramado ruim aguardam o Figueira em Fortaleza
Para o jogo de sábado, o Fortaleza já tomou a primeira providência: baixou o preço do ingresso para seis reais (meia a três reais) e convoca a torcida para apoiá-lo.
O tricolor cearense foi beneficiado pela tabela, como bem lembrou o velho Pacheco depois do jogo de sábado, ao ter a possibilidade de fazer quatro jogos seguidos no Castelão. Venceu os dois primeiros (Campinense e Ipatinga), mas não aproveitou a mamata ao enfrentar o Ceará. Agora, pega o Figueira para fechar a sequência em casa.
Nosso velho conhecido Roberto Fernandes tem um problema sério para a partida contra o Figueira. O atacante Marcelo Nicácio, artilheiro do campeonato, tem jogado com insistentes dores no tendão de aquiles. No clássico de sábado, não suportou e saiu no intervalo. Agora é dúvida e pode parar por 15 dias.
Este blogueiro viu o confronto entre Fortaleza e Ceará e não ficou muito impressionado. Muita correria, muita vontade e pouco de organização e talento. O tricolor foi um pouco melhor até sofrer o gol. Depois a partida ficou equilibrada e com pouca coisa além de disposição.
Roberto Fernandes montou o time num 4-4-2, mas com o veterano e pesado zagueiro Everaldo (ex-Náutico) improvisado na lateral esquerda – como ele gosta de botar zagueiro na ala, não?
No meio-campo, a criação ficou a cargo dos canhotos Rogerinho (sim, ele, velho conhecido da torcida alvinegra) e do baixinho Elton (ex-Corinthians e São Caetano). Os dois produziram pouco. Elton errou todos os lances de bola parada que podia. Rogerinho continua o mesmo: baixa a cabeça e tenta fazer tudo sozinho. Num dia bom, incomoda. Num dia ruim, a natureza toma conta. E os dias ruins são muito mais comuns, como bem sabemos.
Outro problema sério que o Figueira vai enfrentar é o péssimo estado do gramado do Castelão. Até os jogadores de lá estão reclamando muito. Grama alta, cheio de buracos e falhas. Como as dimensões do campo são grandes e a partida será às quatro da tarde, o Figueira vai ter que dosar muito o ritmo do jogo para não se complicar.
O jornal Diário do Nordeste chama a atenção para um dado curioso. Os arquirrivais Fortaleza e Ceará podem se ajudar. No sábado, por exemplo, o Vovô pega o ABC, rival do tricolor na luta contra o rebaixamento. O Fortaleza, por sua vez, pega o Figueira, adversário do Ceará na briga pelo acesso. A situação se repete mais algumas vezes até o fim da série B.
A torcida aqui é que tal ajuda saia pela culatra. Além do Figueira fazer sua parte, vencendo o Fortaleza, o ABC pode ganhar do Ceará, como já ganhou do Atlético-GO no Frasqueirão duas rodadas atrás.
Ceará e Fortaleza podem morrer abraçados que não vamos ligar.
Festa para Fernandes e para o Figueira
A Cofes (Comissão Organizadora de Festas no Scarpelli), criada na comunidade do Figueirense no Orkut e que vem promovendo bonitas festas nos últimos jogos, pretende fazer algo ainda maior na partida contra o Juventude, tanto para homenagear o grande ídolo alvinegro Fernandes, que completa 300 jogos pelo Figueira na partida contra o Fortaleza, quanto para reconhecer a luta dos jogadores nas últimas quatro partidas.
Para tal, o pessoal aumenta a meta de arrecadação para 2 mil reais. O objetivo é fazer:
1 -Confecção e entrega de uma placa em homenagem ao Fernandes(onde serão incluidos os nomes de todos que estão ajudando);
2 – Mosaico luminoso(a ser ainda estruturado de acordo com a quantidade de constribuições);
3 – Foguetório;
4 – Surpresa!
A Cofes aceita a doação de qualquer valor. O depósito deve ser feito até quinta para dar tempo de organizar tudo. A quantia pode ser depositado em uma das contas abaixo:
Banco do Brasil
Willyann de Souza Mohr
Agência – 5457-7
Conta corrente – 124979-7
Caixa Econômica Federal
Clen Campos
Agência – 1877
Operação – 023
Conta corrente – 00003369-4
Quem vai piscar primeiro?
A série B deste ano está apresentando um complicador em comparação com as três edições anteriores em pontos corridos. É o alto índice de aproveitamento dos primeiros colocados nas 28 rodadas já disputadas.
O Figueirense tem 57% de aproveitamento (48 pontos ganhos em 84 disputados) e ainda não entrou no G4, terminando a rodada em 5º lugar. Com este percentual, o Furacão Alvinegro seria 4º lugar em 2008, 3º em 2007 e vice-campeão em 2006.
