Aquele que a torcida adora odiar

José Carlos Lages é o dirigente que boa parte da torcida do Figueira adora odiar. É considerado o forasteiro, o homem que veio ganhar dinheiro com o Figueirense, que usa o clube para valorizar os jogadores empresariados por ele e que faz os técnicos escalarem estes atletas.

Ex-presidente da Figueirense Participações, Lages só é lembrado quando algo dá errado. O que o Figueira faz de certo é atribuído a outros: dirigentes, técnicos ou jogadores. Lages é o Judas a ser malhado.

Diante de tudo que é dito sobre ele, este blog resolveu ouvi-lo, permitir que José Carlos Lages dê sua versão dos fatos e explique quais suas verdadeiras atribuições dentro do Figueirense. Muitas acusações são feitas a ele nos corredores e arquibancadas, nada mais justo que se abra espaço para ele se pronunciar a respeito.

Confira a longa entrevista, realizada na metade de junho nas dependências do estádio Orlando Scarpelli:

Primeiro, gostaria que você contasse suas origens, trajetória profissional e como o futebol entrou na sua vida.

Tenho 57 anos. Nasci em Portugal e vim para o Brasil com cinco anos. Morei no Rio de Janeiro até os 27 anos e depois fui pra Brasília, onde morei por 13 anos. Em 1992 fui pra São Paulo. Primeiro trabalhei no Citibank por sete anos. Depois trabalhei no Banco de Boston por 26 anos e nos dois anos finais, no HSBC, quando este veio para o Brasil.

Quando eu era diretor do HSBC em São Paulo, o César Sampaio, através de um amigo em comum, me procurou porque estava criando o Guaratinguetá. A coincidência é que a família da minha esposa é de Guaratinguetá e eu tinha casa na cidade. O César veio me procurar que queria que o banco patrocinasse o projeto dele no Guaratinguetá. O banco não tinha interesse no negócio, mas eu, pessoalmente, tinha.

Sempre gostei de futebol, sempre acompanhei. Eu era torcedor apaixonado, fanático do Vasco. O apelido do meu filho mais velho é Vasco. Desde que eu me entendo por gente, aos seis, sete anos, sou fanático por futebol, acompanho tudo. Aí, já numa idade mais avançada, eu tenho essa oportunidade. Então eu falei: “Olha, eu tenho interesse de entrar como investidor.” Era o César Sampaio, o Rivaldo e mais o Carlitos, que tinham criado a CSR.

O Carlitos é o Carlos Arine?

Sim. É ele.

Entrasse como sócio da CSR então?

Sim. Entrei no negócio em setembro de 1999. Na época, o Rivaldo era o nº 1 do mundo, estava jogando no Barcelona. Eu me tornei agente de jogadores e larguei o banco, já que tinha tempo para me aposentar. Quando eu saí do Banco de Boston, no final de 1997, já era pra eu ter parado. Só que o HSBC veio com uma proposta irrecusável e eu acabei aceitando. O meu negócio não era mais trabalhar em banco.

Aí surgiu um negócio no futebol, minha paixão, e entrei de cabeça. Pensei: vou aprender esse negócio, me dedicar, como se fosse fazer uma pós-graduação. Gastei muito dinheiro, cada negócio tem sua especificidade, só você trabalhando pra você conhecer. No começo a gente fez dois negócios com jogadores jovens, um para a Udinese e outro para o Japão, e de uma hora para outra eu ganhei muito dinheiro, aí eu falei: “Esse negócio é bom”.

Mas, isso é coisa de principiante, de noviço. Depois perdi tudo com juros e correção monetária. Tu ficas empolgado e gastas muito dinheiro, mas isso estava dentro do meu projeto, gastar muito dinheiro e investir nisso. Eu tinha uma visão empresarial, juntando com a questão do futebol. Uma coisa é você ser um torcedor de arquibancada e outra coisa é você viver dentro. Então a gente começou tocando o Guaratinguetá que hoje está na 1ª divisão, caiu agora esse ano. Mas, foi uma experiência muito rica.

Em 2001, surge o Figueirense na nossa vida. Quem nos apresentou ao Figueirense foi o Francisco Machado, presidente da Umbro. Isso foi mais precisamente em julho de 2001. O Figueirense estava na 2ª divisão, estava muito forte, e pelas informações, pelo que tínhamos conhecido das pessoas, era um projeto muito interessante. Aí começamos a trabalhar com o Figueirense e largamos o Guaratinguetá. Isso foi em julho de 2001 e subimos para a série A naquele ano mesmo.

Nessa época, eu trabalhava um pouco mais nos bastidores, não aparecia tanto, o Carlos Arine era o ponta de lança. Eu passei a desenvolver uma relação com o Paulo (Prisco Paraíso), fomos nos conhecendo. Até que em 2003, eu perdi um sobrinho assassinado por uma bala perdida no Rio de Janeiro, ele tinha 22 anos, e aquilo me traumatizou. Eu pensei em largar esse negócio. Eu falei com o Rivaldo. O César tinha saído da sociedade. A gente tinha tido uma divergência na ocasião que a gente fez o contrato do Rivaldo com o Milan. Quando se mexe com dinheiro e gente, às vezes se tem problemas. Não ficamos muito satisfeitos. O César saiu em dezembro de 2002 e em outubro de 2003 eu me desliguei da CSR.

