A virada de um turno para o outro é um bom momento para fazer projeções e avaliar tendências e assim as perspectivas do Figueira não eram nada animadoras. Não seria a simples troca de técnico que mudaria isso, já que o time permaneceu praticamente o mesmo.
O início de Adilson Batista parecia confirmar as projeções. Derrotas para o Atlético Mineiro (0 a 1) e Corinthians (2 a 3), intercaladas por uma vitória sobre o Goiás por 3 a 0. De 36% de aproveitamento, o desempenho caiu para 33%, embora três jogos fossem muito pouco para apontar uma tendência.
Pois nos últimos oito jogos em casa, o time enfileirou uma seqüência incrível de oito vitórias consecutivas. Ou seja, com Adilson, o aproveitamento em casa chegou à casa dos 81% (27 pontos ganhos em 33 possíveis).
Foi isso que foi decisivo para a salvação do Figueira. O time não virou nenhum esquadrão. Continuou levando piabas fora de casa (3 a 0 do Inter, 4 a 0 do Cruzeiro, 4 a 2 do São Paulo), mas a mudança completa, não prevista em nenhuma projeção, do desempenho dentro de casa fez a diferença.
Não estou traçando nenhum paralelo com a situação atual. Só estou tentando mostrar que projeção e realidade trilham caminhos diferentes muitas vezes. Ainda mais no futebol.
Não dá para cravar taxativamente que com seis vitórias e um empate, chegando a 45 pontos, o time escapará da segundona. É provável, mas depende de outros fatores. Pode ser que com 43 escape, pode ser que com 47 caia.