Começar mal a temporada não é novidade para o Figueira nos últimos anos. Desde que voltou à série A, em 2002, o time, na maioria dos anos, tropeça nas próprias pernas e se recupera depois. Foi assim que o clube venceu cinco (2002,2003,2004,2006,2008) das últimas sete edições do campeonato catarinense.
Em 2002, por exemplo, o calendário era muito diferente. O ano começava com a Copa Sul-Minas e a Copa do Brasil. Na Sul-Minas, o Figueira começou muito mal. Empatou em 0 a 0 na estréia contra o Atlético Mineiro em Belo Horizonte, perdeu por 2 a 0 para o Atlético-PR em casa e foi goleado pelo Paraná Clube por 4 a 0 em Curitiba. Depois o time se recuperou, fez uma boa campanha na Copa do Brasil, sendo eliminado pelo São Paulo e ganhou o estadual com o pé nas costas, vencendo os dois turnos e eliminando a necessidade de uma final. Só que o campeonato começou lá por abril ou maio, com o time já na ponta dos cascos.
De 2003 a 2006, o campeonato catarinense tinha uma fórmula que permitia a recuperação. Eram dois grupos de seis clubes, cada qual classificando quatro equipes para a segunda fase. Era mais difícil ser eliminado na primeira fase do que se classificar. Mesmo assim, o Figueira viveu suas crises e suas oscilações. Em 2006, fez um bom time, tinha um grande treinador, Adilson Batista, e não teve problemas na primeira fase. Muito porque jogou todo aquele período em Lages, por conta da reforma do gramado do Scarpelli, e assim ficou longe da pressão e da cornetagem. Na segunda fase, no entanto, o time passou por maus bocados, ao empatar com o Marcílio Dias e perder para Avaí e Joinville no primeiro turno do quadrangular classificatório às semifinais. Isso obrigou a equipe a vencer todos os jogos do returno, no que teve êxito e arrancou para conquistar o campeonato.
Curiosamente, foi no ano que começou melhor, em termos de resultados, que o Figueira teve mais dificuldades. Em 2008, o time venceu o 1º turno, garantiu vaga na final e na Copa do Brasil de 2009. Os problemas de preparação física e de formação de elenco, no entanto, nunca foram resolvidos a contento e isso custou o rebaixamento à série B.
O problema, no futebol, é que o planejamento está sujeito a chuvas e trovoadas. Talvez valesse mais começar a temporada com um time recheado de juniores, como comentou o Tainha em seu blog, e deixar o elenco principal fazendo a preparação adequada para todo o ano.
Só que isso não é feito. O time começa capenga, tem maus resultados e a pressão começa. Agora, por exemplo, se desenha a antecipação das estréias de Régis e Pedrinho para o jogo de quinta-feira, para ver se o time se encorpa.
A questão é que não queimar etapas significaria a diretoria deixar claro para a torcida que os resultados não seriam o mais importante no início da temporada. O treinador, por sua vez, não se sente seguro em time nenhum se as derrotas se sucedem, mesmo tendo toda a garantia da direção de que será mantido. A torcida não quer ficar por baixo, aturando gozações e se incomodando em ver um time jogar mal. Assim, o círculo vicioso se completa e decisões atabalhoadas se sucedem. Tudo, na maioria das vezes, por falta de convicção no projeto que está sendo executado. O Figueira tem tudo para se recuperar, mas enquanto isso estará sujeito a seguir aos trancos e barrancos.
Só Falta planejamento, os 13 jogadores que subiram poderia receber ferias em Outubro e Novembro começar a se preparar para a temporada.
perfeito o teu comentario ney. acho que podiam ter antecipado o retorno das ferias tb, mas de qq maneira o palmeiras mesmo com um elenco renovado vem jogando bem, mas é outra historia e outra situacao ne..
na verdade acho que mesmo que começacem com todos os juniores o resultado nao seria muito diferente. ja que da para ver que pegamos nesses dois jogos times que estao bem preparados e dariam uma surra nos juniores dada a qualidade deles..
ate penso que seria uma boa alternativa, mas sera que o resultado seria “menos pior”? e mesmo que tivesse dado um pouco certo e tivessemos conseguido beliscar um ou dois pontos nesses ultimos jogos com a gurizada, sera que daria para contar com os volantes que temos?
o que tem deixado todos de cabelos em pe nao é so como ta a situacao do campeonato, isso talvez para a maioria, mas quem ta analisando mais o time fica espantado com as opcoes que temos e com o desequilibrio do time mesmo com a chegada de regis e pedrinho, e quem sabe ate a volta do fernandes, a coisa esta feia..
o wellington ainda nao estreou e parece que nao saiu no bid ainda, nem olhei, teremos que aguentar o anderson luiz, po nem para trazer uma aposta barata para o setor ja que o lucas ja mostrou que nao tem condicoes?? e o volante?? ate agora nada!! ainda estou tentando entender para que tanto atacante..
sei la.. acho que ando meio sem paciencia, nunca fui tao corneteiro hehehe
mas me parece que colocando os juniores, ou mesmo nas contratacoes, o figueira anda meio perdido, basta ver o numero de contratacoes erradas que tem surgido.. o problema sabemos que é no andar de cima.. uma hora o prisco vai ter que admitir que isso nao funciona e so ta queimado o filme dele.
mas mesmo assim, continuo fiel ao time e indo nos jogos, torcendo por seja quem for a naba que esteja vestindo a camisa!! afinal ja passamos por situacoes muito piores, e jogadores piores ja vestiram a camisa tb..