Figueira pode rebaixar mais um

A vitória do Brusque sobre o Criciúma por 2 a 0 na noite desta segunda-feira botou mais pressão sobre a Chapecoense para o jogo contra o Figueira no próximo domingo. Isso porque se o time do Oeste perder para o Alvinegro estará definitivamente rebaixado para segunda divisão de Santa Catarina.

Com a vitória, o Brusque manteve três pontos de vantagem sobre a Chapecoense (17 a 14), mas tem duas vitórias a mais (5 a 3). Assim, se os dois chegarem à última rodada com três pontos os separando, o time do Vale do Itajaí leva vantagem no primeiro critério de desempate, justamente o número de vitórias.

O resultado desta segunda-feira também serviu para deixar o Criciúma ainda na alça de mira do rebaixamento. O Tigre tem 20 pontos, contra 17 do Brusque e 14 da Chapecoense. Precisa, portanto, de um ponto em seus dois últimos jogos – Imbituba, em casa, e Figueira, fora – para afastar qualquer risco de queda.

Poderemos ter uma coincidência curiosa. O Figueirense foi responsável pelo rebaixamento matemático do Juventus, ao goleá-lo por 5 a 0 no último sábado. Se vencer a Chapecoense, vai rebaixar o Verdão do Oeste. Se perder em Chapecó e bater o Tigre no Scarpelli na próxima quarta-feira pode ainda ser responsável pela queda do Criciúma, desde que o time do carvão perca antes para o Imbituba.

Por enquanto, o Figueira tem que se preocupar com o jogo em Chapecó. O time vai ter que saber lidar com a pressão que o time da casa vai fazer. Também vai precisar saber explorar o nervosismo chapecoense, além do desgaste causado pela viagem e a partida em Belo Horizonte na quinta-feira. Por fim, vai ter que dar um jeito de se defender melhor nas bolas aéreas, o grande ponto falho do Figueira desde o início do campeonato.

Notas alvinegras

  • Marcelo Nicácio foi finalmente apresentado como jogador do Figueirense. Sua contratação contrariou tudo que se costuma fazer nas negociações no futebol. De qualquer forma, pelo que já fez em outros times da série B, é inegavelmente um bom reforço para a temporada.
  • A denúncia avaiana do trio de arbitragem do Clássico no TJD é risível. O time do Sul da Ilha resolveu combater fogo com fogo, depois de Luiz Orlando relatar corretamente a truculência toda que ocorreu no final do jogo. O que o Avaí pretende? Trocar uma acusação por outra, num inusitado toma-lá-dá-cá jurídico?
  • Vendo a partida desta segunda-feira, só pude confirmar a impressão que tive ao assistir outros jogos do Criciúma. Tecnicamente, é o pior time do Tigre nos últimos 20 anos, no mínimo. A equipe é de uma tosquice sem tamanho com a bola no pé. Se não se tratasse do Criciúma, eu até sentiria pena…

Líder, Figueira não pode relaxar

O Figueira goleou o Juventus, com gol de goleiro e tudo, os adversários tropeçaram e o Furacão Alvinegro assumiu a liderança faltando duas rodadas para terminar o returno. Agora a tarefa é manter a ponta na classificação e garantir a semifinal e uma eventual final no Orlando Scarpelli.

Não vai ser uma tarefa fácil. Apesar de ter ajudado o Figueira num primeiro momento ao derrotar o Imbituba fora de casa, a Chapecoense ressuscitou no campeonato com o resultado. Mesmo que o Brusque vença hoje o Criciúma no Augusto Bauer, o Verdão do Oeste segue na briga contra o rebaixamento e a rodada do próximo final de semana, a antepenúltima do campeonato, passa a ser absolutamente decisiva para o time de Chapecó.

Só que a Chapecoense ainda tem que encarar uma viagem a Belo Horizonte no meio da semana, onde pega o Atlético Mineiro na quinta-feira pela partida de volta da segunda fase da Copa do Brasil.

Enquanto isso, o Figueira só treina e tem tempo, inclusive, para aprimorar a preparação de jogadores importantes como Bilu, Fernandes e Marcelo Nicácio, que podem reforçar o grupo que irá viajar para o Oeste do Estado.

