No lusco-fusco

O gramado ruim, as dimensões reduzidas do campo, o jogo de choque e de bolas paradas cruzadas para a área não facilitaram as coisas para o Figueirense, que mesmo assim poderia ter trazido a vitória de Imbituba no confronto deste sábado.

Observando o retrospecto do Imbituba em casa, o resultado de 2 a 2 não é dos piores. Para as pretensões do Figueira no segundo turno, o empate deixa a desejar.

O problema é que o Figueirense não conseguiu matar o jogo depois de virar o placar. Foi a partir do segundo gol de Maicon até o início do segundo tempo que a equipe alvinegra controlou melhor o jogo.

Nesse período, no entanto, faltou um pouco mais de calma e de qualidade para construir a jogada que poderia resultar no terceiro gol.

As opções de Márcio Goiano são reduzidas, mas ele errou duplamente ao trocar primeiro um atacante por um meia e depois um meia por um atacante. Nenhuma das duas alterações conseguiu fazer o time retomar o controle do jogo e evitar que o Imbituba ficasse cavando faltas e escanteios até chegar ao empate.

O consolo é que o time do Sul do Estado deve tirar pontos de outras equipes dentro de seus domínios.

É preciso reconhecer ainda que Márcio Goiano conseguiu fazer com que o time não se descontrole absurdamente como acontecia antes ao sofrer um gol. Foi assim no clássico e também hoje. Dois jogos em que o time tomou gol logo no começo e conseguiu fazer a virada. Sofreu o empate depois, mas antes o Figueira morria depois de tomar um gol. É um progresso, de qualquer forma.

Agora, se quer mesmo brigar pela liderança do returno, o Figueira tem dois jogos fundamentais em casa. Na quarta pega o Brusque e no sábado o Joinville. São seis pontos imprescindíveis para quem chegar à decisão do campeonato.

O alento é que, sob o comando de Goiano, o Figueira está jogando melhor no Scarpelli, bem mais, por exemplo, do que jogou hoje em Imbituba.

Não é o time dos sonhos de ninguém, mas só vai mudar de verdade para a série B. Então, vamos ver se com a torcida junto, o time, na raça, consegue decidir um campeonato que não prima pela boa técnica.

Para consolidar a recuperação

O Figueira pode ter a volta de alguns jogadores, como Jeovânio, Bilu e Jean Carioca, recuperados de contusão, na partida deste sábado contra o Imbituba, no Sul do Estado, mas, em contrapartida, terá o desfalque de outros, como Wilson e Kadu, que se machucaram durante os treinos da semana.

Mesmo assim, o Furacão Alvinegro tem condições de trazer a vitória de Imbituba, onde terá o apoio de um bom número de torcedores alvinegros. O time do Sul ganhou quatro e perdeu apenas uma partida em casa e promete dar trabalho, mas se o Figueirense quer chegar à final do campeonato uma vitória hoje é muito importante.

Jeovânio pode fortalecer sistema defensivo alvinegro

Em termos táticos, Márcio Goiano pode manter o esquema com três zagueiros que usou em seus três primeiros jogos como técnico ou utilizar o 4-4-2 da partida contra o Criciúma.

No primeiro caso, pode escalar o zagueiro Alexandre no lugar de Kadu para fazer o trio de defesa com Roger Carvalho e João Filipe. No segundo pode escalar Jeovanio ao lado de Coutinho na cabeça de área, adiantando Bilu e fechando o quarteto de meio-campo com Maicon.

Particularmente, acredito que Jeovanio seria muito importante para o time, ajudando a fechar uma defesa que sofreu gol em todos os jogos do primeiro turno. Para ser, no entanto, o volante que nos acostumamos a ver, Jeovanio precisa estar bem fisicamente. Tempo para tanto, ele teve, entre o período de sua contusão e o que o Figueira ficou sem jogar.

Depois de um bom tempo sem jogar, o Figueirense tem a oportunidade de mostrar que evoluiu mais um pouco sob o comando de Márcio Goiano. É o que a torcida espera.

Ônibus para Imbituba

O Arruda informa em comentário em post anterior (clique aqui), que há lugares no ônibus para Imbituba, que sai às 13 horas do estádio do Orlando Scarpelli (do lado do ginásio de esportes) com destino ao Sul. Quem quiser reservar lugar pode lugar para ele pelo celular 9923-5007.  O pagamento pode ser feito na hora do embarque.

