Tadeu bateu o pênalti pifiamente, mas Fábio Costa se adiantou uns três metros. Na letra fria da regra, o árbitro deveria ter mandado repetir a cobrança. Pouco, no entanto, se comentou na imprensa do Eixo. Se fosse Wilson a recorrer ao mesmo expediente, seriam horas de análise e condenação do lance.
É aquela velha história. Se um time do Sul, no caso atual o Grêmio, está nas cabeças, marca forte e comete muitas faltas, é violento. Se for o São Paulo, é competitivo.
No sábado, Washington, atacante do Fluminense, esticou o braço na altura da cabeça num cruzamento para a área do Palmeiras. Não chegou a tocar na bola, mas na seqüência, sem tocar em ninguém, a pelota entrou. 1 a 0 para o Flu. Na saída de campo para o intervalo, o repórter da Globo já chegou no atacante com a resposta: Washington, o braço no lance foi por causa do movimento de corrida, não? Aqui e na China aquela foi uma tentativa de, no mínimo, ludibriar ilegalmente o adversário e assim merecia ser punida com marcação de falta.
O maior problema é que a imprensa do Eixo é tão provinciana quanto à do resto do país, mas tem repercussão nacional. E aí parte do público compra uma visão regional como se fosse cosmopolita e moderna. Está vendo o mundo pelo umbigo dos outros.
É o caso, por exemplo, de André Santos. No Corinthians ele não fez mais do que há havia feito no Figueirense. E aqui sempre teve que enfrentar grandes adversários na série A. Neste ano, na série B, está deitando e rolando porque a concorrência é muito inferior. Só que, quando estava no Figueira, e foi indicado entre os três melhores laterais da série A de 2007, teve comentarista da Sportv dizendo que isso era sinal do nivelamento por baixo do futebol brasileiro. Depois que foi para o Corinthians virou craque e merece uma chance na Seleção. É assim que funciona.
Olha Ney voce tem razão no seu post, e para piorar a midia aqui é Gaucha e com manchas Azul, fazer o que…..
sabias palavras ney..
como sempre tiro meu chapeu para ti!