São 10 dias decisivos até a partida contra o Criciúma pela última rodada na quarta-feira da outra semana. É hora de concentração total e de manter o empenho e a pegada que o time vem mostrando desde a partida contra o Metropolitano.

Notas Alvinegras

  • No sábado, o Figueira fez sua terceira partida consecutiva sem tomar gol no Scarpelli. Em contrapartida, fez 11 tentos nestes três jogos.
  • Está certo que o Juventus é um adversário muito inferior, mas os confrontos anteriores foram contra o Joinville, campeão do turno, e Metropolitano, que briga pela classificação no returno.
  • Está na hora, e não teria hora melhor, de começar a não tomar gol fora de casa.
  • Junior Negão começou a partida contra o Juventus errando tudo. De uma hora para outra fez um belo gol, depois salvou dois gols num escanteio contra o Figueira, deu o passe para o gol de Willian e terminou o 1º tempo assinalando outro belo gol. Futebol tem dessas coisas.
  • Aguardamos a nota de repúdio, as ameaças e os protestos veementes pela derrota avaiana em Joinville. Se o time do Sul da Ilha perdeu, alguma bandalheira deve ter acontecido.
  • O blog apócrifo finalmente saiu do ar. A internet ficou melhor, se livrando de um pouco do lixo mal intencionado que entulha o mundo virtual.

É para jogar sério e vencer

O Figueira é franco favorito contra o Juventus na noite deste sábado no estádio Orlando Scarpelli. Tem, no entanto, que comprovar a superioridade em campo. É jogo para vencer e bem, mas para isso tem que começar o jogo ligado, resolver a parada logo e não dar sopa para o azar.

Jeovânio está fora, com outra contusão muscular. É uma pena, porque o capitão alvinegro vinha, aos poucos, recuperando seu futebol. Para este blogueiro, esta seria a única dúvida na escalação. No lugar de Jeovânio poderia entrar Ygor ou Coutinho.

Além de um deles, o meio-campo deveria ser formado por Juninho, Maicon e Firmino. É o que o se tem de melhor no momento, já que Bilu e Fernandes não foram relacionados para a partida.

Esse trio tem jogado bem, principalmente nas partidas em casa e num jogo em que o Figueira deve pegar um adversário absolutamente retrancado não há sentido em jogar com dois volantes marcadores.

Confirmando a vitória, o Figueira assume provisoriamente a liderança do returno e transfere a responsabilidade para os adversários que jogam no domingo.

Apesar do mau tempo e do horário extravagante, o preço do ingresso foi reduzido, a fase é boa, o time está em ascensão e o astral melhorou depois do dia 22. Ir ao Scarpelli e dar aquela força ao Figueirense é, portanto, uma boa pedida. Estamos entrando na reta final e é hora da torcida alvinegra comprovar a sua força.

Notas alvinegras

  • Marcelo Nicácio saiu no BID ontem e pode jogar o campeonato estadual. Antes, na quarta-feira, Jean Deretti, uma das maiores promessas da base alvinegra, também saiu no BID, mas registrado na Tombense. O distrato saiu caro.
  • E a turma do Sul da Ilha simplesmente sumiu com o trófeu que seria do Figueirense. É a mais pura várzea.
  • O time azulejento é realmente peculiar. Na quinta-feira, divulgaram uma nota para divulgar que iam divulgar uma nota. Na sexta, veio a nota. Um traque.
  • Nos bastidores e na mídia, no entanto, partiram para ofensiva. Querem aposentar Luiz Orlando, dar um gancho para o Jeovânio, um cidadão se apresentou como responsável pela bomba e todo aquele circo. É bom ficar de olho.
  • Na mídia também tem gente perdendo a compostura. Roberto Alves diz que a culpa de tudo foi de Luiz Orlando de Souza. Cacau Menezes garante que se o Avaí for punido pelo que o árbitro relatou corretamente na súmula, o juiz vai ter que mudar de cidade. É preciso ter cuidado com esse tipo de ameaça. Ainda mais partindo de um profissional da imprensa.
  • Se o chororô continuar descontrolado desse jeito é melhor parar o campeonato e entregar a taça pra turma do Sul da Ilha. Se não, sabe-se lá o que vai acontecer.