Eu comuniquei ao Paulo (Prisco Paraíso) que eu sairia da CSR e ia tirar uns seis meses para botar a cabeça no lugar. O Paulo não queria continuar mais com a CSR e me convida pra vir pra Florianópolis na campanha do tricampeonato estadual, em 2004. Eu estava aqui como gerente de futebol. Passei aqui três ou quatro meses, voltei e a gente desenvolveu um projeto.
A gente ouve muitas críticas à gestão atual do Figueirense. É natural, porque a memória é muito curta. As pessoas esquecem facilmente o que era o Figueirense há 10 anos. Tivemos esse percalço da queda, mas isso é uma circunstância do esporte. Desde que subimos em 2002, caíram Palmeiras, Botafogo, Coritiba, Grêmio, Corinthians e Atlético Mineiro. Enfim, longe da gente querer cair, mas aconteceu.

Desde 2003 que eu trabalho especificamente com o Figueirense, eu passei a ser o representante do Figueirense nas negociações dos jogadores, nós trabalhamos basicamente para gerar caixa.

Como funciona a tua relação com o Figueirense? Soa estranho pra quem é de fora, porque tu és do clube é também é agente. Isso não confunde os papéis?

Pelo Estatuto da Fifa, quem é agente não pode ser dirigente de clube, não pode ter um cargo na direção do clube. Formalmente, eu nunca tive nenhum cargo no Figueirense. Quando estive aqui, era como consultor. Na nomenclatura do futebol, eu sempre fui consultor do clube. Me tornei acionista minoritário da Figueirense Participações para não dizerem que estou aqui de passagem. Meu negócio é de longo prazo. Na minha vida sempre acreditei em relações estáveis. Sou casado há 33 anos com a mesma mulher. Trabalhei vinte e poucos anos no mesmo banco.

Não vim para o Figueirense com o intuito de fazer um negócio e me mandar. Eu tenho comprometimento com o clube. A maior alegria que tive nos últimos anos foi aquela vitória de 5 a 1 contra o Vasco em 2005, é um negócio que não dá nem para explicar. O meu filho mais velho, o “Vasco”, não torce mais para o Vasco. Todo mundo torce pelo Figueirense. Sou mais torcedor do que o mais ferrenho torcedor, porque a minha atividade só vai ser bem sucedida se o Figueirense for bem sucedido. Eu quero ganhar tudo, quero ser campeão da Libertadores, isso é mais do que ser simplesmente torcedor, porque quando o time perde, o torcedor fica chateado no sábado à noite, decide não sair, vai dormir e no dia seguinte a vida dele continua a mesma. É a diferença do envolvido e o comprometido. No café da manhã, eu sou o porquinho, morri e entrei com o bacon. Enquanto isso, a galinha pôs o ovo.

Então, de vez em quando eu vejo essas questões colocadas, eu entendo o torcedor, fui torcedor e obviamente que torcedor gosta de saber tudo. Hoje com essa dinâmica da internet e dos blogs é mais interativo, porém, tem coisas que não dá pra se colocar a público, não dá pra ficar dando explicação de tudo.

Me tornei agente em 2001. Cheguei aqui em 2004 como consultor. Nunca tive nenhum vínculo nem ocupei nenhum cargo de diretor. Fui presidente da Figueirense Participações durante dois anos, atendendo um pedido do Paulo e nesse período não fui agente. Em 2005, quando eu vim pra cá, não fiz nenhuma negócio com o Figueirense, não exerci a função de agente porque eu era o presidente da Figueirense Participações. Foi o único cargo formal que ocupei nesses anos. Em 2005 eu estive aqui como superintendente de futebol, mas na parte de consultoria, contrata jogador e tal, nunca assinei nada pelo clube.

Eu sou remunerado se eu fizer algum negócio com os jogadores do Figueirense, Eu não tenho salário. Se não tiver jogador pra vender, não faço dinheiro nenhum. Se tiver jogador pra vender é bom pro clube. Considero que o cemitério está cheio de insubstituíveis. É um princípio que tenho na vida e na minha carreira profissional. Se tem proposta por alguém, aceita e dá oportunidade para outro.

O clube tem que vender para fechar as contas?

O futebol no Brasil infelizmente é assim. O São Paulo está com dois meses de direito de imagem atrasado, tem que vender jogador na janela de transferência até agosto. Não tem estrutura de receita que suporte o futebol no nível que está hoje, tanto para os grandes quanto para os pequenos. Tem time que não vende jogador. O Manchester vendeu o Cristiano Ronaldo, porém isso não está dentro do conceito deles.

Quando a gente subiu em 2001 a nossa folha era 120 mil reais. É o seguinte, eu tenho 120 mil, vou procurar um lateral que ganhe 2 mil. Hoje o Bragantino tem um time de 150 mil. O Sérgio Manoel ganha sete mil reais lá. Ele já ganhou 15, 20 mil aqui.

O futebol hoje requer recursos. A torcida e a imprensa falam que tem que contratar, mas o Figueirense nunca teve dinheiro. Posso falar desde 2003 com mais propriedade e desde então a gente sempre foi buscar “água limpa”. O que é “água limpa”? Jogador que tinha perspectiva de render e que ninguém tivesse visto, porque se tivesse visto, chegava na nossa frente e não podíamos concorrer. O Figueirense nunca teve dinheiro. Para não dizer que a gente nunca comprou um jogador, nesse período, o Figueirense investiu em dois jogadores. Primeiro o Rogerinho, do Remo. Compramos uma parte dele junto com outros investidores. O outro foi o Ricardinho, ano passado. Também compramos uma parte dele. Todos os outros jogadores vêm de graça, pelo salário, porque a gente criou uma credibilidade, uma imagem de clube sério, que paga, que cumpre o que combina. Isso modificou o nosso status.

