No post Impunidade de volta, de 15 de julho, este blog comentou que era um retrocesso o fim da punição que determinava que os times deveriam jogar de portões fechados em caso de distúrbios causados por suas torcidas. O imbróglio gerado pela transferência do jogo Goiás x São Paulo para Brasília comprova a afirmação.
A CBF, neste caso, tirou até o direito do Goiás escolher onde jogar, já que a nova determinação se limita a proibir que o mando seja estabelecido em cidades a menos de 100 km da sede do clube, no caso, Goiânia. Na ocasião, “o procurador-geral do STJD, Paulo Schmidt, considerou que a perda de mando de campo e os portões fechados configuravam dupla punição. Ora, era muito simples e já vinha sendo praticado. O time joga em seu estádio, mas de portões fechados”, comentávamos naquele post.
A transferência para Brasília beneficia o São Paulo, adversário do Goiás. É praticamente uma inversão de mando de campo, como bem lembrou Mauro Cezar Pereira, comentarista da ESPN Brasil. Se a partida fosse para Uberlândia, por exemplo, também seria.
O Goiás estrila e bota o preço do ingresso nas alturas porque a administração do Bezerrão está enfiando a faca no aluguel do estádio, além da capacidade ser inferior a 20 mil pessoas, tornando a situação ainda mais bizarra.
Se a punição dos portões fechados fosse mantida, não aconteceria toda essa confusão. É triste ver um jogo que decide o campeonato sem torcida? Sim. Mas é o único jeito de não prejudicar terceiros e beneficiar segundos. Além disso, é a melhor maneira dos torcedores aprenderem a não se envolver em arruaças e do clube tomar as medidas cabíveis para afastar os arruaceiros dos estádios.
A melhor puniçaõ é portões fechado, mais como eles querem lucros, não importa a decisão que tomem.
Fica cada vez mais difícil entender os cartolas do futebol brasileiro. E com isso, quem mais sofre são os torcedores, grandes alimentadores da sanha lucrativa. Salve Figueiraaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!