Fotos: Carlos Amorim/Figueirense

Um bom começo

Na quarta-feira, o Meu Figueira e a rádio Guarujá informaram que um grupo de investidores se comprometeu a investir R$ 5 milhões no Figueirense em 2010.

É um bocado de grana para um time do porte do Furacão Alvinegro e é a primeira vez desde 2004, pelo menos, que se faz uma injeção de dinheiro novo na administração do Figueirense.

Essa informação eu já havia dado numa resposta que dei a um comentário de um torcedor num post que fiz há algumas semanas. Volto a repeti-la para reforçar a importância do fato.

É preciso dar o mérito a Paulo Prisco Paraíso e a sua empresa porque demonstraram que o Figueirense é viável. Tão viável que sobreviveu todos estes anos somente com o dinheiro que o próprio clube produziu através de sua atividade-fim, o futebol, e sua marca. Grana de TV, patrocínios, venda de produtos, negociação de jogadores, arrecadação com sócios e renda de jogos.

Ao anunciar que já tem cinco milhões de reais garantidos e trazer Marcos Moura Teixeira para ajudar na avaliação da situação e necessidades do futebol, o comitê de transição e os investidores mostram que estão trabalhando sério para começar bem a gestão a partir de 22 de março.

Além da quantia e do profissional, o trabalho do comitê se encaminha para a criação de três fundos de investimento. Um direcionado para o futebol, outro para a gestão da marca, e o último voltado para o patrimônio imobiliário, com a construção de um novo estádio, shopping center, hotel e mais na área que pertence ao clube no Estreito. E um projeto completamente novo com relação àquele preparado para a Copa do Mundo e em condições muito mais vantajosas para o clube.

É claro que o torcedor quer ver tudo detalhado e posto em prática o mais rápido possível, mas um processo de transição em que uma das partes ameaça ir para a justiça e tudo precisa ser negociado, sem falar no jogo de bastidores, exige paciência e cuidado.

Aos poucos, enquanto tudo parece se encaminhar para um acordo entre as partes que preserve os interesses maiores do clube e a data para a mudança se aproxima, os encaminhamentos vão sendo revelados aos torcedores.

Qualquer projeto é posto a prova durante a sua execução. As primeiras informações são positivas, mas são apenas o começo. Mais virá pela frente.

Meu Figueira sorteia passagens para Imbituba

O Meu Figueira inovou mais uma vez e botou um ônibus para quem quer ir para Imbituba apoiar o Furacão Alvinegro no sábado (detalhes da viagem aqui).

Serão sorteadas três passagens. Uma através do site do Meu Figueira (clique aqui para concorrer). Outra durante o programa Guarujá Esportes, na rádio Guarujá, na edição de amanhã (quinta-feira) entre 18 e 19 horas. O último ingresso será sorteado na comunidade do Figueirense no Orkut.

É hora de apoiar o Figueira na arrancada do segundo turno.

A importância de uma boa arrancada

O Figueirense inicia o returno enfrentando o Imbituba no Sul do Estado no próximo sábado. Na sequência, faz duas partidas no Orlando Scarpelli, contra Brusque e Joinville.

Arrancar bem é importante para ganhar confiança, ganhar mais apoio da torcida e, principalmente, evitar o que ocorreu nas últimas competições, quando o time teve que enfrentar uma grande pressão para se recuperar dos maus resultados iniciais e ficou sem qualquer margem de erro.

É óbvio que é importante manter a regularidade, mas o fato de fazer dois jogos em casa e o primeiro ser em Imbituba e ser alvo de uma grande mobilização da torcida, é um incentivo para arrancar com três vitórias.

Até porque no returno o Figueirense faz seis jogos em Florianópolis (Brusque, Joinville, Metropolitano, Juventus e Criciúma no Scarpelli, e Avaí na Ressacada) e sai para pegar Imbituba, Atlético de Ibirama e Chapecoense.

Se vencer um jogo fora e todas em casa, o Figueira faz 18 pontos, o mesmo que o segundo colocado fez no primeiro turno. Como se viu que o mando de campo e a vantagem do empate foram fundamentais para garantir o título ao JEC, o esforço para pontuar o máximo que puder e garantir o primeiro lugar na classificação final do returno terá que ser redobrado.