A volta do complô intergaláctico

Pensei que a trama anti-avaiana que transcende as fronteiras de todas as galáxias ia demorar mais um pouco para voltar. Afinal, a fase deles ainda é boa. Subiram para a série A depois de décadas, ganharam um campeonato depois de longa fila, fizeram uma grande campanha na primeira divisão e, hoje, mesmo com um futebolzinho mequetrefe, lideram o returno do campeonato estadual.

Que nada, bastou tomar o gol de empate no último minuto no Clássico para o berreiro voltar em grande estilo. Aí é a mesma choradeira de sempre. Todos estão contra o time do Sul da Ilha. O vento, a chuva, a fila, o Delfim, o Luiz Orlando, a arbitragem em geral, o PPP (ops, não tinha ido embora?),o Ricardo Teixeira, o Sepp Blatter, a Fifa, a Conmebol, o Obama, o carinha do Irã cujo nome não sei escrever, o primo do Badanha e o fulano que vende churro na esquina da Trajano com a Felipe Schmidt.

A psicose coletiva da pijamada em vez de ser desestimulada e colocada em seu devido lugar é, lamentavelmente, levada a sério por amplos setores da mídia local, franca ou disfarçadamente favoráveis ao time azulejento.

Não fui ao moquifo ontem, por conta de uma promessa feita tempos atrás. Gostaria de ter visto, pela TV, a festa dos jogadores alvinegros perto da torcida, mas não pude, porque todas as lentes se voltaram para o cerco avaiano ao árbitro.

Essa é uma coisa que realmente me incomoda. Com raras exceções, a narrativa do Clássico, principalmente a ao vivo, é toda feita do ponto de vista avaiano. No turno, o enfoque foi que o Avaí obteve o empate no último minuto. Na quarta-feira, foi que o Avaí tomou o empate no último minuto.

Aí temos que ouvir que o Figueira chegou ao empate além do tempo de acréscimo, frase dita até na hora de narrar o gol.

Ora, desde os meus tempos de criança, em épocas muito antigas, eu sei que o jogo só acaba quando o juiz apita.

Que maluquice é essa agora que o árbitro é obrigado a acabar o jogo no tempo previsto de acréscimo não importa o que tenha acontecido ou esteja acontecendo durante estes acréscimos?

Se o atacante entrar na área, driblar o goleiro, chutar a bola para o gol vazio e o cronomêtro marcar 48 minutos do segundo tempo quando faltar sete centímetros para a pelota entrar, o juizão tem que acabar o jogo? Se um time tem uma sequência de escanteios sem que o adversário consiga afastar a bola de dentro da área a não ser para escanteio, o árbitro tem que obrigatoriamente acabar o jogo mesmo com perigo eminente de gol? Se jogam rojões em campo, os jogadores fazem cera e a partida para seguidamente, o juiz também não pode acrescer ao acréscimo? Por que raios a mídia local alimenta e reverbera um absurdo desses?

O poder do árbitro é absolutamente discricionário. Ele pode expulsar os 22 jogadores na hora da execução do hino nacional. Ele pode fazer praticamente tudo que quiser durante o jogo. É simples assim.

Como também é simples entender que a arbitragem brasileira é muito ruim e a catarinense é péssima. O Figueirense já foi prejudicado e beneficiado durante este campeonato. No Clássico mesmo foi prejudicado em algumas decisões e beneficiados em outras.

O problema é o tratamento completamente despropositado que se dá aos erros contra e a favor ao time do Sul da Ilha. É tão desprositado que a arbitragem é cobrada até quando não erra, como ocorreu no fim do jogo.

No ano passado, o Avaí conseguiu o empate com o Figueira na Ressacada com um gol aos 39 minutos do 2º tempo feito em impedimento pelo zagueiro Emerson. Não me lembro de ter visto um escarcéu tão grande.

Em 2008, quando eles conseguiram vencer um jogo no Scarpelli pelo estadual depois de 20 anos de jejum, não teve berreiro tão grande para recriminar Marquinhos por dançar o créu na frente das cadeiras cobertas alvinegras ou para falar de Bebeto, que comemorou um gol correndo a meio metro da alambrado em frente à torcida alvinegra. Pelo contrário, se reclamou muito de Asprilla e sua falta de espírito esportivo.

