Para confirmar a boa campanha em casa

No ano passado, depois de 16 rodadas disputadas na série B, o Figueira tinha 26 pontos ganhos.Tinha feito sete jogos fora de casa e nove em casa, justamente o contrário da tabela de 2010. O interessante, porém, é que, na comparação com a campanha atual, onde o Figueirense realmente pecava era nos jogos em casa.

Basta verificar os números. Em 2010, o Figueira tem 55,5% de aproveitamento nos jogos disputados como visitante – quatro vitórias, três empates e duas derrotas. Em 2009, o aproveitamento era de 47,6%, com três vitórias, um empate e três derrotas. Continue reading

Obrigação, confiança, arrogância e outras mumunhas mais

Os acirrados debates que habitaram os comentários postados pelos internautas alvinegros nos últimos trazem algo interessante a ser discutido. Qual é a obrigação de um time de futebol?

Claro que ela é diretamente proporcional à capacidade técnica de seus jogadores. Quanto melhores, mais terão obrigação de vencer jogos, campeonatos, de fazerem bons jogos.

Só que isso funciona muito bem na teoria. No campo, a coisa muda um pouco de figura, porque é aquele negócio de ação-reação, veneno-antídoto, num confronto entre adversários cujas ações influenciam um ao outro. Principalmente quando se trata de futebol. Se os Los Angeles Lakers, campeão da NBA, pegarem a seleção de Cochopó Mirim, vão ganhar. Se a seleção brasileira de vôlei encarar a Tanzânia, vai ganhar. Agora se o Barcelona jogar contra o Esporte Clube Fortes e Livres de Muçum, pode dar zebra.

Porque futebol tem esse lado fortuito, aleatório, no qual as circunstâncias podem influenciar no resultado e a execução dos movimentos de jogo está muito mais sujeita a erros muito mais do que os outros esportes. Como já é chavão dizer, deve ser por isso que é o esporte mais popular do planeta.

Os exemplos aí de cima são extremos. E mesmo assim a zebra é possível. O que dizer do futebol brasileiro atual, no qual a diferença entre os times não são tão abissais? O Figueirense, hoje, no meu entendimento, tem condição de ganhar de bater qualquer um de seus adversários na série B. Contra alguns terá muito favoritismo, contra outros nem tanto, mas contra todos terá que ralar para fazer a sua boa capacidade prevalecer. Não será sem esforço.

Nos bons tempos da série A – que, oxalá, vão voltar em 2011 –, duas coisas me irritavam profundamente. A primeira era ouvir dirigente-técnico-jogador do Figueira justificar uma derrota para um time considerado grande com argumentos do tipo “o salário do fulano paga toda a folha do nosso elenco”.

Se isso, por si, definisse tudo no futebol não precisava ter jogo. Era bater balanço contra balanço e pronto. Quem faturou mais e gastou mais, ganharia os pontos. Só que o jogo é no campo, amiguinho. Teu centroavante ganha 500 mil e o teu goleiro 400 mil, mas bobeia que tu levas uma coça. Quantas vezes vimos esse filme no Scarpelli na série A?

O Cruzeiro de Alex e Luxemburgo, campeão brasileiro de 2003 com 100 pontos ganhos, veio aqui e levou um a zero. O Santos de Luxemburgo e Robinho, campeão em 2004, veio no Scarpelli e perdeu de 2 a 1. O Inter campeão da Libertadores e mundial em 2006 tomou duas sovas. 4 a 2 no Beira-Rio e 1 a 0 no Scarpelli pra deixar de ser besta. E esses são apenas alguns dos exemplos.

Então, a segunda coisa que me irritava era quando um desses times aí de cima perdia para o Figueira e vinha gente da imprensa de RJ-SP-MG-RS dizer que era inadmissível o time tal perder para o Furacão Alvinegro.

E aí não concordo que usemos esse mesmo tipo de arrogância para cima de adversários que consideramos inferiores ou menos tradicionais que o Figueirense. Não vamos ganhar de ninguém de véspera, só no nome, no bafo, na camisa.