O desempenho na primeira fase serve de referência, mas o segundo turno promete ser mais disputado, já que é a última chamada para a decisão. O Joinville, de sangue doce, pode até se dar o luxo de se dedicar a atrapalhar a vida dos adversários que ele considera mais complicados de enfrentar na decisão.

Outros postulantes ao título, vão ter que recuperar o prejuízo. Alguns times vão brigar para escapar da zona de rebaixamento. Os jogos prometem ser mais tensos e mais duros. O Figueira precisa mostrar que continua em evolução sob o comando de Márcio Goiano e o apoio da torcida pode ajudar nisso.

Time do povo

Parece que dizer que o Figueirense precisa voltar a ser o time do povo incomoda alguns. A questão básica é de relacionamento. Sob a gestão da FPSA, o clube perdeu essa conexão com o torcedor. Isso é óbvio e evidente, comprovado pela reduzidíssimo apoio que a empresa tem para continuar no clube, mesmo sendo responsável pelo período mais vitorioso da história.

O problema é que a empatia entre empresa e torcedor foi se apagando ao longo do tempo. O torcedor se sentiu alijado, desprezado e posto de lado, enquanto, na sua percepção, o clube virava um balcão de negócios no qual os resultados de campo eram só um detalhe.

Enquanto isso, a FPSA se isolava. O torcedor começou a ser visto como um ser ingrato, chato, que só reclama, só cobra, não entende as filigranas do futebol e não reconhece tudo que se fez de bom.

Há sim muita cobrança no futebol, mas é preciso também saber lidar com isso. Não é tarefa fácil, mas deve ser um exercício permanente pois o que seria do clube sem seu torcedor?

É nesse sentido que falamos em voltar a ser o time do povo. A cumplicidade de quem tem o apoio da torcida para lidar com as dificuldades. De quem tem uma torcida capaz de botar 10 mil pessoas no Scarpelli num jogo qualquer contra o penúltimo colocado do campeonato, numa quarta-feira à noite debaixo de chuva, só porque venceu o último colocado fora de casa na rodada anterior.

É este sentimento de ser considerado importante para o clube é que precisa ser resgatado. O torcedor precisa se achar parte integrante da história do Figueira, sem a qual o time não vai a lugar algum. Na minha visão, esta distância entre clube e torcida é o maior desafio a ser enfrentado no momento. E rápido.

Dois anos esta noite

Não sou muito bom marqueteiro de mim mesmo. Só agora fui perceber que passei dos mil posts desde que comecei o blog, em 2008. Este aqui já é o 1012º.

Lembrei, no entanto, que neste dia 23 de fevereiro, o blog completa dois anos (clique aqui para ver o primeiro post). Comecei a escrever no sábado que precedeu a última rodada do 1º turno do estadual de 2008, quando o Figueira derrotou o Atlético de Ibirama por 4 a 2 no Scarpelli e garantiu a vaga na decisão do campeonato daquele ano.

Em julho de 2009, nos juntamos ao Meu Figueira, com uma entrevista com José Carlos Lages – sei que estou devendo mais entrevistas e vou me esforçar pra suprir a lacuna em 2010.

O que começou como um meio despretensioso de expor minhas idéias, tomou uma dimensão muito maior e completamente inesperada.

Agradeço a leitura, a participação, o apoio, as discordâncias e que continuemos juntos na luta por um Figueira mais forte e vencedor.

A força da torcida alvinegra

Os blogs não fizeram campanha, a mídia não convocou, o clube não incentivou. Não era véspera de decisão, nem o time titular estaria em campo. Era apenas um jogo treino dos jogadores reservas contra um time amador. Mesmo assim quase 3 mil alvinegros foram a Palhoça ver a vitória dos suplentes alvinegros sobre o Cerâmica Silveira.

Quando falo em voltar a ser do povo, tem gente que não entende ou finge não entender, mas é exatamente disso que estou falando. Nenhum outro time em Santa Catarina tem uma torcida tão numerosa e com tal capacidade de mobilização.

Tem uma multidão sedenta por interagir com seu time de coração, acompanhar o seu dia-a-dia, torcer, vê-lo jogar, vê-lo vencer, expressar sua paixão. Qualquer projeto que se pretenda bem sucedido à frente do Figueirense tem que resgatar, valorizar e fortalecer estes laços que já são tão poderosos e tão espontâneos.