Miguel Livramento, o mesmo que condenou a postura dos jogadores do Figueirense ontem, em 2008 fez gozação com o créu no Jornal do Almoço da RBS. No dos outros é refresco, Miguelzinho?

O Avaí passou mais de 10 anos apanhando e dando vexame. Qualquer um que acompanha futebol sabe que a tática mais velha dos dirigentes para justificar a própria incompetência e apontar suas baterias para a arbitragem. No Sul da Ilha cansam de fazer isso. O problema é que a torcida acredita no papo furado.

Não podia ser melhor

Só tinha um jeito de ser melhor: que o gol de William aos 49 minutos do segundo tempo fosse o da vitória. Foi o tento de empate, mas o gosto foi quase o mesmo.

O Figueirense foi melhor durante todo o primeiro tempo. Teve posse de bola, envolveu o adversário, criou mais chances de gol, sempre em lances trabalhados.

O time do Sul da Ilha se resguardava na defesa e procurava explorar o erro de quem tomava a iniciativa do jogo, o Figueira.

No fim do primeiro tempo, o árbitro Luís Orlando de Souza deixa de assinalar um pênalti claro em Roberto Firmino. Na mesma jogada, o zagueirão avaiano atrasa para o goleiro histérico das mãos de madeira e o juiz não marca a infração.

Bola pra frente. O Avaí só chegava ou no balão para a área ou nos erros da confusa zaga alvinegra, principalmente de Roger Carvalho. E foi assim que abriu o placar, num lance de escanteio.Aí, o Figueirense se perdeu.

Na prática, o Figueira tem 13 ou 14 jogadores no elenco. Os demais estão ali para fazer número, ou vamos contar com Coutinho, Ernani, Douglas, Marquinho e até Jean Carioca para mudar a história de um jogo?

Só que o Avaí também não tinha força, gana e apetite para resolver o jogo. Foi recuando e o Figueira foi para cima do jeito que deu.

Na raça, na força, no inconformismo, na absoluta revolta contra a derrota, o Figueira, no abafa, com um time cheio de nanicos, chegou heroicamente ao empate no apagar das luzes do mesmo jeito que Avaí havia aberto o placar.

Corrigindo o começo do texto: Não podia ser melhor. Pois fazer o gol da vitória no fim significaria que o clima entre eles seria de expectativa, esperança e não de festa.

Chegar ao gol de empate no fim tem o maravilhoso sabor de ouvir as vozes se calarem, os rostos se desesperarem, a alegria deles subir aos céus junto com a fumaça dos sinalizadores avaianos.

Clássico é coisa para time grande. E grande é o Figueira.

Agora veremos o chororó indiscriminado e interminável de quem é de uma boçalidade tão absolutamente soberba que não admite mérito no adversário.

Veremos a indignação daqueles que acharam que iam tirar a barriga da miséria e se vingar de anos e anos de humilhação e não conseguem passar de míseros empates contra times limitados tecnicamente dentro de campo, formados por um clube ainda em crise fora dele.

Só que, repetimos, Clássico é coisa para time grande. E grande é o Figueira.

Onde o Figueira gosta de ganhar

O primeiro Clássico que eu lembro de ter visto na Ressacada foi um 3 a 0 para o Figueirense pelo quadrangular final do campeonato estadual de 1984, com três gols de Airton, um centroavante grandalhão e tosco que era reserva do ótimo Guilherme (Macuglia).

De lá para cá, a supremacia alvinegra nos Clássicos se reafirmou. Na Ressacada então nem se fala. Desde a inauguração do estádio avaiano, em 1983, é o Figueirense que manda no pedaço.

Deixando de lado jogo com o time B pela Copa SC presenciado por duas ou três centenas de testemunhas, o Figueira não perde no moquifo do mangue desde 2006, quando ainda era comandado por Adilson Batista.

