A força da tradição e da camisa

No clássico desta quinta-feira, o Figueirense fez uma partidaça no primeiro tempo. Saiu atrás logo no início de jogo, conseguiu manter os nervos no lugar e depois amassou o Avaí durante praticamente todo o primeiro tempo. Virou o placar e se fosse para o intervalo com um placar de 5 a 1 a seu favor, apenas seria o espelho do que foi o jogo.

No segundo tempo, o time sentiu o esforço e não conseguiu mais agredir o adversário. O time do Sul da Ilha dominou o jogo e conseguiu o empate no fim. Não deixou de ser justo, embora o Avaí, mesmo tão incensado, tenha mostrado um repertório muito mais pobre do que o Figueira na etapa em que teve controle da partida. As jogadas variavam em bolas esticadas para Roberto ou em chuveirinhos para a área nas incontáveis faltas que o árbitro Célio Amorim assinalou nas imediações da meta alvinegra.

Mesmo assim, só chegaram ao empate num pênalti cometido por Diego Paulista e que, no fim das contas, retrata as mazelas alvinegras: a falta de experiência para administrar a vantagem no fim da partida; os buracos na montagem do elenco, no qual não há reserva para Lucas e é preciso recorrer à improvisação; e à própria ansiedade fruto do momento conturbado dentro e fora do campo.

Como dissemos no post anterior (clique aqui), era o Figueirense que estaria em campo e devia ser respeitado. Mostrou sua tradição e camisa, mas o cansaço vindo das noites mal dormidas por conta deste calor insanamente insuportável me impede de aprofundar a avaliação sobre a belíssima estréia do capitão Marcio Goiano no comando técnico alvinegro, além da magnífica festa feita pela maior e mais fiel torcida de Santa Catarina.

Fico devendo um post mais detalhado sobre o jogo e prometo que ele virá ainda nesta sexta-feira, inclusive com o relato do que rolou na entrevista coletiva convocada pelo Conselho Deliberativo para esta tarde, a partir das 15 horas, no Orlando Scarpelli. O papo é aberto aos torcedores. É só aparecer.

Enquanto isso, sugiro a leitura do post Prova de real grandeza, escrito depois dos dois clássicos do estadual do ano passado. Trocando uma vírgula aqui e outra ali, a conversa continua praticamente a mesma.

Atualizando as estatísticas da primeira década dos anos 2000 com a inclusão dos dois clássicos dos times B na Copa Santa Catarina do ano passado e o empate de ontem, os avaianos só comemoraram cinco vitórias (duas delas sem quase ninguém no estádio na Copa SC, típicos jogos que só contam para as estatísticas) em 29 clássicos. O Figueirense ganhou 13 e ocorreram 11 empates. Ou seja, a diferença continua abissal.



13 comentários to “ A força da tradição e da camisa ”

  1. Marcos Silva disse:

    E que entrada foi aquela? Que festa a torcida fez, hein? “Ressacada on fire…” putz, aprendam hehehe

    O Figueira fez um grande primeiro tempo. Foi bonito de ver. Há que se respeitar esta camisa! Triste foi ouvir a semana inteira que para a imprensa de Florianópolis, agora, o avai é exemplo de administração. Os caras esqueceram que este clube aí com recisões de contrato de 10 milhões em qualquer jogador meia boca não faturou nada com estas vendas. Ridículo!

  2. João Frederico H. Leite disse:

    Ser torcedor do FIGUEIRA e FODA, arbitra-
    gem contra sempre, cronica esportiva sem-
    pre vendendo o outro lado como fabuloso,
    sençacional(propaganda enganosa), e agora
    ate a FP que me apresenta um documento
    contestador de assuntos internos, em um
    dia que era IMPORTANTISSIMO para nós.
    Com tudo isso chego a conclusão de que temos inimigo na trincheira, que o nosso
    adversario que nos foi vendido pela CRO-
    NICA??? esportiva como uma FABULA é na
    realidade LENDA é FRAQUISSIMO, e que por-
    tanto não podemos usar esse jogo como
    parametro, e temos que nós reforçar.

  3. Fernando Palhocense disse:

    Que primeiro tempo… Ah se todos os jogos fossem assim! Márcio Goiano transferiu sua garra e raça aos jogadores e conseguimos fazer uma bela primeira etapa? Pena que tiveram que ocorrer substituições forçadas que acabaram com o esquema. Mas valeu pela vibração da torcida e pela raça mostrada em campo! Só fiquei triste pelo inicio de confusão ali perto da gaviões(que rapidamente foi resolvido) e pelo sinalizador lançado em campo… Perder alguns mandos de campo nunca é bom, principalmente na atual situação. Mas Valeu Figueira !! Honra essa Camisa e não desanima!!