Isso permite com que o Figueirense consiga trazer jogadores que de outra forma não traria? Se o Figueirense entrasse numa ciranda de contrata que a torcida paga ou traz e arruma dinheiro depois, competiria no mercado com outros clubes?

Competiria por um momento, quando vissem que era uma falácia, uma mentira, cairíamos em desprezo. O Figueirense tem a história do Vinicius [Eutrópio] que foi capitão aqui em 1995, 1996, da bombona de água na entrada do estádio para a torcida botar dinheiro. Ele me contou isso e eu pensei: como as coisas mudaram. Ninguém queria vir pro Figueirense.
Até o período de ouro do Figueirense, Santa Catarina era um traço em termos esportivos, de futebol no Brasil. Querendo ou não, era isso.

Nós conseguimos inserir o Figueirense no cenário nacional. Esse grupo que está aí. Um grupo que só quer o bem. O Norton [Boppré], o Paulo [Prisco Paraíso], o Rodrigo [Prisco Paraíso] não precisam disso, mas têm vontade de fazer acontecer.

Às vezes, há certo sentimento de frustração. Por outro lado, a gente entende o ser humano e que é uma questão cultural. Eu sou otimista e sei que no fim a verdade prevalece, o bem prevalece sobre o mal, mas tem hora que é muito difícil.

O Figueirense nunca fez tanto dinheiro como ano passado. Desde 2001, ano passado foi paradoxalmente a bonança, que nos deu condição de chegar até a metade de 2009, sem receita nenhuma, com as contas rigorosamente em dia.

O São Paulo tem dois meses atrasados. Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Atlético Mineiro também, mesmo com o dinheiro que eles recebem e a gente “pedalando”. Emprestamos um jogador pro Grêmio, que não paga, e a gente contando com o dinheiro. Faz um negócio com o Fluminense, que não paga. É duro, mas o que resolve é em campo.
Ninguém lembra que fomos campeões no ano passado. Fomos campeões em 2002, 2003, 2004, 2006 e 2008. Quando na história do Figueirense teve esse histórico? Nunca! Mas, não é mais nada que obrigação ser campeão do Estadual.

A grande sacada do Figueirense, o que sustenta o clube, são os sócios. No estadual é prejuízo. A gente começa o ano com menos um milhão, um milhão e meio. Se for campeão tem que pagar bicho, prêmio. Isso é profissionalismo? Tem que fazer caixa como? Vendendo jogador, coisa que o Figueira nunca tinha feito até 2004. Se não fizer isso, volta a ser o que era no passado.

Qual o teu peso na contratação de um jogador?

Nunca ninguém no Figueirense contratou isoladamente, sempre há um consenso, uma conversa, troca de opinião. O ideal é quando um treinador gosta de um jogador e nós também. Não tem nenhuma voz individual. Aqui no Figueirense é um conjunto, todo mundo que vem pra cá, vê que é diferente, é outra condição de trabalho, que não tem em outros clubes. Os caras que vieram aqui e se deram bem – Muricy Ramalho, Adilson Batista – estão fazendo sucesso. Quem não foi bem aqui, não emplacou em lugar nenhum.

Sobre o Adilson Batista, muito se comenta que o time de 2006, que fez a melhor campanha da história na série A, foi montado por ele. Foi isso mesmo?

O Adílson tem uma capacidade de trabalho impressionante. Quase o trouxe de volta em 2007, mas ele estava às voltas com um problema de saúde do pai dele. Eu sou amigo do Adílson, ele foi um dos melhores treinadores que passou por aqui, mas, ele não é perfeito. Em conjunto conosco, ele sabia que em 2006 não tínhamos dinheiro. A gente não tinha alternativa, porque para se manter na primeira divisão em 2005, chegamos a pagar 3, 4 mil reais de bicho por jogo. Era uma situação de risco e em 2006 não tínhamos recursos.

O Adilson Batista não gostava do Flávio, do Fininho, do Chicão, do Schwenck. Contra a vontade de todos bancou o goleiro Andrey. Gostava do Marquinhos Paraná, que uma parte da torcida criticava em 2005 e foi um dos que ficou para 2006, O Adílson não queria o Rodrigo Souto. Ele era apaixonado pelo Thiago Silvy. Eu fui pegar o Cícero no Bahia na série C e o Adilson: “pô, Cícero, não sei o quê…”.

Quando o Adílson chegou aqui em 2005, ele pediu três jogadores: Alessandro Cambalhota, o Ramalho, volante que jogou no Atlético Paranaense e no Sport Recife, e o Cleiton Xavier, que acabou indo para o Brasiliense por causa de 37 mil reais, coisa do empresário dele. Fui buscá-lo em 2007, o pessoal esquece que ele estava largado. Demorou 60 dias para jogar o primeiro jogo, 3 a 0 contra o Avaí, se machucou e ficou mais 30 dias sem jogar.