Foi um 3 a 2 em que o Figueira ficou com um a menos depois da expulsão de Henrique no começo do segundo tempo e o Avaí chegou a abrir 3 a 0. O Furacão Alvinegro diminuiu para 3 a 2 e deu um sufoco no fim.

Depois disso teve o Clássico do Ramon, em 2007, com aquele gol no finzinho que eliminou o Avaí do campeonato e foi narrado em ritmo de marcha fúnebre por uma rádio da cidade.

Em 2008, foi a vez dos 3 a 0, em que até Alexandre Pedalada fez gol e o Zuzu mandou desligar os refletores assim que a bola estufou as redes pela última vez.

No ano passado, o resultado ficou no um a um, com o time deles correndo atrás do empate, alcançado com um gol em impedimento.

Fica evidente que o estádio do Sul da Ilha é um lugar onde o Figueira gosta de jogar e a torcida alvinegra gosta de fazer festa. É o nosso playground predileto.

O que o time alvinegro precisa fazer hoje é aliar a velha mística, a velha tradição das grandes exibições e grandes vitórias na Ressacada, com a personalidade e o belo futebol dos jogos recentes no Scarpelli. Aí vai ser festa outra vez, como de costume.

Pra cima, Figueira.

Tua glória é lutar.

P.S. Um dia como hoje não pode passar sem uma menção honrosa à administração séria e competente da Federação Catarinense de Futebol que consegue marcar os dois clássicos, ou seja, os dois jogos mais importantes e rentáveis do campeonato, para dias de semana à noite. Os gênios da FCF, secundados pelas diretorias dos dois clubes, não conseguem nem consultar a “folhinha” na hora de de montar a tabela.

Começar de novo

Contas bancárias com saldo perto de zero, cerca de 450 mil reais de receita, despesas na faixa de um pouco mais de R$ 1 milhão, rombo de aproximadamente R$ 650 mil por mês.

Quando o novo diretor administrativo e financeiro do Figueirense apresentou os números preliminares da situação atual do clube, não pude deixar de pensar: “que hora boa para bater em retirada”…

Quem foi embora escolheu bem o momento. Não terá mais que se preocupar com questões comezinhas como cobrir o buraco existente entre receitas e despesas. Não vai ter que dar um jeitode pagar os salários. Só vai precisar passar de vez em quando para pegar o cheque da negociação de algum jogador.

As despesas agora são de responsabilidade de quem assumiu o clube. E é o preço que se paga para ter o Figueirense de volta. Caixa zerado, contas e empréstimos a pagar e o desafio de construir um novo jeito de reerguer o clube, de voltar à série A, de reconquistar a torcida.

Os integrantes da diretoria provisória apresentados ontem estão encarregados de encaminhar a transição e fazer o raio x da real situação do clube durante os próximos 30 dias, preparando o caminho para quem será eleito ao final deste período.

Os cargos de vice-presidente são estatutários e, por consequência, não remunerados. Os diretores são remunerados e são os profissionais que vão tocar o dia-a-dia do clube em suas áreas específicas.

Como torcedor, eu gostaria de ter ouvido mais novidades ontem à noite. Novas parcerias, novas contratações, dinheiro entrando no cofre e muito mais.

Nessa hora, no entanto, é preciso conter a ansiedade, mesmo que às duras penas, entender que o trabalho está só começando e muita coisa só poderá deslanchar de verdade quando se tiver dados concretos sobre a situação do clube, tarefa extremamente dificultada pela gestão que foi embora.

A situação do clube, no entanto, não é nada boa para quem deseja fazer um time forte para conquistar o acesso à série A. A nova gestão terá que atuar em todas as frentes para viabilizar recursos para que o Figueirense volte a ser um time vencedor.

Notas Alvinegras

  • Pasmem, não ganhei nenhum cargo na nova gestão. O Tainha também não. Nem todo mundo é movido pelo toma-lá-dá-cá, pelo “é dando que se recebe”.
  • Mais um abacaxi para a nova gestão descascar: um mandado de execução cobrando 250 mil reais mais os acréscimos legais de uma ação que tramita no Estreito. Em breve, traremos mais detalhes.
  • Agora é pensar no Clássico e torcer para trazer uma vitória da Ressacada, o parque de diversões alvinegro.

