Nada de mudanças drásticas

Eu considero que em plena forma, Jeovânio é titular do Figueira. Também gostaria de ver uma linha de três zagueiros com Roger Carvalho, João Filipe e Edson. Seria uma boa testar Jean Coral no ataque e dar uma sequência de jogos para Bóvio.

Só que não é hora para isso. O assunto já foi comentado pelo Campos, no Blog dos Figueirenses, e eu vou na mesma linha. O Figueira demorou para encontrar uma formação e um jeito de jogar. Faltando sete jogos para terminar o campeonato, não dá para mexer no que está dando certo. Só o básico, motivado por contusão ou suspensão, sem alterar a estrutura da equipe em demasia.

Na partida contra o Fortaleza, Márcio Araújo não tinha Egídio, suspenso, mas optou por fazer um remelexo tão grande que o time não conseguiu repetir as boas atuações anteriores.

Contra o Juventude, o técnico precisou improvisar na zaga, pois Edson estava suspenso e João Filipe precisou resolver problemas familiares. Para não colocar Régis, que fez partidas muito ruins das últimas vezes em que jogou, Araújo improvisou Jeovânio. O volante jogou bem, mas a defesa bateu cabeça no primeiro tempo e só se acertou na segunda etapa, quando o time também se fechou mais para administrar a vantagem de 3 a 1.

Edson estava disponível para a partida contra o Vila Nova, mas o treinador preferiu manter a formação do jogo contra o Juventude. Não funcionou no primeiro tempo, o time sofreu gol, deu muito espaço para o adversário, principalmente pelo lado esquerdo da defesa e sofreu muito com as bolas aéreas, pois perde estatura com Roger Carvalho e Jeovânio na zaga. Melhorou com a saída do último e a mudança para o 4-4-2 no segundo tempo, mas deu bobeira novamente e tomou outro gol pelo alto no fim.

Então o negócio é mexer o mínimo possível. Alguns jogadores como Egídio, Lucas e Paulinho oscilam muito de um jogo para o outro, mas tem características que outros jogadores no elenco não têm. Além disso, já mostraram que têm qualidade. Trata-se então de conversar, procurar corrigir os erros e passar confiança.

A única exceção que faço ao time titular atual é Maicon. Fez um estréia razoável contra o Paraná, jogou muito contra o Vasco, mas depois começou a cair de produção. Desde a partida contra o Bahia – quatro jogos, portanto – não tem bom desempenho.

Como Rafael Coelho pode não ainda estar 100% para jogar 90 minutos, minha alternativa seria começar a partida de sábado, contra a Ponte, com Vinícius Pacheco no lugar de Maicon. Vinícius já entrou durante algumas partidas depois que se recuperou de contusão, teve uma fase muito boa antes de se machucar e pode dar mais velocidade ao meio-campo num jogo em casa, no qual o Figueira precisa muito da vitória.

Esta seria a única mudança, para dar mais qualidade à equipe, sem alterar a forma de jogar e a estrutura tática. O Figueira precisa insistir no que deu certo. As mudanças precisam ser gradativas e/ou absolutamente necessárias.

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About Ney Pacheco

Jornalista, aprendeu a amar o Figueira ainda nos tempos das arquibancadas metálicas. Viu Toninho, Marcos Cavalo, Sérgio Lopes, Pinga e Casagrande jogarem, mas tem uma vaga lembrança. Nascido em 1968 em Itu (SP), veio para Florianópolis aos três anos de idade, em 1971. Viu o time cair para a segunda divisão estadual, foi ao Scarpelli ver jogo contra o Flamengo de Capoeiras, esperou 20 anos para comemorar um título estadual e saboreou cada bom momento dos últimos 10 anos.

9 thoughts on “Nada de mudanças drásticas

  1. Para mim o time ideal, é:
    1 – Wilson
    2 – Roger Carvalho
    3 – Toninho
    4 – Edson
    5 – Jeovânio
    6 – Egídio
    7 – Lucas
    8 – Roberto Brum
    9 – Schwanke
    10 – Fernandes
    11 – Vinícius Pacheco

    Paulinho é bom, mas às vezes se torna muito individualista e erra muitos passes. Jeovânio daria mais segurança à frente da zaga, Brum melhora a saída de bola, jogando mais avançado, pode cadenciar melhor o meio com o Fernandes, o o Vinícius Pacheco tornará o ataque mais agudo, mais incisivo, mais veloz.

  2. Acredito que o ideal é a volta do Edson, não vem sendo destaque, mas é um ótimo jogador. E quanto ao meio de campo acredito que o ideal é a manutenção do Maicon, ele jogou razoavelmente bem contra o vila nova, e acredito que o ideal, para jogar em casa, é colocar a bola no chão e ir trocando passes. O Maicon tem essa caracteristica, apesar de as vezes cadenciar demais o jogo, de toque de bola.

  3. Eu não mexeria muito, mas acho que jogando em casa e precisando da vitória é fundamental a entrada do Rafael Coelho e com o fernandes jogando como camisa 10. Edson ou Jeovânio? Eis a questao, ai não sei responder

    wilson, lucas, toninho, roger carvalho, edson (jeovanio) e egidio, roberto brum, paulinho e fernandes, schwenck e rafael coelho

  4. “Nada de mudanças drásticas” – concordo inteiramente contigo, caro Ney. Sem alterar a estrutura tática – três zagueiros -, colocaria o Jeovânio na frente da área, protegendo a zaga. O nosso petiço, Rafael Coelho, ficaria como opção. E só.
    Um abraço!
    P.S.: peço uma palavra tua: segundo o “site” Chance de Gol, o clube que fizer 65 pontos não sobe. Não sei o que diz o Infobola. O que pensas, meu caro?

  5. A ubica mudança sera a de atitude, temos que vencer este jogo, para não perdermos a confiança. Vencer Vencer Vencer

  6. Sem inventação. Temos que primar pelo time base. Pra começar o jogo é com a aquele time que está na boca do povo. Os três zagueiros (o David Mattos sabe quais são), 1º e 2º volante (um deles o Jeovânio e sai Paulinho), os dois alas (liberados), os dois meias (com mais uma chance para o Maicon) e o homem de frente. No mais é muita vontade de não tomar gol e muita vontade de ganhar o jogo.

    • O que vocês acham? Sem o desinteressado Maicon, quem entra? Vinicius Pacheco ou Rafael Coelho?

    • Acho que o Ney tem razão. Começar com o Vinícius Pacheco é mais prudente. O Rafael ainda não é uma certeza para 90 minutos. O que já se sabe, a esta hora, é que a vitória tornou-se fundamental, tendo em vista os resultados de Ceará e Atlético-GO. Este último, quem diria, arranjou fôlego após ganhar do Fortaleza lá, coisa que não conseguimos. Temos que vencer de qualquer jeito.

  7. Pingback: Mudar o esquema ou não?- Ney Pacheco

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