Dúvidas, projeções e perspectivas

Comentou-se que o resultado da partida de sábado comprovou que o Figueira joga melhor com somente um atacante de ofício. Na partida contra o Vila Nova, contou com dois atacantes no segundo tempo e perdeu. Contra a Ponte Preta, Schwenck e Rafael Coelho jogaram o tempo todo e a equipe sofreu nova derrota.

Confesso que não me convenci disto. Com um atacante no primeiro tempo, o desempenho foi pífio. Saiu na frente porque contou com a incompetência do Brasiliense para não fazer gol e com a qualidade de Egídio e Rafael Coelho para botar a bola nas redes na única boa jogada ofensiva que a equipe construiu naquela etapa.

No segundo tempo, o time melhorou porque Márceio Araújo corrigiu o posicionamento e, principalmente, porque com a vantagem a seu favor no placar pode se plantar na defesa e explorar o erro do adversário para liquidar o jogo no contra-ataque.

Não foi, portanto, por ter jogado no 3-6-1 que o Figueira venceu, na minha opinião. Maicon, por exemplo, fez outra partida ruim. De positivo, uma boa jogada individual no começo do segundo tempo em que finalizou para fora, além do passe para o segundo gol de Rafael Coelho.

Por estas razões não me convenço que só dá para jogar com um atacante. Talvez um só atacante sirva para posicionar Fernandes mais à frente e esta seja sua grande vantagem, mas preferia então que a outra meia fosse ocupada por Vinícius Pacheco, já que Maicon continua devendo, embora contra o Campinense o Figueira também tenha que encontrar um substituto para Lucas, suspenso, como veremos mais abaixo.

Quem joga antes e quem entra na ala direita

O Figueirense já foi considerado morto nesta série B um bom número de vezes. Ressuscitou novamente no último sábado, combinando a goleada que aplicou sobre o Brasiliense com a sofrida pelo Atlético-GO.

Agora o Figueira transfere a pressão de jogar já sabendo do resultado de seu adversário para o Atlético-GO. O Furacão Alvinegro enfrenta o Campinense na sexta-feira, enquanto o time goiano pega o Guarani no sábado.

Antes dos dois, a Portuguesa entra em campo nesta terça-feira. Em teoria, amplamente favorita para vencer o ABC no Canindé. Só que a Lusa, assim como o Figueira, não é modelo de regularidade e confiabilidade, logo um tropeço não será surpresa.

O mesmo vale para o Figueirense contra o Campinense na sexta-feira no Scarpelli. Se entrar ligado, disposto e concentrado, o Figueira vencerá seu jogo sem muitos problemas, já que é bem superior ao adversário. Como já comentamos, o espírito visto no segundo tempo do jogo contra o Brasiliense.

Para a partida contra o Campinense, o Figueira enfrenta novamente um de seus grandes problemas na temporada: a ausência de bons reservas para as laterais. Lucas está suspenso e a especulação da semana será quem jogará em seu lugar.

Roger Carvalho ainda se recupera da cirurgia no nariz, portanto está fora desta partida. Anderson Pico, para mim, é carta fora do baralho. Não tem condições físicas de entrar num jogo tão pegado e decisivo. Sobram quatro alternativas: Anderson Luiz, Diego Paulista, Alê ou Vinícius Pacheco.

Anderson Luiz já conhecemos bem o que é capaz de fazer. Registre-se a boa assistência que fez para Fernandes marcar seu gol, mas atacar não é o forte do jogador. Serviria para fechar o setor, mas sobrecarregaria o jogo ofensivo em cima de Egídio e o Figueira precisa muito do apoio dos dois alas para ter boas alternativas de ataque.

Alê não passa confiança de que possa fazer um bom jogo, enquanto Diego Paulista nunca jogou por ali desde que chegou ao Figueira, sendo, portanto, duas incógnitas.

Sobraria então Vinícius Pacheco, que já jogou – e bem – na ala esquerda nos tempos de Roberto Fernandes. Como é ambidestro, poderia, em tese, desempenhar a mesma função pelo lado direito.

São as possibilidades. Algumas mais conservadores e outras mais arriscadas. Para você, qual a melhor escolha?

