As coisas são o que são

Geralmente, as coisas são o que são. Um bom número de pessoas, no entanto, custa a acreditar nesta simplicidade das coisas. Há sempre espaço para aqueles que vêem chifre em cabeça de cavalo e encontram teorias conspiratórias para tudo.

Quando eu estava saindo do Scarpelli depois do jogo de domingo, um senhor idoso passa por mim e vocifera: “O Figueira vendeu a vaga. O Figueira vendeu a vaga”. Outros atribuem a queda a uma obscura negociata envolvendo a construção do novo estádio e a Copa de 2014. Outros questionam o interesse da diretoria em permanecer na primeira divisão, porque estaria saindo muito caro e eles “só pensam na grana”.

A realidade, no entanto, é muito mais simples. O Figueira caiu porque foi incompetente e errou além do normal durante o ano. Assim como, em anos anteriores, acertou bem mais do que errou, fez bons times e, conseqüentemente, boas campanhas. É simples assim.

O êxito nem sempre corresponde ao esforço empreendido. Se todo mundo fizesse tudo exatamente igual e igualmente certo, o campeonato terminaria com 20 times empatados em primeiro lugar. Nem tudo dá certo sempre. E isto independe das intenções. O resultado pode ser difícil de aceitar, mas isso não significa que haja alguma malvadeza ou canalhice que o justifique. 

One thought on “As coisas são o que são

  1. O Torcedor é criativo, com as explicações, tem que ter o pe no chão para não cometer erros nas explicações.

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