O Figueirense lidera o returno com 19 pontos em nove jogos (27 pontos possíveis), 70,3% de aproveitamento, índice também obtido pelo Guarani. O problema é que Ceará e Vasco seguem quase na mesma toada até agora, com 17 pontos ganhos. O Atlético-GO é que está abaixo, com 14 pontos obtidos. Por isso, o Figueira tirou somente dois pontos da vantagem do Ceará, mas já diminuiu cinco pontos da diferença com relação à pontuação do Atlético no primeiro turno.
O Figueira é o único que não enfrenta mais nenhum dos quatro estão a sua frente. Se isso, por um lado, é vantagem porque significa que, teoricamente, os adversários são inferiores ao Furacão Alvinegro, por outro representa que não dá mais para tirar a diferença no confronto direto. Todos eles já aconteceram neste turno e o Figueira foi competente ao vencer Ceará, Atlético e Vasco, perdendo apenas para o Guarani.
Ceará, Guarani e Atlético-GO se enfrentam nesta fase final. Olhando a tabela agora, se o Guarani tirar ponto dos dois ou de um deles, já ajuda o Figueira. Além disso, os três também pegam a Portuguesa, que ainda sonha com a vaga na série A de 2010.
Essa salada de números, já havia sido levantada pelo Luiz Veiga no post anterior (clique aqui para ler). Eles também mostram que o Figueira está em ascensão e que se a tarefa não será fácil para o Furacão Alvinegro, os outros também estão sob pressão.
Vasco (sim, até ele. A vantagem do time carioca sobre o Figueira antes do jogo de terça era de 15 13 pontos, agora é de 10 oito), Guarani, e, principalmente, Atlético-GO e Ceará também precisam jogar no limite, dar o máximo que puderem. Se um deles piscar, o Furacão Alvinegro assume a vaga.
Para quem não sabe como é (VI)
O youtube não tem todas as vitórias alvinegras, mas as que tem sempre são saborosas e merecem ser relembradas.
O time do lado de lá ainda não conseguiu aquela vitória de fato relevante. Em casa, contra os grandes, ganharam dos juvenis do Flamengo, do Grêmio, que faz campanha de rebaixado quando joga longe do Olímpico e do Fluminense, que faz campanha de rebaixado em todo lugar.
Fora de casa… Bem, fora de casa, não ganharam de absolutamente nenhum time grande.
Para quem não sabe como é, mais uma vitória do Figueira sobre o Cruzeiro. Desta vez, no Scarpelli.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=F14I63ewFhE[/youtube]
Na mesma página
Depois de um período de separação, time e torcida do Figueira voltaram a estar na mesma página, na mesma sintonia. A equipe mostrou que quer e, mais importante, que pode conquistar o acesso e a torcida resolveu, desde a partida contra o Atlético-GO, abraçar o time e apoiá-lo com toda força.
Coincidência ou não, o Figueira venceu os quatro jogos que fez desde a vitória sobre o time goiano. A cada partida o time vem ganhando mais confiança, mais consistência e mais entrosamento.
Neste sábado, com quase 13 mil torcedores nas arquibancadas, o time, dentro de campo, soube superar as dificuldades impostas pelo Bahia e vencer o jogo.
Foi uma festa belíssima. Fazia tempo que o Scarpelli não se mostrava tão alegre, tão festivo, tão empolgado.
Com a vitória do Ceará sobre o Fortaleza, a vaga no G4 ainda não veio, mas o Figueira está na balada certa. Com este bom futebol que a equipe vem mostrando e com tal sintonia entre time e torcida é só questão de tempo.
Fotos: Carlos Amorim/Figueirense
Em busca da quarta vitória consecutiva
Depois de longa data, o Figueira deve repetir a escalação por dois jogos seguidos. O momento é o melhor possível para que isso aconteça. Em time que está jogando bem e ganhando, não se mexe.
Wilson; Roger Carvalho, Toninho e Edson; Lucas, Roberto Brum, Paulinho, Fernandes, Maicon e Egídio; Schwenck. É o time que começa a partida. No banco, boas opções: Dalton, João Filipe, Bóvio, Alê, Vinícius Pacheco, Marcelo e Paulo Sérgio.
Estréia do uniforme número três, perspectiva de casa cheia, empolgação da torcida em alta, elenco motivado e confiante. Tudo é motivo para ir para o Scarpelli e empurrar o time para a vitória.
Vencer é muito importante. Entrar no G4 pode ser o bônus da rodada. O Scarpelli é o lugar para todo mundo estar nesta tarde.
Pra cima, Figueira!
