À mercê

Há mais de um ano o Figueira segue na mesma toada. É um time que não consegue fazer uma marcação decente, não induz o adversário ao erro, se atrapalha quando tem sua saída de bola pressionada. É uma equipe que vive à mercê do adversário. Não consegue manter a posse de bola, não consegue ditar o ritmo de jogo, não consegue anular as melhores jogadas do oponente.

Os gols sofridos no domingo na derrota por 3 a 0 para o Joinville ilustram com perfeição o manual de como não se defender. No primeiro gol, William recebeu livre pela meia direita, teve todo tempo do mundo para levantar a cabeça, olhar e fazer um passe para Lima, que estava completamente desmarcado na entrada da área alvinegra. Sem ser importunado, o centroavante tocou de primeira para a entrada em profundidade do próprio William, que também com ampla liberdade – William Matheus chegou dois dias depois – cruzou para a conclusão tranqüila de Marcelo Silva – foi a vez de Lucas chegar dois depois.

No segundo gol, a defesa faz o certo, em tese, ao sair da área depois de rebater o cruzamento. Só que dois ficam para dar amplas condições para Lima botar para as redes. Sobre o terceiro não há muito a dizer. Foi uma falha – fato raro – do goleiro Wilson. Só que é inadmissível que um adversário carregue a bola por 10 ou 15 metros na intermediária defensiva do Figueira sem ser importunado por ninguém.

Em 14 de abril do ano passado, este blog escreveu no post Máquina de moer zagueiros que “todo adversário do Figueira toca a bola à vontade, roda o jogo, entra tabelando na defesa alvinegro” e que “reforços para a zaga serão bem-vindos, mas é no sistema de proteção aos últimos defensores que está a grande bagunça”. O texto foi escrito depois da derrota por 3 a 2 no Scarpelli para o Marcílio Dias, no 2º turno do estadual do ano passado.

O Figueirense sofreu no estadual, mesmo vencendo, foi rebaixado no brasileiro por causa do saldo de gol e até agora os problemas continuam os mesmos. Não se trata, portanto, só de responsabilizar o técnico – foram cinco neste período –, falta de treino específico ou coisa que o valha. É simplesmente ausência de jogadores com as características e a qualidade necessárias para exercer a função de proteger a defesa.

Não basta só isso. Claro. Os laterais do Figueira não apóiam e não marcam com eficiência e pioram ainda mais o quadro, mas um jogador do estilo de Jeovânio – se não o próprio, que está dando sopa por aí –, já botaria muita coisa nos eixos.

3 thoughts on “À mercê

  1. Cara, to preocupado com nosso figueira, a grande nação alvinegra não merece isso, já sofremos demais ano passado !
    Meu medo é que continue desse jeito e o pior aconteça, o rebaixamento pra terceira divisão, assim como ocorreu com o Santa Cruz, que dispencou !

    Abraços.

  2. Amigo é isto tudo, mais tem um ditado que diz o que começa errado so pode acabar com um desastre, estou perdendo as esperanças para este anos, e olha que acaba de começar, por que não vão mandar todos embora e recomeçar so vai ter remendos, ai ja vio remendo e roupa ruim.

  3. “Qual o melhor blog alvinegro?” Convido o blogueiro e seus leitores a acessarem http://linksdofigueirense.blogspot.com, votarem nessa enquete e conhecerem um site diferente sobre o Figueirense, criado com o objetivo de ajudar o torcedor a encontrar informações sobre seu time.

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