É muito mais ou menos

Em um jogo como o desta quinta-feira no Scarpelli, ficam evidentes as limitações do Figueirense. Não faltam luta e empenho. O time corre, dá o máximo, mas futebol não é só isso. Futebol é qualidade técnica. E isso está faltando ao Figueira. O time até criou chances e poderia ter evitado a derrota por 2 a 1 para o Botafogo, mas foi vencido por sua própria insuficiência técnica.

Na escalação definida por PC Gusmão havia dois jogadores que poderiam fazer algo diferente, Rodrigo Fabri e Cleiton Xavier. Os dois fizeram uma partida muito ruim. Outro, que está se firmando com um jogador importante para o time, Rafael Coelho, precisava ser municiado pelos dois primeiros para brilhar. Mesmo com o mau futebol de Fabri e Cleiton, Rafael ainda conseguiu ser importante. Fez um gol, teve outro mal anulado pela arbitragem e, no fim do jogo, só não empatou a partida, porque o goleiro do Botafogo salvou um cabeceio seu com a ponta dos dedos.

O time do Figueira hoje é muito mais ou menos. Tem condições de, no máximo, ficar por onde está, no 12º lugar, um pouco para cima ou para baixo, se tudo for bem. Com as opções feitas por PC Gusmão, principalmente nas laterais, e sem mais alguns reforços de qualidade, o time vai, na melhor da hipóteses, beliscar uma vaga na Sul-Americana.

3 thoughts on “É muito mais ou menos

  1. Perfeita análise, Ney.
    Entendo que até há times piores que o nosso (Portuguesa, Ipatinga, Atlético PR, Náutico) e iremos jogar em casa contra os mesmos. Esses jogos serão de 6 pontos.

  2. Olha, lembro de ter lido um jornal antigo em que falava em “Furacão da Ilha”, antes portanto do Figueira se mudar para o Estreito. É coisa antiga, mas vou pesquisar de quando é.

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