Pressão, toque de bola e paciência
O Bahia, adversário do Figueira no sábado, tenta evitar a descida na banguela ladeira abaixo até a terceira divisão. Demitiu o diretor de futebol, Paulo Carneiro, ex-presidente do rival Vitória, mandou embora o técnico Sérgio Guedes e trouxe Paulo Bonamigo para o lugar.
No mês de setembro, o Tricolor de Aço ganhou um mísero ponto em 18 disputados. Em outubro, vai ter que jogar quatro jogos fora de casa e somente dois em Pituaçu. Para parar de perder, o técnico Paulo Bonamigo já trabalha para botar um cadeado na frente de sua área. Treinou o time num 3-6-1.
Na quinta-feira, dia 1º, Bonamigo, contando com algumas ausências por lesão e suspensão, escalou a equipe no coletivo com Marcelo; Nen, Marcone e Vinícius; Marcos, Leandro, Léo Medeiros, Hélton Luiz, Odair e Rubens Cardoso; Jael.
Desses aí, Leandro, ex-Makelele, é aquele volante que passou pelo Figueira, Odair era do Avaí e Jael do Criciúma. O volante Elton, queridinho do Gallo, está relacionado. O zagueiro Vinícius não é aquele, mas sim um veterano que já jogou no Internacional-RS e no Atlético-MG.
O confronto promete, portanto, ser o jogo típico de série B. O time da casa tomando iniciativa e o adversário num ferrolho medonho esperando o erro para dar uma beliscada.
Nestes casos, o melhor remédio é sempre fazer o gol o mais rápido possível. Se não der, nada de desespero. O melhor que o Figueira mostrou nos últimos jogos foi a iniciativa de jogar com a bola no chão. Fora de casa, é possível explorar os espaços dados pelo adversário, que tem que ir para cima, como ocorreu no Rio e em Curitiba.
Em casa, a iniciativa tem que ser do Figueira. Jogar com a bola no chão, no entanto, continua sendo o melhor jeito de furar retranca. Tem que haver movimentação, deslocamento, aproximação, fazer a bola rodar de um lado para o outro, inverter o jogo para encontrar espaços na marcação do oponente.
Outro fato positivo que vi na postura do Figueira contra o Vasco e gostaria de ver repetido no sábado é a disposição em pressionar a saída de bola do adversário. A iniciativa contribuiu para que o Furacão Alvinegro tivesse muito mais posse de bola.
Para jogar contra time fechado, é preciso contar também com o apoio da torcida, que tem que ter paciência. Torcedor quer gol em três toques. Geralmente não funciona assim. É trabalhar a pelota, deixar Fernandes jogar, torcer e apoiar.
União, casa cheia e pé no chão
O time chamou e é hora da torcida atender a convocação. Depois de três grandes vitórias, com exibições cada vez melhores a cada partida, é hora do torcedor retribuir o empenho, a dedicação e a qualidade demonstrados pelos jogadores enchendo o Orlando Scarpelli no sábado contra o Bahia. A tarefa está, inclusive, facilitada pela promoção no preço dos ingressos.
É jogo para casa cheia, para torcida empolgada e aliada da equipe durante os 90 minutos. Não é porque o Figueira está engrenando, não é porque o Bahia está mergulhado na crise, que o jogo será fácil.
Já perdemos jogos em que menosprezamos o adversário, já vencemos partidas em que fomos alvo de menosprezo. Nada, portanto, de apupo, vaia, pegação no pé se a coisa estiver complicada. O espírito tem que ser o mesmo que o jogo contra o Atlético-GO. Apoio total ao Figueira e a sabedoria de reconhecer que o adversário está do outro lado e neste sábado veste azul, branco e vermelho.
“Em casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão”, diz o ditado. O período de má fase serviu para os torcedores do Figueira brigarem com todo mundo e entre si. Eu mesmo, antes de parar para pensar com calma, estava com vontade de enfileirar um monte de “eu não disse?” num post aqui no blog.
Só que, por um lado, faltam 11 jogos para terminar o campeonato. O time começou a trilhar o caminho certo, mas a conquista ainda está longe de acontecer. Cada vitória vale toda a comemoração, toda a festa do mundo, mas somente até a batalha seguinte. O trabalho só termina quando a vaga para a série A estiver assegurada.
Por outro lado, a hora é de união. Se faltou paciência, tolerância e sobraram acusações, agora é hora de todo mundo remar junto. É hora de todo mundo ir ao estádio (“não importa o que você vista, importa que você esteja lá” celebra a velha canção). É hora de todo mundo apoiar o time. Cada um a sua maneira. Quem quiser ficar sentado, que fique. Quem quiser ficar em pé, que fique. Quem quiser pular, que pule. Soltar fumaça, jogar papel, cantar, vaiar o adversário. Tudo vale. O fundamental é que o Scarpelli reviva seus grandes dias.
A torcida voltou, o Figueira voltou e você?

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