  4. Pouco vou falar do jogo, caro Ney – do desastroso Kadu(consegue ser pior que o Bruno Perone), do pênalti(obra de jogador retardado) cometido aos 47 do segundo tempo, do fraquíssimo João Paulo, do lamentável Júnior Negrão.
    Não.
    Venho, aqui, manifestar meu mais veemente repúdio à Notificação Judicial – autos nº 082.10.000545-6, Fórum do Estreito – promovida pelo cidadão Paulo Prisco Paraíso contra o nosso amado Figueirense Futebol Clube. Sim, caro Ney, a Figueirense Participações, representada pelo referido negociante, sócio majoritário, ingressou na Justiça contra a Instituição Figueirense Futebol Clube, paixão derramada e eterna de milhares de fanáticos!
    Foi além, com ameaças de, desfeito o Clube de Aluguel no qual nos transformou – foi assim que o Paraná Clube, também dono de grande e apaixonada torcida em Curitiba, se reduziu ao que é hoje, clube de quinta categoria -, irá requerer, em ação própria, indenização por danos materiais e(juridicamente, um despautério que não vingará)…morais!!!
    Eis, pois, o retrato de quem, após denunciar o contrato de gestão e, alertado, retratar-se, declarou, com solenidade, que jamais entraria na Justiça contra o Alvinegro dele(?) e de tanta gente.
    Que o Sr. Paulo Prisco Paraíso saiba: o repto está aceito. Vamos ao embate judicial, para devolver o Clube ao Clube. Que não mais terá “donos”, mas “aliados”. Que retomará o controle de sua história quase nonagenária. Que não mais será depósito de empresários ávidos por desovar agonizantes cabeças-de-bagre inscritos em sua carteira.
    A partir desse instante, tenho o cidadão Paulo Prisco Paraíso na condição de “Persona non Grata”.
    As decepções – o Sr. Paulo Prisco Paraíso sempre foi um ídolo para mim – fazem parte da vida. Consola-me saber que a alma sempre se refaz dos agravos que não merece.
    Saudações Alvinegras!

    • RenatoFernandes disse:

      Faço das palavaras do Dr Limongi as minhas as quais assino embaixo. É com tristeza que vejo o Sr PPP, que já manchou seu nome na história do Estado de SC, mexendo com a paixão de milhares de torcedores alvinegros. Acredito que A JUSTIÇA se fará e que se execre esse Sr da história do mais querido de Santa Catarina! Fora Participações! Fora PPP! Fora Boppré!

    • Luiz Veiga disse:

      Prezado Henrique, tem certas coisas que fica o dito pelo não dito. Me chamou a atenção o seguinte ponto levantado por alguém no blog do Tainha: e naquele dia que a CIMED estava por lá (no estádio), na pessoa do senhor Renan Dalzotto, e que o senhor Paulo Prisco Paraíso Scarpeli saiu com ele a tiracolo, dizendo que isso não tinha nada a ver com toda essa situação? Disse como se fosse a FP que estivesse engendrando a parceria com a CIMED!? Passa dia entra dia, ninguém diz nada, ninguém esclarece nada e a torcida que se exploda a deduzir os fatos! Me ajuda Henrique: o contato com a CIMED é ação da FP ou é ação do Conselho Deliberativo para participação na transição e tornar-se futura parceira do Clube? Poque dependendo da realidade dos fatos, tem lobo em pele de cordeiro nessa história.

  5. marcos disse:

    Henrique faço minha as suas palavras. Fora PPP

  6. Ana Lúcia disse:

    E o leão banguela não disse, que ia se farta?
    Novamente não consegue se quér,ganhar de um time fraco e com problemas dentro e fora de campo,um time de serie B.
    O grande time do mangue,entrou na roda
    bonito,correu muito para empatar o jogo.
    O leão mais uma vez virou um gatinho.
    O FIGUEIRENSE É O MAIOR E MAIS AMADO
    DO ESTADO.
    SIMBORA FURACÃO!!!!!

  7. EDSON disse:

    o maior vencedor da historia do FIGUEIRENSE voltou,parabens MARCIO GOIANO o que nos precisamos é de mais MARCIOS GOIANOS espalhados pelo clube,pessoas identificadas com nosso time e nao diretores que dormem com o pijama do
    VASCO,qualquer time ruin com determinaçao e comando tecnico consegue bons resultados.

  8. duda spindola disse:

    PARABENS DR LIMONGI, O GRANDE FIGUEIRENSE TEM DONO SIM; A NAÇÃO ALVINEGRA.

  9. DeGuGa disse:

    Mesmo com o Figueirense vivendo a sua pior fase nos últimos 10 anos, nossa torcida não se esconde, nem foge da luta:

    http://www.youtube.com/watch?v=VXKghdJgVHY

    Saudações alvinegras

    Gustavo Remor Moritz
    e Lenka Aguiar Baranenko

  10. EDSON do ROÇADO disse:

    O FIGUEIRENSE APARTIR DA SAIDA DA FP TEM QUE FIRMAR UMA PARCERIA COM O TORCEDOR E NAO COM EMPRESARIOS QUE SAO TODOS IGUAIS.

  11. Caro Luiz Veiga: o contato com a CIMED foi ação do CD. O Sr. PPP apenas arvorou-se dono da idéia e usou infeliz e indevidamente a figura do Renan Dalzotto.

    O Renan esteve na reunião de conselheiros por livre e espontânea vontade e para prestigiar o CD.

    Teremos mais notícias da composição dos grupos de trabalho muito em breve e verão quem tinha razão nesse caso.

    E Dr. Limongi: perfeita a sua leitura de todo esse lamentável episódio. Concordo integralmente.

    abraços.

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