Ao se entrar em campo jogando em casa, com obrigação de vitória, contra um time inferior tecnicamente, mas com mais preparo físico e entrosamento, o fundamental é resolver o jogo logo. Foi isso que o Figueirense não conseguiu fazer no empate por 1 a 1 com o Atlético de Ibirama nesta quinta-feira, no Scarpelli.
O time fez 1 a 0 com Rafael Coelho. Teve chances de ampliar com Bruno Santos, Pedrinho e Jairo, mas não marcou o segundo. Aí, numa bobeira da defesa, tomou o empate no final do primeiro tempo. No segundo tempo, a afobação tomou conta, o time sentiu a falta de pernas e não jogou bem. O empate faz o Figueira marcar passo na classificação do campeonato, mas a entrada de Rafael Lima, Wellington, Pedrinho e Roger deram mais qualidade ao time.
Na defesa, Wellington e Rafael Lima deram mais força de marcação e consistência ao setor, mas Anderson Luís e Bruno Perone continuam destoando. O gol do Atlético saiu justamente no momento em que Rafael Lima abandonou a marcação de Leandrão para acudir o atabalhoado Perone, ficou no meio de caminho e deixou o centroavante do Atlético aos cuidados de Anderson. Resultado: gol.
O time marcou melhor, mas ainda longe do que deve ser. Principalmente porque em vários momentos do jogo, mesmo no primeiro tempo, quando esteve melhor e mais bem organizado, se mostrou aparteado, com cinco jogadores além da linha intermediária ofensiva, procurando agredir o adversário, enquanto outros cinco ficavam da linha do meio-campo para trás, o que dava espaços para o Atlético de Ibirama contra-atacar quando recuperava a bola. A compactação é fundamental no futebol. Time bem armado é aquele que se defende e ataca sem deixar largos espaços para o adversário trabalhar a pelota.
No meio, Roger, Pedrinho e Jairo também estiveram bem no primeiro tempo. Os dois primeiros, no entanto, cansaram e Jairo entrou na pilha de querer resolver tudo sozinho na segunda etapa.
Na defesa, a solução se encaminha, no momento, com Rafael Lima, a entrada de Régis na quarta zaga e Wellington na ala esquerda. O problema se limitaria então à ala direita.
No meio, a chegada do volante Rômulo pode resolver o problema crônico de falta de proteção à zaga e liberar Roger para jogar em sua real posição, como segundo volante. Aí o time poderia jogar mais ofensivamente com Pedrinho e Jairo (ou Fernandes, quando estiver pronto) ou botar outro jogador com um posicionamento mais defensivo para liberar Pedrinho. Ou então jogar com um atacante somente e dois meias avançados.
O time melhorou, portanto, mas tem muito a consertar. E não pode ser de outro jeito. A equipe está sendo montada durante a competição, fruto do maravilhoso calendário brasileiro que reserva menos de 15 dias de preparação para a temporada. Essa melhora, porém, não será sem sofrimento.
Bela análise! Concordo!
De fato, uma análise correta. Complementando, trata-se de um time medíocre, treinador medíocre, “deretoria” medíocre. Estão brincando de construir estádio e esquecendo do Futebol. Foi-se o Catarinão 2009.