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About Ney Pacheco

Jornalista, aprendeu a amar o Figueira ainda nos tempos das arquibancadas metálicas. Viu Toninho, Marcos Cavalo, Sérgio Lopes, Pinga e Casagrande jogarem, mas tem uma vaga lembrança. Nascido em 1968 em Itu (SP), veio para Florianópolis aos três anos de idade, em 1971. Viu o time cair para a segunda divisão estadual, foi ao Scarpelli ver jogo contra o Flamengo de Capoeiras, esperou 20 anos para comemorar um título estadual e saboreou cada bom momento dos últimos 10 anos.

10 thoughts on “Dúvidas, projeções e perspectivas

  1. Ney, prezado: 1) Não podemos repetir, nos jogos que faltam(5), o horrível, irritante, teratológico primeiro tempo da partida de sábado contra o Brasiliense. Erros primários de passe, supina lentidão na saída para o ataque – tudo errado, enfim. 2) Na ala – não sei o que está acontecendo com o menino Lucas, faz tempo que não joga nada, absolutamente nada -, iria com o Anderson Luiz, mesmo. Tecnicamente limitado – sabemos -, tem, no entanto, muita raça e velocidade. 3) Colocaria o Vinícius Pacheco no lugar do Maicon – há que haver rapidez na ligação meio-de-campo/ataque. 4) Por fim, manteria o 3-6-1 – com as alterações às quais me referi, penso que é o melhor esquema.
    Um abraço alvinegro!

  2. complicado, acho que eu botava o roger carvalho de nariz quebrado mesmo hehehehhehe…
    o joao filipe tambem joga bem ali na lateral, as subidas dele ao ataque sao muito boas, mas o problema é quem entraria na zaga no lugar dele, ja que os reservas são lamentáveis.
    qualquer um que entrar consciente do que tem que fazer tá ótima, só torço pra que o técnico não resolva jogar com 2 zagueiros.

  3. Prezado Ney,
    Sobre o time do Figueira para sexta-feira, estou com o meu amigo Henrique Limongi. Anderson Luiz e Vinícius Pacheco nos lugares de Lucas e Maicon.
    No mais, é jogar sério, jogo a jogo, que nossas possibilidades são grandes.
    Por último, é interessante ver o medo que os torcedores do time do mangue tem do retorno do Figueira à Série A. Basta ver os comentários no blog do Castiel para sentir o desespero de enfrentarem o Figueirense.
    Um abraço.

    • O desespero ali é mesmo grande, Jorge.

      Tem que ler aqueles comentários inteligentes e educados de nariz tapado. Coisa horrorosa.

  4. Ney, concordo com a entrada de Vinícius Pacheco no lugar de Maicon, e a ala vai ter que jogar a camisa pra cima e quem pegar primeiro joga. Mas o que mais me preocupa neste momento de reta final é a desunião do grupo. É nítido que os jogadores não estão todos comprometidos. Basta observar as comemorações dos últimos gols, não existe vibração por parte da equipe, poucos jogadores correm para abraçar quem fez o gol. Me desculpe, mas não há comprometimento, e isto posde ser fatal nesta reta final. Tenho o sensação que é possível esta classificação, mas o grupo tem que acreditar e querer.

  5. Ney so a comissão Tecnica não percebeu que o nosso meio campo é leve e fraco, quando atuamos nestas condições o negocio não rende e tambem não adianta colocar 3 ou 4 volantes que não resolve.

  6. Corrigindo:
    “quando atuamos nestas condições o negocio rende e tambem não adianta colocar 3 ou 4 volantas que não resolve.

  7. Roger Carvalho ou anderson Luiz pelo de fato de eles serem atletas de verdade. Anderson Pico tá parecendo o ronaldo do corintians, cheio demais pra um jogador.

  8. Esse comentário do Fernando Dutra me deixou preocupado. Haverá falta de união no grupo do Figueirense, privilegiando grupinhos e desavenças pessoais em detrimento de um espírito coletivo e de alto astral? Numa reta final de campeonato seria a última coisa a esperar. Mas não duvido de mais nada. Domingo o Fluminense, quase morto, conseguiu uma vitória heróica contra o Cruzeiro e o que fêz o Fred após seus gols? Simplesmente pediu para não ser abraçado, pois não queria comemorar contra seu ex-clube. Palhaçada, né? Agora ninguém mais comemora então, pois os jogadores trocam de clube a toda hora! Espero que o Figueira esteja unido. Apareça PPP. Não espere até a última rodada.

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