A formação de um time competitivo do Figueirense passa pela manutenção de uma base formada por jogadores que aliem experiência, comprometimento, qualidade e desejo de vencer.
Nesse perfil, do atual elenco se encaixam Wilson, Jeovânio, Fernandes e Schwenck. São jogadores que já provaram seu respeito às cores do clube, tem qualidade técnica para jogar em bom nível e podem servir de esteio para a adição de atletas mais jovens e inexperientes.
No aspecto técnico, Schwenck pode ser o mais contestado. A favor, ele tem, no entanto, a dedicação extrema, o fato de fazer gols com a camisa do Figueira, e, por que não?, a dificuldade de encontrar grandes atacantes no mercado dentro do orçamento alvinegro para disputar o estadual e a série B.
Talvez mais um xerifão na zaga, estilo Márcio Goiano, e o Figueira pode ter uma base experiente e que dê suporte emocional para jogadores mais jovens mostrarem seu futebol. É um bom ponto de partida para um time que teve um grande adversário em seus próprios nervos.
Fora de cogitação
Um leitor do blog pediu uma comparação entre Márcio Araújo e Roberto Fernandes. Em termos de desempenho, enquanto Fernandes obteve 33 pontos em 21 jogos, com 52,4%, com 10 vitórias, três empates e oito derrotas, Araújo conseguiu 27 pontos em 17 partidas, 52,9% de aproveitamento, com nove vitórias e oito derrotas.
Apesar de ter uma personalidade diametralmente oposta a de Roberto Fernandes, Márcio Araújo seguiu os passos de seu antecessor. Começou bem e foi se perdendo no caminho.
É certo que o Figueira teve problemas demais este ano, mas nenhum dos dois conseguiu mostrar capacidade para superar estas adversidades. Claro que muitas complicações fugiam de sua alçada, mas se Roberto Fernandes mais semeou confusão do que apaziguou, Márcio, por seu turno, fez as escolhas erradas, como deixar Edson e Jeovanio e optar por jogadores sem comprometimento e futebol para se manterem como titulares.
A questão central é que Márcio Araújo é um treinador absolutamente mediano, medíocre na correta acepção da palavra. Diante do caos deixado por Roberto Fernandes, sua postura mais tranquila até funcionou por um tempo. Na hora em que o caldo engrossou, não teve competência para administrar as crises.
Nos dois últimos jogos dois exemplos desta mediocridade. Contra o Duque de Caxias, com o time perdendo por 2 a 0 aos 16 minutos do segundo tempo, Araújo levou uma eternidade para mexer no time. A justificativa foi a mesma usada em seu primeiro jogo, a derrota para a Portuguesa por 3 a 1. Com um jogador expulso e perdendo a partida, o técnico argumentou que não poderia abrir o time para não ser goleado e depois ficar uma situação difícil de administrar.
Naquela partida tudo bem. Era sua estréia, o Figueira tinha mais 16 jogos para fazer. Uma goleada poderia dificultar ainda mais a recuperação da moral do grupo de jogadores.
Só que contra o Duque de Caxias era a última carroça. Era vencer ou morrer. Márcio Araújo optou pela morte lenta e inexorável em vez de arriscar vencer. Ou seja, com ele nunca levaríamos uma goleada como a sofrida para o Grêmio no ano passado. Em contrapartida, o Figueira viraria um jogo em 30 minutos.
O outro exemplo é mais prosaico. A partida contra o São Caetano não valia nada e seguia morna. 1 a 1 no placar. Wilson faz lambança, comete pênalti e é expulso. São 43 minutos do segundo tempo. O que Márcio Araújo faz? Tira Douglas, o único atacante em campo, e bota o goleiro reserva Gustavo.
Ora, as chances de tomar o segundo gol eram enormes. Por que não deixar Douglas, que já havia marcado um gol, e tirar o inútil Maicon e tentar um abafa nos últimos minutos para tentar empatar a partida? Márcio Araújo jogou no seguro e perdeu, de novo.
Eu já teria dúvidas na sua manutenção se tivesse conquistado o acesso. Como não conseguiu, não há nada que justifique sua permanência.
Só informação, sem boato
Posso garantir que este blog, o blog do Tainha e o site Meu Figueira estão se baseando somente em informações para noticiar e comentar a proposta de mudanças no contrato entre Figueirense FC e Figueirense Participações.
São informações obtidas em contato com pessoas que tiveram o acesso ao contrato. Sem fuxico ou especulação.
Se há vantagens na aprovação da proposta pelo Conselho Deliberativo, cabe à Figueirense Participações apresentá-las. O espaço está aberto neste e em outros blogs. Por enquanto, só se conhece o que a FP exige do clube, mas se desconhece as contrapartidas que oferece. E se isso acontece, é porque o silêncio impera do lado da FP.