O técnico Roberto Fernandes fez um grande remelexo no Figueira para a partida contra a Ponte Preta. Considerando o resultado e a exibição, pode-se afirmar que em grande parte funcionou.
O time começou supostamente num 4-5-1, com Wilson; Lucas, Toninho, Régis e Edson; Carlinhos, Paulinho, Alê, Fernandes e Vinícius Pacheco; e Rafael Coelho.
Foi só a bola rolar, no entanto, para ver que a disposição tática era muito diferente. Edson funcionava com um terceiro zagueiro. Alê era, na prática, o lateral direito. Lucas era o segundo atacante, encarregado de puxar os contra-ataques e construir as jogadas para Rafael Coelho. O meio era formado Carlinhos, Paulinho, Fernandes e Vinícius Coelho.
O time também não estava postado nas famosas duas linhas de quatro, pois Toninho, Régis e Edson estavam posicionados como zagueiros. Os três estavam muito bem no jogo, ganhando quase todas pelo alto e por baixo. O Figueira tinha três problemas, no entanto. Fernandes não estavam num bom dia. Paulinho, que deveria fazer a saída de jogo, também não estava bem.
Por fim, havia dificuldade na marcação pelos lados do campo. Por um lado, Alê sofria para dar conta do ala canhoto Vicente. De outro, ninguém do Figueira se posicionava corretamente pela esquerda de defesa, deixando uma brecha para a entrada de jogadores da Macaca. Só que Wilson mais o trio de zagueiros não deixavam por menos e destruíam as chances da Ponte, uma por uma.
A armação ofensiva, no entanto, funcionou. Em um dos lances, Vinícius Pacheco enfiou uma bola com perfeição para a entrada de Lucas em profundidade. Este cruzou na medida para Rafael Coelho completar para as redes.
No fim do primeiro tempo, outra trama entre Vinícius, Lucas e Rafael terminou com o chute de primeiro para uma boa defesa do goleiro da Ponte. No rebote, Rafael Coelho disputou na cabeça com o zagueiro Marinho e o goleiro conseguiu fazer nova defesa.
No intervalo, Roberto Fernandes corrigiu os problemas defensivos. A marcação sobre Vicente foi ajustada, Alê subiu de produção e Massari entrou no lugar de Fernandes, fechando de vez o lado esquerdo.
Assim, o Figueira reduziu ainda mais o espaço da Ponte Preta, que criou muito pouco, e continuou levando perigo ao gol adversário, principalmente através de Lucas. O único problema é que time chegava com pouca gente no ataque. Por orientação do técnico ou por decisão própria – não é incomum os jogadores recuarem demais para garantir o resultado –, a equipe se resguardava na defesa e as estocadas ofensivas ficam por conta de Coelho, Lucas e Vinicius.
Durante a semana, o Figueira tentou a contratação do lateral direito Ricardo Lopes, que acabou não dando certo. Pela exibição de Lucas ontem e em partidas anteriores, o garoto precisa mesmo de liberdade, seja jogando de meia, seja de segundo atacante. A questão é que quando Lucas está bem, ele faz o time jogar e as jogadas mais perigosas saem de seus pés.
Assim, a busca por um atleta para assumir a lateral direita deve continuar. Além de liberar Lucas para o ataque, o novo contratado pode permitir com que o Figueira possa jogar no 4-4-2, por exemplo, e ter variações táticas suficientes para surpreender seus adversários.
O Furacão Alvinegro está no caminho certo. Agora é encarar o Brasiliense, um adversário difícil, embora em má fase, e confirmar a ascensão no campeonato.
É. Tá enjoada essa questão das laterais. A Diretoria tem que se esforçar mais um pouquinho pra ajudar nessa nova fase do campeonato e fazer com que o time se estruture de uma vez. As necessidades hoje praticamente se resumem a um bom lateral e outro meia armador, contando que segurem o Rafael Coelho para nos ajudar até o nosso objetivo final, que é o retorno à série A. Volto a frisar o que comentei anteriormente. É importantíssima a fase do campeonato em que o time entrará; maratona de terças e sextas-feiras; os times precisarão mostrar quem de fato tem grupo para aguentar; por outro lado é bom para firmar ritmo de jogo. O Figueirense pega o único adversário que hoje está à sua frente somente daqui a nove rodadas (dia 01/9 Portuguesa fora), o que não significa que os jogos até lá serão fáceis. Todas as rodadas até lá serão com times que hoje estão atrás com no mínimo quatro pontos de diferença. O Airton está certo: “… o Figueirense só depende dele próprio”. Do próprio time em campo e da Diretoria pra dar mais um gás. Afirmação já! Motivação agora!
Foi um grande resultado.
Massa Alvinegra, o time está fazendo a sua parte, está na hora de TODOS nós fazer a nossa, amanhã contra o Brasiliense vamos lotar o caldeirão….
Força Figueira…
os sete primeiros da B estao no mesmo nivel vao subir aqueles mais estruturados e o campeao vai ser quem fizer algo diferente,
O Figueirense melhorou muito em comparação com o ano passado e inicio deste. Principalmente na defesa. Régis foi um GIGANTE mesmo. Mas ainda é uma equipe um tanto bagunçada. Falta alguém assumir a meia cancha para pararmos do bagões na tentativa do Rafel Coelho. Mas, acho que tá no caminho certo.