Três a zero foi pouco

É preciso dar o mérito ao técnico Márcio Goiano. Assim como ocorria em seus tempos de zagueiro e capitão do Furacão Alvinegro, quem manda no estádio Orlando Scarpelli é o Figueirense.

É preciso dar ainda outro mérito ao treinador. Mesmo com lacunas no time titular e mais ainda nas opções de banco, ele está conseguindo fazer o time jogar muito bem quando se apresenta em seus domínios.

Para quem viajou de Goiânia a Florianópolis no final do ano sem saber direito se ia ser técnico ou gerente e acabou virando auxiliar técnico, Goiano está fazendo um belo trabalho desde que assumiu o comando da equipe.

Assim, a vitória por 3 a 0 sobre o Metropolitano neste sábado foi apenas reflexo do bom futebol bem apresentado em campo. Aliás, o futebol merecia um resultado bem mais elástico do que o placar final.

O Figueirense foi soberano durante o jogo todo e, contra um Metropolitano absolutamente tímido e encolhido, foi empilhando oportunidades de gol até o abril o placar com Maicon aos 20 minutos do 2º tempo.

Foram, no mínimo, uma dezena de chances claras de gol, algumas desperdiçadas por precipitação ou falta de qualidade na finalização e a maioria evitada por obra da grande exibição do goleiro João Paulo.

Quando finalmente abriu o placar, a ansiedade que podia virar desespero se dissipou e mesmo mais cuidadoso na defesa, o Figueirense criou várias outras chances até fechar o placar em 3 a 0.

O resultado garantiu o 2º lugar isolado para o Figueirense e reforça o bom astral para o Clássico. Agora é pensar no velho freguês.

Notas Alvinegras

  • Roberto Roberval Davino tem um problema sério como treinador. Quando ele se convence que o seu time é inferior ao adversário, parece aceitar antecipadamente a derrota. O Metropolitano se limitou a ficar encolhido na defesa, torcendo pura e simplesmente que os milagres do goleiro não acabassem ou que o Figueirense não conseguisse acertar as redes.
  • Quando dirigiu o Figueirense nas primeiras rodadas da Série A de 2002, no retorno alvinegro à primeira divisão, também foi assim. Foram cinco jogos, cinco três derrotas, dois empates, nenhum gol marcado e um futebol horroroso. Bem diferente do que o time jogou sob o comando do mesmo Davino na conquista do campeonato estadual daquele ano.
  • João Filipe tomou o terceiro amarelo e está fora do Clássico. Improvisar Ygor é a única opção que Márcio Goiano tem.
  • Mesmo com a queima de estoque, o público ficou abaixo do esperado. A nova direção do clube vai ter que trabalhar muito para reconquistar a confiança do torcedor e fazê-lo voltar ao estádio.

Para festejar e para vencer

O Figueirense enfrenta um adversário direto pela classificação às semifinais do returno às 18h30 deste sábado no estádio Orlando Scarpelli.

O Metropolitano tem os mesmos sete pontos que o Figueira. Uma vitória assegura ao Furacão Alvinegro mais folga no segundo lugar da classificação e diante de seus oponentes na disputa por uma vaga entre os quatro primeiros.

Tendo como base o bom futebol demonstrado pelo Figueirense nos 3 a 0 sobre o Joinville, entendo que seria melhor começar com Juninho no meio e João Paulo na lateral esquerda. O primeiro jogou melhor quando atuou na meia cancha, enquanto o segundo não brilha, mas também não compromete jogando na ala.

No mais, Márcio Goiano não tem muito que inventar. Os relacionados para a partida comprovam isso. Wilson volta, para alívio da galera alvinegra, Lucas, Roger, João Filipe e João Paulo formam o quarteto defensivo, Jeovânio, Juninho e Roberto têm vaga garantida no meio e William no ataque.

Nas duas posições em aberto, uma no miolo e outro na frente, joga a camisa pra cima e vê quem pega primeiro ou então tira no palitinho. Nenhuma das opções disponíveis fez algo que justificasse a defesa enfática de sua escalação.

É, eles foram embora, com pompa e circunstância, mas uma de suas heranças entra em campo mais uma vez hoje, muito longe de qualquer exuberância técnica.