O que mais me incomoda é a marcação que todos vocês fazem no Bruno Perone. Acho uma injustiça, porque se pegarmos o material dos jogos, ele fez partidas emblemáticas. O nosso problema não é zagueiro, a questão é tática, de posicionamento. Quais foram os melhores jogos que fizemos em termos defensivos esse ano? Foram três jogos, contra o Avaí na Ressacada, 1 a 1, o jogo contra a Ponte Preta lá e o jogo contra o ABC. Desses três jogos, o Perone não jogou contra a Ponte Preta. Vou provocar: o Perone é 10 vezes melhor que o Chicão. O Perone não teve oportunidade de jogar com zagueiros experientes do lado. Ele tem um mercado interessante, é comunitário, aquele tamanho e qualidade com a bola no pé, tem 21 anos, potencial, mas hoje não tem como jogar. O Perone é forte. Se fosse outro já teria desabado há muito tempo. Outro que é forte é o Anderson Luiz.

Aproveitando o gancho, o que se comenta é que Anderson Luiz e Perone demoraram para sair do time porque “são jogadores do Lages, que quer fazer dinheiro com eles”. É isso mesmo?

Veja bem, não tenho nada a ver com o Ânderson Luís. Ele é um jogador da categoria de base, se destacou, tinha potencial, jogava de volante, um rigor físico espetacular, inteligente. Com 19 anos, no Maracanã, na final da Copa do Brasil, dando pitaco de como o Mário Sérgio deveria fazer a marcação. No apoio o Anderson tem carência, era um volante que foi adaptado.
Quando o jogador se destaca nas categorias de base, nós conversamos com os pais, pra cuidar da carreira deles, como uma proteção pra não perdê-lo para outro. O Figueirense inovou nesse aspecto como forma de proteção para não ter problemas. Porque se não o cara se destaca e vai ficar competitivo no mercado. Então o Anderson Luís era agenciado pela Figueirense Participações. Os contratos pela FIFA são de dois anos, não se prorrogam automaticamente. Tem que ser formalmente renovado. Quando ele fez 19 anos, venceu o contrato e não quis mais assinar com a gente. O empresário dele é o mesmo do Diogo [atualmente no Fluminense]. Só acho uma perda pro Figueirense. Porque não tem lateral no Brasil e ele marca muito. E todos os treinadores que passaram por aqui, botaram ele pra jogar.

Você pede para treinadores escalarem determinados jogadores?

Nunca. Pode perguntar para todos os treinadores que passaram por aqui. Não temos essa postura. Ano passado, foi o ano em que a gente deu mais guarida pro treinador, no sentido de atender pedido para trazer fulano ou beltrano. Tenho erros e acertos, não sou melhor que ninguém. Jogador é um ativo vivo, é gente. Não é uma cadeira. O cara ter uma boa performance num lugar não quer dizer que vai repetir aqui. Erraram? Pô, vem aqui, senta aqui. Faz uma lista do que a gente acertou, fez dinheiro para reinvestir no clube. Olha em volta. Vê como é o clube agora e como era antes.
O Perone não tem nada a ver comigo. Me indicaram o jogador e analisei o material dele. Aí liguei para o Abel Ribeiro e perguntei o que ele achava. O Abel me disse que era um bom jogador, barato e com potencial. O jogador estava no aeroporto indo para o Anapolina. Um dia desses, eu disse assim: por que vocês estão vaiando o Perone? Ele pode salvar nosso ano. Se conseguirmos vendê-lo, temos dinheiro para chegar até o final do ano. Vou repetir: não entrei no futebol para ganhar dinheiro. Ganhei dinheiro trabalhando.

Mas para grande parte da torcida você é o cara que veio de fora pra ganhar dinheiro com Figueirense. Você já ganhou dinheiro com o Figueirense?

Eu sou contador também. Se eu fosse criterioso, se eu corrigir o dinheiro que eu gastei, basicamente estou empatado. Minha mulher reclama muito por eu estar envolvido com esse negócio do futebol. Trabalhei 35 anos no mercado financeiro, então eu ganhei dinheiro trabalhando muito. Sempre fui bom com gestão de pessoas, sempre ganhei prêmios. Me realizei profissionalmente. Aí surgiu o negócio com o futebol, que também é gente, mexer com pessoas faz minha cabeça. Ganhei dinheiro em 2007 e 2008, porque foi o meu trabalho. Eu nunca tive jogador meu.

Você bota seus jogadores no Figueirense ou a direção do clube decide quais atletas você irá agenciar para não correr o risco de perdê-los para outros empresários?

Exatamente isso, para não perder para outros. Eu tenho o maior escrúpulo com isso porque eu sei a vinculação que fazem. Não invisto, não compro jogador desde 2002. Não tenho jogador. Hoje eu represento um jogador que jogou no Figueirense e foi mandado embora que é o Luciano Sorriso. Ele quis continuar comigo como agente. Tem uma relação com meu filho. É como um filho pra mim. Não ganhei nada com ele. Eu ganho dinheiro na intermediação. Tem contrato, nota fiscal, não tem nada por fora, se quiseres ver quanto eu ganhei, está aí para todo mundo ver. O que não aparece é quanto eu gasto, passagem, hotel, etc. Eu te digo o seguinte: empatando hoje está bom para mim. Tenho meus filhos criados. Tenho minha consciência tranqüila, não faço nada errado. Eu dou risada porque quando escrevem meu nome, os caras botam um cifrão no Lages. Minha família diz: “larga isso”, mas isso não me afeta. O Figueirense tem essa relação comigo, porque eles me conheceram, me avaliaram e sabem que eu estou fazendo o melhor para o clube. Nesse momento eu posso fazer qualquer negócio que não vou ganhar nada, porque tem um acordo que tudo que entrar será reinvestido para a gente voltar para a série A. Já reinvesti, já emprestei dinheiro. É algo que me dá satisfação.

