O Figueirense praticamente resolveu o jogo contra o Brasiliense em seis minutos. Aos dois, Rafael Coelho fez um a zero e aos seis, Clodoaldo ampliou a vantagem. Depois disso, o Figueirense dosou e alternou o ritmo e poderia ter feito mais se efetivamente forçasse a partida. Foi uma vitória para comprovar que o destino do Figueira nesta competição é brigar pelo acesso.
Foi a terceira vitória consecutiva do Figueira no Scarpelli e a quarta nos últimos cinco jogos – houve um empate com o Vasco no meio. Mesmo questionando-se a qualidade dos adversários nestas três últimas vitórias em casa (Fortaleza, Vila Nova e Brasiliense), o principal é que o Figueirense não se enrolou em seus próprios nervos, sua própria ansiedade. Foi organizado, tranquilo e eficiente durante os três jogos.
Contra o Brasiliense, Roberto Fernandes voltou ao 3-5-2. As novidades foram o retorno de Clodoaldo no ataque e a escalação de Vinicius Pacheco na ala esquerda. Assim,o técnico repetia de um lado o que Lucas já fazia de outro: fechar o setor quando atacado e liberdade total de movimentos com a posse de bola. Foi dessa maneira que Vinicius deu o passe do primeiro gol, de Rafael Coelho, fez o terceiro e participou de diversas boas jogadas ofensivas. Ressalte-se ainda que Fernandes tanto auxiliava na armação como também cobria o setor esquerdo em apoio a Pacheco.
A defesa formada por Toninho, Regis e Edson esteve segura contra o jogo tico-tico-no-fubá do Brasiliense, enquanto Clodoaldo fazia sua melhor partida pelo Figueirense. Participou da jogada do primeiro e fez o segundo de forma belíssima, além de desperdiçar outras chances, como no lance em que foi atingido violentamente pelo zagueiro do Jacaré e fraturou a tíbia, o que o deixará praticamente fora de todo o campeonato. Sua saída influiu no rendimento do Furacão Alvinegro, já que Ricardinho entrou muito mal e foi inoperante durante todo o período em que esteve em campo.
Outro que apanhou um bocado foi Rafael Coelho, por conta da complacência da arbitragem diante da violência do time de Brasília. O péssimo juiz carioca Pablo dos Santos ainda premiou o Brasiliense com um pênalti inexistente no final do primeiro tempo, dando uma tênue esperança à equipe de que seria possível tentar algo mais, o que poderia complicar um jogo praticamente resolvido. Não complicou porque o Figueira teve competência para, inclusive, superar os erros de arbitragem e garantir a vitória.
Agora é se concentrar no Campinense. Com exceção do Guarani, que perdeu para a Portuguesa, todos os classificados entre 2º e 7º lugares (Atlético-GO, Vasco, Ponte Preta e Ceará, além de Lusa e Figueira) no início da rodada venceram seus jogos, mostrando como será acirrada a disputa pelo acesso à série A.
Como o Figueirense enfrenta o lanterna da competição, num daqueles jogos em que o Furacão Alvinegro corre todo o risco quase sozinho, e Guarani e Atlético-GO se enfrentam em Campinas, a vitória na Paraíba pode representar, além da manutenção no G4, subir mais uma posição na tábua de classificação. É hora, portanto, de aproveitar a boa fase.
Ilustre e prezado Ney Pacheco: à tua superior – e sempre lúcida – consideração: 1) Nosso time, como está, já é melhor que 80% de nossos adversários. Com mais um ou dois reforços de qualidade no meio – para atuarem ao lado do Jeovânio -, melhorando o quesito(fundamental) “passe”, valorizando a posse de bola, o retorno à Série A é uma possibilidade palpável. 2) O Roberto Fernandes ainda não encontrou o esquema – para mim, o 3-5-2 ou, fora de casa, contra concorrentes de maior estofo, o 3-6-1, nunca abrindo mão da volúpia pela vitória, com Personalidade – de jogo. Está mais do que na hora. 3) No segundo tempo, o time simplesmente não jogou – o que, contra adversários mais qualificados, é fatal. 4) Ricardinho, com sua inutilidade manifesta, retira, completamente, nosso poder de fogo. Não pode ser opção em hipótese alguma – que o nosso treinador coloque em campo qualquer outro, ainda que das categorias de base. Ninguém conseguirá jogar pior, é impossível. 5) Falta-nos, ainda, autoconfiança – aquela PERSONALIDADE que nos manteve sete(7) anos na elite, cobrindo-nos, em memoráveis jornadas(várias vezes contra os chamados grandes, na casa deles!), de alegria e orgulho. Temos que nos impor, somos Série A. Parabéns pelo trabalho e um forte abraço alvinegro!
essa confiança vem unica e exclusivamente do torcedor… que ainda nao deu as caras no estadio em grande numero, coisa que costuma fazer sempre
De fato. Estamos no momento de saborear a boa e promissora fase. Defesa segura, meio adquirindo consistência e ataque veloz. Como diz o nosso treinador, tem que ter sequência para melhorar ainda mais. Temos uma série de sete jogos importantes para adquirir gordura até chegarmos no grande confronto com a Portuguesa, no Canindé; e quem sabe até dar o troco do turno. Aí vai ser briga de cachorro grande. Avante Figueirense! Pra frente Furacão!
the best
Puxa, depois daquele gol com um toquezinho sutil por cima do goleiro e de mais uns três zagueiros brasilienses, o Clodoaldo não merecia castigo tão grande. Vai fazer falta. Os demais desfalques podem complicar a vida do Figueirense lá em Campina Grande. A pressão é toda em cima da gente. E aí é que mora o perigo. Como jogar lá fora sendo o favorito? Agora é que vamos ver a força do grupo.
Outra coisa: já é hora de os torcedores pararem de crucificar determinados setores nas cadeiras do Scarpelli. Se a animosidade já começa dentro de casa aí é que nós vamos dar motivos para as críticas das tais raposas felpudas. As vaias de alguns não são bem-vindas. Mas as “geladeiras” não atrapalham ninguém.
Concordo que a contusão do Clodoaldo aliviou pro Brasiliense. Poderíamos ter goleado e melhorado nosso saldo.
O Vasco tá sem o Léo Lima que foi pro Goiás, ou seja, não é só o Figueira que se desfez de importantes jogadores.
Ney, tu falou no texto que o destino do Figueira é brigar pelo acesso. Isso me faz pensar que iremos ficar sempre entre 4° e 7°. Acho que pela colocação atual, teoricamente, podemos até pensar em título.