“Tenho na minha cabeça a quantidade de jogadores que eu lancei e que o clube vendeu nas duas vezes em que estou aqui. E isso é importante também, se não você não sobrevive. O futebol é bonito, romântico, é emoção, é legal, mas se você não trabalhar no custo-benefício, você não melhora o clube e eu ajudei a melhorar o clube”.
Quem fez a declaração acima não foi José Carlos Lages, Rodrigo Prisco ou PC Gusmão. Foi Muricy Ramalho técnico do todo poderoso São Paulo, no último domingo, ao comentar a marca de 300 jogos sob o comando do tricolor paulista.
O modelo exportador está entranhado na cultura do futebol brasileiro. Não basta apenas ganhar títulos, fazer grandes campanhas, mostrar bom futebol. É preciso fechar as contas revelando jogador para vender para o exterior. E quando, além dos dirigentes, os próprios profissionais do futebol assumem o modelo como fato consumado e imutável, fica mais difícil buscar alternativas que fortaleçam os clubes e garantam que as revelações fiquem aqui por mais tempo.
Parabéns Ney, é isso mesmo. E nós (torcedores) ficamos nos descabelando quando o PC procura colocar no time jogadores novos, para que criem confiança e cancha para produzir “riquezas” para o Figueira. Se não acontecer o que está acontecendo, voltaremos a disputar séries “c” e “d”, seguindo o mesmo rumo dos Marcilios e JECs da vida. Bela sacada o teu blog.