As opções para o jogo contra a Ponte Preta

Fora de casa, o técnico Roberto Fernandes tem feito o Figueira jogar praticamente num 3-6-1. Nada contra o esquema propriamente, mas é preciso definir os jogadores certos para que ele funcione.

Em tese, o 3-6-1 deve dar consistência defensiva à equipe. Com três zagueiros e um meio de campo absolutamente congestionado o adversário deve ter sérios problemas para furar o bloqueio.

Por outro lado, corre-se o sério risco do time ficar muito atrás e tomar sufoco o jogo todo, sem levar perigo à meta oposta.

Isto aconteceu nos jogos do Figueira contra Bahia e Juventude. Os motivos são vários, mas os principais são o fato do time rifar demais a bola, de ficar muito encolhido na defesa e de ter Schwenck atuando como um meia ofensivo sem ter a característica apropriada para isto.

É louvável o esforço que Schwenck faz para recompor a marcação, mas ele não sabe armar e seu recuo excessivo deixa Rafael Coelho muito isolado no ataque.

Pois Schwenck está fora do jogo contra a Ponte Preta no próximo sábado. Querer que Clodoaldo assuma a mesma função que o substituído vinha desempenhando –  e mal – é complicar desde já o desempenho do Figueira na partida. Se o Figueira ficar rifando bola, vai ser questão de tempo tomar gol contra a Ponte.

Esse jogo não decide nada, estamos apenas na 13ª rodada do campeonato, mas um bom resultado e uma boa exibição em Campinas vão significar um grande reforço de confiança para o time e para a torcida.

Assim, o time tem que ter alternativas para agredir a Ponte, manter a posse de bola, evitar a pressão do adversário. Uma boa possibilidade é substituir Schwenck por Vinícius Pacheco e fazer este se revezar na função de segundo atacante com Fernandes. O time pode ganhar em velocidade e qualidade, sem abrir mão da consistência defensiva.

Um sistema tático não é retranqueiro por si só. Um 3-6-1 com Lucas, Egídio, Paulinho, Vinícius Pacheco, Fernandes e Rafael Coelho tem qualidade e gente suficiente para levar muito perigo para a meta da Ponte Preta. É só fazer os ajustes e definir o posicionamento correto para que isso aconteça.

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About Ney Pacheco

Jornalista, aprendeu a amar o Figueira ainda nos tempos das arquibancadas metálicas. Viu Toninho, Marcos Cavalo, Sérgio Lopes, Pinga e Casagrande jogarem, mas tem uma vaga lembrança. Nascido em 1968 em Itu (SP), veio para Florianópolis aos três anos de idade, em 1971. Viu o time cair para a segunda divisão estadual, foi ao Scarpelli ver jogo contra o Flamengo de Capoeiras, esperou 20 anos para comemorar um título estadual e saboreou cada bom momento dos últimos 10 anos.

8 thoughts on “As opções para o jogo contra a Ponte Preta

  1. O Figueira ja começa a ter um time definido contra a Ponte eu entraria com o Clodo Foda, para manter a zaga da ponte preocupada com ele la pertinho do goleiro deles, e o coelho se entocando pelos lados, com fernan10.

  2. De fato é um dilema. Mas a estratégia de dar consistêcia técnica com o Viníius Pacheco, para retenção de bola e procurar acertar o último passe, fortalece as ações. O Rafael é que vai ter que fazer a função de preocupar a defesa deles e essa turma de mais qualidade aparecer como surpresas e em bloco no contra-ataque (Lucas, Vinícius, Fernandes, Egídio e um dos volantes, Paulinho ou Alê), respeitando a linha da bola, evidentemente. A necessidade hoje é dar consistência técnica ao meio de campo com capacidade de projeção ao ataque, porque eles vão ter que se expor um pouco como donos da casa. E aí nós temos juventude e velocidade. Também vejo que não é jogo para atacante ter que voltar e armar; se é pra voltar e não saber armar o último passe, é melhor contar contar com um meia atacante. E durante o jogo o técnico vai fazendo a leitura de cada momento para as mudanças necessárias. E vamos em frente que o bicho tá pegando; está amontoando de gente na boca do G4. Competência já! Motivação agora!

  3. O nosso time tem qualidade, os jogadores que voce citou no último paragrafo jogariam na maioria dos times da segunda divisão. O problema está no RF, ele não consegue fazer o time mostrar o seu poder fora de casa. Um 3-6-1 com os jogadores que possuímos é pra ganhar.

  4. Acho que estamos no caminho certo. Acredito que já temos time pra subir. Mais um atacante e um meia armador de qualidade, brigamos para ser campeão. Abraço.

  5. Apesar de ter gostado da escalação do meio não creio que esse será o time que entrará em campo.

    Pelo que mostrou nos jogos fora de casa, ele sacará o Vinicius Pacheco e entra com Alê.

    Abraço.

  6. nao se enganem temos um time fraco e um treinador pior ainda,desculpem mas estou pessimista com nosso futuro na segundona.

  7. Pingback: Jogar além de esperar pelo erro- Ney Pacheco

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