O resultado não foi bom, mas pela primeira vez nessa triste seqüencia de seis derrotas, o Figueirense merecia melhor sorte do que o placar adverso de 4 a 3 para o Cruzeiro no jogo do último domingo.
O time jogou de igual para igual, dominou o jogo em vários momentos, foi mais organizado em campo, teve mais vibração, mas a qualidade superior do adversário e os próprios erros defensivos do Furacão Alvinegro custaram-lhe a derrota.
A primeira virtude alvinegra foi não cair no desespero e desmoronar em campo depois de sofrer o gol. Estava melhor e tomou o 1 a 0. Deu uma leve desarrumada, compreensível diante da situação, mas conseguiu evitar o pior e buscar o empate. Tomou o segundo gol e remontou o resultado, empatando ainda no primeiro tempo.
Foi para o intervalo melhor que o Cruzeiro e voltou ainda melhor no 2º tempo. Pressionou, criou chances, até virar o jogo. Aí a velha instabilidade defensiva se manifestou e o time tomou a (re)virada.
Como dissemos aqui, o Cruzeiro era favorito. Soube valer sua melhor qualidade técnica, seu entrosamento e sua organização tática. Mas o Figueira vendeu caro a derrota para um dos melhores times do campeonato. Para a situação atual, é um alento, que, obviamente, terá que ser confirmado nos próximos jogos.
Corrigindo o posicionamento defensivo, mas jogando com a mesma determinação e empenho que mostrou ontem, o Figueira tem tudo para sair dessa draga.