Antes do recomeço da série B, tem a final da Copa do Mundo, que acontece neste domingo, reunindo Espanha e Holanda.
Não posso deixar de ter a sensação de que estamos vendo um futebol pela metade, apesar da decisão reunir duas seleções que conceitualmente me agradem, seja pelo que estão jogando ou pelo que já jogaram.
Em princípio, me inclino a preferir que a Espanha vença. É um time que tem um futebol que se aproxima mais do jogo que gosto. Não sou um saudosista ou um defensor do velho futebol alegre dos tempos do cachorro com linguiça. Futebol também se faz com defesas bem armadas e marcação forte.
Só que mesmo nestes tempos atuais prefiro os times que tomam a iniciativa do jogo, que querem manter a posse de bola, que são agressivos. A Espanha foi uma das poucas desta copa que jogou assim. A grande maioria, inclusive o Brasil, preferia entregar a bola para o adversário, transferir a ele o ônus e a responsabilidade de ter a iniciativa para covardemente especular no contra-ataque. E, convenhamos, jogo com dois times esperando o oponente para contra-atacar é muito chato de ver porque não acontece quase nada.
Assim, a Espanha tem a preferência deste blogueiro. Só que não dá para esquecer um detalhe. A não ser que a Fúria aplique uma goleada memorável na Holanda, assinalando no mínimo cinco gols, será a campeã que menos fez gol na história das copas.
Até agora foram sete gols espanhóis em seis jogos. Os campeões com menor número de tentos convertidos foram dois ou três, entre eles o Brasil de 1994, que fez 11 gols.
A Holanda já fez 12 gols até agora, tem um passado de bons times, melhores que o atual, mas seu discurso está parecido demais com o do Brasil pós-1982. “Mais vale ser campeão do que jogar bonito”. Este discurso pragmático, baseado num falso dilema, faz mais mal do que bem ao futebol, em minha opinião.
Além disso, não dá para esquecer que o time holandês bate um bocado. O querido Van Bommel é um carniceiro de primeira. A diferença entre ele e Felipe Melo, por exemplo, é que o volante do Bayern de Munique desce o sarrafo com mais método e frieza.
Dá um bico no tornozelo do adversário e sorri para o árbitro. Acerta um joelho e pede desculpas para o juizão. Vai acabar sendo convidado de honra do jantar anual do sindicato dos árbitros como o jogador mais simpático da temporada.
Ao fim deste balanço, vou acabar querendo que a Espanha vença, mais pela proposta de jogo do que propriamente pelo futebol praticado. De qualquer maneira, é preferível que ganhe quem procura mais a vitória, quem se defende com a bola no pé em vez de cometando faltas. Que o mundo do futebol aproveite a idéia ao menos.
Esse Van Bommel é um brucutu daqueles, chega a me dar nojo, além disso o Sneijder e o Robben fazem um cai-cai desgraçado e isso me irrita muito no futebol. Por isso e pelos motivos que você elencou muito bem no seu texto eu também prefiro que a Espanha ganhe a copa. Mas eu to louco mesmo é que chegue terça-feira pra ver o nosso alvinegro em campo novamente, RUMO A SÉRIE A!!!
a Holanda te muito mais tradiçao, ja deu muito mais ao futebol que a Espanha
Hoje tem um time pior, mas nao consigo torcer pra uma seleçao que nao tem nem 10 participaçoes em copas pra ser campeao… o futebol (pelo menos na Copa do Mundo) tem que manter um certo nivel de respeito às tradiçoes
é isso, abraço!
Na verdade a Espanha tem 13 participações em copas, apesar de até então nunca ter chegado em uma final. Quando chegou, levou.
copa do mundo é legal,mas ser campeao da serie B é muito melhor,ano passado com um time pior do que esse,com treinadores horriveis e abandonados pela turma do PPP chegamos em sexto,então…..
Ney, deu Brusque! Bem feito pro Jec!
“Aqui se faz aqui se paga”. Chapecoense e Joinville tramaram e “Levaram”! Parabéns Brusque!