De qualquer forma é o Figueira, vale três pontos e estaremos no Scarpelli pra dar aquela força. Afinal, o que esse time, em sua história, sempre teve de melhor foi sua torcida. E esta não abandona o clube de coração.

Notas Alvinegras

  • É. A deselegância se deixa para longe das câmeras e dos holofotes. Aliás, quanta suavidade nas perguntas… Na reunião com os blogueiros em 14 de janeiro, o homem foi mais questionado.
  • Não vou promover caças às bruxas por aqui, mas para mim, tem gente fazendo uso de múltiplos nomes para postar comentários neste e em outros blogs alvinegros. É o que um blogueiro conhecido meu denomina de “multinicks”. É um artifício muito baixo, mas nada surpreendente.
  • Tirando os comentaristas já amplamente conhecidos de quem frequenta este espaço, estou de olho em sobrenomes terminados em Junior, Neto e Sobrinho. Além de alguns outros, claro. Só lamento quem não tem coragem de dar a cara para bater. Se eu conseguir confirmar que o nick é fake e/ou estão vindo do mesmo IP, vão levar um belo block.
  • Num sábado, o Figueira jogou às 16 horas. Neste, entra em campo às 18h30. No próximo, às 20h30. É a RBS/PPV fazendo o que bem entende e a Federação e os clubes aceitando passivamente. O torcedor que se vire.
  • Parece que a distribuição das revistas antes do jogo foi suspensa. A festa vai ser sem fogueira.

É o fim do mundo como o conhecemos (E eu me sinto bem)

A era mais vitoriosa do Figueirense até hoje está chegando ao fim. Começamos a contagem regressiva a partir de agora, aguardando ansiosos o raiar do dia 22 de março, segunda-feira.

Curiosa e significativamente, a sensação não é de pesar, não é de tristeza, não é de lamento. A sensação é de alívio, de satisfação, de otimismo.

Tirando alguns poucos ressentidos, apócrifos e lamurientos, a grande maioria que vive mais intensamente o Figueira em seu dia-a-dia, por mais que possa estar preocupada com o futuro, não quer, de jeito algum, a permanência da Participações à frente do clube.

E convenhamos, nos últimos dois anos, mais notadamente nestes últimos seis meses, a empresa tem feito o possível e o impossível para não deixar saudade. A despedida podia ser muito mais digna, muito mais tranqüila, muito mais correta, mas os integrantes da Participações e dirigentes como Carlos Aragão não tiveram a grandeza e a maturidade de sair pela porta da frente.

Provavelmente, teremos um período de turbulência neste começo de mudanças. Os que entram vão ter que finalmente obter acesso aos reais números do clube, dados negados em sua integralidade pela Participações durante a transição. Vão ter que tomar pé da situação na prática e a partir daí fazer a coisa andar.

Muitas cascas de bananas terão que ser tiradas do caminho, muitas bombas precisarão ser desarmadas, algumas figuras vão aproveitar qualquer tropeço para bombardear o que está sendo construído.

Não vai ser fácil, mas com o apoio da torcida pode ser mais tranquilo. Buscar o apoio do torcedor é algo importante e que deve ser feito logo, abrindo o clube, sendo sincero e transparente, dizendo a verdade, sem se esconder atrás de sigilos contratuais e constitucionais.

Neste blog vamos procurar continuar fazendo isso. Nosso compromisso maior é com o Figueirense, sem nos omitirmos nos momentos mais importantes, mesmo correndo o risco de errar. Não nos escondemos no anonimato e tampouco nos fingimos de mortos.

Vamos continuar dando nossos pitacos, trocando idéias, corneteando em alguns momentos e procurando apoiar sempre que o time entra em campo. Assim como fizemos com a gestão que sai, também vamos estar à disposição para conversar, discutir idéias, levar questionamentos e preocupações de torcedores, promover campanhas conjuntas para fortalecer o clube e tudo mais que façam o Figueira seguir em frente vencedor e popular.

É hora de novos ares. É o começo de um novo mundo, de uma nova época. Eu acho ótimo e me sinto bem.

REM – It’s The End Of The World As We Know It (and I Feel Fine)

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