Não seria muito melhor ser só empresário de jogador, até porque ganha muito mais dinheiro, não se meter com clube, como muitos fazem hoje?

Eu sou diferente. Com certeza ganharia muito mais dinheiro se não me metesse com clube. Me desgastei de sábado pra domingo, fiquei p… [derrota de 3 a 2 para o Atlético-GO]. Às vezes, acordo no meio da madrugada e fico pensando naquela jogada, no posicionamento. Me envolvi emocionalmente. Em tese, sem necessidade. Como eu disse não vim para ganhar dinheiro, se ganhar dinheiro melhor. Eu não vendo ninguém se não houver o acordo da direção. Eu não contrato e nem vendo ninguém sozinho, é tudo avaliado.

Como vai funcionar a parceria com o Eduardo Uram?

O Eduardo é um dos caras mais sérios que tem no futebol brasileiro. O dinheiro dele não vem do futebol. Ele é comerciante de jóias, é um cara super correto. Eu já fiz vários negócios com ele. Nós fomos procurar uns amigos. Estávamos precisando, foi uma oportunidade. Hoje talvez só o Vasco e a Ponte Preta tenham uma folha maior que a nossa. Nós precisamos fazer alguns ajustes, precisamos da ajuda de terceiros, essa parceria que fizemos com Eduardo, basicamente é isso. Ele adquiriu parte de direitos federativos de alguns jogadores e injetou dinheiro no clube.

O Wilson, goleiro, é agenciado por ele. O Vinicius Pacheco, eu fui agente dele dos 14 aos 20 anos, andou pra lá e pra cá e assinou com o Eduardo, ele é bom jogador, o treinador queria levar ele pro Náutico, mas o Eduardo não quis fazer o negócio e agora teve essa oportunidade. O Egídio e o Paulo Sérgio são também agenciados por ele. O Eduardo tem mais de 100 jogadores.

Não sabíamos que o João Filipe era do Eduardo. Ele foi considerado a revelação do carioca, eu fui pesquisar e todo mundo falava do João Filipe. Teve um dia que o Reinaldo Pitta me ligou, perguntou se eu estava precisando de zagueiro e eu perguntei o que ele achava do João Filipe. O Pitta me disse que era melhor do que o zagueiro que ele estava oferecendo, mas não era dele, era do Eduardo. Aí eu fui atrás do Eduardo. Quando souberam do João Filipe aqui, já meteram o pau, sem nem ao menos conhecer.

Para finalizar, quais as perspectivas para a série B? O Figueirense volta à primeira divisão em 2010?

O futebol é 80% cabeça e 20% bola. O psicológico é muito importante. O Figueirense está vivendo um momento de instabilidade. Eu tenho a convicção que nós vamos brilhar, vamos subir. Pode parecer arrogante, mas vamos disputar as primeiras posições.

* Foto: Nando Melo

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About Ney Pacheco

Jornalista, aprendeu a amar o Figueira ainda nos tempos das arquibancadas metálicas. Viu Toninho, Marcos Cavalo, Sérgio Lopes, Pinga e Casagrande jogarem, mas tem uma vaga lembrança. Nascido em 1968 em Itu (SP), veio para Florianópolis aos três anos de idade, em 1971. Viu o time cair para a segunda divisão estadual, foi ao Scarpelli ver jogo contra o Flamengo de Capoeiras, esperou 20 anos para comemorar um título estadual e saboreou cada bom momento dos últimos 10 anos.

61 thoughts on “Aquele que a torcida adora odiar

  1. Pingback: Ney entrevista José Carlos Lages em sua estréia no Meu Figueira - Figueirense | Meu Figueira

  2. Bela reportagem, parabéns. A partir de agora o Lages passa a ser Lages e não mais Lage$. Quebra tudo alvi-negro querido!

  3. Li a entrevista toda. Muito orgulha a torcida em saber que ele nao torce mais pro vasco e sim pro Figueira. Em relação ao Lages, percebe-se que ele não faz o tipo fanfarrão. Ele tem os pés no chão, ponderado. Eu sempre fui contra os que falavam besteiras em relação ao profissional. Primeiro porque ninguèm conhece os negócios internos dos profissionais do ramo. Segundo, porque o que ele falou sempre foi cumprido. Eu fui um dos poucos que também não concordou com as vaias aos jogadores do Figueirense.

  4. Parabéns Ney, excelente entrevista. Eu, assim como a maioria dos torcedores, já xinguei várias vezes o Lages, mas sei como funciona o futebol de hoje. Os clubes vivem com a grana da venda de jogadores. Já mudei minha visão em relação ao profissional na apresentação dos novos uniformes do Figueirense, quando o Eduardo (Gigante alvinegro) fez uma entrevista com ele naquele evento. A sua entrevista serviu para reforçar ainda mais o respeito pelo trabalho dele no Figueirense. Só espero que a diretoria do Figueira consiga chegar numa melhor equação entre vender jogadores e atingir objetivos maiores, pois, apesar de ter muito orgulho dos títulos estaduais que conquistamos nesses últimos 10 anos, necessitamos de um título nacional para dar um brilho maior na história do nosso alvinegro. Essa série B é uma chance para que isso aconteça. []´s

  5. Só hoje fui ler tua entrevista com o Lage. Achei maravilhosa, com excelente conteudo. Parabens Ney.

    • ..tudo bem com vc .quanto tempo ..
      bom saber que vc ainda gosta do figueira e do vasco ..te cuida ..