A constatação de que o Figueira é o time do povo não é algo recente, não é invenção deste blogueiro ou de qualquer outro. É um fato comprovado ao longo da história alvinegra. Já em 1936, o jornal A Gazeta fez um concurso para definir qual o time de maior torcida e deu Figueira (como conta o blog História da Torcida).

Para esse segundo turno, o Figueira vai precisar como nunca de sua torcida. Enquanto a direção do clube passa por um período de transição, enquanto o time tem um elenco limitado, só a torcida será capaz de ajudá-lo a chegar mais longe, a começar por buscar uma vitória na largada em Imbituba no sábado que vem.

Quem vai nessa (clique aqui)?

Não precisa de muito

As semifinais do primeiro turno do campeonato catarinense reforçaram a impressão de que não precisa de muito para chegar entre os quatro. Nesse sentido, é vexatório o Figueirense ter terminado em sexto lugar.

Terá a possibilidade de se redimir no returno, e, observando o nível do campeonato, não será difícil se partir do que fez nos últimos quatro jogos que disputou, sob o comando de Márcio Goiano.

Por isso, e pelo momento de transição que vive o clube, não acredito que venham cinco reforços para o segundo turno como anda dizendo a rádio CBN. Ouso dizer que, atualmente, a vinda de novos jogadores depende muito mais da disposição do empresário Eduardo Uram de colocar mais alguém no Figueirense do que da ação da empresa que gere o futebol do clube.

O nível do campeonato anda baixo. Dos times que chegaram nas semifinais nenhum impressionou.   O time do Sul da Ilha, teoricamente com o melhor elenco, anda jogando um futebolzinho preguiçoso e sem criatividade. É bola parada pra ver se algum zagueiro faz gol ou lançamento para Roberto e Medina fazerem correria.

O time do Joinville joga um futebol mais vistoso, ataca bastante e marca pessimamente. Para piorar, morre no segundo tempo. Por isso, quase entrega a rapadura para o limitadíssimo Metropolitano, mesmo abrindo dois a zero no primeiro tempo.

O time de Blumenau, por sua vez, e o Atlético de Ibirama padecem do mesmo mal. Apesar de serem bem organizadinhos, são de uma indigência técnica impressionante. Para conseguir chutar uma bola no gol é um sofrimento, um esforço hercúleo.

Sem falar que Gelson da Silva, técnico do Atlético, consegue ganhar do Dunga no quesito “cara de bunda”. Aquela expressão permanente de quem acabou de chupar uma dúzia de limões faz com que eu rejeite qualquer possibilidade dele treinar o Figueira algum dia.

Notas Alvinegras

  • Tudo indica que o fechamento do acordo para a saída da FPSA do comando do futebol alvinegro está muito próximo, sem que ninguém recorra à Justiça.
  • Concretizado o acordo, vai ser o momento de cobrar da Comissão de Transição que detalhe os planos para a gestão do clube.
  • Nos áureos tempos da FPSA, além de acertarem nas contratações, o jogador recém adquirido só era conhecido quando apresentado à imprensa.
  • Agora, botaram o nome do Marcelo Nicácio num papel mostrado à imprensa há mais de dois meses e até agora não confirmaram a contratação, mesmo com a presença dele na cidade há quase duas semanas.
  • Sem falar no mês e meio para conseguir dar condição de jogo aos argentinos.

Balanço do turno: avaliando o elenco

Depois de um turno inteiro disputado, com nove partidas realizadas, já é possível fazer uma primeira avaliação do time montado pelo Figueirense para o início da temporada.

Obviamente, o balanço é mais negativo do que positivo. Não se pode ver um clube da tradição e força do Furacão Alvinegro terminar um turno do campeonato catarinense em sexto lugar entre 10 participantes e ficar satisfeito, acreditando que está tudo bem.

Ao menos, o time reagiu depois de um péssimo começo, méritos do novo técnico Márcio Goiano, mas é nítido que reforços são mais que necessários.

Vamos à avaliação de quem jogou neste primeiro turno, por posição:

Goleiros

Só Wilson jogou e em sua quarta temporada seguida no Figueira não precisa provar mais nada. Só que, em minha avaliação, não começou bem a temporada, cometendo erros que não são seu costume, como algumas saídas em falso e muitas bolas rebatidas. A reposição de bola também não está boa.

