Jogar além de esperar pelo erro

Mesmo dirigida por Pintado desde a quarta rodada do campeonato, a Ponte Preta prossegue impávida na briga pelo acesso. No momento, está um ponto a frente do Figueira, no quarto lugar da série B.

É sinal de que o técnico nem teve que começar do zero como no início do ano no Figueirense nem precisou apelar para o “vamu lá, porra” dos últimos três jogos da série A do ano passado. Para continuar brigando na parte de cima da tabela, Pintado deve ter tido a inteligência de manter a estrutura concebida por seu antecessor, Marco Aurélio, que pode não ser nenhum fora de série, mas tem muito tempo de estrada para não entender do riscado. Porque se fosse para ficar tudo por conta de Pintado, a situação já estaria crítica em Campinas.

Pintado, assim como PC Gusmão, é um técnico qualificado como motivador, mas que parece se desmotivar mais com as derrotas do que o próprio elenco que comanda. Com isso, vai se perdendo quando a situação se complica. Ao menos, foi o que pareceu em sua passagem pelo Orlando Scarpelli nas últimas três rodadas da série A do ano passado e nos primeiros meses deste ano.

Por outro lado, não se deve se desprezar o fato da Ponte Preta ter uma dos maiores folhas da série B. É um time caro e qualificado para os padrões da segunda divisão. O que não quer dizer que seja imbatível.

A Macaca deve ter alguns desfalques como o meia Fabiano Gadelha, o zagueiro Dezinho e o volante Pirão. Se Pintado começasse a se atrapalhar na definição dos substitutos já seria uma boa ajuda para o Figueira.

Quem não pode se atrapalhar é Roberto Fernandes. Como sempre, há dúvidas a respeito da escalação para a partida de sábado. Este blog já comentou a respeito das possibilidades de formação da equipe, mas o fundamental é que o time mostre uma postura bem diferente do jogo contra o Juventude.

Se for a Campinas também para jogar em vez de se limitar a esperar o erro do adversário, o Figueira pode trazer um bom resultado e talvez já ingressar no G4 nesta rodada.

Foto: Assessoria de Imprensa – Figueirense

This entry was posted in Adversários, Figueirense by Ney Pacheco. Bookmark the permalink.

About Ney Pacheco

Jornalista, aprendeu a amar o Figueira ainda nos tempos das arquibancadas metálicas. Viu Toninho, Marcos Cavalo, Sérgio Lopes, Pinga e Casagrande jogarem, mas tem uma vaga lembrança. Nascido em 1968 em Itu (SP), veio para Florianópolis aos três anos de idade, em 1971. Viu o time cair para a segunda divisão estadual, foi ao Scarpelli ver jogo contra o Flamengo de Capoeiras, esperou 20 anos para comemorar um título estadual e saboreou cada bom momento dos últimos 10 anos.

One thought on “Jogar além de esperar pelo erro

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>