  6. Muito bom, realmente são coisas que o torcedor não nota, mas que fazem toda a diferença em um clube de futebol.

    Obs. Agora Perono melho que o Chicão, é forçar demais….

    Abraçooo e parabéns

  7. A comparação que o Lages fez entre Chicão e Perone faz sentido. O Perone é bem mais novo.

  8. ele nao entende é que ninguem critica os resultados em campo do figueirense

    criticamos, sim, a postura fria e que esfriou a torcida nos ultimos anos. uma torcida que era tao fervorosa a ponto de nao conseguir esperar o apito final de uma partida e invadir o campo

    hoje, capitaneados por gente que nao tem amor e identificaçao com o clube, esta dando nisso que vemos.

    o figueirense, em que pese ter evoluido em muitos aspectos, piorou drasticamente no principal: se distanciou de seu fiel torcedor. isso, queiram ou nao, a longo prazo nos prejudicara. espero ver a situaçao revertida nos proximos tempos… nao somos clientes, somos fervorosos TORCEDORES, dos mais fanaticos do brasil, e queremos ser tratados como tal

  9. Ney Pacheco, parabéns pelo dinamismo da entrevista. Colocou em pauta todas as dúvidas(e/ou curiosidades) da torcida alvinegra.
    Pelo enredo das palavras do Lages, ele demonstrou sinceridade.
    No caso do Bruno Perone, é uma situação que deve-se analisar com o tempo. Muito se criticava o Felipe Santana, mas assisti alguns jogos dele pelo campeonato alemão e fiquei surpreso com as belas atuações. O Perone é um atleta novo, só com o tempo poderemos avaliar-lo com mais consistência. Acho melhor preservar um pouco mais ele, um dia o Perone pode apresentar um futebol bom, aqui ou em outro clube.

    Abraços!

  10. Parabéns pela entrevista. Sempre procurei não criticar nossa diretoria. Mais não é porque o Figueira não era ngm a 10 anos que não devemos cobrar. Vamos Subir! Abraços.

  11. Muito boa a reportagem, parabens. Concor-
    do em grande parte da mesma, por outro la
    do conheço o clube a muitos anos e conhe-
    ço a sua história que é vitoriosa e belis
    sima. Com a chegada do atual comando, hou
    ve um grande crescimento, mas jamais es-
    quecer que tinhamos uma extrutura que so
    faltava ser bem administrada. Outro detal
    he é a defesa do Peroni e o Anderson, não
    concordo, pois os mesmos tiveram inumeras
    chances e não aproveitaram.

  12. ao contrario da maioria nao me deixei enganar,li um monte de mentiras ex.chicao foi o ADILSON que trouxe,o SORRISO,VINICIUS EO ROGERINHO FORAM TITULARES NA MARRA.nao mudo de opiniao a respeito dessas pessoas,quero todos fora do figueira,mas antes de sairem provavelmente vao nos deixar aonde pegaram a teta na serie C. meu caro LAGES nao conseguistes me enganar e nem me comover.

  13. Comparar o Chicao com o PErone esta de brincadeira… Lages, abre a mao e contrata o Rivaldo de uma vez!!!

  14. Se a entrevista com o Lages teve o objetivo de oportunizá-lo um encontro sincero com a torcida, foi coroada de pleno êxito. Encarnou o Figueirense como um desafio esportivo e por ser também homem de negócios. Realmente um time de futebol ser administrado por torcedor apaixonado é meio caminho para a falência. Apesar de todos os problemas que tivemos no último ano, não podemos deixar de admitir que a estrutura montada no clube tem créditos e não são poucos. A paixão e as críticas têm que continuar conosco, torcedores, a administração e o equilíbrio necessário para superar crises, tem que estar com eles, dirigentes. Sigam em frente, mas “pelo amor dos meus filhinhos”, façam o possível e o impossível para essa nossa meia cancha jogar mais um pouquinho, principalmente nos jogos fora. Tragam um vovô, um segundo volante tocador de bola pra ajudar o Fernandes e esse time se impor de uma vez. A defesa, com a vinda do Edson, até que está bem montadinha. E, sinceramente, apesar de achar um exagero a comparação do Perone com o Chicão, eu torço por esse menino porque já vi bons jogos dele, tem potencial; no esquema de três zagueiros ele atua bem pela esquerda e pode ser recuperado. Queimaram ele botando em fogueira com dois zagueiros e em zaga toda arrebentada. Parabéns Ney pela parceria; formatação bem melhor. Olha, vislumbro dias de glória para o futebol catarinense. Acho que a rivalidade alvinegra e azurra duelará em grande estilo em 2010. Se assim tiver que ser, que o nosso rival não passe da 16ª colocação. Oh, barbaridade, fico até nauseado. Valeu gente. Vamos pra macaca!

  15. Parabéns pela entrevista. Interessante o percentual de 80% cabeça e 20% bola. Gostaria então de saber como o Figueirense trabalha o lado psicológico dos seus jogadores, já que alterna bons resultados com derrotas difíceis de engolir. Fora o fato de que até agora não fez nenhuma partida maravilhosa e não ganhou de nenhum dos candidatos ao acesso. Como continua no páreo, com 20 pontos, é hora de começar a trabalhar esse lado motivacional para fazer o clube engrenar de vez.

  16. É verdade Airton. Esse detalhe da entrevista me chamou a atenção também. Um time qualquer com um monte de cabeça de bagre 100% motivado será que dá certo?

