A maneira como vemos os acontecimentos retrata como nos sentimos diante deles. Aqui, por exemplo, se vê o futebol dentro da perspectiva de um torcedor do Figueirense.
Este blog procura manter a razão, evita se deixar levar pela emoção exacerbada, mas sempre vai olhar os fatos pelo foco alvinegro, querendo ver o time cada vez melhor, cada vez mais vitorioso, rebatendo quando considera o clube injustiçado ou atacado indevidamente.
Nesse sentido, é curioso ver a metamorfose porque passa a crônica esportiva de Florianópolis com a participação do Avaí na série A.
Primeiro, foram sete ou oito rodadas da mais absoluta paciência e compreensão. O time não ganhava, mas “jogava bem”, “a vitória era questão de tempo”, o time “está se ambientando à série A” e outras justificativas condescendentes.
Aí veio a lanterna, a luz acendeu. “É preciso mudar”. Começou então a apologia da retranca. O Avaí tinha que jogar com um atacante só, três zagueiros, três volantes. “Tem que jogar fechado”. Precisa “ter pegada, não deixar o adversário jogar”. A retranca virou o melhor sistema de jogo do mundo. Nada que envergonhe alguém. Inclusive em casa!
Com isso veio o discurso do coitadinho, do pequeninho, do Davi contra o Golias. “O salário do ‘fulano’ paga quase toda a folha do Avaí”. Antes, se um dirigente, técnico ou jogador do Figueira usasse um argumento desses para justificar um mau resultado diante de um time grande, apanhava até no céu da boca. Agora é comentarista esportivo que cospe a justificativa.
Antes quando o Figueira ganhava do Grêmio (ou do Inter, do Flamengo, do Fluminense, do Botafogo, do São Paulo, do Corinthians, do Palmeiras, do Santos, do Cruzeiro…) o discurso era: “o time ‘tal’ me decepcionou. É muito fraco. Muito fraco”. Agora é: “todo mundo sabe que o time ‘tal’ é muito superior ao Avaí”.
Antes, jogo em casa era para matar, vencer de qualquer jeito. Agora, empatar com o Vitória em casa não é ruim. “O Vitória tem um time muito bom, perigoso. O importante é pontuar sempre”.
Particularmente, considero que essa diferença de tratamento da mídia com os dois times da capital interfere diretamente na maneira com que o torcedor se relaciona com o seu clube. De tanto ouvir poréns e senões nos grandes resultados e feitos do Figueira, muito torcedor se tornou mais crítico e mais exigente. Nunca está bom, nunca é suficiente.
Isso pode ajudar a crescer em determinados momentos, mas também impede que se saboreie uma boa vitória ou uma boa campanha como se deve. Sem poréns, sem senões, sem contudos ou todavias.
Precisa dizer mais alguma coisa?? Óbvio que não, a não ser: Parabéns!!!
Quebra tudo Figueira!!!
Desde que deixei de acompanhar as mídias da rede gaucha, os meus sintomas de gastrite desapareceram e a minha pressão arterial normalizou-se.
abraço
Adair, matasse a pau. HAHA
E Ney – precisa ainda dizer que dázumbânho?
Poderíamos estar com uma média de público melhor no SCARPELLI , porém a imprensa não ajuda.
Aí vem o mané passarinheiro e manda aquela: “esse avai fax cosa né ô”.
Mas deixa, provaremos que não somos times de lua como São Caetano e cia ltda.
O Figueira tem estrutura e é o maior do nosso estado. Todo jogador que passa por aui diz isso.
Ney, show de bola. parabéns.
parabens pelo blog, é um dos melhores alvinegros!
Obrigado, Léo. Apareça sempre.