Laterais

Felizmente, Lucas está recuperando o bom futebol que mostrou no fim do campeonato estadual e no início da série B do ano passado. Precisa ainda aprimorar a conclusão das jogadas, seja a assistência, seja a finalização. O fato de ser muito acionado acaba também o expondo e o desgastando demais. É, no entanto, um destaques do Figueira no campeonato até agora. Outro problema é que segue sem reserva.

O máximo que se pode dizer de João Paulo é que é discreto. Não comete grandes erros, mas também não faz grandes besteiras. O mesmo se aplica a Juninho. Para este blogueiro, a lateral esquerda ainda carece de um titular.

Zagueiros

Como diz o Edinho, que deixa seus comentários no blog, tem hora que Roger Carvalho e João Filipe são superestimados. São jogadores de bom potencial que podem evoluir desde que trabalhados corretamente. São jovens e por vezes se desconcentram, erram no posicionamento ou se atrapalham em lances fáceis. Precisam de alguém com qualidade e experiência para orientá-los dentro de campo. Kadu tem mostrado deficiências, apelando demais para as faltas. Alexandre jogou pouco e não tem como ser avaliado.

Volantes

Jeovanio precisa recuperar a forma para desempenhar o futebol que conhecemos. Diego Paulista começou a temporada muito mal. Coutinho melhorou, mas precisa mostrar mais para se firmar como titular. Marcinho também jogou muito pouco tempo para ser avaliado com justiça.

Bilu poderia ser avaliado como meia, mas tem jogado mais recuado. E sua efetivação como titular comprova a falta de talento que o Figueira vive no meio campo. Um jogador de 35 anos, que não disputava uma partida oficial há meses, entra no time e conserta o setor sem fazer nada de extraordinário, a não ser jogar de cabeça erguida e, consequentemente, acertar a maioria dos passes. Nesse deserto, Bilu é titular absoluto, logicamente. O Figueirense precisa de mais qualidade no setor.

Meias

Ernani e Marquinho mostraram muito pouco. Maicon poderia ser um bom segundo volante se soubesse marcar. Como meia, mesmo com muito mais disposição do que no ano passado, não tem boa capacidade de definição das jogadas, seja concluindo em gol, seja preparando para os atacantes.

Roberto Firmino por sua vez, tem lampejos de talento, jogadas em que mostra que sabe jogar bola. Só que entre um lampejo e outro, erra tudo que pode. Precisa ser lançado com critério e cuidado.

Jean Carioca foi elogiado por alguns, mas não me convenceu. É erro demais para cada acerto, além de prender excessivamente a bola. Não passa de opção de banco, por enquanto.

Este setor também está carente. Fernandes precisa voltar, mas necessita de parceiros melhores.

Atacantes

A rigor, só William, a melhor contratação da temporada, convenceu. Os demais estão muito abaixo do que Figueirense precisa. Mesmo Junior Negão, com seus quatro gols, tem um custo-benefício alto demais. Para cada gol feito, perde quatro ou cinco. Alex Junio e Martin ficam em estágio probatório e não são solução para o momento. Precisamos de mais poder de conclusão para o estadual e de muito mais qualidade para a série B. Marcelo Nicácio seria uma boa contratação para fazer dupla com William.

É isso aí. Deixe sua avaliação na caixa de comentário.

Figueira termina turno com vitória

Jogando num 4-4-2 durante quase todo o jogo, o Figueira venceu o Criciúma de virada no Heriberto Hulse e terminou o turno em sexto lugar, com 14 pontos. Márcio Goiano segue, portanto, invicto à frente da equipe, que, sob seu comando, obteve 10 dos 14 pontos conquistados no primeiro turno  (três vitórias e um empate)trecho reescrito em 15/02, 01h45 – , enquanto Renê Weber só conseguiu quatro pontos em cinco jogos (uma vitória, um empate, três derrotas).

Com desfalques importantes como Lucas e Bilu, além do zagueiro Kadu e o volante Coutinho, Goiano surpreendeu ao desfazer o 3-5-2 e começar a partida no 4-4-2, com Renê improvisado na lateral direita e Marcinho e Juninho no meio-campo, ao lado de Maicon e Roberto Firmino.

O Figueirense começou melhor a partida, criou três ou quatro chances de gol, inclusive uma bola na trave com William, mas diminuiu e ritmo e foi castigado com o gol de Ronaldo Capixaba.