  17. Como é bom ter uma pessoa que ‘trabalha de graça’ pelo clube.

    “eu não compro, eu não vendo, eu não mando, eu não ganho dineiro (kkk), eu não escalo time…”

    Muito boa a entrevista. São as perguntas que eu faria, só falta saber se as respostas são verdadeiras, mas foram bem convincentes…

    • Fico feliz em ver que fiz as perguntas que a torcida queria ver respondidas. A partir disso, cada um faz seu julgamento.
      Abs.

  18. A matéria do Ney realmente me fez ver o lado pessoal do homem.Dá para acreditar,menos na comparação Chicão/Perone, até porque eles têm caracteristicas diferentes, mas não vem ao caso. Ganhar dinheiro arriscando no futebol é legítimo.Não tem problema mas a teimosia em 2008 levou o clube para a segunda divisão na qual o Lages fez parte.Mas como investidor também foi dos que mais perdeu. Só tem agora jogador de série B pra vender. Agora o remédio é voltar a investir para voltar. Não tá dificil!

  19. Perone é de fato um jogador jovem que tem muito potencial.Só está passando por um mau momento e é prudente não escalá-lo agora. Isso da torcida vaiar é do futebol mas também poderá aplaudí-lo como já fez! Ou ninguém lembra mais do Gol de cabeça contra o Nautico no Scarpelli no final do jogo em 2008. Foi um sensacional! Para o torcedor só vale o hoje!

  20. Ney! Uma boa matéria nos conduz a outra.Falta realmente uma com o nosso grande timoneiro; Paulo Prisco? Ele poderia nos dizer por exemplo o porque da malfadada entrada no clube dos 13.Que seria a nossa Redenção no futebol brasileiro. Ninguém alcançaria mais o Figueirense…

  21. EXCELENTE ENTREVISTA!!!

    Com certeza foi a melhor que já li nos blogs até hoje, porque sempre houve muitos comentários deflamados sobre o Lages, senti muita siceridade na entrevista.
    Ficou notório que os sócios que conseguem manter o clube, temos que fazer uma campanha através dos blogs para aumentarmos os associados e garantir assim uma sustentabilidade financeira ao Figueira.

    Abraços.

  22. Quando vcs meus caros vao entender que a comparacao do Chicao, que eh unanimidade no Corinthians, com o Perone, esta intimamente ligada a idade? Quem era Chicao aos 21 anos? Jogava no Mogi Mirim e largado…pergunte a ele!
    Entendam e pensem quem tem mais condicao de chegar a selecao?? Pensem no longo prazo! O Perone tem muito mais mercado que o Chicao, indiscutivelmente!
    Note que o Lages fala “vou provocar”…pelo jeito ele conseguiu!
    Abracos

    • Felipe, pegasse o espírito da coisa. O Lages gosta de uma boa conversa e não perde uma oportunidade de fazer uma boa polêmica. Ele sabia que ia causar impacto e disse assim mesmo. Eu mesmo ri e falei que ele exagerou quando ele fez a afirmação durante a entrevista.
      Abs

  23. Lages, continue fazendo o belo trabalho no Figueira!! Os melhores resultados são os alcançados em longo prazo, pois são mais consistentes e perenes! O Figueira, com vc e com o resto da diretoria, só tem a crescer, prosperar, profissionalizar, rentabilizar e PERPETUAR na primeirona! mesmo que amor não tenha divisão!!

    BOM TRABALHO!

    Abraços

    p.s. acho que agora, com o apoio da torcida alvinegra, ficará bem mais fácil alcançarmos nossos objetivos! A união faz a força, galera!!

    p.s.2. acho que o Lages quis dizer que o Perone SERÁ melhor que o Chicão! Vamos apoiá-lo! Só temos a ganhar com isso!

    FIGUEIRAAAAAAAAAAAAA

  24. Li toda a esntrevista e gostaria de te parabenizar Ney. Primeiro, pelo novo blog (ficou muito bom) e segundo, pela entrevista. Realmente é uma coisa que atrai o torcedor, pelo menos alguns, porque a gente se intera de alguns assuntos que não temos conhecimento.

    Essa entrevista com o Lages prova que muita gente tem uma concepção errada dele. Se ele realmente foi sincero não dá pra saber, mas eu acredito em tudo que ele falou e admiro muito que ele suporte toda a pressão que ele sofre. É um homem forte dentro do Figueirense e que aguenta tudo que aguenta, me parece, por amor ao que faz.

    Ney, valeu por nos proporcionar essa entrevista que muitos desejavam ler. Parabéns e valeu!

  25. Sensacional Ney, bela entrevista.Eu não conhecia nada sobre este homem, foi muito esclarecedora essa entrevista.E que venha outras melhores ainda ! haha

  26. Com novo layout e mesma qualidade o blog só tem a crescer sob a batuta da marca MeuFigueira!

    Parabéns ao Ziggy e ao Ney por essa visão de reunir 2 dos blogs mais lidos da blogosfera alvinegra num único portal. Sim! Pois não vai faltar muito para o MeuFigueira ter a marca de um portal alvinegro estampado na página inicial.

    E o Ney começou fazendo uma entrevista sensacional. Mostrando para muitos como se faz uma matéria jornalística tendo a marca Figueirense estampada como foco.

    Sucesso!

  27. Parabéns, bela entrevista é muito bom saber que temos pessoas com este quilate de know how para ajudar nos negócios do clube, tem claro a necessidade do retorno, mas é normal.