Corrigindo: tirando o timeco azulejento do Sul da Ilha, que se apavora quando nos vê, não vamos ganhar de ninguém de véspera, só no nome, no bafo, na camisa…

Além disso, esse negócio de obrigação só serve, para mim, para aumentar a pressão desnecessariamente. É mais ou menos como começarmos a exigir o acesso como campeões e começar a falar disso agora. Deixa garantir a vaga entre os quatro que vão subir primeiro, depois, lá para frente, se vê se é possível ser campeão e se vai atrás disso.

Confiança é uma coisa, esperança é outra. As duas são muito positivas. Arrogância e prepotência são dispensáveis, além de desagradáveis.

Estou confiante e tenho muito esperança de que o Figueira vence o Coritiba no sábado e continua líder do campeonato, mas não vejo esta vitória como obrigação. É briga boa e qualquer resultado é possível. Já ganhamos lá, já perdemos aqui.

O que eu quero ver é casa cheia, o time empenhado, concentrado e dando o máximo pela vitória. Se ela vier, ótimo. A festa continua. Se não der, bola pra frente, que o Guará é o próximo.

Notas alvinegras

  • A Cofes continua a toda, preparando uma grande festa para a estréia do bandeirão no sábado. O pessoal continua aceitando contribuições financeiras para incrementar a festa e está vendendo as últimas peças da camisa que ajudou a financiar o bandeirão (clique aqui para saber mais).
  • Uma derrota contra o Figueira pode causar a queda do técnico do Coritiba. As duas últimas duas derrotas para times que brigam contra o rebaixamento deixaram Ney Franco na berlinda. O Figueirense poderia então completar o serviço iniciado por Ipatinga e Duque de Caxias.
  • A torcida do Coritiba já aprontou poucas e boas por aqui. É bom a polícia ficar de olho e reforçar a segurança nas imediações do estádio Orlando Scarpelli.
  • O gás do delegado está acabando? Seu esquema pega-ratão com 768 volantes brucutus baixando o sarrafo parou de funcionar? Vão poupar jogadores contra o Atlético-GO também? Marcinho Guerreiro tem algum convênio com a CBF que impede a arbitragem de expulsá-lo?
  • Esse jogo de sábado é daquele que, como diz Caetano Veloso, “só não vai quem já morreu”.

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Enfim a liderança

Demorou, foi sofrido, foi suado, mas desta vez o Figueira não deu sopa para o azar, aproveitou os tropeços dos outros e chegou à liderança da Série B. O Figueira mudou seu jeito de jogar, entrou com três volantes, trocou a posse de bola pela bola longa, explorou a jogada com Willian nas costas da ala direita da defesa do América. Assim chegou aos seus dois gols, mostrando todo o poderio do seu ataque. Continue reading

Para América, jogo de hoje é o “da virada”

O Figueirense tem mais uma encrenca pela frente nesta terça-feira. Pega o vice-lanterna América, que está animado com a vitória sobre o Paraná Clube em Curitiba na última rodada e faz uma grande promoção de ingressos para o jogo desta noite. Com média de 3 mil pagantes por jogo, a diretoria do alvirrubro espera entre oito e 10 mil torcedores no Machadão no jogo desta noite. Continue reading

A reta final do turno

A partir de hoje, o Figueira faz cinco jogos até 4 de setembro para fechar sua participação no primeiro turno da série B. Em 15 dias, portanto, o Alvinegro joga três vezes fora de casa e duas vezes no Scarpelli para encerrar a primeira metade do campeonato no G4.

O Figueira tem sido muito regular nesse sentido. Depois que a Copa do Mundo terminou e a série B recomeçou, o time tem se mantido sempre entre os quatro melhores da segunda divisão. Já são sete jogos oscilando entre o segundo e o terceiro lugar. Continue reading

A rodada, os pendurados, o adversário, a mídia, política, o bandeirão e a festa

  • A 15ª rodada da série B começa nesta terça-feira com uma partida que interessa bastante ao Figueira. Na Ilha do Retiro, o Sport enfrenta o São Caetano e uma vitória do rubronegro pernambucano é bom para o Furacão Alvinegro. De certa forma, isso devolveria ao Figueirense os três pontos que o Sport lhe tomou na semana passada. Continue reading