No segundo tempo, o time voltou melhor, pressionou o Criciúma e novamente criou algumas boas chances, só que desta vez conseguiu chegar ao empate, através de William, a melhor contratação da temporada.

Depois o jogo voltou a se equilibrar e o segundo gol acabou saindo de forma quase fortuita, numa cobrança de falta de Juninho que ninguém desviou, acabou enganando o goleiro e entrando.

O Figueira padece de um problema que Márcio Goiano ainda não resolveu: a falta de espírito coletivo na hora de finalizar a jogada. Todo mundo quer fazer o seu gol e desperdiça boas chances porque não serviu um companheiro mais bem colocado.

Não foi um grande jogo. Foi o duelo de um time limitado,o Figueira, contra outro mais limitado ainda. O Figueirense continua apresentando deficiências técnicas sérias em todos os setores, ainda mais quando não conta com jogadores como Lucas e Bilu.

Marcio Goiano está mostrando que um bom treinador pode melhorar um time limitado, mas, isso, obviamente, também tem limite. Sem reforços, seu trabalho será muito mais difícil.

Em breve, postaremos uma avaliação do desempenho de jogadores no primeiro turno. Fique ligado.

Para cumprir tabela

Pela terceira vez consecutiva, o Figueirense enfrenta o Criciúma sem grandes aspirações no campeonato. Foi assim nas duas partidas do ano passado, quando no primeiro turno foi goleado por 4 a 1 no Heriberto Hulse – aquele jogo valia algo para o Tigre, que conquistou o turno – e depois venceu na volta no Scarpelli por 5 a 4.

Assim como o returno do ano passado, este jogo não vale nada para nenhum dos dois times. A última vez que os dois tinham igualmente algo a ganhar foi na final do campeonato estadual de 2008, vencido pelo Figueira em Criciúma. Depois disso, os dois desceram a ladeira e a falta de interesse na partida de hoje deixa isso evidente.

Além de contar pontos para um improvável rebaixamento de um dos dois – para mim, quem vai fazer companhia ao Juventus é o Brusque –, o jogo vale para observar alguns jogadores.

Suspenso pelo terceiro cartão, Lucas desfalca Figueira em Criciúma

Com relação ao último jogo, Márcio Goiano não conta com Kadu, Lucas e Coutinho suspensos e Bilu contundido. Além deste último, Jeovanio, Jean Carioca e Junior Negão também se recuperam de lesões musculares, consequência de uma pré-temporada inadequada seguida de jogos nos meios e nos fins de semana.

Como o jogo serve mais para observar o time, é de estranhar a decisão de Márcio Goiano de não relacionar os argentinos Cattaneo e Ada, que finalmente foram inscritos no campeonato. Estes sim devem estar bem preparados para jogar, já que estão treinando há mais de um mês. Como não viajaram, agora vão ficar mais duas semanas sem jogar, já que o Figueira só volta a fazer uma partida oficial em 27 de fevereiro.

Além disso, apenas três zagueiros viajaram e Cattaneo poderia ficar na suplência. Como não vai ficar, se houver problema ou Goiano muda o esquema ou vai ter que improvisar alguém na zaga, como já vai ter na lateral direita, onde Lucas continua sem reserva.

É bom vencer, afinal trata-se de um clássico, mesmo esvaziado, mas o fundamental é ver se o time evolui mais um pouco, aprimorando a boa criação ofensiva já vista nos últimos jogos e consertando os inúmeros furos defensivos que ainda demonstra ter.

Notas Alvinegras

  • Conversas entre as partes podem caminhar para um acordo amigável e para a consequente saída da FPSA do Figueirense no dia 21 de março. Volto, no entanto, a repetir o que já escrevia há um mês: não há negociação quando um dos lados é intransigente. De qualquer forma, torcemos para que as conversas desemboquem num acordo que preservem os interesses maiores do Figueirense Futebol Clube.
  • A discussão que vocês testemunharam no post anterior, entre este blogueiro e um ex-funcionário do Figueirense não irá se repetir. Da minha parte, o assunto está encerrado.
  • Se William tivesse feito os golaços que fez pelo Figueira usando a camisa azulejenta quantos epítetos e adjetivos já teria recebido para qualificá-lo? Provavelmente já teria gente pedindo seleção para ele, na vaga do Muriqui…

Fotos: Carlos Amorim/Figueirense