  28. Que repercussão meu caro! O homem hoje deve estar nas nuvens. O dirigente mais querido do Brasil. Vai ser bom de mídia assim não sei aonde istepô!

  29. Valeu Ney Pacheco, ja começasse quebrando tudo, BOA SORTE a nação alvinegra so tem a ganhar.

  30. Não podemos ter memória curta, o que nossa Diretoria fez nos últimos 10 anos colocou o Figueira no patamar mais alto de nosso Futebol…Obrigado, Paulo Prisco Paraíso, Bopré, Rodrigo, Lages….não podemos acertar sempre….vamos lutar para voltar mais rápido possível para a Série A…nosso time realmente tem todas as condições para subir..um abraço e muito obrigado…

  31. Ney, tirasse o cara da forca.
    Vamos dar crédito e apoiar isso que torcedor ter que fazer.

  32. FAL PRO LAGE QUE SOMOS MANÉZINHOS, MAS NÃO TROUXAS.
    NÃO TÊM LUCRO NENHUM? TADINHO, VOU MANDAR UM TROCADINHO PRA ELE…

  33. Conheçi e torço pelo Figuerense através do Zé Carlinhos.
    Se tem alguém que sabe o valor de uma amizade/lealdade é ele, porisso tem tantos amigos, o que me honra muito fazer parte.
    E vc Ney, parabéns! Quem conhece o ZC não precisa avaliá-lo pelas críticas ou número de descontentes que tem, entretanto, é justo que todos possam se expressar quando há julgamento.
    Nando Melo, vc fez uma bela foto!

  34. Conheçi e torço pelo Figuerense através do Zé Carlinhos.
    Se tem alguém q sabe o valor da amizade/lealdade é ele, porisso tantos amigos,o q me honra mto fazer parte.
    Ney, parabéns! Quem conhece o ZC não precisa avaliá-lo pelas críticas ou número de descontentes que tem, entretanto, é justo que todos possam se expressar quando há julgamento.
    Nando Melo, vc fez uma bela foto!

  35. Olha admiro homens assim que gostam de desafios e se apaixonam por aquilo que cultivam. Foi muito boa esta entrevista do Lages, espero que ganhemos a Libertadores e que o Perone seja realmente melhor que o Chicão, mas sinceramente acho que o jogador ainda tem que trabalhar e provar muita coisa.

  36. Eu me lembro que eu sempre apoiei o Josè Carlos Lages aqui no blog.{e só rever os meus comentários)Sim, porque eu reparei que ano passado o nosso Figueira foi o time mais prejudicado pela arbitragem. E foi o jornalista Mauro Beting, palmeirense, quem falou isso, através de estudos que ele fez.

  37. Indiscutívelmente, uma boa matéria leva a outra… que leva a mais outra; Tomara que consigas dar sequencia em entrevistas, seria fantástico. Parabéns pela nova casa do Blog.

  38. Pingback: Conheça o “forasteiro” do Figueirense

  39. Pachecão, você vai ganhar o Prêmio Esso! (poxa, eu sou deste tempo!)
    Podemos não acreditar em tudo o que o Lages fala, pois como experiente homem de negócios ele sabe (e diz isso) que nem todo o jogo pode ser aberto. Mas gostei da possibilidade de permitir a uma pessoa que foi muito execrada poder se expressar livremente. Como você mesmo disse, temos que tirar nossas conclusões. E reafirmo o que já disse outraz vezes:
    1) nem tanto ao mar (nem a diretoria nem a torcida pode se render a encarar o futebol apenas como negócio entre fornecedores/clientes)
    2) nem tanto à terra: paixão é bom, mas a razão tem que temperar tudo.

    Abraço!

  40. aqui no brasil fazemos piada de portugues,mas desta vez ele é que esta rindo de voces “inocentes”fiquei decepcionado com tantos elogios a um empresario frio,calculista e mentiroso que disse no ano passado que nao cairiamos.eu queria ser igual a voces e acreditar em papai noel.abraços desculpas pelo desabafo.

  41. Olá Ney, gostaria de parabenizar a iniciativa, e também sugerir outros assuntos: a relação da diretoria como a sua torcida, se eles não pensam em formas de reavivar o caldeirão do scarpelli, e também a relação da diretoria com os problemas que tivemos com a PM, proibindo coisas aqui e liberando no mangue, etc.

    abrço

  42. Conheço o Zé Carlos – mais conhecido como Lages pela torcida do Figueira – e sou amigo da família há mais de 10 anos. São todos pessoas do bem, trabalhadoras. Um cara não chega onde ele chegou tanto na carreira corporativa em multinacionais americanas se tiver caráter duvidoso.

    As pessoas podem contestar decisões feitas por ele e pelos outros dirigentes, isso é normal e é o papel do torcedor mesmo. O que não pode é duvidar do caráter e da integridade dele sem antes conhecê-lo. Porém, não esqueçam que Figueirense ganhou visibilidade e títulos nos últimos anos como nunca teve antes.

    Vocês sentem saudade do Edmundo? Pois é, ele chegou ao Figueirense porque o filho dele, o “Vasco” deu a idéia e eles foram atrás. Esse é apenas um dos casos. Os caras passam dia e noite pensando em como fazer o clube melhor.

    Parabéns, Zé. Um abraço do “gorrrrdo”.

  43. Pingback: A importância de uma boa arrancada- Ney Pacheco

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