Os problemas constatados no jogo contra o Guaratinguetá e a sequencia pesada de jogos – serão sete partidas entre sábado, dia 4, e 28 de setembro – apontam para a necessidade de fazer alguns ajustes finais no elenco alvinegro.
O fato de jogar em alto nível e brigar pelas primeiras posições do campeonato, exigem que o time tenha opções para manter esse alto nível. Não é tarefa fácil. Montar um time com 11 jogadores de boa qualidade e de condição técnica mais ou menos homogênea já é difícil no futebol brasileiro atual, ainda mais com recursos financeiros reduzidos.
Mais difícil ainda é conseguir reservas que mantenham o bom nível dos titulares. Por exemplo, se o time tem uma dupla de ataque titular composta por Willian e Reinaldo não é fácil encontrar reservas à altura. Nicácio, se repetisse a performance que teve em outros times, seria capaz disso. Heber, por sua vez, parece ser melhor que Jean Carioca. Mas não é fácil não perder qualidade se Willian ou Reinaldo não jogarem.
Em algumas posições, o Figueira está bem servido. Bruno e Lucas na ala direita. João Paulo Goiano como reserva para a zaga. Na lateral esquerda, João Paulo não se compara a Juninho, mas pode entrar ocasionalmente. Ricardo quebra o galho como suplente de Wilson. Até o ataque está bem servido, se os reservas citados no parágrafo anterior renderem o que podem.
No meio-campo, no entanto, há mais dificuldade de se repor o mesmo nível. Assim, a possibilidade de se contar com Elicarlos e Pedro Ken, ambos do Cruzeiro, seria de grande valia. Para mim, Elicarlos ganhava frouxo a vaga de Coutinho, assim como Pedro Ken. Os dois no meio permitiriam ainda ter a opção de adiantar Maicon, uma alternativa para certos jogos, caso Fernandes e Firmino não estejam disponíveis.
Li em algum lugar que o Cruzeiro quer que o Figueirense pague integralmente o salário de Pedro Ken. O clube mineiro foi, no entanto, mais flexível com a Ponte Preta. Emprestou o atacante Kieza para a Macaca até maio de 2011, mas aceitou que o time de Campinas pague “a maior parte dos salários e de todos os encargos sociais” (clique aqui para ler a notícia completa).
A informação permite supor que há margem de negociação com o Cruzeiro. Tão importante, porém, quanto a questão financeira é saber se o jogador tem interesse e disposição de vir para o Figueira para disputar a segunda divisão, como lembrou o gerente de futebol, Chico Lins (clique aqui).
O departamento de futebol do clube já concluiu que a contratação de reforços é necessária. É bom ver que o grupo de profissionais que trabalha ali está atento. O Figueirense vai ter que fazer esse esforço final para garantir que está fazendo tudo a seu alcance para conquistar o acesso. O grande trabalho realizado até aqui não pode correr o risco de perder fôlego na reta de chegada.
O post de terça-feira deste blog lembrou de alguns times que fizeram grande campanha no primeiro turno de outras edições da série B e depois não conseguiram manter a pegada. Morrer na praia como eles é o que ninguém quer por aqui.
Coutinho tem jgoado mt bem, e eh um dos mais estaveis. Se chegar alguem, acredito que tera que lutar pela vaga.
E o Cruzeiro tem mais interesse em mandar um jogador que va disputar o Paulista, que eh uma baita janela, do que mandar pra disputar o Catarinense, muitos degraus abaixo… Nossa realidade de so ter 2 times fortes. Isso pensando em contrato ate Maio do ano que vem, claro.
Ney, uma coisa nós temos de admitir. O discurso do Chico Lins e toda diretoria é bem melhor que aquela do ano passado, onde tudo estava “dentro do planejamento” do Lage$ (saaai zica).
Eles tem a consciência da necessidade de contratação e falam isso nas entrevistas, claro, sem menosprezar o elenco. É bem verdade que muita coisa que se disse antes não está sendo feito agora. Mas, aguardamos e esperamos um pouco mais. O barco está navegando melhor que ano passado.
Necessitamos urgente, para omtem, um meia (10), o Fernandes, após a lesão recente no ombro, não consegue criar mais nada, nao tem mais força física, para puchar um contra-ataque, tentar uma tabela, uma infiltração, um drible.