As boas lições da derrota

O jogo se anunciava difícil e de fato foi. A vitória da Portuguesa foi merecida, pois o time paulista se mostrou mais organizado, entrosado e eficiente. Marcou forte o Figueirense, aproveitou as poucas chances que criou e segurou a bola quando foi preciso.

A Lusa se confirmou como o adversário mais difícil que o Figueirense teve nestas três rodadas iniciais da série B. O resultado e, principalmente, o desempenho do Furacão Alvinegro mostraram é que preciso ajustar muita coisa ainda.

A primeira é que Lucas faz uma falta danada à equipe. Nem Wellington nem Anderson Pico conseguem produzir boas jogadas no nível que Lucas consegue. Como Kássio ainda não assumiu o protagonismo na criação de jogadas, exigido para um meia, e Pedrinho ainda não mostrou que pode fazer a diferença, o time sofre para levar perigo, especialmente contra adversários fechados. Ainda mais jogando no 4-4-2, sistema no qual os laterais não podem avançar tanto como apoiam quando a defesa é composta por três zagueiros. Assim, a vinda de Egídio para a lateral esquerda pode ser importante. Pico continua abaixo do que se espera dele, enquanto Wellington está longe de ser o jogador que o Figueira precisa para a posição, notadamente depois do faniquito de hoje antes da cobrança do pênalti.

A equipe precisa de mais qualidade. Uma análise mais imediata mostra então que as laterais, as meias e a zaga precisam de jogadores melhores. Perone, no primeiro tempo deste sábado, mostrou pela, enésima vez, que não pode ser titular. É o mesmo caso de Anderson Luís. Pode ser que em outro clube encontre seu caminho. Aqui, em mais de um ano, errou muito mais do que acertou.

O segundo ajuste reside na necessidade de ainda trabalhar o emocional dos jogadores. Apesar de vários jogadores não terem participado da campanha do rebaixamento no ano passado, o time ainda se desestrutura quando sofre um gol. Foi assim quando tomou o um a zero. Foi assim quando a Lusa fez 2 a 0.

Para não “desmontar” quando sai atrás no placar, um time precisa estar bem entrosado, bem preparado, mas também com a cabeça no lugar. Esse estágio o Figueira ainda não atingiu. É algo que precisa avançar para o Figueira continuar entre os ponteiros da série B.

O Figueira não está pronto. A derrota para a Portuguesa, ainda na terceira rodada do campeonato, mostra que o Furacão Alvinegro precisa continuar corrigindo suas deficiências para fazer a campanha que se espera dele.

8 thoughts on “As boas lições da derrota

  1. faltou falar do juizão, Ney.
    foi totalmente conivente com o anti-jogo da Portuguesa.
    o goleiro fazendo cera a todo momento, os zagueiros e volantes parando todos os contra ataques com faltas etc.

    engraçado, quando jogamos fora os juizes são caseiros, já na nossa casa eles apitam “direitinho”…

  2. Tens razão, Fernando. A Lusa tem um bom time, mas bate uma barbaridade e o árbitro deixou correr. E a cera também foi exagerada. Nos dois tempos do jogo. Com a conivência dele que não deu os acréscimos que devia.

  3. Ney, tem um outro detalhe importante: a Portuguesa fez o segundo gol no início do segundo tempo (antes dos 20 minutos), e a postura de muitos jogadores do Figueira era de total desânimo, de conformidade. Esquecem do jogo contra o Vasco em 2007, quando estava 3 x 0 e o Figueira empatou, ou mesmo da derrota para o Criciúma, e 3 x 0 virou para 5 x 4. Claro, pode-se dizer que era a Portuguesa, mas é um time bom, não mais que isso, e com vontade e um mínimo de organização daria para correr atrás. Marcando um gol mais cedo, haveria tempo para buscar no mínimo o empate. É importante o time saber sair perdendo e, como dissestes, com controle emocional ir buscar o resultado.

  4. Perfeita visão do jogo. Foi isso que eu vi, mas tuas colocações, como sempre, foram extremamente precisas, melhorando muito meu entendimento.
    Minha humilde opinião: Figueira rodou no primeiro teste pra valer nessa série B. Time que quer subir, tem de fazer o dever de casa. A guerra ainda está no começo, se se reformular o planejamento, pode-se recuperar e muito bem. Pela primeira vez, me decepcionei, e muito, com nosso treinador. A torcida, ainda mostrou que é o que de melhor o Figueira tem nos últimos anos, mas ainda sim, decepção tbm (menos de 10.000 é inadimissível). Dante.

  5. Comentei aqui apos a vitoria sob o ABC que serie B não é facil, no Figueira falta tudo, o time não tem tesão,a maioria dos times vem aqui e fazem o que querem, pegam a bola jogam para paraca e niguem se impoem, espero que a coisa mude.

  6. Penso que o Roberto Fernandes entrou respeitando demais a Portuguesa! Os 20 minutos iniciais para quem joga em casa são fundamentais para ditar o ritmo do jogo. Com 03 volantes marcando e o Kássio bem marcado o meio-campo não produziu. Acho que o Roberto deveria pelo menos adiantar um volante e marcar a saída de bola com o Rafael coelho e Scwenke, já que a Portuguesa teve muita facilidade para sair jogando.
    Ví o jogo contra o Fortaleza e a defesa da Portuguesa quando é apertada não inspira tanta confiança como pareceu ontem!O Fortaleza perdeu pelo menos 03 gols feitos!

  7. se o schwenk tivesse empurrado aquela bola pra dentro a história poderia ter sido outra.
    em jogo decisivo como aquele nao se pode perder gols faceis daquele jeito.

    sinceramente, nao achei que o time jogou tão mal quanto estão falando. mesmo com 99% dos nossos contrataques sendo parados com faltas(com a conivência do juiz), ainda conseguimos criar boas chances de gol. e ainda teve o lance do penalti que ele nao expulsou o goleiro.

    infelizmente não era dia, e a portuguesa acabou achando um gol contra no 1º tempo. dai no 2º tempo nosso time foi esculhambado pelo RF e ficou facil pro bom time da portuguesa, que é tão bom quanto o nosso, não se iludam.

    acredito numa vitoria la no ceará.

    quebra tudo figueira!

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